Estudo geoelétrico em ocorrência de manganês supergênico no município de Itapira (SP) por meio do método da eletrorresistividade

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UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA “JULIO DE MESQUITA FILHO” INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS E CIÊNCIAS EXATAS Trabalho de Formatura Curso de Graduação em Geologia ESTUDO GEOELÉTRICO EM OCORRÊNCIA DE MANGANÊS SUPERGÊNICO NO MUNICÍPIO DE ITAPIRA (SP) POR MEIO DO MÉTODO DA ELETRORRESISTIVIDADE Rafael Paes Prof. Dr. César Augusto Moreira Rio Claro (SP) 2013 UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA Instituto de Geociências e Ciências Exatas Câmpus de Rio Claro RAFAEL PAES ESTUDO GEOELÉTRICO EM OCORRÊNCIA DE MANGANÊS SUPERGÊNICO NO MUNICÍPIO DE ITAPIRA (SP) POR MEIO DO MÉTODO DA ELETRORRESISTIVIDADE Trabalho de Formatura apresentado ao Instituto de Geociências e Ciências Exatas - Câmpus de Rio Claro, da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, para obtenção do grau de Geólogo. Rio Claro - SP 2013 551 P126e Paes, Rafael Estudo geoelétrico em ocorrência de manganês supergênico no município de Itapira (SP) por meio do método da eletrorresistividade / Rafael Paes. - Rio Claro, 2013 46 f. : il., figs. Trabalho de conclusão de curso (Geologia) - Universidade Estadual Paulista, Instituto de Geociências e Ciências Exatas Orientador: César Augusto Moreira 1. Geofísica. 2. Pesquisa mineral. 3. Óxidos. I. Título. Ficha Catalográfica elaborada pela STATI - Biblioteca da UNESP Campus de Rio Claro/SP RAFAEL PAES ESTUDO GEOELÉTRICO EM OCORRÊNCIA DE MANGANÊS SUPERGÊNICO NO MUNICÍPIO DE ITAPIRA (SP) POR MEIO DO MÉTODO DA ELETRORRESISTIVIDADE Trabalho de Formatura apresentado ao Instituto de Geociências e Ciências Exatas - Câmpus de Rio Claro, da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, para obtenção do grau de Geólogo. Comissão Examinadora Prof. Dr. César Augusto Moreira (orientador) Prof. Dr. João Carlos Dourado Prof Dr. Antônio Celso de Oliveira Braga Rio Claro, 26 de novembro de 2013. Assinatura do(a) aluno(a) Assinatura do(a) orientador(a) À minha família AGRADECIMENTOS Em primeiro lugar agradeço a Deus pela oportunidade e saúde. Agradeço aos meus pais por serem o alicerce da minha vida e por terem me dado a chance de escolher meus próprios caminhos. Agradeço também à minha família e aos meus amigos pelo apoio incondicional ao longo de todos estes anos. Agradeço ao meu orientador e amigo César Augusto Moreira pelas discussões geológicas e pelos conselhos. Agradeço também pela sua paciência e atenção proporcionadas ao longo de todo o período no qual fui seu aluno. Ao longo de cinco anos de graduação conheci muitos amigos, cuja amizade guardarei pelo resto da vida. Agradeço a todos da minha turma, sem exceção, pelos anos de convívio, amizade, união, companheirismo, histórias, cervejadas e etc. Agradeço em especial os amigos Igor Pelaes, Leonardo Paioli Carrazza, Paulo Vedovello, José Gustavo Cristóvão de Macedo, Luis Fernando Cordido, Lee Ernest Balster Martins, Brian Espindola, Ariane Côrtes, Luana Fernandes e Aline Carlin. À todos um muito obrigado! “A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original.” (Albert Einstein) RESUMO Os métodos geofísicos são largamente utilizados como ferramentas que, em conjunto com outros dados, auxiliam no detalhamento de alvos minerais e no dimensionamento dos corpos mineralizados. Este trabalho apresenta os resultados da aplicação do método geofísico da eletrorresistividade em uma ocorrência mineral de manganês localizada no município de Itapira, no norte do estado de São Paulo, hospedada predominantemente em xistos e quartzitos do Grupo Itapira. A integração dos dados geofísicos resultou na elaboração de modelos de eletrorresistividade, onde foi possível observar que o corpo mineralizado, composto predominantemente por óxidos e hidróxidos de manganês, possui um padrão de alta resistividade (acima de 5000 Ω.m) tanto em superfície quanto em subsuperfície. O contraste com a rocha encaixante é marcado principalmente pelas diferentes assembleias minerais e pela presença local do nível freático. Os resultados obtidos neste trabalho revelam que a aplicação do método da eletrorresistividade é efetivo na avaliação primária de depósitos supergênicos. Palavras-Chave: Pesquisa mineral. Eletrorresistividade. Manganês. Óxidos. Supergênico. ABSTRACT The geophysical methods are used as tools that, together with other data, assist in target detail and sizing of ore bodies. This paper presents the results of the application of DC resistivity geophysical method on a manganese mineral occurrence located in Itapira, in the northern portion of São Paulo state, hosted predominantly in schists and quartzits of Itapira Group. The integration of geophysical data resulted in the elaboration of electrical resistivity models, where it was possible observe that the mineralized body, composed predominantly of manganese oxides and hydroxides, has a pattern of high resistivity (above 5000 Ω.m) both surface and subsurface. The contrast with the host rock is characterized mainly by different minerals assemblages and by the presence of local groundwater. The results accomplished in this paper reveal that the application of DC resistivity method is valid in primary evaluations of supergene deposits. Key-words: Mineral Exploration. DC resistivity. Manganese. Oxides. Supergene. ÍNDICE DE FIGURAS Figura 1 - Área de estudo e principais vias de acesso (Fonte: modificado de Google Maps, 2013) . 13 Figura 2 – Localização geotectônica da Faixa Alto Rio Grande. (a) Faixa Ribeira no contexto da Plataforma Sul-Americana. Simbologia: 1-Faixas móveis Meso-Cenozóicas; 2-Coberturas fanerozóicas; 3-Faixas móveis Sin-Brasilianas; 4-Crátons Sin-Brasilianos. (b) Faixa Ribeira no contexto do sudeste brasileiro. Simbologia: 1-Bacias Fanerozóicas: a-Paraná, b-Taubaté, cResende, d-Volta Redonda, e-Rift da Guanabara; 2-Grupo Bambuí, embasamento do CSF; 4Faixas Brasília e Ribeira, DARG-Domínio Alto Rio Grande; 5-Nappe Guaxupé; 6-Limite cratônico (HEILBRON et al., 1995) . 15 Figura 3 - Mapa geológico regional com destaque para a área de estudo (modificado de ANGELI et al., 2011) . 17 Figura 4 - Localização da Ocorrência Soares (modificado de ANGELI et al., 2011) . 21 Figura 5 – Minério gondítico em bloco . 24 Figura 6 – Camada maciça de laterita manganífera . 24 Figura 7 - Parâmetros utilizados na definição de resistividade (KEAREY et al., 2002) . 29 Figura 8 - Configuração de eletrodos usada em medições de resistividade (KEAREY et al., 2002) . 29 Figura 9 - Técnica de sondagem elétrica vertical (SEV), arranjo Schlumberger (modificado de KEAREY et al., 2002). 31 Figura 10 - Esquema dos arranjos (a) Wenner e (b) Schlumberger (modificado de LOWRIE, 2007) . 32 Figura 11 - Esquema do arranjo Wenner-Schlumberger (modificado de LOKE, 2010) . 32 Figura 12 - Localização das linhas de aquisição de dados, com centro do arranjo posicionado sobre a ocorrência mineral (modificado de Google Earth, 2013). 33 Figura 13 - Resistivímetro Bison utilizado na etapa de aquisição de dados geofísicos (Fonte: arquivo pessoal) . 34 Figura 14 - Linhas 1, 2 e 3 de eletrorresistividade (Fonte: pessoal, gerado em RES2DINV) . 36 Figura 15 - A) Blocos maciços de gondito cortados por veios quartzo-feldspáticos; B) fragmentos de laterita . 37 Figura 16 - A) Fragmentos de laterita e quartzito; B) Camada de laterita maciça . 38 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO.11 1.1 Generalidades . 11 1.2 Objetivos. 12 2. 3. LOCALIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO .13 CONTEXTUALIZAÇÃO GEOLÓGICA .14 3.1 Contexto Tectônico . 14 3.2 Grupo Amparo . 18 3.3 Grupo Itapira . 19 3.4 Geologia Estrutural . 20 3.5 Geologia local e características do minério . 20 4. 5. APLICAÇÃO DA GEOFÍSICA EM PESQUISA MINERAL .25 MATERIAIS E MÉTODOS .28 6.1 Métodos geofísicos . 28 6.1.1 Método da eletrorresistividade . 28 6.2 Técnicas e arranjos . 31 6.3 Aquisição e processamento dos dados. 32 6. 7. RESULTADOS .36 CONCLUSÕES .40 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS . 42 11 1. INTRODUÇÃO 1.1 Generalidades A economia brasileira é intensamente ligada às atividades minerárias. Como a demanda do mercado internacional por commodities minerais é alta, a pesquisa e a descoberta de novas ocorrências contribuem para o crescimento econômico do país, já que a exportação de bens minerais, tais como o manganês, é extremamente importante neste quesito. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM, 2011), o Brasil é o 2° maior produtor de minério de manganês, com produção em 2010 de 2,6 milhões de toneladas. Esse número representa 20% da produção mundial, que é de 13 milhões de toneladas. A China é a maior produtora deste minério, com 22% da produção mundial. As reservas brasileiras são de 235 milhões de toneladas, distribuídas principalmente em Minas Gerais (87%), Mato Grosso do Sul (6,5%), Pará (4,3%) e outros estados (2,2%). No Brasil, a exportação de manganês em 2010 atingiu 2,3 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 43% em relação ao ano anterior. O país é superavitário na balança comercial de manganês. Em 2010, o saldo foi de US$ 352,00 milhões. O manganês é o 4° metal mais utilizado do mundo, sendo que o seu principal uso é na indústria siderúrgica. A fabricação do aço consome cerca de 90% de todo o manganês disponível. Em segundo lugar está a fabricação de pilhas e, em terceiro lugar, a fabricação de vitaminas, visto que o manganês é essencial a todas as formas de vida. Sendo assim, é de extrema importância o desenvolvimento de pesquisas geológicas, prospecção e pesquisa mineral tanto para a ampliação das jazidas já existentes quanto para a descoberta de novas ocorrências minerais. As ferramentas disponíveis para a realização dessas pesquisas são as ferramentas diretas, isto é, sondagem, amostragem de solo e de rocha e análises químicas; e as ferramentas indiretas, que compreendem análise de sensores remotos e métodos geofísicos (MARANHÃO, 1985; MOON et al.,2006). Neste âmbito, é necessário citar a relevância que a geofísica possui na descoberta e na caracterização de ocorrências minerais, já que esta ferramenta possibilita a aquisição de dados indiretos independentemente do afloramento ou não de rochas. Métodos geofísicos, tal como a eletrorresistividade, são métodos muito utilizados na pesquisa mineral de sulfetos e minerais metálicos em geral (KEAREY et al., 2002). O método da eletrorresistividade é utilizado no estudo de descontinuidades horizontais e verticais nas propriedades elétricas do solo e das rochas, além de também ser utilizado na 12 detecção de corpos tridimensionais de condutividade elétrica anômala (KEAREY et al., 2002; TELFORD et al., 1990). Diversos trabalhos aplicados demonstram a eficácia de ferramentas geofísicas em pesquisa mineral (IRVINE & SMITH, 1989; MOREIRA & ILHA, 2011; MOREIRA et al., 2012). 1.2 Objetivos O objetivo principal deste trabalho é identificar contrastes entre o corpo mineralizado e suas rochas encaixantes, bem como mapear a extensão lateral deste corpo. O método da eletrorresistividade é largamente utilizado em prospecção geofísica de sulfetos. Sendo assim, este trabalho também tem o objetivo de verificar a aplicabilidade deste método geofísico na pesquisa mineral de óxidos e hidróxidos. 13 2. LOCALIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO O município de Itapira está localizado na região centro-nordeste do Estado de São Paulo, a leste do município de Mogi Guaçu e a oeste do município de Águas de Lindoia (Figura 1). Figura 1 - Área de estudo e principais vias de acesso (Fonte: modificado de Google Maps, 2013) De acordo com dados obtidos no último censo (IBGE, 2013), o município de Itapira possui aproximadamente 72000 habitantes, distribuídos em uma área de 518 km². O IDH (Índice de desenvolvimento humano) deste município é 0,762. Já o PIB (Produto Interno Bruto) do município recebe contribuição principalmente do setor de serviços, seguido pela indústria e, por último, pela agropecuária. O município está situado a 628 m acima do nível do mar e seu clima é considerado tropical de altitude (Cwa), que é caracterizado por temperaturas amenas que variam aproximadamente entre 18°C e 26°C. Além disso, o índice pluviométrico fica em torno de 1600 mm/ano e a vegetação da região é composta basicamente por cerrado e mata atlântica. 14 3. CONTEXTUALIZAÇÃO GEOLÓGICA 3.1 Contexto Tectônico A região de Itapira está situada na Faixa Alto Rio Grande (FARG), localizada ao sul do Cráton do São Francisco e que possui forma de um trapézio de aproximadamente 350 km de extensão, com direção geral ENE-WSW, desde a Bacia do Paraná, a oeste, até a região entre Paranaíba-Barbacena-Juiz de Fora (CPRM, 1988). A base maior deste trapézio ocorre a oeste, provavelmente entre Jundiaí (SP) até Monte Santo (MG). Seu limite leste termina em faixas controladas por falhas tardias e envolvendo rochas dos complexos Barbacena e Juiz de Fora. Seu limite sul coincide com a Zona de Cisalhamento Serra da Mantiqueira e seu limite norte, com a Zona de Cisalhamento Campo do Meio, que totaliza uma área de aproximadamente 60000 km² (Figura 2). Está contida no domínio da Província Mantiqueira Central, que consiste num sistema orogênico Neoproterozoico, numa faixa de direção NE-SW entre o Sul do Estado da Bahia e o Uruguai, com mais de 3000 km de comprimento (HEILBRON et. al., 2004). A Faixa Alto Rio Grande é caracteristicamente policíclica, com vários eventos tectono-metamórficos que afetaram tanto as sequências supracrustais quanto o embasamento arqueano. Sua provável idade de individualização remete ao Proterozóico Inferior, durante o Ciclo Transamazônico, sendo que o seu maior pico metamórfico ocorreu durante o Ciclo Uruaçuano. Durante os estágios finais do Ciclo Uruaçuano ou iniciais do Ciclo Brasiliano (+/800 m.a.) a região sofreu dobramentos amplos e cisalhamento dúctil-rúptil com transpressão de alto ângulo, além de metamorfismo na fácies xisto verde, ao norte, até anfibolito, ao sul (CPRM, 1988). De acordo com CPRM (1988), as principais estruturas dessa faixa foram consolidadas provavelmente no Ciclo Jequié (2,5 G.a), durante o Proterozóico Inferior. Esse processo de colisão continental favoreceu a formação de uma bacia marginal, com inicial sedimentação terrígena fina intercalada com material vulcanoclástico e possíveis derrames e intrusões máficas e ultramáficas. Todo esse conjunto foi submetido, posteriormente, a uma tectônica tangencial em regime de cisalhamento dúctil de baixo ângulo, com desenvolvimento de uma intensa foliação (Sn) que sobrepõe o bandamento metamórfico (Sn-1), além de metamorfismo de fácies xisto verde a anfibolito durante o Ciclo Uruaçuano, com o pico metamórfico tardio a esse ciclo. Em seguida, ocorreram amplos dobramentos associados a zonas de cisalhamento transpressivas e metamorfismo na fácies xisto verde (CPRM, 1988). 15 Figura 2 – Localização geotectônica da Faixa Alto Rio Grande. (a) Faixa Ribeira no contexto da Plataforma Sul-Americana. Simbologia: 1-Faixas móveis Meso-Cenozóicas; 2-Coberturas fanerozóicas; 3-Faixas móveis varied quite markedly with height, and that air masses aloft (∼200 m above the ground) could have an aerosol loading quite different to that measured on the ground (Rankin and Wolff, 2002). However, for the event described here, at least, it appears that the 4139 ACPD 7, 4127–4163, 2007 Multi-seasonal NOy budget in coastal Antarctica A. E. Jones et al. Title Page Abstract Introduction Conclusions References Tables Figures Back Close Full Screen / Esc Printer-friendly Version Interactive Discussion EGU source of surface snow nitrate was wet deposition and scrubbing, and the data are consistent with the nitrate source being p-NO−3 within the boundary layer. 4 Boundary layer trace gas versus snowpack sources of NOx A key question among polar atmospheric chemists concerns the role of polar snow5 packs as a source of trace gases to the overlying boundary layer. For those studying nitrogen chemistry, the interest lies in understanding the budget of NOx; we know that NOx is photochemically produced (Honrath et al., 1999; Jones et al, 2000) and then released (Jones et al., 2001; Wolff et al., 2002) from the snowpack, but the relative contribution compare to NOx production from trace gases in the background atmo10 sphere has not yet been assessed. The data gathered during CHABLIS allow us to constrain the dominant NOx production mechanisms, and by comparing these calculated production rates, to assess the relative importance of sources of boundary layer NOx, both in the air and from the snowpack. This approach also provides insight into which gas-phase species are dominating NOx production within the boundary layer. 15 4.1 Methodology We selected two 24-h periods, one in summer and one in spring, within which to calculate diurnally-averaged NOx (as either NO or NO2) production. The periods selected were 18 January 2005 and from noon of 28 September 2004 through to noon of 29 September 2004. The former period was the first day in the summer season when 20 high-resolution alkyl nitrate data were available to compliment the other high-resolution datasets. This was also a time when an NOy intensive was carried out, so that daily HNO3 measurements are available. During the latter period, an NOy measurement intensive was also conducted, giving, in addition, alkyl nitrate measurements every 6 h – the highest resolution alkyl nitrate data available for the spring period. 4140 ACPD 7, 4127–4163, 2007 Multi-seasonal NOy budget in coastal Antarctica A. E. Jones et al. Title Page Abstract Introduction Conclusions References Tables Figures Back Close Full Screen / Esc Printer-friendly Version Interactive Discussion EGU 4.1.1 Deriving gas-phase data NOx production rates were calculated every 3 h during these diurnal periods, giving 8 data points from which daily means could be calculated. Where possible (e.g. for HONO, PAN, summertime methyl and ethyl nitrates), input data were taken from an 5 hourly data merger carried out for all the CHABLIS data and the few missing data points were derived by linear interpolation. For the 6-hourly springtime methyl and ethyl nitrate mixing ratios, it was by default necessary to interpolate to achieve data at a 3-h frequency. These data were thus point-averages rather than hourly-averages, but as mixing ratios did not vary rapidly over the day, the uncertainty introduced by this 10 approach is limited. For HNO3, sampled over a longer timeframe, it was necessary to reconstruct higher resolution data. Summertime HNO3 was measured as a 24-hmean centred around 23:59 on both 17 January and 18 January. These two data points were averaged to derive a daily mean for 18 January. The diurnal variation was reconstructed by comparing with 6-hourly resolution HNO3 data measured previously 15 at Neumayer station (Jones et al., 1999). There, a diurnal cycle with amplitude 7.5 pptv was measured, centred around noon. This amplitude was applied to the 18 January mean to give a reasonable diurnal cycle. For the 28/29 September HNO3, the 6-hourlyresolution data were below the detection limit, so the daily mean for 27 September and 29 September were averaged to give a mean for the calculation period. This mean was 20 only 0.96 pptv, and, being so low, it was taken to be constant over the 24-h period of interest. Finally, several measured NOy species did not exceed 2 pptv throughout the year (e.g. NO3 and the higher alkyl nitrates), and they were ignored for this calculation. Similarly, output from the GEOS-Chem model suggested that HNO4 also remained well below this threshold throughout the year (M. Evans, personal communication) so 25 no account for HNO4 was taken here. 4141 ACPD 7, 4127–4163, 2007 Multi-seasonal NOy budget in coastal Antarctica A. E. Jones et al. Title Page Abstract Introduction Conclusions References Tables Figures Back Close Full Screen / Esc Printer-friendly Version Interactive Discussion EGU 4.1.2 Gas-phase kinetic data Gas-phase reaction rates were taken from Atkinson et al. (2004, 2006) and photolysis rates for each 3-h period were calculated using the on-line version of the radiative transfer model TUV (Madronich and Flocke, 1998). For these calculations, input parameters 5 included the total ozone column measured at Halley for these days, and an albedo of 0.9. Clear sky conditions were assumed, so photolysis rates will be overestimated, but the relative effect on all species will be comparable. In addition, OH concentrations were necessary for some kinetic calculations. On 18 January 2005, OH was measured by the FAGE (Fluorescence Assay by Gas Expansion) instrument (Bloss et al., 2007). 10 These data were included in the CHABLIS data merger, so that mean hourly OH concentrations were available for this period. No OH measurements were available for September, so OH was derived indirectly. Bloss et al. (2007) calculated a mid-month OH throughout the CHABLIS measurement period based on varying jO(1D) (from the TUV model). To derive a daily mean OH for 28/29 September, we averaged the mid15 month values for September and October, and found that (28/29 September)calculated = 0.561 (15 January)calculated. A diurnally-varying OH for 28/29 September was calculated from 0.561 * each 3-hourly measured January OH. Temperature data were taken from measured values. For PAN thermal decomposition, the upper limit was calculated according to –d[PAN]/dt = k[PAN]. 20 4.1.3 Calculating snowpack NOx emissions The rates with which NOx was emitted from the snowpack during the periods of interest were calculated in line with previous work by Wolff et al. (2002). In brief, spectral irradiance at 3-h intervals was calculated using the TUV model. These were converted to actinic flux as a function of depth according to output from a model designed to 25 simulate light propagation through snow (Grenfell, 1991). The actinic fluxes were then convoluted with the absorption cross-sections and the quantum yield to give J values. In this case, temperature-dependent quantum yields were used (Chu and Anastasio, 4142 ACPD 7, 4127–4163, 2007 Multi-seasonal NOy budget in coastal Antarctica A. E. Jones et al. Title Page Abstract Introduction Conclusions References Tables Figures Back Close Full Screen / Esc Printer-friendly Version Interactive Discussion EGU 2003) which were not available at the time of the Wolff et al., 2002 work. A temperature of –4 C was taken for 18 January, and of –20 C for 28/29 September. These were chosen by assuming that the top few cms of snow saw an average of the near surface (1 m) air temperature for the preceding 1–2 days. Finally, the nitrate concentration in snow 5 was derived using the average of the 0 cm, 5 cm and 10 cm snow nitrate concentration from the snowpit dug nearest to the date in question. This gave 73 ng/g for September and 157 ng/g for January. 4.2 Outcome The results for the gas-phase production rates are given in Table 3a. It is immedi10 ately evident that the contribution from HONO photolysis completely dominates NOx production for both periods, with rates of 6.20E+05 and 4.80E+04 molecs cm−3 s−1 for January and September respectively. This is no great surprise, given the very short lifetime of HONO to photolysis, and reflects a recycling of NOx through HONO (via NO + OH → HONO) rather than a pure source of NOx. Indeed, NOx, although generally 15 defined as NO + NO2, is sometimes expanded to include HONO as well. However, as discussed earlier, HONO also has a source from snowpack photochemistry (Zhou et al., 2001; Beine et al., 2002; Dibb et al., 2002) so as well as facilitating recycling, boundary layer HONO that has been released from the snowpack can act as a source of atmospheric NOx. With our data it is not possible to determine how much of the 20 NOx produced by HONO photolysis (or reaction with OH) is conduto radicular. O objetivo deste estudo foi investigar e estabelecer uma relação precisa da quantidade de luz transmitida através de pinos de fibra e seu efeito na KHN e na RA de um cimento resinoso de dupla polimerização. Nossos resultados mostram boas evidências de que a quantidade de luz tranamitida é baixa e não tem influência na retenção do pino ao conduto radicular ou na microdureza do cimento resinoso dual auto-adesivo utilizado. Em face aos nossos achados não recomendamos utilizar cimentos fotopolimerizáveis ou de dupla polimerização. Pelas razões discutidas nossa recomendação é de que até o surgimento de novas evidências científicas apenas materiais auto-polimerizáveis sejam utilizados. Importante salientar que não estamos contraindicando os pinos translucentes. Estes pinos tem características mecânicas semelhantes aos outros fibroresinosos. Só não recomendamos seu uso associado a cimentos que dependam da luz no seu processo de polimerização. A utilização de cimentos resinosos auto-adesivos de dupla polimerização deve ser discutida à parte. O uso desses cimentos traz vantagens baseadas na diminuição de passos clínicos, facilidade técnica, diminuição da possibilidade de erros e do tempo clínico gasto nos dos procedimentos de cimentação. Em recente estudo pode-se verificar que em algumas situações clínicas valores de resistência adesiva foram superiores para pinos cimentados com um cimento auto-adesivo comparativamente aos cimentados pela técnica adesiva convencional independente do tipo do cimento quanto à reação química (Mongruel et al., 2012), e a justificativa para tais achados é exatamente pelo fato da simplicidade da técnica. Sendo assim, o uso do cimento auto-adesivo utilizado em nosso trabalho parece ser eficiente na cimentação de pinos intrarradiculares desde que, assim como em qualquer cimentação, os conceitos que regem estes procedimentos sejam fielmente atendidos.     58   Não obstante a toda essa discussão técnico-científica, o fator preponderante na retenção de um pino continua a ser a retenção friccional. Uma boa adaptação do pino continua sendo primordial para o sucesso restaurador. A função do cimento é tão somente preencher os espaços entre o pino e o canal radicular favorecendo a retenção friccional. Lembrando por fim que nenhum cimento tem a capacidade de compensar preparos intrarradiculares em comprimento inadequado ou um pino mal adaptado (Summitt at al., 2001).   59 8 – ANEXOS   Referências   61   1. Akgungor G, Akkayan B. Influence of dentin bonding agents and polymerization modes on the bond strength between translucent fiber posts and three dentin regions within a post space. J Prosthet Dent 2006;95:368-78. 2. Albuquerque RC, Polleto LTA, Fontana RHBTS, Cimini Junior CA. Stress analysis of an upper central incisor restored with different posts. J Oral Rehabil 2003;30:936-43. 3. Anusavice KJ. Phillips, Materiais Dentários. Rio de Janeiro: Elservier, 2005. 4. Asmussen E, Peutzfeldt A, Heitmann T. Stiffness, elastic limit, and strength of newer types of endodontics posts. 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