UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA – UDESC CENTRO DE CIÊNCIAS DA ADMINISTRAÇÃO E SÓCIO- ECONÔMICAS – ESAG CURSO DE MESTRADO PROFISSIONAL EM ADMINISTRAÇÃO ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: GESTÃO ESTRATÉGICA DAS ORGANIZAÇÕES MARCUS VINICIO FAGUNDES DE OLIVEIRA

68 

Full text

(1)

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA – UDESC CENTRO DE CIÊNCIAS DA ADMINISTRAÇÃO E SÓCIO-

ECONÔMICAS – ESAG

CURSO DE MESTRADO PROFISSIONAL EM ADMINISTRAÇÃO

ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: GESTÃO ESTRATÉGICA DAS ORGANIZAÇÕES

MARCUS VINICIO FAGUNDES DE OLIVEIRA

INDICADORES FINANCEIROS E CONTÁBEIS PRIVILEGIADOS PELAS EMPRESAS DE BASE

TECNOLÓGICA ASSOCIADAS AO MIDI - TECNOLÓGICO DE SANTA CATARINA

Dissertação apresentada ao Programa de

Pós-Graduação em Administração da

Universidade do Estado de Santa Catarina como requisito parcial para a obtenção do título de Mestre em Administração.

Orientador: Prof. Dr. Mário César Barreto

Moraes

FLORIANÓPOLIS – SC

(2)

Fi ch a e la bo ra da p ela B ib lio te ca C en tra l d a U D E SC O 48 i O liv eir a, M arc us Vini cio F ag un de s d e In dic ad or es f in an ce ir os e c on tá be is pr iv il eg ia do s p ela s e m pr es as de b as e t ec no ló gic a a ss oc ia da s a o MI D I T ec no ló gic o d e S an ta C ata rin a / M ar cu s V in ic io F ag un de s d e O liv eir a – 2 01 3. 12 5 p . : il. co lo r. ; 2 1 c m O rie nta do r: Pr of . D r. M ár io C és ar B ar re to Mo ra es B ib lio gr afi a: p. 11 7-12 3 D iss er ta çã o ( m es tra do ) – U niv er sid ad e d o E sta do d e S an ta C ata rin a, C en tro d e C iê nc ia s d a A dm in ist ra çã o e So cio ec on ôm ic as , P ro gr am a d e P ós -G ra du aç ão e m A dm in ist ra çã o, Fl or ia nó po lis , 2 01 3. 1.I nc ub ad or as d e e m pr es as . 2 . I nd ic ad or es fi na nc eir os . 3 . In dic ad or es c on tá be is. I. Mo ra es , M ár io C és ar B ar re to . I I. U niv er sid ad e d o E sta do d e S an ta C ata rin a. III . T ítu lo . C D D : 6 58 .0 46 – 2 0.e d.

Metodologia de indicadores e ferramentas financeiras e contábeis - Tabela de frequência de utilização

N Indicador e ferramenta Semanal Quinzenal Mensal Trimestral Semestral Anual

1 Orçamento empresarial X X X X X X

2 Fluxo de caixa X X X X X X

3 Evolução de vendas X X X X X

4 Giro de estoques X X X X

5 Balanço Patrimonial X X X X

6 Demonstrativo do Resultado do Exercício X X X X

7 Demonstração dos Fluxos de Caixa X X X X

8 Payback (simples ou descontado) X X X X

9 Margem líquida X X X X

10 Margem de contribuição X X X X

11 Taxa interna de retorno (TIR) X X X X

12 Valor presente líquido (VPL ou NPV) X X X X

13 Lucratividade X X X X

14 Retorno sobre investimentos (ROI) X X X X

15 Retorno sobre patrimônio líquido (ROE) X X X X

16 Alavancagem financeira e operacional X X X X

17 Índices de endividamento X X X X

18 Índices de liquidez X X X X

19 Análise vertical e horizontal X X X

20 Custo médio ponderado de capital (WACC) X X X

21 EBITDA X X

22 Demais documentos contábeis obrigatórios segundo a Lei n° 11.638/07 X

23 Economic Value Added (EVA ou DVA) X

24 Marketing Value Added (MVA) X

(3)

INDICADORES FINANCEIROS E CONTÁBEIS PRIVILEGIADOS PELAS EMPRESAS DE BASE

TECNOLÓGICA ASSOCIADAS AO MIDI - TECNOLÓGICO DE SANTA CATARINA

Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade do Estado de Santa Catarina como requisito parcial para a obtenção do título de Mestre em Administração.

Banca Examinadora

Orientador: _____________________________________ Prof. Mário César Barreto Moraes, Dr ESAG/UDESC

Co-orientador: _____________________________________ Prof. Júlio da Silva Dias, Dr

ESAG/UDESC

Membro: _____________________________________ Prof. Marcus Vinicius Andrade de Lima, Dr CSE/UFSC

(4)

(__) Não utilizamos indicadores próprios em nosso negócio.

10. Dos indicadores aqui apresentados, tanto os previstos

na pesquisa quanto os próprios de sua empresa, quais são os três

mais importantes em seu negócio? Por favor ordene em escala

de importância.

(__) Indicador

1:_________________________________________________

(__) Indicador

2:_________________________________________________

(__) Indicador

3:_________________________________________________

(5)

(__) Marketing Value Added (MVA): indicador que representa a diferença entre o valor de mercado de uma empresa, baseado no seu número de ações e o custo do capital utilizado.

(__) Economic Value Added (EVA ou DVA): indicador que

representa quanto valor se adiciona ao negócio anualmente.

(__) Orçamento empresarial: Elemento auxiliar de previsão de

receitas e despesas; compara as previsões de entrada e saídas com os resultados reais.

(__) Alavancagem financeira e operacional: indicadores que

contribuem para elevar o resultado operacional e líquido da empresa. Operacional: avalia a variação dos resultados da operação; Financeiro: avalia a endividamento, lucratividade e decisões de investimento.

(__) Análise vertical e horizontal: análises que buscam comparar

evoluções entre uma conta específica (vertical) ou entre períodos de tempo (horizontal).

(__) Documentos contábeis obrigatórios segundo a Lei n°

11.638/07: DRE – Demonstrativo do Resultado do Exercício, BP -

Balanço Patrimonial, DFC – Demonstrativo dos Fluxos de Caixa.

(__) Não utilizamos estes indicadores.

9. Seu negócio utiliza indicadores de gestão financeira

e/ou contábil próprios, que não foram cobertos por esta pesquisa? Em caso afirmativo, quais são?

(__) Indicador A: _____________________________________

(__) Indicador B: ______________________________________

(__) Indicador C: ______________________________________

(__) Indicador D: ______________________________________

Dedicatória

(6)

(__) Giro de estoques: número de vezes que um produto “gira” ou é reposto durante um ano. Quando maior o giro, maior o volume de vendas. Aplicável à empresas que vendem mercadorias.

(__) Margem líquida: contribuição de cada real de venda para a

geração de LL – Lucro líquido.

(__) Margem de contribuição: valor que cada venda contribui para

o pagamento dos custos fixos e para a geração de lucro do negócio. A margem de contribuição é representada pela diferença entre o PV – Preço da venda e as deduções sobre esta venda, como impostos sobre vendas, devoluções, descontos e o custo direto da mercadoria vendida ou serviço prestado.

(__) Evolução de vendas: volume de vendas atual versus o volume

de vendas do período anterior respectivo.

(__) Outros indicadores. Descrever:

_____________________________________

(__) Não utilizamos indicadores de decisão de operação.

8. O administrador e/ou executivo de finanças tem a sua

disposição outras ferramentas de avaliação do desempenho organizacional. Essas ferramentas auxiliam a medição de resultados obtidos, a capacidade que o negócio tem de gerar riqueza e as decisões estratégicas do negócio. Por favor,

assinale qual(is) indicador(es) representa(m) o ferramental

utilizado pelo profissional em sua empresa. Obs: Cada indicador tem uma breve descrição do seu funcionamento.

(__) EBITDA: Earning Before Interests, Taxes, Depreciation and

Amortization ou Lucro antes dos juros, impostos, depreciação e

(7)

(__) Capital próprio: retorno mínimo que os sócios acionistas exigem de seu capital investido na empresa.

(__) Custo médio ponderado de capital (WACC): custo médio

ponderado entre as fontes de financiamento disponíveis, a saber, o capital de terceiros e o capital próprio.

(__) Índices de endividamento: indicadores que representam o

quanto a empresa está endividada ou pode se endividar, como o nível de endividamento, de desconto de duplicatas e o endividamento de curto prazo (entenda-se aqui curto prazo como um prazo máximo de 12 meses).

(__) Índices de liquidez: indicam a capacidade da empresa em

saldar dívidas. São representados pelos indicadores de liquidez geral, corrente e seca.

(__) Retorno sobre Patrimônio Líquido (ROE): relação entre o

LL - lucro líquido e o PL – Patrimônio Líquido.

(__) Outros indicadores. Descrever:

_____________________________________

(__) Não utilizamos indicadores de decisão de financiamento.

7. No caso das DECISÕES DE OPERAÇÃO, o

administrador e/ou executivo de finanças pode utilizar indicadores que facilitem a execução de suas atividades. Por

favor, assinale qual(is) indicador(es) representa(m) o

ferramental utilizado pelo profissional em sua empresa. Obs: Cada indicador tem uma breve descrição do seu funcionamento.

(__) Índices de atividade operacional: ligados à gestão

operacional, como o prazo médio de recebimentos de vendas, de pagamento a fornecedores, prazo médio de compras, prazo médio de estocagem (quando aplicável), ciclo operacional do negócio e ciclo financeiro.

AGRADECIMENTOS

Agradeço ao Professor Doutor Mário César Barreto Moraes pela disposição em ser o orientador desta pesquisa e pelas inúmeras recomendações valiosas que recebi tanto ao trabalho desenvolvido quanto a minha vida acadêmica e profissional.

Agradeço ao Professor Doutor Júlio da Silva Dias, por co-orientar este trabalho e por me permitir trabalhar na pesquisa de Racionalização da Atividade Cartorária. Que as boas recomendações de nosso trabalho de pesquisa possam auxiliar a Justiça a se tornar cada vez mais eficiente.

Agradeço ao Professor Doutor Marcus Vinicius Andrade de Lima pelas recomendações a este trabalho e a minha vida acadêmica e profissional.

Agradeço aos demais professores do programa de mestrado, bem como a equipe técnica que dá suporte ao bom andamento do programa.

Agradeço aos colegas que fiz neste período de estudos, em especial meu amigo e parceiro de trabalho Ricardo Alves Cavalheiro.

Agradeço a minha mãe Ana Teresa de Oliveira pela vida e a minha irmã e amiga Grassiele Fagundes de Oliveira por tudo o que fizeram por mim. Amo vocês.

Agradeço a minha companheira e professora Dilceane Carraro, pelas oportunas intervenções e insistências no período de pesquisa, e pelo suporte recebido durante a dura batalha realizada em 2013. Amo você.

(8)

favor, assinale qual(is) indicador(es) representa(m) o ferramental utilizado pelo profissional em sua empresa. Obs: Cada indicador tem uma breve descrição do seu funcionamento.

(__) Fluxo de caixa: medido de acordo com as entradas e saídas

previstas.

(__) Payback (simples ou descontado): consiste na determinação

do tempo necessário para que o investimento inicial seja recuperado.

(__) Taxa interna de retorno (TIR): representa a taxa esperada no

investimento realizado.

(__) Valor presente líquido (VPL ou NPV): diferença entre o

investimento realizado e os fluxos de caixa futuros que ele produzirá, baseados em uma determinada taxa interna de retorno.

(__) Lucratividade: relação entre o Valor presente líquido (VPL

ou NPV) e o desembolso que o projeto exigirá.

(__) Retorno sobre investimentos (ROI): relação ente o LL –

Lucro líquido obtido e o desembolso que o projeto exigirá.

(__) Outros indicadores. Descrever:

_____________________________________

(__) Não utilizamos indicadores de decisão de investimento.

6. No caso das DECISÕES DE FINANCIAMENTO, o

administrador e/ou executivo de finanças pode utilizar indicadores que facilitem a execução de suas atividades. Por

favor, assinale qual(is) indicador(es) representa(m) o

ferramental utilizado pelo profissional em sua empresa. Obs: Cada indicador tem uma breve descrição do seu funcionamento.

(__) Capital de terceiros: remuneração exigida pelos credores de

(9)

operando por meio da gestão de contas a pagar e receber, do fluxo de caixa disponível, da comparação do resultado obtido versus o orçamento planejado e de relatórios financeiros específicos do negócio.

(__) Não é possível determinar a atividade predominante.

4. Independente do tipo de negócio, o administrador e/ou

executivo de finanças está envolvido com três tipos de decisões financeiras. Qual das opções abaixo representa o papel

PREDOMINANTE do profissional em sua empresa?

(__) Decisões de investimento: derivam da análise dos resultados

(ou fluxos) de caixa, da avaliação econômica destes fluxos, do risco envolvido e a taxa de retorno esperada pelos proprietários do capital (sócio acionista ou credores/bancos).

(__) Decisões de financiamento: escolha das opções de

financiamento da atividade empresarial, como o capital dos sócios acionistas (denominado capital próprio) ou os recursos de bancos, financeiras, investidores e fundos (denominado capital de terceiros). Prevê também a distribuição de lucros e/ou dividendos aos acionistas.

(__) Decisões de operação: incluem a análise das atividades de

suporte ao negócio, como as de crescimento em vendas, os prazos para cobrança e pagamento de fornecedores, o giro dos estoques e a margem de lucro operacional. Estão contidas nas decisões de operação a análise, planejamento e controles financeiros do negócio.

(__) Não é possível determinar o papel predominante do administrador e/ou executivo de finanças.

5. No caso das DECISÕES DE INVESTIMENTO, o

administrador e/ou executivo de finanças pode utilizar indicadores que facilitem a execução de suas atividades. Por

RESUMO

Incubadoras de negócios são ambientes desenvolvidos para dar suporte ao desenvolvimento bem sucedido de empresas empreendedoras por meio de um número amplo de serviços e recursos. Em Florianópolis, o MIDI Tecnológico oferece infraestrutura, recursos e conhecimento para o desenvolvimento de novos negócios, mundo deles originados em

spinoffs universitários. Esta dissertação busca identificar e entender

quais indicadores financeiros e contábeis são privilegiados pelos executivos. Os dados coletados com as empresas incubadas em terceiro ano de incubação são analisados à luz da literatura de finanças e contabilidade. Este trabalho recomenda uma nova metodologia para acompanhamento do progresso das empresas incubadas.

(10)

2. Quem é o profissional que atua como administrador financeiro ou executivo de finanças em sua empresa?

(__) Sócio(s) Fundador(es);

(__) Profissional contratado com vínculo empregatício;

(__) Núcleo de apoio da associação de tecnologia (ACATE, MIDI, outras);

(__) Empresa de consultoria específica em contabilidade e/ou finanças;

(__) Não há profissional específico em finanças;

3. A atividade do administrador ou executivo de finanças

está ligada a duas grandes áreas: a área de controladoria

(controller) e a de tesouraria (tesoureiro). Qual das opções

abaixo descreve a atividade PREDOMINANTE do

profissional de finanças em sua empresa?

(__) Controladoria - Contabilidade de custos: organiza, analisa e

interpreta os custos da prestação de serviços e/ou venda de produtos. Seu caráter é predominantemente interno.

(__) Controladoria - Contabilidade financeira: organiza, analisa

e publica os registros em documentos como DRE – Demonstrativo

do Resultado do Exercício, BP – Balanço Patrimonial, DFC –

Demonstrativo de Fluxo de Caixa e outros, dentro das normas contábeis vigentes em lei. Seu caráter é predominantemente externo.

(__) Tesouraria - Planejamento financeiro: identifica metas e

objetivos a alcançar; cria um plano de ação com controles específicos e cenários para atingir as metas; revisa o plano constantemente, ajustando-o por meio da revisão de metas e de planos de ação.

(__) Tesouraria - Gestão de caixa: assegura que os recursos

(11)

Setor de atuação do negócio

Agronegócio (__) Equipamentos eletrônicos/elétricos (__) Negócios eletrônicos (__)

Área contábil (__) Games (__) Saúde (__)

Área jurídica (__) Gestão Empresarial (__) Segurança (__)

Automação comercial

(__)

Gestão Pública (__) Sócio-ambiental (__)

Aviação (__) Governança Corporativa (__) Software embarcado (__)

Bancos e

Financeiras

(__)

Governo (__) Software Outsourcing (__)

Educação (__) Indústria (__) Telecomunicações (__)

Energia (__) Infraestrutura hardware e redes de (__) Têxtil (__)

Engenharia e

construção

(__)

Internet e serviços (__) Transportes e obras (__)

Entretenimento (__) Mídia (__) OUTROS (__)

1. Sua empresa utiliza a assessoria do MIDI Tecnológico

para as decisões financeiras de sua empresa?

(__) SIM (__) NÃO

Em caso afirmativo, com que frequência? ________

ABSTRACT

Business incubators are programs designed to support the successful development of entrepreneurial companies through an array of business support resources and services. In Florianópolis, the MIDI Tecnológico offers infrastructure, resources and knowledge to develop new companies, some of them coming from spinoffs. This Master´s Thesis tries to identify and understand who’s financial and accountability indicators are favored by their executives. The data was collected from three year´s incubator resident companies through questionnaire and analyzed in the light of financial and accountability literature. This Thesis recommends a new methodology to follow financial incubator company’s progress.

Keywords: Business incubators, financial indicators, accountability

(12)

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA – UDESC CENTRO DE CIÊNCIAS DA ADMINISTRAÇÃO E SÓCIO-

ECONÔMICAS – ESAG

CURSO DE MESTRADO PROFISSIONAL EM ADMINISTRAÇÃO

Pesquisa: Indicadores financeiros e contábeis estratégicos das empresas

de base tecnológica associadas ao Midi - tecnológico de Santa Catarina.

Pesquisador responsável: Mestrando Marcus Vinicio Fagundes de

Oliveira

QUESTIONÁRIO

Grupo 1: Identificação do respondente

Cargo e nível.

Grupo 2: Identificação da organização

1 Localização

2 Município

3 Ano de fundação

4 Setor de atuação

5 Número de sócios

(13)

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

AC – Ativo Circulante

ACATE – Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia ACTC – Atividades Científicas e Técnicas Correlatas (ACTC) AH – Análise Horizontal

ANPROTEC – Associação Nacional de Entidades Promotoras de

Empreendimentos Inovadores AP – Ativo Permanente AV – Análise Vertical

BNDS – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social BP – Balanço Patrimonial

CC – Capital Circulante CG – Capital de Giro

CCL – Capital Circulante Líquido

CDF – Custos e Despesas Físicas

CDV – Custos e Despesas Variáveis CFC – Conselho Federal de Contabilidade CGL – Capital de Giro Líquido

CMPG – Custo Médio Ponderado de Capital CMV – Custo da Mercadoria Vendida CNI – Confederação Nacional da Indústria

CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico

CPV – Custo de Fabricação dos Produtos Vendidos

CVM – Comissão de Valores Mobiliários

C&T – Ciência e Tecnologia

DCF – Discounted Cash Flow (Fluxo de Caixa Descontado) DF – Despesas Financeiras

DFC – Demonstração do Fluxo de Caixa

DLPA – Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados DMPL – Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido

DOAR – Demonstração de Origens e Aplicação de Recursos

DRE – Demonstração do Resultado do Exercício

(14)

EBITDA – Earning Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization (Lucro Antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização)

EBT’s – Empresas de Base Tecnológicas ELP – Exigível a Longo Prazo

EVA – Economic Value Added (Valor Econômico Agregado) FC – Fluxo de Caixa

FINEP – Financiadora de Estudos e Projetos – MCTI GAO – Grau de Alavancagem Operacional

GAF – Grau de Alavancagem Financeira

GAT – Grau de Alavancagem Total

IR – Imposto de Renda

JSCP – Juros sobre o Capital Próprio LA – Liquidez Absoluta

LAIR – Lucro Antes do IR

LALUR – Livro de Apuração do Lucro Real LC – Liquidez Corrente

LG – Liquidez Geral LL – Lucro Líquido

LLEX – Lucro Líquido do Exercício

LOL – Lucro Operacional Líquido

LOP – Lucro Operacional LPA – Lucro por Ação LS – Liquidez Seca

MCTI – Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação MIDI – Microdistritos Industriais

MOL – Margem Operacional de Lucro MPE’s – Micro e Pequenas Empresas

MVA – Market Value Added (Valor Agregado pelo Mercado)

OCDE – Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico

P – Passivo

PC – Passivo Circulante

PEPS – Primeiro que entra, primeiro que sai PL – Patrimônio Líquido

P/L – Índice Preço/Lucro

PMC – Prazo Médio de Cobrança

PMDD – Prazo Médio de Desconto de Duplicatas PMC – Prazo Médio de Compra

PME – Prazo Médio de Estocagem

(15)

PMF – Prazo Médio de Fabricação

PMPD – Prazo Médio de Pagamento de Despesas PMPF – Prazo Médio de Pagamento de Fornecedores PMR – Prazo Médio de Recebimentos

PMV – Prazo Médio de Vendas

PNI – Programa Nacional de Apoio às Incubadoras de Empresas e Parques Tecnológicos

PV – Present Value (Valor Presente)

P&D – Pesquisa e Desenvolvimento

RL – Receita Líquida

ROE – Return on Equity (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) ROI – Return on Investment (Retorno sobre Investimento) RLP – Realizável a Longo Prazo

RSPL – Retorno sobre o Patrimônio Líquido RV – Receita de Vendas

SEBRAE – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas

(16)

SCHUMPETER, J.A. Teoria do desenvolvimento econômico. Editora Fundo de Cultura, Rio de Janeiro, 1961.

VASCONCELOS, M.C.R.L.; FERREIRA, M.A.T. O processo de

aprendizagem e a gestão do conhecimento em empresas mineiras de

vanguarda. In: Encontro Nacional dos Programas de Pós-Graduação

em Administração, Anais, 26, 2002, Salvador.

VEDOVELLO, C. Perspectivas e limites da interação entre

universidades e MPME’s de base tecnológica localizadas em

incubadoras de empresas. In: Revista do BNDES, v. 8, 2001,

pp.281-316.

VEDOVELLO, C. & GODINHO, M. Business incubator as a

technological infrastructure for supporting small innovative firms’

activities. In: International Journal of Entrepreneurship and Innovation

Management, v. 3, nos 1-2, 2003, pp. 4-21.

XAVIER, Mário. Pólo tecnológico de Florianópolis: origem e

(17)

NDONZUAU, F. N.; PIRNAY, F.; SURLEMONT, B. A stage model of

academic spinoff creation. Technovation. Vol. 22. 2002. p. 281-289.

OCDE – Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

Relatório anual 2005. Paris, França: OCDE. 2005.

PADOVEZE, Clóvis Luís. Manual de contabilidade básica:

contabilidade introdutória e intermediária. 7. ed. atual. São Paulo: Atlas, 2009.

PETERS, L.; RICE, M.; SUNDARARAJAN, M. The role of

incubators in the entrepreneurial process. Journal of Technology

Transfer, v. 29, n. 1, p. 83-91, Jan. 2004.

RAIS. Relação anual de informações sociais. Disponível em:

<http://www.rais.gov.br/download.asp>. Acesso em: 19 mar. 2012.

RICHARDSON, Roberto Jarry; PERES, José Augusto de Souza.

Pesquisa social: métodos e técnicas. 3. ed. rev. e ampl. São Paulo:

Atlas, 2008.

ROSS, Westerfiled, Jordan B.D. Administração Financeira. 8ª Ed. São

Paulo: McGraw-Hill, 2013.

SANTOS, Ariovaldo dos. Demonstração do valor adicionado: como

elaborar e analisar a DVA. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2007.

SÁ, Antônio Lopes de. Princípios fundamentais de contabilidade. 4.

ed. rev. e ampl. São Paulo: Atlas, 2007.

SÁ, Carlos Alexandre. Fluxo de caixa: a visão da tesouraria e da

controladoria. 2. Ed. São Paulo: Atlas, 2008.

SHANE, Scott Andrew. Academic entrepreneurship: university

spinoffs and wealth creation. Chaeltenhan, UK. 2004.

SEBRAE – Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequena Empresa. Taxa de Sobrevivência das Empresas no Brasil. Brasília: SEBRAE. 2011.

LISTA DE TABELAS

Tabela 1 – Usuários da informação contábil ... 29

Tabela 2 – Demonstrações contábeis ... 33

Tabela 3 – Balanço Patrimonial ... 34

Tabela 4 – DRE ... 36

Tabela 5 – Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados ... 37

Tabela 6 – Demonstração de Fluxos de Caixa - DFC - Método Indireto ... 40

Tabela 7 – Demonstração do Valor Adicionado – DVA ... 41

Tabela 8 – Liquidez corrente (LC) ... 48

Tabela 9 – Liquidez Seca (LS) ... 49

Tabela 10 – Liquidez Geral (LG) ... 50

Tabela 11 – Participação do Capital de Terceiros (CT) ... 51

Tabela 12 – Endividamento Geral (EG) ... 52

Tabela 13 – Endividamento Total (ET) ... 53

Tabela 14 – Composição de Exigibilidades (CE) ... 54

Tabela 15 – Rentabilidade sobre Patrimônio Líquido = ROE (Return on Equity) ... 55

Tabela 16 – Margem operacional de lucro (MOL) ... 55

Tabela 17 – Margem líquida (ML) ... 56

Tabela 18 – Giro do Ativo (GA) ... 57

Tabela 19 - Rentabilidade sobre Investimentos ou Taxa de retorno (TIR) ou Return on Investment (ROI) ... 57

Tabela 20 – Índice de Kanitz ... 62

Tabela 21 – Dispêndios Anuais em Ciência e Tecnologia (C&T) ... 80

Tabela 22 – Fundos setoriais: Ações de fomento e financiamento (1999-2012) – Em milhões de R$ ... 83

Tabela 23 – Questionário: perfil do respondente, da empresa, utilização do MIDI nas decisões financeiras e papel predominante do executivo de finanças. ... 91

(18)

Tabela 25 – Questionário: Pergunta 6: Ferramental para decisões de investimentos ... 97 Tabela 26 – Questionário: Pergunta 7: Ferramental para decisões de operação ... 100

Tabela 27 – Questionário: Pergunta 8 – Indicadores e ferramentas

complementares ... 103 Tabela 28 – Questionário: Perguntas 9 e 10: Indicadores próprios e mais importantes ... 107 Tabela 29 – Indicadores e ferramentas comuns ... 109 Tabela 30 – Indicadores das EBT´s e recomendações da literatura .... 111

MACEDO, P.P.D. Avaliação de empresas de base tecnológica

candidatas à incubação – O caso CELTA. 2003. Dissertação

(Mestrado em Engenharia de Produção), Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2003.

MAEHLER, A.E. Interação e contribuição de incubadora e

universidade no desenvolvimento de pequenas empresas. Dissertação

(Mestrado em Administração), Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, 2005.

MARION, José Carlos. Contabilidade básica. 10. ed. São Paulo: Atlas,

2009.

__________________. Análise das demonstrações contábeis:

contabilidade empresarial. 7 ed. São Paulo: Atlas, 2012.

MARKOWITZ, H.M. Portfolio Selection. The Journal of Finance 7 (1):

77–91. Philadelphia: American Finance Association, 1952.

MATARAZZO, Dante Carmine. Análise financeira de balanços. 6. ed.

São Paulo (SP): Atlas, 2003.

MARKUSEN, A.; HALL, P.; GLASMEIER, A. High tech America:

the what, how, where and why of sunrise industries. Boston: Allen & Unwin, 1986.

MCTI - Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação. Disponível em: <http://www.mcti.gov.br>. Acesso em: 19 maio 2013.

MODIGLIANI, F.; MILLER, M.The Cost of Capital, Corporation

Finance and the Theory of Investment. American Economic

Review 48 (3): 261–297. Pittsburgh : American Economic Association, 1958.

MORANTE, Antonio Salvador. Análise das demonstrações

financeiras: aspectos contábeis da demonstração de resultado e do

(19)

FERGUSON, R; OLOFSSON, C. Science Parks and the development

of NTBF´s – Location, survival and growth. Journal of Technology

Transfer, v. 29, p. 5-17, 2004.

FONSECA, S.A.; KRUGLIANSKAS, I. Inovação em microempresas

de setores tradicionais: estudo de casos em incubadoras brasileiras. In:

SBRAGIA, R.; STAL, E. (Ed.). Tecnologia e inovação: experiências de gestão na micro e pequena empresa. São Paulo: PGT/USP, 2002.

GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 5. ed. São

Paulo: Atlas, 2010.

GITMAN, Lawrence J. Princípios de Administração Financeira. 12ª

Ed. São Paulo: Pearson Education, 2012. Hackett, S. M. and Dilts, D. M. A Real Options-Driven Theory of Business Incubation. Journal of Technology Transfer. 2004, Vol: 29, No: 1: 41-54.

HAIR, Joseph F. Análise multivariada de dados. 6. ed. Porto Alegre:

Bookman, 2009.

IUDÍCIBUS, Sérgio de. Manual de contabilidade societária: aplicável

a todas as sociedades. São Paulo: Atlas, 2010.

IUDÍCIBUS, Sérgio de. Teoria da Contabilidade. São Paulo: Atlas,

2009.

JACINTO, Roque. Contabilidade geral. São Paulo: Ática, 1990.

LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade.

Fundamentos de metodologia científica. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2010.

LALKAKA, R. Technology business incubator to assist an

innovation based economy. London: Journal of Change Management,

v. 3, n. 2, Dec. 2002.

LEMOS, M.; MACULAN, A.M. O papel das incubadoras no apoio às

empresas de base tecnológica. In: Simpósio de Gestão da Inovação

Tecnológica, 21. São Paulo: PGT/USP, 1998.

LISTA DE FIGURAS

Figura 1 – As Decisões Financeiras No Balanço Patrimonial ... 44

Figura 2 – Endividamento Geral (EG) ... 52

Figura 3 – Endividamento Total (ET): ... 53

Figura 4 – Prazo médio de compras (PMC) ... 59

Figura 5 – Prazo médio de estoques ... 59

Figura 6 – Prazo Médio de Recebimento (PMR) ... 60

Figura 7 – Ciclo Financeiro ... 61

Figura 8 – Mapa estratégico MCT 2012-2015 ... 78

Figura 9 - Porcentagem do gasto total em P&D realizado pelas empresas e pelo governo, em países selecionados ... 79

Figura 10 - Evolução do orçamento global do MCTI (outros custeios e capitais, pessoal e outras fontes de crédito), de 2000 a 2012, em R$ bilhões correntes ... 82

(20)

______. Medida Provisória nº 449, de 3 de dezembro de 2008. MP 449. Disponível em:

<http://www.receita.fazenda.gov.br/Legislacao/MPs/2008/mp449.htm> Acesso em: 19 mar. 2012.

BREALEY, Richard A.; ALLEN, Franklin; MYERS, Stewart C.

Princípios de finanças corporativas. 8. ed. São Paulo: McGraw-Hill,

2008.

BRIGHAM, Eugene F.; EHRHARDT, Michael C. Administração

financeira: teoria e prática. São Paulo: Thomson, 2006.

CFC – Conselho Federal de Contabilidade. Princípios fundamentais

da contabilidade. Resolução n° 750. CFC, 1993.

CHANDRA, A.; FEALEY, T. A Comparative Review of Business

Incubation Approaches in the United States, China and Brazil.

International Journal of Entrepreneurship (IJE), 2009, Vol. 13, Special Issue, 67-86.

CVM – Comissão de Valores Mobiliários. Estrutura conceitual básica

de contabilidade. Deliberação n° 29. CVM, 1986.

CVM – Comissão de Valores Mobiliários. Ofício-circular/CVM/SNC/

SEP/N° 01/00. Disponível em:

<http://www.cvm.gov.br/port/atos/oficios/ofsnc-sep01-00.asp>. Acesso em: 19 mar. 2012.

DE MASI, Domenico. O ócio criativo. São Paulo: Sextante/Gmt, 2000.

DRUCKER, Peter. O novo papel da administração. São Paulo: Nova Cultural, 1986.

FAPESC - Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina. Disponível em: <http://www.fapesc.sc.gov.br>. Acesso em: 19 mar. 2012.

FAVERO, Hamilton Luiz; et. al. Contabilidade: teoria e prática. São

(21)

ATRASAS, A.L. et al. Incubação de empresas modelo Embrapa. Brasília/DF: Embrapa informação tecnológica, Embrapa Transferência de Tecnologia, v. 1, 2003.

BARBOZA, S.F. Incubación de empresas de base tecnológica: la

experiencia de Costa Rica. In: Congresso Latino-Americano sobre Espiritu Empresarial, 12. 2000.

BARNEY, J. B.; HESTERLY, W. S. Administração estratégica e

vantagem competitiva. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007.

BERTÉ, E.C.O.P. Contribuições ao processo de formulação de

estratégias de pequenas empresas de base tecnológica – PEBT´S.

2006. Tese (Doutorado em Administração) – Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade, Departamento de Administração, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2006.

BRAGA, Roberto Silveira. Fundamentos e técnicas de administração

financeira. São Paulo: Atlas, 1989.

BRASIL. Lei nº 10.973, de 2 de dezembro de 2004. Lei da Inovação.

Disponível em:

<http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/8477.html>. Acesso em: 19 mar. 2012.

______. Lei n° 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Lei das S/A.

Disponível em:

<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6404consol.htm>. Acesso em: 19 mar. 2012.

______. Lei n° 11.638, de 28 de dezembro de 2007. Disponível em:

<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11638.htm>. Acesso em: 19 mar. 2012.

______. Lei n.º 11.196, de 21 de novembro de 2005. Lei do Bem.

Disponível em:

<http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/8586.html>. Acesso em 19 mar. 2012.

LISTA DE GRÁFICOS

(22)

REFERÊNCIAS

ABDUH, M. et al. Investigating and classifying clients’ satisfaction

with business incubator services. Managing Service Quality, v. 17, n.

1, p. 74-91, 2007.

ABREU, A. F.; MACHADO, C. R.; SANTOS, D. S.; TRZECIAK, D. S.; POLACINSKI, É.; SCOTINI, E.; SCHENATTO, F. J. A.; ABREU,

P. F.; ROTHER, R. G. Mapeamento da cadeia de tecnologia da

informação e comunicação de Santa Catarina. UFSC, Florianópolis,

2008.

ADEGBITE, O. Business incubators and small enterprise

development: the Nigerian experience. Small Business Economics, v.

17, n. 3, p. 157-166, Nov. 2001.

AICPA - American Institute of Certified Public Accountants. Disponível em <http://www.aicpa.org>. Acesso em 19 de maio de 2013.

AMATO NETO, J. Redes de cooperação produtiva e clusters

regionais. São Paulo: Atlas, 2000.

ANDINO, B.F.A. et al. Avaliação do processo de incubação de empresas em incubadoras de base tecnológica. In: ENANPAD, 28, 2004, Curitiba. Anais. Rio de Janeiro: ANPAD, 2004.

ANPROTEC - Associação Nacional de Entidades Promotoras de

Empreendimentos Inovadores. Balanço 2011. Disponível em

<http://www.anprotec.org.br>. Acesso em: 19 mar. 2012.

ARCHER, S. H.; D’AMBROSIO, C. A. Administração financeira: teoria e aplicação. 1. ed. São Paulo: Atlas, 1969.

ASSAF NETO, Alexandre; LIMA, Fabiano Guasti. Curso de

administração financeira. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2011. 836 p.

ASSAF NETO, Alexandre. Estrutura e análise de balanços: um

(23)

indicadores recomendáveis à operação de qualquer empresa. A tabela 30 demonstrou a distância entre as recomendações da literatura e os indicadores e ferramentas utilizadas por esses empreendedores.

O objetivo principal da pesquisa, de identificar os indicadores privilegiados pelas EBT´s, foi respondido, mas a resposta encontrada demonstrou a distância entre as ferramentas utilizadas por estes executivos e as recomendações de boas práticas em finanças e contabilidade.

Como recomendação deste trabalho, apresentamos no apêndice uma sugestão de metodologia, com indicadores e ferramentas de gestão financeira e contábil, que pode ser utilizado pelos executivos, bem como pelo MIDI Tecnológico. O objetivo da metodologia sugerida é criar condições das empresas acompanharem seu desenvolvimento ao longo do processo de incubação, permitindo a análise apurada de seu desempenho ao longo do tempo

SUMÁRIO

(24)

5 CONSIDERAÇÕES

O propósito desta pesquisa era identificar os indicadores financeiros e contábeis privilegiados pelas empresas de base tecnológica – EBT’s associadas ao MIDI Tecnológico de Santa Catarina, segundo a perspectiva dos gestores. Como visto pelos resultados obtidos e análises realizadas, e corroborado pela tabela 29, o arcabouço utilizado está concentrado nas ferramentas mais básicas de administração financeira.

A análise apresentou sim um conjunto de ferramentas utilizadas por estas empresas, auxiliares às demonstrações contábeis, como o fluxo de caixa, a avaliação de projetos, mas que não são necessariamente indicadores. Ademais, apenas nas questões 8 e 10 há realmente semelhança entre os indicadores e ferramentas usados pelas quatro empresas.

Os objetivos específicos desta pesquisa eram:

- Identificar os indicadores financeiros e contábeis comuns às

empresas de base tecnológica –EBT’s associadas ao MIDI Tecnológico:

foram mapeados os indicadores e ferramentas utilizadas, e as tabelas do capítulo 4 apresentam os pontos em comum entre as empresas. O número de indicadores comuns em relação à literatura indica a ausência de um arcabouço teórico ou ferramentas de apoio financeiro, como apontados na tabela 30.

Caracterizar quais indicadores sustentam a mudança de uma

empresa de base tecnológica – EBT’s da categoria incubada para

graduada, segundo a perspectiva dos gestores: os dados coletados junto ao MIDI e nas entrevistas com os gestores não evidenciam um método baseado em indicadores de desempenho, financeiros que sustentem a mudança de status de uma empresa. Hoje, o modelo utilizado é do da antiguidade, ou ainda, o da participação nas verticais do próprio MIDI. A solicitação para expansão do período em incubação é feito em formulário próprio, pela empresa, e avaliado pela equipe do MIDI quanto à aderência e necessidade. O método utilizado hoje não leva em consideração o desempenho financeiro da organização.

(25)

Como observado na tabela acima, as EBT´s possuem mínimos indicadores contábeis e financeiros, bem como ferramentas de gestão, recomendados pelos autores Assaf Neto (2011), Barney (2007) e Sá (2008). Apesar de alguns dos indicadores serem recomendados pela literatura, seria desejável que as EBT´s possuíssem a maior parte deles em sua administração financeira. No apêndice desta dissertação, há a recomendação do pesquisador para a administração financeira e contábil destas EBT´s.

1 INTRODUÇÃO

Desenvolver um novo negócio ou um novo produto é um dos papeis que o empreendedor representa. Segundo Schumpeter (1961), o empreendedor é aquele que reforma ou revoluciona um determinado padrão de produção com uma nova invenção ou tecnologia, ou que descobre novas maneiras de realizar serviços e produtos, e nesse ínterim, desenvolve um novo tipo de indústria.

Essa capacidade de revolucionar ou criar novos tipos de indústria nunca foi tão evidente. Da máquina a vapor do século XVIII à tecnologia embarcada em componentes miniaturizados, o homem tem por meio de sua capacidade empreendedora, buscado melhorar o mundo que vive. Soluções outrora imagináveis apenas na ficção científica, como a chamada telefônica por imagem, a transferência de dados massivos em equipamentos cada vez menores e potentes e o acesso a uma quantidade imensa de informação em tempo real fazem parte de nosso dia a dia; estão presentes nos celulares e nas redes de transmissão de dados.

Assim como mudaram os produtos e a tecnologia que utilizamos diariamente em relação há apenas poucos anos atrás, assim também mudaram as relações de trabalho. Empregos formais, relações de trabalho rígidas e duradouras atualmente são substituídas por empresas inovadoras, onde profissionais desejam mais de que uma função: procuram um propósito e com base nessas convicções, recriam o modelo de trabalho do homem atual (DE MASI, 2000).

Pensando-se especificamente nas transformações no mundo do trabalho, tanto Drucker (1986) quanto De Masi (2000) apontam as implicações desta denominada Sociedade Pós-Industrial, em que cada vez menos se exigirá um modelo estável de emprego e renda, sendo substituído gradativamente por um modelo flexível de trabalho. Nesse aspecto, essas relações se tornam cada vez mais diversificadas, ampliando as possibilidades de trabalhos em tempo parcial ou o surgimento de novos empreendedores.

De maneira análoga a estas transformações, surge inicialmente nos EUA, e posteriormente no Japão, Coreia do Sul e União Soviética núcleos empresariais que buscam transformar o conhecimento teórico em produtos e serviços inovadores. Segundo Chandra e Fealey (2009),

esses negócios, originados de spin-offs de universidades, foram o início

(26)

A questão de incubadoras no Brasil, segundo Vedovello e Godinho (2003), iniciou-se nos anos 1980, e cresceu de maneira significativa nos anos 1990. Para a o OCDE (1997), as incubadoras desempenham um papel de desenvolvimento econômico, promoção e comercialização de novos negócios, de propriedade intelectual e fomento do empreendedorismo.

No Brasil, segundo o relatório que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação - MCTI (2013) há 2.640 empresas instaladas em 384 incubadoras, gerando 16.394 postos de trabalho. Em Santa Catarina,

a principal representante de empresas de tecnologia é a ACATE –

Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia. A ACATE é responsável por agrupar empresas ligadas à tecnologia e dar suporte à criação e manutenção das incubadoras de EBT´s.

Estudos da ACATE apontaram em 1997 a oportunidade de

criação de Microdistritos Industriais – MIDI Tecnológico, específicos

para incubação de EBT´s. Em funcionamento desde 1998, o MIDI Tecnológico de Santa Cantarina vem oferecendo conhecimentos, informações técnico-científicas e apoio no processo de desenvolvimento de pequenas empresas nascentes.

Ademais, o MIDI oferece condições específicas, por meio das quais empreendedores podem desfrutar de instalações físicas, de ambiente instrucional e de suporte técnico e gerencial no início e durante as etapas de desenvolvimento do negócio. O MIDI possui ainda uma equipe permanente de consultores técnicos que acompanham estes negócios nascentes até a fase de graduação. Essa fase inicial até a graduação é de no máximo quatro anos, com um ano de prorrogação.

Paralelamente a isto, temos o relatório anual do SEBRAE (2011), que aponta uma taxa de mortalidade de quase 27% às empresas nascentes até seu segundo ano de vida. Essa mortalidade nos anos iniciais de vida está ligada diretamente a fatores financeiros: falta de fluxo de caixa e estrutura de capital inadequada.

Nesse ínterim, propõe-se um trabalho voltado ao estudo dos indicadores financeiros e contábeis estratégicos destas EBT´s. Portanto, esta pesquisa se propõe a responder a seguinte pergunta:

Quais indicadores financeiros e contábeis são privilegiados

pelas empresas de base tecnológica – EBT’s associadas ao MIDI

Tecnológico de Santa Catarina, segundo a perspectiva dos gestores?

(27)

Por fim, identificamos os indicadores e ferramentas que se apresentaram comuns às empresas pesquisadas. Foram levados em consideração a presença em pelo 50% das empresas da amostra.

Como se observa, não há nenhum indicador ou ferramenta de apoio associada às decisões de financiamento. Ademais, dos seis itens comuns, quatro são ferramentas e não indicadores.

Com base nos resultados coletados e analisados, podemos afirmar que as empresas pesquisadas têm seus controles associados a uma gestão de caixa, de curto prazo, focado nas operações diárias.

Como visto na tabela anterior, o conjunto de ferramentas financeiras e indicadores financeiros e contábeis utilizados pelas EBT´s da amostra foi reduzido. Em termos comuns, apenas 6 elementos de administração financeira foram utilizados pelos entrevistados.

A tabela abaixo compara as recomendações da literatura para empresas e as utilizadas

Identificar e entender quais indicadores financeiros e contábeis são estratégicos nestas empresas poderá fornecer, tanto aos gestores destas empresas, quanto ao parque tecnológico que a suporta, ferramental adicional para uma análise ainda mais criteriosa do programa de incubação. Além disso, esta pesquisa poderá fornecer aos gestores do parque tecnológico uma visão da maturidade financeira destas EBT´s, em relação à sua evolução dentro do programa de incubação, os objetivos desejados para cada uma das empresas e as boas práticas recomendada na literatura.

1.1 Objetivos da Pesquisa

1.1.1 Objetivo Geral

O objetivo geral desta pesquisa é compreender os indicadores financeiros e contábeis privilegiados pelas empresas de base tecnológica – EBT’s associadas ao MIDI Tecnológico de Santa Catarina, segundo a perspectiva dos gestores.

1.1.2 Objetivos Específicos

Os objetivos específicos desta pesquisa, que dão suporte ao desenvolvimento do trabalho, são:

Identificar os indicadores financeiros e contábeis comuns às empresas de base tecnológica – EBT’s associadas ao MIDI Tecnológico;

Caracterizar quais indicadores sustentam a mudança de uma

empresa de base tecnológica – EBT’s da categoria incubada para

graduada, segundo a perspectiva dos gestores;

(28)

A questão 9 solicita que o empresário indique se utiliza indicadores próprios em seu negócio, e enumere-os em escala de relevância. Nenhuma das empresas apontou indicadores próprios de gestão financeira, contábil ou operacional.

A pergunta 10 solicitava que o respondente descrevesse os indicadores ou ferramentas numa escala de relevância. A empresa A, que na pergunta 3 é identificada como ligada ao planejamento financeiro, não elencou nenhum indicador. Haja vista a inconsistência das respostas nas questões 5, 6, 7, 8 e ausência da 10, parece que é necessária corrigir a questão 3, passando-a para a gestão do caixa.

O fluxo de caixa foi a única ferramenta que se apresentou para as 3 demais empresas. Houve uma predominância em indicadores de rentabilidade para as empresas C e D, e de ferramentas para a empresa B.

Tabela 29 – Indicadores e ferramentas comuns

Categoria Indicador Tipo

P5 - Ferramental para decisões de

investimento Fluxo de caixa Ferramenta

P5 - Ferramental para decisões de

investimento

Retorno sobre

investimentos (ROI) rentabilidade Indicador de

P7 - Ferramental para

decisões de operação Índices de atividade operacional

Indicador de estrutura, rentabilidade e

ferramentas P7 - Ferramental para

decisões de operação Evolução de vendas Ferramenta

P8 - Indicadores e ferramentas complementares de análise de desempenho

Orçamento

empresarial Ferramenta

P8 - Indicadores e ferramentas complementares de análise de desempenho

Documentos contábeis

obrigatórios segundo a Lei n° 11.638/07

Ferramenta

(29)

P10 - I ndi cador 1 - Ev ol ução de v endas (f er ram ent a) Ma rgem de cont ri bui çã o (i ndi cador de rent abi lida de) L ucr at ivi dad e ( indi cador de rent abi lidade ) - P10 - I ndi cador 2 - O rçam ent o em pr es ar i al (f er ram ent a) R et or no sobr e inv es ti m ent os ( R O I) (i ndi cador de rent abi lida de) Fl ux o de cai xa (f er ram ent a) - P10 - I ndi cador 3 - Fl

uxo de caixa

(f er ram ent a) Fl

uxo de caixa

(f er ram ent a ) Ma rgem líqui da (I ndi cador de rent abi lidade ) - Font e: Q ues tionár io. Ela bor ado pel o aut or .

2 REVISÃO DA LITERATURA

O objetivo deste capítulo é apresentar as definições de finanças e contabilidade, identificar dentro da literatura o que são indicadores e apresentar o significado do conceito de empresa de base tecnológica, spin-off, empresa incubada e graduada.

2.1 Contabilidade

A contabilidade tem por finalidade, segundo a AICPA –

American Institute of Certified Public Accountants (2013), prover os usuários dos demonstrativos financeiros informações que suportem a tomada de decisão. Nesse caso, são encontrados diversos tipos de usuários de informações contábeis. São eles:

Tabela 1 – Usuários da informação contábil

Usuário da informação

contábil Meta que desejaria maximizar ou tipo de informação mais importante.

Acionista minoritário Fluxo regular de dividendos.

Acionista majoritário Fluxo regular de dividendos, valor de mercado da ação, lucro por ação.

Acionista preferencial Fluxo de dividendos mínimo ou fixos.

Emprestadores em geral Geração de fluxos de caixa futuros suficientes para receber de volta o capital

mais os juros, com segurança. Entidades

governamentais Valor adicionado, produtividade, lucro tributável.

Empregados em geral Fluxo de caixa futuro capaz de assegurar bons aumentos ou manutenção dos salários,

com segurança; liquidez. Média e alta

administração

Retorno sobre o ativo, retorno sobre o patrimônio líquido; situação de liquidez e endividamento confortáveis.

(30)

Segundo Iudícibus (2010), usuários são todos e quaisquer indivíduos que tenham interesse na avaliação da situação e do progresso de determinada entidade, seja tal entidade empresa, ente de finalidades não lucrativas, ou mesmo patrimônio familiar.

O que é meta principal de um usuário pode ser meta secundária ou terciária de outro. Nesse caso, Iudícibus (2009) e Marion (2009) revisam o dado de que boa parte dos usuários deseja com as informações contábeis serem capazes de predizer eventos ou tendências futuras. Sendo assim, o conjunto de informações contábeis disponíveis na empresa deveria ser tal que fosse capaz de captar, registrar, agregar, classificar e apresentar os dados em vários subconjuntos, conforme o interesse dos usuários.

Para que as demonstrações contábeis sigam uma padronização necessária e suficiente, de maneira a atender a legislação corrente e os

diversos usuários destas demonstrações, no Brasil o CFC – Conselho

Federal de Contabilidade (1993), no uso de suas atribuições, delimitou os princípios fundamentais da contabilidade.

Dessa maneira, foram instituídas orientações fundamentais, tratadas como “lei” e que tem por objetivo unificar a linguagem contábil, facilitando o entendimento e interpretação dos usuários. Os Princípios Fundamentais de Contabilidade são classificados em três categorias básicas, apresentados pela CVM (1986), a saber:

Primeira categoria - Postulados ambientais da contabilidade: proposições ou observações sobre certa realidade, que não está sujeita a verificação; é axiomática. Para a contabilidade, os postulados são:

Postulado da Entidade Contábil: A Contabilidade é mantida para as Entidades; os sócios cotistas destas não se confundem, para efeito contábil, com aquelas. Em resumo o postulado apregoa a separação entre o ente pessoa física (sócios) e pessoa jurídica (empresa). Essa separação é essencial para a produção de documentos contábeis verossímeis, que representam a real situação da entidade jurídica.

Postulado da Continuidade das Entidades: Para a Contabilidade, a Entidade é um organismo vivo que irá viver (operar) por um longo período de tempo (indeterminado) até que surjam fortes evidências em contrário. Como não é possível determinar o tempo de vida de uma organização, haja vista o ambiente incerto em que opera, Sá (2007) e Iudícibus (2009) explicam que o valor de uma organização é baseado no potencial que seus ativos tem de gerar benefícios futuros.

T abel a 28 – Q ues tionár io: Per gunt as 9 e 10: I ndi cador es pr ópr ios e m ai s i m por tant es C at eg ori a A B C D L it erat ur a C ar go D ir et or com er ci al D ir et or adm ini st ra tiv o D ir et or adm ini st rat iv o D ir et or ad m ini st rat iv o - P3 - Q ual a at iv idade pr edom inant

e do adm

fi nancei ro ? Tesour ar ia - pl anej am ent o fi nancei ro Tesour ar i a - ges tão do cai xa Tesour ar ia - ges tão do cai xa Tesour ar ia - ges

tão do caixa

- P4 - Q ual a de ci sã o pr edom inant

e do adm

(31)

A questão 8 apresenta um grupo de indicadores e ferramentas avançadas de avaliação de empresa. Parece haver uma inconsistência com as respostas da empresa A. Parece inconsistente o fato de a empresa medir o EBITDA e o MVA e não possuir nem mesmo um orçamento empresarial. Além do mais, parece ser mais correto possuir o DVA do que o MVA no contexto das respostas combinadas. As demais empresas utilizam o orçamento empresarial como ferramenta comum. A empresa B apontou que não faz uso dos documentos contábeis previstos em lei e produzidos por seu contador. É mais uma resposta que parece incompleta, haja vista a obrigatoriedade da produção desses documentos por parte do contador e sua ligação com o orçamento empresarial.

A pergunta 9 é aberta e busca identificar indicadores adicionais de gestão financeira e contábil que não tenham sido cobertos pela pesquisa. A pergunta 10 é aberta e procura organizar por importância os indicadores que a organização utiliza. Os resultados obtidos foram, em relação às perguntas 3 e 4:

A primeira categoria, a dos postulados, são segundo Marion (2009), Padoveze (2009), Sá (2007) e Iudícibus (2009) o alicerce sobre o qual de baseiam os conceitos contábeis. É possível dizer que a Contabilidade é mantida para entidades, distintas dos sócios, que se espera que permaneçam ativas indefinidamente.

A segunda categoria, a dos princípios contábeis propriamente ditos, pode ser definida em quatro grandes grupos:

Princípio do custo como base de valor, segundo Iudícibus

(2010): “Custo de aquisição de um ativo ou dos insumos necessários

para fabricá-lo e colocá-lo em condições de gerar benefícios para a Entidade representa a base de valor para a Contabilidade, expresso em termos de moeda de poder aquisitivo constante”. Para este princípio, dependente do postulado da continuidade, os ativos são incorporados pelo preço pago para adquiri-los ou fabricá-los mais todos os gastos necessários para colocar o ativo em condições de gerar benefícios para a empresa.

Princípio do denominador comum monetário, segundo

Padoveze (2009): “As demonstrações contábeis, sem prejuízo dos

registros detalhados de natureza qualitativa e física, serão expressas em termos de moeda nacional de poder aquisitivo da data do último Balaço Patrimonial”. Para atender esse princípio, as demonstrações precisam ser homogêneas, por meio de um denominador monetário comum, a moeda corrente do país. Ainda, para Iudícibus (2009), o princípio do denominador comum é atendido quando se estabelece uma data-base para avaliar ativos e passivos e corrigi-los, quer em função de variação inflacionária, quer por correção monetária operacional.

Princípio da realização da receita, segundo Marion (2009): “A

receita é considerada realizada e, portanto, passível de registro pela Contabilidade, quando produtos ou serviços produzidos ou prestados pela Entidade são transferidos para outra Entidade ou pessoa física com anuência destas e mediante pagamento ou compromisso de pagamento especificado perante a entidade produtora”. Nesse caso, pode-se afirmar que o reconhecimento de uma receita se dá, e somente se dá, no momento da transferência para o cliente. Esse ponto é praticamente coincidente, muitas vezes, com o momento da venda.

Princípio do confronto das despesas com as receitas e com os

períodos contábeis, segundo a Iudícibus (2010): “Toda despesa

(32)

sacrifícios de ativos (atuais e futuros), realizados em determinado período e que não puderem ser associados à receita nem às dos períodos futuros, deverão ser descarregados como despesa do período em que ocorrerem”. Nota-se por este princípio que a base do confronto não está relacionada ao montante de recursos efetivamente recebido em dinheiro ou pago, no período, mas às receitas reconhecidas (ganhas), nas bases já mencionadas, e às despesas incorridas (consumidas) no período.

A terceira categoria é a das restrições aos princípios contábeis fundamentais, ou por assim dizer, convenções. Elas são assim categorizadas:

Nessa categoria, a convenção do conservadorismo, segundo a Marion (2009 recomenda que no momento da avaliação patrimonial, a contabilidade deve escolher o menor valor para ativo e o menor para as obrigações. Em suma, esta convenção insta que os registros sejam escriturados de maneira conservadora, com o menor valor para ativo e maior para o passivo.

Convenção da consistência, segundo a deliberação número 29, da CVM (1986): “A Contabilidade de uma entidade deverá ser mantida de forma tal que os usuários das demonstrações contábeis tenham possibilidade de delinear a tendência da mesma com o menor grau de dificuldade possível”. Esta convenção explica-se por si só: não mude os critérios. Salvo recomendações de auditoria e ajustes contábeis, as demonstrações devem apresentar sempre a mesma estrutura, para efeitos de comparação ao longo do tempo. É esta consistência e padronização que permitirão aos diversos usuários as necessárias avaliações das demonstrações contábeis.

2.1.1 Demonstrações Contábeis

É por meio das demonstrações que o trabalho dos contadores se evidencia. Segundo Marion (2009) estas demonstrações expõe concisa e ordenadamente a contabilidade do exercício, de maneira a que os diversos usuários tenham acesso aos eventos do período.

(33)

- Econom ic al ue A dd ed ( E V A V A ) N ão N ão N ão N ão Indi cador de rent abi lidade - O rçam ent o pr es ar ial N ão Si m Si m Si m Fer ra m ent a - A lav ancage m ra e aci onal N ão Si m N ão Si m Fer ra m ent a - A ná lise tical e hor izont al N ão N ão N ão N ão Fer ra m ent a - D ocum ent os ábei s igat ór ios gundo a L ei n° 07 Si m N ão Si m Si m Fer ra m ent a - O ut ros cador es N ão N ão N ão N ão Indi cador es e fer ram ent as es pecí fi cas par a o negóci o Font e: Q ues tionár io. Ela bor ado pel o aut or .

Tabela 2 – Demonstrações contábeis

Tipo Demonstrações contábeis

Obrigatória Balanço Patrimonial – BP

Obrigatória Demonstração do Resultado do Exercício - DRE

Obrigatória Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados – DLPA

Obrigatória Demonstração do Fluxo de Caixa - DFC (PL > R$ 2.000.000,00)

Obrigatória Demonstração do Valor Adicionado - DVA (para companhias abertas)

Não

obrigatória Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido - DMPL (CVM 59/86)

Não

obrigatória Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos – DOAR

Fonte: Artigo 176 da Lei 6.404 (1976); Lei 11.638 (2007).

São necessários alguns esclarecimentos sobre o significado de cada uma destas demonstrações. No capítulo destinado aos indicadores será possível entender a importância da produção de cada uma destas demonstrações.

Para Marion (2009), o Balanço Patrimonial – BP é o mais

importante relatório gerado pela contabilidade. Por meio dele estão disponíveis dados que permitem a identificação da saúde financeira da empresa, a qualquer tempo. O BP é dividido em duas colunas: no lado esquerdo, a conta do ativo, e do lado direito passivo.

(34)

Tabela 3 – Balanço Patrimonial

BALANÇO PATRIMONIAL

ATIVO PASSIVO

CIRCULANTE CIRCULANTE

Disponibilidades Contas a receber (clientes)

Aplicações Financeiras Salários e encargos a pagar

Contas a receber (clientes) Impostos a recolher

Estoques Empréstimos e financiamentos

Outros valores a realizar Dividendos a pagar

Despesas do exercício seguinte NÃO CIRCULANTE

NÃO CIRCULANTE Exigível a longo prazo

Realizável a longo prazo Empréstimos e financiamentos

Contas a receber (clientes) Impostos parcelados

Impostos diferidos Provisões para passivos eventuais

Investimentos Receitas (-) Despesas

Ações de Empresa

Ativo Imobilizado PATRIMÔNIO LÍQUIDO

Terrenos, Prédios, Máquinas Capital social

Móveis, veículos Reservas de capital

Intangível Ajustes de avaliação patrimonial

Marcas, patentes, direitos autorais Reservas de lucros

Fundo de comércio adquirido Lucros (prejuízos) acumulados Fonte: Lei n° 11.638(2007) e MP n°449 (2008).

(35)

A pergunta 7 contempla uma categoria criada especificamente para esta pesquisa, e que desejava demonstrar que as empresas possuem indicadores, mas eles estão ligados mais às atividades operacionais do que ao planejamento do negócio.

Como previsto, todas as empresas acompanham suas previsões e evoluções de vendas. Apesar de ser uma ferramenta de acompanhamento e não um indicador propriamente dito, acompanhar vendas é uma maneira de garantir recursos para a organização. Os demais indicadores e ferramentas não foram coincidentes, ficando a empresa D com o maior número de indicadores possíveis.

A pergunta 8 levanta indicadores e ferramentas adicionais para a gestão e avaliação organizacional: O administrador e/ou executivo de finanças tem a sua disposição outras ferramentas, que auxiliam a medição de resultados obtidos, a capacidade que o negócio tem de gerar riqueza e as decisões estratégicas. Os resultados obtidos estão na tabela abaixo:

Sobre o BP, precisamos fazer algumas observações. Iudícibus (2010), em seu Manual de Contabilidade das Sociedades por Ações, descreve de maneira detalhada o conteúdo e subseções contidas em cada uma das possíveis contas do BP. Padoveze (2009) faz o mesmo, apresentando com apêndice ao BP uma estrutura de plano de contas básico para uma empresa comercial. O profissional de contabilidade pode construir o plano de contas junto com o empresário, respeitando-se as normas, princípios e convenções contábeis, mas o adaptando (o nome das contas) conforme a necessidade. O que não mudam são os tipos de conta que fazem parte do BP.

O BP é composto como visto por Ativo e Passivo. Para autores como Marion (2009) o Passivo deveria se denominar Passivo e Patrimônio Líquido, por representar as obrigações que a empresa tem com terceiros (Passivo) e com os sócios (Patrimônio líquido). O Ativo representa todo e qualquer direito da empresa, e assim como o Passivo, é organizado dentro de um princípio de liquidez ou realização: quanto mais líquida ou mais obrigatória, mais alta a conta se apresentará na estrutura.

O conceito de circulante (curto prazo) e não circulante (longo prazo) seguem o conceito de ano fiscal: se a conta vencer no período de 365 dias em relação à publicação do BP, será classificada, segundo Padoveze (2009), como circulante; acima desse prazo, sempre não circulante.

A Demonstração do Resultado do Exercício – DRE é de caráter obrigatório, porém sua publicação é facultativa às empresas de capital fechado. Segundo Iudícibus (2010), é a apresentação resumida das operações da empresa dentro de um período. Para Marion (2009) a ela é um indicador de eficiência, representando o resultado dos investimentos dos sócios.

O artigo 187 da Lei n° 11.638 (2007) afirma a necessidade de que as receitas serão computadas, independentemente da sua realização em moeda, e as respectivas despesas, custos, encargos e perdas, pagas ou incorridas, dessas receitas. É por causa disso que a receita sempre é contabilizada por ocasião da venda, e não do seu recebimento, e as despesas são registradas no seu mês de origem, e não quando são pagas.

(36)

demonstrações são importantes para os usuários externos, em especial aqueles que desejam o fluxo regular de dividendos, valor de mercado da ação, lucro por ação.

A DRE sugerida por Iudícibus (2010) no Manual de Contabilidade tem a seguinte estrutura:

Tabela 4 – DRE

DEMONSTRATIVO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO - DRE

ITEM DESCRIÇÃO

RB RECEITA BRUTA

AB ABATIMENTOS

DE DEDUÇÕES

RL RECEITA LÍQUIDA

CMV CUSTO DOS SERVIÇOS E PRODUTOS

MC MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO

DOP DESPESAS OPERACIONAIS

A DESPESAS DE VENDAS

B DESPESAS ADMINISTRATIVAS

C RESULTADO FINANCEIRO LÍQUIDO

DF DESPESAS FINANCEIRAS

RF RECEITAS FINANCEIRAS

D OUTRAS RECEITAS E DESPESAS OPERACIONAIS

LOL LUCRO OPERACIONAL LÍQUIDO

E RESULTADOS NÃO OPERACIONAIS

LAIR LUCRO ANTES DE IMPOSTO DE RENDA

F IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL

LLEX LUCRO (OU PREJUÍZO) LÍQUIDO DO EXERCÍCIO

Fonte: Iudícibus (2010)

P7

- Ma

rgem

de

cont

ri

bui

ção

N

ão

N

ão

N

ão

Si

m

Indi

cador

de

rent

abi

lidade

P7

- Ev

ol

ução de

vendas

Si

m

Si

m

Si

m

Si

m

Fer

ra

m

ent

a

P7

- O

ut

ros

indi

cador

es

N

ão

N

ão

N

ão

N

ão

Indi

cador

es

e

fer

ram

ent

as

es

pecí

fi

cas

par

a o

negóci

o

Font

e:

ques

tionár

io. Ela

bor

ado pel

o aut

Figure

Updating...

References

Updating...

Download now (68 pages)