O bambu na arquitetura: desing de conexões estruturais

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UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA “JÚLIO DE MESQUITA FILHO” FACULDADE DE ARQUITETURA, ARTES E COMUNICAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DESIGN ROBERVAL BRÁZ PADOVAN O BAMBU NA ARQUITETURA: DESIGN DE CONEXÕES ESTRUTURAIS Bauru 2010 ROBERVAL BRÁZ PADOVAN O BAMBU NA ARQUITETURA: DESIGN DE CONEXÕES ESTRUTURAIS Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Design da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, campus de Bauru, como exigência para obtenção do título de Mestre em Design. Área de concentração: Planejamento de Produto Prof. Dr. Marco Antônio dos Reis Pereira Co-orientação: Prof.ª Dr.ª Paula da Cruz Landim Orientação: Bauru 2010 DIVISÃO TÉCNICA DE BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO Padovan, Roberval Bráz. O bambu na arquitetura: design de conexões estruturais / Roberval Bráz Padovan. - Bauru, 2010. 183f. : il. Orientador: Marco Antônio dos Reis Pereira Dissertação (Mestrado) – Universidade Estadual Paulista. Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação, Bauru, 2010 1.Design. 2. Bambu. 3. Conexões. I. Universidade Estadual Paulista. Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação. II. Título Dedico esta dissertação à minha esposa, FERNANDA, e ao meu filho, BRUNO PADOVAN AGRADECIMENTOS Ao Grande Arquiteto do Universo, que é Deus, de Quem aprendi a me dedicar a buscar a felicidade, não somente minha, mas também, a de meus semelhantes, o que verdadeiramente nos torna irmãos. Ao meu orientador, Prof. Dr. MARCO ANTONIO DOS REIS PEREIRA. À minha co-orientadora, Profª. Drª. PAULA DA CRUZ LANDIM. A todos os professores do Programa de Pós-Graduação em Design, da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da UNESP. Aos meus irmãos e sócios, ANA MARIA e ANGELO Padovan. RESUMO O bambu é considerado um dos mais antigos materiais para habitações, porém, o desenvolvimento de tecnologia própria, como material de construção de qualidade, vem acontecendo somente nas últimas três décadas, quando surgiu uma discussão mundial sobre sustentabilidade. A variável ambiental passou, então, a ser considerada em qualquer projeto de desenvolvimento, uma vez que influencia tanto na disponibilidade futura de matérias-primas e energia, quanto na qualidade de vida das populações. Uma das maiores dificuldades no pleno emprego do bambu na construção civil são as conexões estruturais entre seus elementos, que não permitem o uso de tecnologia de ligações aplicada a outros materiais, como o aço e a madeira maciça, para efetuar com eficiência a transferência de esforços, inviabilizando toda potencialidade estrutural oferecida pelo bambu. Este trabalho faz uma ampla revisão dos principais aspectos da arquitetura com bambu, bem como das técnicas de construção e conexões utilizadas. A partir de uma estratégia geral de inovação, baseada no processo de desenvolvimento de produtos, foi proposto o design de uma nova conexão estrutural, com execução de protótipo e projeto arquitetônico para ilustração de sua aplicação. Esta nova ligação visou contribuir com a viabilização da utilização do bambu na construção civil, pelo incremento tecnológico do material. Palavras-chave: Design, Bambu, Conexões. ABSTRACT Bamboo is considered one of the oldest materials for housing, but the development of technology as quality construction material is happening only in the last three decades when a worldwide discussion about sustainability, where the environmental variable is to be considered in any development project, since it affects the future availability of raw materials and energy, as in the quality of life of people with improved environmental conditions. One of the biggest difficulties in full employment in the construction of bamboo are structural connections between its elements, which do not allow the use of executable technology of other materials such as steel and timber, for theirs efficiently transfer efforts, using all structural offered by bamboo creditworthiness. This work is a comprehensive review of the main aspects of the bamboo culture, as well as construction techniques and connections used. From an overall strategy of innovation, based on the product development process to design a new connection is proposed. This rebonding aims to serve as a contribution to the process of enabling the use of bamboo in construction, by technological increment of the material Keywords: Design, Bamboo, Connections LISTA DE FIGURAS Figura 1 Figura 2 Figura 3 Figura 4 - Figura 5 Figura 6 Figura 7 - Figura 8 - Figura 9 Figura 10 Figura 11 Figura 12 Figura 13 Figura 14 Figura 15 Figura 16 Figura 17 Figura 18 Figura 19 Figura 20 Figura 21 Figura 22 Figura 23 Figura 24 Figura 25 Figura 26 Figura 27 Figura 28 Figura 29 Figura 30 Figura 31 Figura 32 Figura 33 - Figura 34 Figura 35 - Figura 36 - Partes do bambu Rizoma paquimorfo Rizoma do tipo leptomorfo ou alastrante Variação da fração volumétrica das fibras na espessura do colmo do bambu Guadua angustifolia Detalhe dos conjuntos vasculares do bambu Retirada de mudas a partir de ramos laterais Viveiro de mudas de bambus Esquerda: Dinoderus minutus, caruncho do bambu; direita: corte transversal das células parenquimaticas dos colmos, com grãos de amido Método de tratamento pelo fogo Tratamento pelo método Boucherie Armazenamento correto das varas de bambu Compressão paralela às fibras Resistência à compressão em seção retangular Corte feito na direção longitudinal às fibras Representação de um sistema contínuo de tensões Representação de um sistema descontínuo de tensões Distribuição geográfica do bambu Guadua angustifolia Guadua chacoensis Região do Estado do Acre com áreas nativas Guadua weberwarii Plantio da empresa Itapajé de Bambusa vulgaris Jardim com bambu Mossô Dendrocalamus asper Dendrocalamus giganteus Casa feita de bambu pelos antepassados na Costa do Equador Corte boca-de-peixe Corte boca-de-peixe com flange e corte reto Corte para obtenção de ripas de bambu Corte com uso de barra metálica Tramas confeccionadas com tiras de bambu Confecção de cordas de tiras de bambu Elementos de fundação apoiados diretamente no solo Detalhe das amarrações de uma estrutura vernacular de paredes e vigas Piso de ripas de bambu Parede de colmos inteiros de bambu e de colmos cortados ao meio Painel de bambus roliços 22 23 24 25 26 27 28 30 31 33 33 39 41 44 45 45 46 47 47 48 49 49 50 50 54 55 56 57 57 58 58 59 60 61 62 62 Figura 37 Figura 38 Figura 39 Figura 40 Figura 41 Figura 42 Figura 43 Figura 44 Figura 45 Figura 46 Figura 47 Figura 48 Figura 49 Figura 50 Figura 51 Figura 52 Figura 53 Figura 54 Figura 55 - Figura 56 Figura 57 Figura 58 - Figura 59 - Figura 60 Figura 61 Figura 62 Figura 63 Figura 64 Figura 65 Figura 66 Figura 67 Figura 68 Figura 69 Figura 70 Figura 71 Figura 72 Figura 73 Figura 74 Figura 75 - Painel tipo Quincha com ripas verticais Painel tipo Quincha com ripas horizontais Painel tipo Bahareque Janela com grade de bambu Porta com estrutura e fechamento de bambu Evolução das estruturas de cobertura Japonesas com bambu Estruturas de cobertura das casas de Toradja na Tailândia Telhas tipo capa canal Telhas de bambu com entalhe para fixação Telhas de bambu das construções tradicionais chinesas Casa tradicional Chenca na Etiópia Casa de Toradja, na Indonésia Palácio Taj Mahal Tradicional casa chinesa de bambu Casa de pau-a-pique Plaina específica para ripas de bambu Fundações em forma de sapatas de concreto Sistema de apoio com incorporação do pilar à sapata de concreto Sequência de construção de residência com painéis pré-moldados de bambu no Equador Painel de bambu com janelas de vidro temperado Forro com tecido de bambu do aeroporto Barajá de Madri, Espanha Estrutura de cobertura do Centro Cultural Max Feffer, na cidade de Pardinho, SP Edifícios históricos de Manizales, construídos com a técnica de bahareque, com detalhes da arquitetura Francesa Palácio Viceroy Amat, em Lima no Peru Residências do Projeto Nacional de Bambu Corte esquemático do projeto e residências do Projeto Malabar Casa de bambu do programa Viviendas Hogar de Cristo, Equador Igreja Nuestra Señora de La Pobreza em Pereira, Colômbia Hotel do Frade & Golf Resort, Rio de Janeiro Residência, Rio de Janeiro Pavilhão Zeri, construído como modelo em escala real, para ExpoHannover Gratting Shell A “Casa das Culturas” do Mundo Model house, de Jules Janssen, Costa Rica Ponte na Universidad Tecnológica de Pereira, Colômbia Restaurante (esquerda) e Creche Pública em Popayán, Colômbia Casa da arvore Residência de bambu e madeira em Guadalupe, México Bamboo Super Circle, Exposição de Hannover 2000 63 63 64 64 65 66 66 67 67 68 68 69 70 71 71 73 74 75 76 76 77 78 79 79 80 81 81 82 82 83 83 84 84 85 85 86 86 87 87 Figura 76 Figura 77 Figura 78 Figura 79 Figura 80 Figura 81 Figura 82 Figura 83 Figura 84 Figura 85 Figura 86 Figura 87 Figura 88 Figura 89 Figura 90 Figura 91 Figura 92 Figura 93 Figura 94 Figura 95 Figura 96 Figura 97 Figura 98 Figura 99 Figura 100 Figura 101 Figura 102 Figura 103 Figura 104 Figura 105 Figura 106 Figura 107 Figura 108 Figura 109 Figura 110 Figura 111 Figura 112 Figura 113 Figura 114 Figura 115 - Museu Nacional de Arte em Osaka, Japão - Tjibaou Centro Cultural - Cobertura para parque Olímpico de Montreal - Chalé em Mauí – EUA - Protótipo de residência em São Carlos - Atelier do artista plástico José Joaquim Sansano - Casa de Campo em Bauru-SP - Centro Cultural Max Feffer - Bamboo Watch Tower - Gazebo de Dois Andares - Pavilhão Roberto Guimarães no Rio de Janeiro - Protótipos desenvolvidos no Laboratório de Experimentação com Bambu da Unesp-Bauru - Bambu laminado colado utilizado em estrutura de madeira para cobertura - Bambu laminado colado - Amostras de esteiras de bambu moldado sob pressão - Inserção do bambu particulado na forma - Painéis de partículas de bambu sem revestimento - Painel de MDF revestido com ripas de bambu e pó de coco colado - Ripas de bambu para reforço de concreto em Bali, Indonésia - Blocos de Biokreto - Corte tipo boca-de-peixe, realizado com ferramental moderno - Derivações do corte boca-de-peixe - Corte tipo flange - Corte tipo flange para encaixe em perfurações - Corte diagonal e diagonal parcial - Conexão com pino e amarração para travamento de conexão - Conexão por sobreposição dos colmos - Conexão de sobreposição de meio colmo - Conexões a topo com talas de bambu - Conexão a topo com luvas ou tarugos de bambu - Conexão a topo com tarugo de bambu - Conexão a topo - Conexão a topo com adição de amarração - Conexão a topo com amarração e bandagem - Foto de uma conexão com bandagem - Conexão a topo com amarração e bandagem e pino de madeira - Conexão a topo com entalhe reto - Conexão a topo com entalhe reto e perfuração para cavilhas - Conexão a topo com ripas laterais - Conexão a topo com extensão em forma de tira 88 89 89 90 91 91 92 92 93 93 94 95 96 97 97 98 98 99 100 102 104 105 105 106 106 107 108 109 109 110 110 111 111 112 112 113 113 114 114 115 Figura 116 - Conexão lateral simples com acréscimo de atadura no elemento vertical 116 116 Figura 117 - Conexão lateral simples com sistema de chave 117 Figura 118 - Tarugamento para ligações laterais 117 Figura 119 - Tarugamento de conexão lateral com amarrações 118 Figura 120 - Conexão lateral simples com uso de cunha de madeira 118 Figura 121 - Conexão lateral dupla em ângulo reto 119 Figura 122 - Conexão lateral dupla com dobra em ângulo reto 119 Figura 123 - Conexão ortogonal lateral dupla em linha entalhe boca-de-peixe 120 Figura 124 - Conexão ortogonal lateral dupla em linha, entalhe com corte reto 120 Figura 125 - Conexão sobreposta tradicional Asiática 121 Figura 126 - Execução de console para apoio do elemento horizontal 121 Figura 127 - Conexões por sobreposição inclinadas 122 Figura 128 - Conexões diagonais 122 Figura 129 - Conexão diagonal com elemento horizontal 123 Figura 130 - Conexão diagonal com dois elementos horizontais 123 Figura 131 - Conexão diagonal com elemento horizontal em cumeeiras Figura 132 - Conexão diagonal com elemento horizontal em cumeeiras com 124 cavilha Figura 133 - Conexão diagonal com elementos verticais e horizontais em flexal de estrutura de cobertura 124 125 Figura 134 - Conexão por transpasse 126 Figura 135 - Localização das conexões próximas aos nós e uso de tarugamento 157 Figura 136 - Conexões envolvendo a seção transversal completa 128 Figura 137 - Conexões internas de elemento paralelo 128 Figura 138 - Conexões da seção transversal para elemento paralelo 129 Figura 139 - Conexões da seção transversal para elemento perpendicular 130 Figura 140 - Conexões do exterior para elemento paralelo 130 Figura 141 - Chapas de Gusset 131 Figura 142 - Chapas de ligação metálica 131 Figura 143 - Chapas de ligação metálica de Mark Mortimer 132 Figura 144 - Conexão ITCR 132 Figura 145 - Conexão de Renzo Piano 133 Figura 146 - Conexão Arce 116 Figura 147 Figura 148 Figura 149 Figura 150 Figura 151 Figura 152 Figura 153 Figura 154 Figura 155 Figura 156 Figura 157 Figura 158 Figura 159 Figura 160 Figura 161 Figura 162 Figura 163 Figura 164 Figura 165 Figura 166 Figura 167 Figura 168 Figura 169 Figura 170 Figura 171 Figura 172 Figura 173 Figura 174 Figura 175 Figura 176 Figura 177 Figura 178 Figura 179 Figura 180 Figura 181 Figura 182 Figura 183 Figura 184 - Inserção de peças metálicas em tarugos de madeira - Conexão Bambutec - Conexão de Morisco e Mardjono - Conexão por abraçadeiras metálicas - Conexão por rebites Herbert - Conexão de Gutierrez - Conexão por inserção de conectores de aço ou plástico - Conexão por encamisamento dos conectores de plástico - Conexão de Shoei Yoh - Treliça espacial de dupla camada - Teste de tração na Conexão de Trujillo - Conexão de Tönges - Esquema de conexão com parafuso extensor - Conexão com parafuso extensor - Transferência de esforços pelo eixo longitudinal do colmo, ou por chapa metálica laterais com parafusos passantes - Transferência de esforços pelo eixo longitudinal do colmo por chapa metálica com parafusos passantes - Transferência de esforços pelo eixo longitudinal do colmo por barra e arruelas - Importância estrutural do diafragma em colmos injetados de argamassa - Utilização de funil para injeção de argamassa no colmo - Vazio ocasionado pela retração da argamassa - Alinhamento das furações nos colmos - Utilização de pino metálico e amarração de nylon - Conexão de Velez e conexão de Tönges - Conexão de Vélez - Terminações sem afunilamento das extremidades com extensão das esperas - Terminações de Tönges com afunilamento das extremidades - Teste de tração da conexão de Tönges - Arruela para fechamento da extremidade da ligação - Ancoragem das paredes do bambu na arruela de fechamento - Espera metálica em forma de tubo - Instalação de grapas na espera metálica - Projeto da nova conexão - Detalhe da extremidade da nova conexão - Esfera metálica para ancoragem das conexões - Sistema de união com utilização de tarugo esférico de alumínio - Corte em serra de bancada, próximo ao nó - Tratamento da peça por imersão - Limpeza do interior do colmo 133 134 135 135 136 136 137 137 138 138 139 140 140 141 142 142 143 146 146 147 147 148 154 155 156 156 157 158 159 160 161 162 163 164 164 165 166 166 Figura 185 Figura 186 Figura 187 Figura 188 Figura 189 Figura 190 Figura 191 Figura 192 Figura 193 Figura 194 - Cortes para afunilamento da extremidade da ligação - Tubos metálicos com esfera de ligação - Instalação de presilhas metálicas - Conexão com o funil posicionado - Grauteamento com utilização de funil - Protótipo montado - Detalhe da montagem da treliça - Corte longitudinal do anfiteatro - Vista lateral do anfiteatro - Vista frontal do anfiteatro 167 167 168 169 169 170 171 172 173 173 LISTA DE TABELAS Tabela 1 Tabela 2 Tabela 3 Tabela 4 Tabela 5 - Dimensão das fibras celulósicas de várias espécies de bambu - Custo do plantio, crescimento e ciclo de produção do eucalipto e bambu - Resistência do bambu inteiro à compressão, módulo de elasticidade e coeficiente de Poisson em diversas partes do colmo - Resistência do bambu inteiro à tração, módulo de elasticidade e coeficiente de Poisson em diversas partes do colmo - Resistência ao cisalhamento do bambu inteiro Guadua angustifolia 26 29 40 41 44 LISTA DE QUADROS Quadro 1 - Espécies prioritárias de bambu de acordo com o INBAR 51 Quadro 2 - Características das principais espécies de bambu para construção e produção de componentes 52 - Características das principais espécies de bambu para construção e produção de componentes 53 - Testes de tensão em conexões de bambu para o Pavilhão Zeri 144 Quadro 3 Quadro 4 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 16 2 REVISÃO DA LITERATURA 21 2.1 Aspectos botânicos 2.1.1 Classificação 2.1.2 Constituição 2.1.3 Estrutura anatômica do colmo 21 21 21 24 2.2 Cultivo 2.2.1 Propagação 2.2.2 Plantio 2.2.3 Colheita 27 27 28 28 2.3 Tratamentos 2.3.1 Métodos tradicionais 2.3.2 Métodos químicos 2.3.3 Tratamento sob pressão 30 31 32 32 2.4 Armazenamento 33 2.5 Secagem 34 2.6 Propriedades físicas 2.6.1 Massa específica aparente 2.6.2 Teor de umidade 2.6.3 Variação dimensional 34 36 37 37 2.7 Propriedades mecânicas 2.7.1 Compressão simples 2.7.2 Tração paralela 2.7.3 Flexão estática 2.7.4 Cisalhamento 2.7.5 Torção 38 38 41 42 43 45 2.8 Distribuição geográfica 46 2.9 Espécies prioritárias 2.9.1 Espécies para uso na construção no Brasil 46 52 2.10 Métodos de construção com bambu 2.10.1 Método vernacular e tradicional 2.10.2 Método contemporâneo 2.10.3 Método de substituição de materiais 2.10.3.1 Painéis de bambu 2.10.3.2 Compósitos de bambu 53 54 72 94 94 99 2.11 Conexões estruturais com bambu 2.11.1 Conexões tradicionais 2.11.2 Conexões contemporâneas 2.11.3 Conexões tradicionais versus conexões contemporâneas 102 103 126 149 2.12 Design das conexões estruturais com bambu 2.12.1 Design de novos produtos 2.12.2 Design de conexões de bambu 149 149 151 3 PROCEDIMENTOS resin-dentin bond components. Dent Mater 2005;21:232-41. 20. Chersoni S, Acquaviva GL, Prati C, Ferrari M, Gardini, S; Pashley DH, Tay FR. In vivo fluid movement though dentin adhesives in endodontically treated teeth. J Dent Res 2005;84:223-7. 21. Braga RR, César PF, Gonzaga CC. Mechanical properties of resin cements with different activation modes. J Oral Rehabil 2002;29:257– 66. 22. Melo RM, Bottno MA, Galvã RKH, Soboyejo WO. Bond strengths, degree of conversion of the cement and molecular structure of the adhesive–dentine joint in fibre post restorations. J Dent 2012;40:286-94. 23. Ho Y, Lai Y, Chou I, Yang S, Lee S. Effects of light attenuation by fibre posts on polymerization of a dual-cured resin cement and microleakage of post-restored teeth. J Dent 2011;39:309-15. 24. Anusavice KJ. Phillips RW. Science of dental materials. 11th, 2003. 25. Lui JL. Depth of composite polymerization within simulated root canals using lighttransmitting posts. Oper dent 1994;19:165-8. 27 4 ARTIGOS CIENTÍFICOS 4.2 ARTIGO 2 28 Title: Influence of light transmission through fiber posts on the microhardness and bond strength Authors: Morgan LFSA, Gomes GM, Poletto LTA, Ferreira FM, Pinotti MB, Albuquerque RC. Abstract Introduction: The aim of this study was to investigate the influence of light transmission through fiber posts in microhardness (KHN) and bond strength (BS) from a dual cured resin cement. Methods: Five fiberglass posts of different types and manufacturers represent a test group for the analysis of KHN (N=5) and BS and their displacement under compressive loads (N = 8). For the analysis of KHN a metallic matrix was developed to simulate the positioning of the cement after the cementation process intra radicular posts. The resistance to displacement, which will provide data of BS was measured using bovine incisors. After cementation, cross sections of the root portion of teeth in space led to post 1mm discs that have been tested for BS. The values were statistically analyzed by ANOVA, followed by Tukey's (P <0.05) between groups for KHN and BS. Results: The results showed no statistical differences for the different posts in KHN. For BS, the sum of thirds, a translucent post showed the highest values. Comparative analysis between the thirds of each post also showed statistically significant differences when comparisons of the same post-thirds showed no differences. Conclusion: For the cement used, the amount of light transmitted through the post did not influence the KNH nor the BS significantly, among the different posts and thirds evaluated. Key Words: light transmission, dental posts, microhardness, bond strength. 29 Introduction The use of pre-fabricated posts in the reconstruction of endodontically treated teeth, whose main objective is to retain the material reconstruction and minimize the occurrence and complexity of fractures, is well established in the literature (1). Clinically, the mechanical and chemical characteristics of fiber posts justify their usage (2). In relation to resin cements, three options regarding the method of polymerization are available: self-polymerizing, light-cured or dual polymerization (dual). Understanding the mechanism of polymerization of these systems (3) the choice of materials that do not depend on light seems to be more reliable for cementing intra radicular fiber posts. To investigate the capability of transmitting light by translucent post is the target of several recent authors (4-9). Most studies point to the decrease in light intensity (LI) by increasing the root depth. Quantitative assessments of LI, hardness, elastic modulus and degree of conversion can be found in these works. Undesirable effects of incomplete polymerization of the resin cements are of biological (10-12) due to toxicity, and mechanical (8,9,13-15), due to low bond strength values are described in the literature. The aim of this study is to investigate the effect of light transmission through fiber posts in Knoop microhardness number (KHN) and bond strength (BS) of a dual resin cement. The null hypothesis is that there is no statistically significant difference in KHN and BS for different depths evaluated for the dual resin cement following cementation of translucent posts. Material e Methods Five different fiber posts of two types and one resin cement were involved (Table 1). 30 Table 1 – Description of the posts and cement used. Post Manufacturer/Lote Type Quimical composition FGM Produtos Odontológicos Glass Fibers (80% ± 5), epoxy resin (20% ± 5), silica, silane and T1 Translucent (Brazil)/140410 polymerising promoters. Bisco, INC T2 Translucent (EUA)/0800007811 Glass Fibers (55%), Epoxy (45%). TetraethyleneglycolDimethacrylate (7.6%), Urethane Ivoclar-Vivadent Dimethacrylate (18.3%), Silicium Dioxide (0.9%), Ytterbium T3 Translucent (Liechtenstein)/M72483 Fluoride (11.4%), catalysers and stabilisers (<0.3%). Glass Fibers. C1 Ângelus (Brazil)/14818 Conventional Glass Fibers (87%), Epoxy resin (13%). C2 Ângelus (Brazil)/14874 Conventional Carbon Fibers (79%), Epoxy Resin (21%). Resin Cement Rely-X Unicem 3M ESPE (USA)/372990 Self-etch/ Dual Cure Powder: glass particles, initiators, sílica, substituted pyrimidine, calcium hidroxide, peroxide composite and pigment; liquid: metacrylate phosphoric acid Ester, dimethacrylate, acetate, stabilizer and initiator. White Post DC (FGM, Joinville, SC-Brazil), DT Light Post (Bisco, Inc, Schaumburg, ILUSA) and FRC Postec Plus (IvoclarVivadent, Liechtenstein) with similar compositions but with different amounts of chemical components, represent translucent (T) type, T1, T2 and T3 respectively. Exacto and Reforpost Carbon Fiber (Both Ângelus, Londrina, Pr-Brazil) with different compositions but opaque, represent conventional (C) type, C1 and C2 respectively. The posts were cut to standard height of 16 mm for both analysis, KHN and RA. KHN measurements The assessments targeted three different depths, namely: cervical third (CT), at a 4.1 to 6.8mm depth; middle third (MT), at an 8.8 to 11.5mm depth; and apical third (AT), at a 13.5 to 16mm depth. 31 A metallic apparatus matrix was designed and manufactured to support the posts, resin cement, and the tip of a curing light unit. Such a metallic apparatus consisted of four parts as showed in figure 1. Figure 1. Metallic matrix: (a) a frame, which contained the posts (e), (b) a support to standardize the position and volume of resin cement, (c) a support to standardize the length of each three third deep post regions and stabilize the set, (d) and an external cylinder, which holds the other part as well as incorporates the tip of curing light unit (f) at the top and also obstructs the influence of external sources of light. Patented CTIT/UFMG (BR 20 2012 015542 2). The frames were manufactured in the exact dimensions of each post by means of an electro erosion machining. Aimed at standardizing the quantitative radial light transmission, each third of the posts contained a 120-degree lateral side opening. The three thirds, were supposed to be assessed simultaneously. The measurement of all thirds, one at a time, was possible because the matrix allowed the removal of the resin cement blocks, separately, after polymerization, without destroying them. The matrix’s internal structure provided an adequate separation of each 32 third, which permitted their accurate evaluation. Each one was 1,6mm wide and 2,70 mm length. The major concern about this matrix was that the cement was inserted directly in projected spaces, in order to minimize the formation of bubbles. The posts were isolate from cement by a polyester strip. The time of light exposure was 40 seconds, and the LI remained above 420mW/cm2. The light curing unit used was Curing Light 2500(3M ESPE, USA). The set consisting of the curing light unit, the matrix, the post and the resin cement remained still throughout the assessments. After ten minutes, including 40s photopolymerization, the specimens were removed from the matrix and were immediately included in pre-molds (Buehler, USA) with crystal resin with black pigment and were poured into the device by using a Cast N’vac (Buehler, USA). After the cure of crystal resin, the specimens were removed from the pre-molds and stored dry, out of reach of light during 7 days. The surface to be analyzed was sequentially polished with # 320 to 1200-grit SiC papers and felt with diamond polish paste (Buehler, USA). A control group, using T1, was made of the same method but without a photopolymerization. KHN measurement was performed by a Micromet 5104(Buehler, Japan) using a static load of 50g for 10s. Sequentially, three indentations were performed for each third of each group. The values were obtained from the reading of the average of three indentations oriented long axis of the resultando  em  um  filme  que  tem  como  motivação  as  vinganças da  mesma.  O  personagem Benjamim perde a relevância que tem no romance e o espectador  não fica imerso em tantas dúvidas, como o leitor da narrativa indicial de Chico.  As  páginas  que  não  afirmavam  a  culpa  de  Benjamim  pela  morte  de  Castana 96  Beatriz, nem a ascendência de Ariela, são transformadas em cenas de certezas  e afirmações que, em parte, excluem a narrativa indicial do primeiro autor.  Todas  as  transformações  que  a  cineasta  efetua  na  obra  de  Chico  para  elaborar  seu  filme  são  refletidas  nos  outros  textos  que  permeiam  e  dialogam  com as duas obras: capas, o site oficial de Chico Buarque e do filme Benjamim,  as  críticas  expostas  na  mídia.  Esses  outros  textos  —  sejam  eles  metatextos,  paratextos  ou  arquitextos  —  dialogam  transtextualmente  com  os  processos  que  fazem  do  romance  um  filme.  Todas  as  transformações  executadas  pela  cineasta  na  obra  do  autor  são  também  difundidas  nos  outros  textos  que  circundam  o  processo.  Tudo  isso  constrói  uma  extensa  e  infinita  rede  transtextual,  que  produz  um  diálogo  não  só  entre  as  obras  de  Chico  e  Gardenberg, mas também entre elas e outros textos.  Observar  a  obra  de  Chico  Buarque  com  esses  parâmetros,  faz­nos  perceber também a ausência de limites entre as artes e linguagens. O romance  Benjamim,  imerso  num  tom  cinematográfico,  ao  mesmo  tempo  em  que  se  transforma  na  criação  de  Gardenberg,  parece  justamente  chegar  à  sua  linguagem  ideal:  o  cinema.  A  rede  de  flashbacks  imaginada  por  Chico,  para  contar  a  história  de  um  ex­modelo  fotográfico  que  se  duplicou  na  juventude  e  assiste  a  sua  existência  como  se  fosse  um  filme  produzido  por  uma  câmera  imaginária,  cresce  nas  lentes  reais  de  Monique  Gardenberg:  o  romance  de  Chico,  por  meio  do  filme  Benjamim,  chega,  de  fato,  à  linguagem  tematizada  em sua criação. Por sua vez, ao perceber os vestígio do cinema no romance e  aventurar­se  na  adaptação  fílmica,  com  o  cuidado  de  recriar  sempre  inspirada  pelo  primeiro  autor,  Monique  Gardenberg  põe  em  cartaz  a  essência  hipertextual de Chico Buarque de Hollanda. 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