Os fios da memória: presença afro-brasileira em Acari no tempo do algodão

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DANYCELLE PEREIRA DA SILVA OS FIOS DA MEMÓRIA: PRESENÇA AFRO-BRASILEIRA EM ACARI NO TEMPO DO ALGODÃO Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, como requisito para a obtenção do título de Mestre em Antropologia Social. Orientador: Profª. Drª. Julie A. Cavignac NATAL/RN 2014 OS FIOS DA MEMÓRIA: PRESENÇA AFRO-BRASILEIRA EM ACARI NO TEMPO DO ALGODÃO Dissertação apresentada ao Programa de PósGraduação em Antropologia Social, do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, como requisito para a obtenção do título de Mestre em Antropologia Social. Orientador: Profª. Drª. Julie A. Cavignac APROVADA EM: 24/09/2014 BANCA EXAMINADORA Profª Drª Julie Antoinette Cavignac (UFRN) (PRESIDENTE) Prof. Dr. Carlos Alexandre Barboza Plinio dos Santos (UNB) (EXAMINADOR EXTERNO) Profª Drª Maria José Alfaro Freire (UFRN) (EXAMINADOR INTERNO) Prof. Dr. José Glebson Vieira (UFRN) (EXAMINADOR SUPLENTE) As famílias negras de Acari que partilharam suas memórias e seus saberes, minha profunda gratidão. AGRADECIMENTOS Quero agradecer em primeiro lugar a Deus pelas muitas bênçãos que me proporcionou durante esta caminhada, abrindo-me caminhos e me presenteando com descobertas e surpresas quando tudo parecia obscuro. Aos meus pais, Dacira e José, pelo apoio incondicional e pelo incentivo constante. Vocês são presentes na minha vida, nunca me deixaram desistir mesmo quando o sonho a alcançar parecia inatingível. Aos meus irmãos, Sérgio e Camila, agradeço pelo carinho e pelas muitas conversas de fim de noite, onde juntos rimos e compartilhamos nossas dificuldades de caminhada. Ao meu esposo Angel Fuentes, que compreendeu as ausências, os dias de estresse, as noites em claro. Incentivou-me, enxugou minhas lágrimas nos momentos de angústia e se alegrou a cada avanço junto comigo. Obrigada amor, sei que assim como eu, você termina esta etapa sendo um seridoense de coração. A minha família cubana, Maricela, Argel e Adriano, meu agradecimento pela preocupação mesmo com a distância que nos separa. Gracias mi família querida! A minha orientadora Julie Cavignac que me apresentou ao Seridó e com sua experiência e perspicácia me auxiliou na elaboração de mais este trabalho. Agradeço pela parceria, pelo carinho e pela paciência durante esta caminhada. Aos professores da pós-graduação em Antropologia Social, por contribuírem para minha formação. Ao Prof. Helder Macedo, pelas contribuições por ocasião da minha qualificação e também em diversos momentos desta pesquisa. Ao Professor Edmundo Pereira, pelas contribuições feitas na minha qualificação e pelas conversas de corredor que sempre me inquietavam, fazendo-me buscar novas respostas e soluções! Aos amigos que a UFRN me deu para toda a vida, Ivanildo, Fábio, Elissângela, Kelly, Paulo Filho, Luciana, Cláudio Rogério, Ionara e Ariele; compartilharam das tortuosidades do caminho e me alegraram nos momentos de aflições. Aos colegas de turma do mestrado, em especial as duas amigas Ângela Bezerra e Maria Ângela. “Maricotas”, com muita luta e amor pelo Seridó chegamos ao fim deste desafio! Jamais esquecerei nossas aventuras e nossas conversas terapêuticas! Aos amigos da secretaria da graduação e da pós-graduação em Antropologia Social, Gabriela e Adriano, obrigada pelos cafés nas tardes de estudo da UFRN e pela ajuda sem hesitação nos percalços do caminho. A minha amiga Jardelly, sua amizade foi um presente que esta pesquisa me proporcionou. Obrigada por ser este anjo da guarda seridoense! Aos acarienses Angelina, Sergio Enilton, Lúcia e Jesus de Rita de Miúdo por estarem sempre dispostos a me ajudar nas novas descobertas, com paciência e carinho. Sem vocês a pesquisa não seria a mesma! Aos meus interlocutores de todas as famílias pesquisadas em Acari, meu muito obrigada! Vocês abriram a porta de suas casas para uma “estranha” e compartilharam comigo segredos, vivências e saberes, jamais terei como agradecer. Quero deixar aqui um agradecimento especial a três mulheres guerreiras: a Dona Zélia, que sempre me acolheu muito bem em sua casa, preocupando-se comigo até quando esteve doente. A Dona Geralda e sua filha Cristina, pelas conversas animadas e pela paciência em me explicar sobre os nomes e sobre o sítio Saco Pereiras. E a Dudifa “in memoriam”, que faleceu durante a pesquisa, mas que jamais será esquecida. Sua alegria ficará sempre na minha memória e na memória daqueles que a conheceram! Por fim, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), pela bolsa de estudos entre março de 2012 e fevereiro de 2014. RESUMO A história da expansão colonial nos sertões do Seridó no século XVIII e a fixação dos primeiros povoadores em torno das fazendas de gado e, mais tarde, da cultura do algodão, ocultou a presença afrodescendente. Por outro lado, a escravidão é vista como ”branda” e como um fenômeno secundário pelo fato de ter um reduzido número de escravos em relação ao litoral açucareiro. Porém, não se podem minimizar as marcas que deixaram mais de três séculos de dominação colonial, pois a violência simbólica ainda persiste. Este trabalho tem como objetivo refletir sobre as causas e as consequências do silenciamento da presença afro-brasileira e da invisibilização dos núcleos familiares no município de Acari. Através das memórias das famílias Nunes, Inácio e Pereira, antigas moradoras do Saco dos Pereira, e das famílias Pedros, Paulas, Higinos e Félix, antigos moradores das fazendas da região, pretende-se refletir sobre as atividades de sobrevivência, as relações de trabalho, a propriedade da terra e os esbulhos ocorridos nos séculos XIX-XX, bem como mostrar a importância das tradições familiares na elaboração dos discursos sobre o passado e das identidades diferenciadas. A metodologia utilizada durante a pesquisa teve como foco as entrevistas que contemplam as histórias de vida e as memórias dos nossos interlocutores, em particular os afrodescendentes. Os relatos colocam uma luz sobre as vivências no período algodoeiro, os ofícios realizados na fazenda (vaqueiro, louça, bordado, culinária) e mostram a importância das famílias negras para entender o cenário Acariense. Também, fotos e documentos cartoriais foram coletados para melhor compor as histórias de vidas. O estudo revela a presença de muitas famílias negras agregadas às fazendas e mostra que existe outra versão da história local, tendo como protagonistas àqueles cuja memória foi silenciada e que ficaram marcados pelo estigma da escravidão. Palavras-chave: Famílias afrodescendentes – Memórias – Invisibilidade. RESUMEN La historia de la expansión colonial en los sertónes del Seridó del siglo XVIII y el asentamiento de los primeros pobladores alrededor de las haciendas de ganado y más tarde de la cultura de algodón, oculto la presencia afrodescendiente que ya regia esa vasta región. Por otro lado, la esclavitud se observaba como un fenómeno de segunda prioridad y leve, por el hecho de tener un número de esclavos muy reducido en relación al litoral azucarero; sin embargo no se puede minimizar las marcas que dejaron más de tres siglos de dominación colonial, pues la violencia simbólica en su descripción aun existe. Este trabajo tiene como objetivo reflexionar sobre las causas y consecuencias de la extinción precoz de la presencia afro-brasileña y de la invisibilidad de los núcleos familiares en el municipio de Acari. A través de las memorias de las familias Nunes, Inácio y Pereira, antiguos moradores del Saco de los Pereira y de las familias Pedros, Paula, Higinos y Félix outroras moradores de las haciendas de la región, pretendemos reflexionar sobre las actividades de sobrevivencia, las relaciones de trabajo, la propiedad de la tierra y los robos ocurridos en los siglos XIX – XX, así como mostrar la importancia de las tradiciones familiares en la elaboración de los discursos sobre el pasado y de las variadas identidades. La metodología utilizada durante la investigación, mantuvo como foco las entrevistas que contemplan historias de la vida y las memorias de nuestros interlocutores, en particular los afrodescendientes. Los relatos colocan una luz sobre las vivencias en el período algodonero, los oficios realizados en las haciendas (vaquero, bordado, culinaria, losa) donde se muestra la importancia de las familias negras para entender el escenario Acarienses. También fotos y documentos cartoriáles que ayudaron a componer las historias de vida. El estudio revela la presencia de muchas familias negras vinculadas a las haciendas, demostrando que existe otra versión de la historia local, teniendo como protagonistas aquellos cuya memoria fue silenciada y quedando así marcados por el estigma de la esclavitud. Palabras claves: Familias afrodescendientes – Memorias – Invisibilidad. SUMÁRIO INTRODUÇÃO 1. NOS CAMINHOS DO SERTÃO 1.1 O CAMPO, OS CONFLITOS E AS FAMÍLIAS 1.2 PORQUE QUESTIONAR A HISTÓRIA? 1.3 A OCUPAÇÃO COLONIAL SERIDOENSE 1.4 NOTAS SOBRE A ESCRAVIDÃO NO SERIDÓ (SÉC. XVIII-XIX) 1.5 TRAJETÓRIAS SINGULARES DE LIBERDADE 1.5.1 A trajetória de escravos alforriados: Nicolau Mendes da Cruz e Feliciano José da Rocha 1.5.2 Sobre Feliciano José da Rocha 1.6 DE COMO NASCEU ACARI Anexo do Capítulo I 2. TECENDO ÁRVORES DE MEMÓRIAS 2.1 OS FIOS DAS MEMÓRIAS 2.2 ‘O POVO DO SACO É QUE É IMPORTANTE’: memórias do Saco dos Pereira 2.2.1 O roubo das memórias 2.2.2 As terras “engolidas” 2.3 “AQUI É TUDO PRIMO”: memórias d’os Pedro, Paulas, Felix e dos Higinos 2.3.1 Famílias e laços 2.4 A TRANSMISSÃO DOS NOMES 3. MEMÓRIAS SOBRE TRABALHO, CONFLITOS E TRADIÇÕES 3.1 MEMÓRIAS SOBRE TRABALHO E CONFLITOS 3.2 MEMÓRIAS DE TRADIÇÕES: Louceiras, Lavadeiras, vaqueiros e artesãos! 3.2.1 As cozinheiras VELHAS FAMÍLIAS NEGRAS ACARIENSES REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 11 16 17 23 27 30 35 37 38 41 48 51 54 57 62 73 78 81 92 98 99 107 119 126 130 LISTA DE FIGURAS Figura 1: Mapa de Localização do município de Acari . Figura 2: Ferro da fazenda Pendanga, Acari/RN . Figura 3: Fazenda Barrentas . Figura 4: Igreja N. S. do Rosário, Acari – RN . Figura 5: Mapa da fixação Portuguesa e da localização das famílias nas fazendas. Figura 6: Manoelzinho do Navio e Maria Miquelina de Jesus . Figura 7: Mapa da localização das famílias pesquisadas no centro urbano de Acari. . Figura 8: Mapa do Saco dos Pereira desenhado por Damiana Jacinta. Figura 9: Serrotinho, uma das Serras do Saco dos Pereira . Figura 10: Paulo Nunes em sua casa no Saco. Figura 11: Raimundo Nunes recebendo alunos do Projeto Tronco, ramos e raízes! . Figura 12: Onessino Onésio em sua casa em Acari/RN. Figura 13: Gráfico de Manuel Esteves e parentela . Figura 14: Geneagrama da Família Nunes. Figura 15: Geneagrama da Família Inácio. Figura 16: Geneagrama da Família Pereira. Figura 17: Três gerações da família Inácio. Figura 18: Geralda Nunes na sua casa em Acari - RN. Figura 19: Casamento de Dona Geralda Nunes . Figura 20: Dona Zélia mostrando o molde de seus desenhos . Figura 21: Sebastiana Maria do Sacramento e José Pedro do Nascimento. Figura 22: Geneagrama da família Pedro. Figura 23: Geneagrama da família Paula. Figura 24: Geneagrama da família Higino. Figura 25: Geneagramas que mostram uniões entre as famílias. Figura 26: Sebastiana Maria do Carmo “Bastinha” em sua casa em Parnamirim/RN. Figura 27: Fragmento do Livro de Batismo da Paróquia de N. S. da Guia. Figura 28: Geneagrama da família Félix . Figura 29: Josefa mais conhecida como "Dudifa", Acari -RN, 2013. Figura 30: Raimundo Caicó e sua esposa Maria, em sua casa em Acari/RN . Figura 31: Antiga máquina de beneficiamento do Algodão da fazenda Talhado, Acari-RN . Figura 32: Jarra de cerâmica feita pelos Nunes do Saco. Figura 33: Raspa de queijo quente de manteiga, feita na fazenda Imburanas, Acari-RN . Figura 34: Tear e fuso em exposição no Museu do Vaqueiro, Acari-RN. Figura 35: Carteira de trabalho de Zélia Maria . Figura 36: Comidas afro-brasileira durante feira da consciência negra em AcariRN. . Figura 37: Dona Zélia preparando a massa do filhós. Figura 38: Forrumbá, doce preparado por Dona Zélia. 18 28 39 42 44 45 54 60 63 64 64 64 67 68 70 71 76 77 77 79 83 85 87 88 89 90 91 91 92 105 105 107 109 114 117 120 121 124 Figura 39: Zenaide Maria, irmã de Dona Zélia, na feirinha cultural da Reunião Brasileira de Antropologia/2014, representando o Grupo Pérola Negra de AcariRN . Figura 40: Gabrielly Souza, recebendo o título de Rosa de Maio de 2014 . 127 128 INTRODUÇÃO 11 Este trabalho versa sobre as memórias das famílias negras de Acari1, município do Seridó norte-rio-grandense. No contexto dos sertões a escravidão era tida como 'branda' pelo reduzido número de escravos concentrados nesta região se comparada com outras regiões como no litoral e agreste onde os escravos estavam em maior número. Porém, não se pode minimizar a presença cativa e os seus desdobramentos, ainda que o número de escravos fosse reduzido. A expansão dos sertões do Seridó, no século XVIII, e a fixação dos primeiros povoadores de Acari sempre se retratou com ênfase nos protagonistas brancos, ocultando ou invisibilizando a presença afrodescendente. Tenho consciência que este é apenas o início do que ainda pode ser descoberto em relação da presença afrodescendente na região. Agrupei as famílias pesquisadas em árvores genealógicas para encontrar suas interligações e distâncias: é o algodão que está fiando estas memórias, já que é o cenário que norteia as vivências da maioria dos interlocutores. O “ouro branco” funcionou também como estratégia de pesquisa, pois facilitou a aproximação com meus interlocutores e me permitiu descortinar as histórias de vida e colocá-las lado a lado, reconstituindo algumas memórias de família. A escolha por trabalhar com as famílias afrodescendentes foi impulsionada por meu trabalho de graduação2, em que analisei a história de Feliciano José da Rocha, um escravo que virou coronel. Constatamos, em Acari, que existia um tabu em relação ao passado escravocrata. Os afrodescendentes tinham vergonha da sua ancestralidade, e muito desta negação está associada ao preconceito visível na sociedade acariense. Ao investigar a memória de um escravo, que teve uma ascensão social e cuja história foi escrita, identifiquei núcleos afrodescendentes oriundos das fazendas do município. A partir destes registros, verifiquei que havia relações entre estes núcleos baseadas no 1 Acari é um município localizado na região do Seridó, sua população é de 11.035 habitantes (IBGE, 2013), sendo 8.841 residentes na área urbana e 2.348 na zona rural. Está a uma distância de 201 quilômetros da capital do Estado. 2 A Monografia ‘O escravo que virou coronel’: Lembranças de Feliciano José da Rocha versa sobre a memória de um personagem atípico: o escravo Feliciano José da Rocha que virou coronel. Feliciano é envolto em muitas histórias: conquistou sua liberdade e tornou-se homem de posses nas terras do Seridó. Entretanto, sua história foi silenciada ao longo dos anos, e o que se sabe sobre esta figura histórica importante são pequenos eventos relatados por historiadores, cronistas locais e possíveis descendentes (SILVA, 2012). 12 parentesco. Todas as famílias enfrentaram dificuldades: os esbulhos de terra, as relações de dominação e poder, o trabalho nas fazendas etc. Inicialmente, tive como ponto de partida o sobrenome de algumas famílias: os Nunes, os Inácio e os Pereira; ramos familiares localizados no Saco dos Pereira, zona rural do município de Acari. Devido à dificuldade de encontrar interlocutores naquele lugar, voltei às primeiras pistas sobre as outras famílias. Deparei-me assim com outros ramos familiares: Os Pedros, varied quite markedly with height, and that air masses aloft (∼200 m above the ground) could have an aerosol loading quite different to that measured on the ground (Rankin and Wolff, 2002). However, for the event described here, at least, it appears that the 4139 ACPD 7, 4127–4163, 2007 Multi-seasonal NOy budget in coastal Antarctica A. E. Jones et al. Title Page Abstract Introduction Conclusions References Tables Figures Back Close Full Screen / Esc Printer-friendly Version Interactive Discussion EGU source of surface snow nitrate was wet deposition and scrubbing, and the data are consistent with the nitrate source being p-NO−3 within the boundary layer. 4 Boundary layer trace gas versus snowpack sources of NOx A key question among polar atmospheric chemists concerns the role of polar snow5 packs as a source of trace gases to the overlying boundary layer. For those studying nitrogen chemistry, the interest lies in understanding the budget of NOx; we know that NOx is photochemically produced (Honrath et al., 1999; Jones et al, 2000) and then released (Jones et al., 2001; Wolff et al., 2002) from the snowpack, but the relative contribution compare to NOx production from trace gases in the background atmo10 sphere has not yet been assessed. The data gathered during CHABLIS allow us to constrain the dominant NOx production mechanisms, and by comparing these calculated production rates, to assess the relative importance of sources of boundary layer NOx, both in the air and from the snowpack. This approach also provides insight into which gas-phase species are dominating NOx production within the boundary layer. 15 4.1 Methodology We selected two 24-h periods, one in summer and one in spring, within which to calculate diurnally-averaged NOx (as either NO or NO2) production. The periods selected were 18 January 2005 and from noon of 28 September 2004 through to noon of 29 September 2004. The former period was the first day in the summer season when 20 high-resolution alkyl nitrate data were available to compliment the other high-resolution datasets. This was also a time when an NOy intensive was carried out, so that daily HNO3 measurements are available. During the latter period, an NOy measurement intensive was also conducted, giving, in addition, alkyl nitrate measurements every 6 h – the highest resolution alkyl nitrate data available for the spring period. 4140 ACPD 7, 4127–4163, 2007 Multi-seasonal NOy budget in coastal Antarctica A. E. Jones et al. Title Page Abstract Introduction Conclusions References Tables Figures Back Close Full Screen / Esc Printer-friendly Version Interactive Discussion EGU 4.1.1 Deriving gas-phase data NOx production rates were calculated every 3 h during these diurnal periods, giving 8 data points from which daily means could be calculated. Where possible (e.g. for HONO, PAN, summertime methyl and ethyl nitrates), input data were taken from an 5 hourly data merger carried out for all the CHABLIS data and the few missing data points were derived by linear interpolation. For the 6-hourly springtime methyl and ethyl nitrate mixing ratios, it was by default necessary to interpolate to achieve data at a 3-h frequency. These data were thus point-averages rather than hourly-averages, but as mixing ratios did not vary rapidly over the day, the uncertainty introduced by this 10 approach is limited. For HNO3, sampled over a longer timeframe, it was necessary to reconstruct higher resolution data. Summertime HNO3 was measured as a 24-hmean centred around 23:59 on both 17 January and 18 January. These two data points were averaged to derive a daily mean for 18 January. The diurnal variation was reconstructed by comparing with 6-hourly resolution HNO3 data measured previously 15 at Neumayer station (Jones et al., 1999). There, a diurnal cycle with amplitude 7.5 pptv was measured, centred around noon. This amplitude was applied to the 18 January mean to give a reasonable diurnal cycle. For the 28/29 September HNO3, the 6-hourlyresolution data were below the detection limit, so the daily mean for 27 September and 29 September were averaged to give a mean for the calculation period. This mean was 20 only 0.96 pptv, and, being so low, it was taken to be constant over the 24-h period of interest. Finally, several measured NOy species did not exceed 2 pptv throughout the year (e.g. NO3 and the higher alkyl nitrates), and they were ignored for this calculation. Similarly, output from the GEOS-Chem model suggested that HNO4 also remained well below this threshold throughout the year (M. Evans, personal communication) so 25 no account for HNO4 was taken here. 4141 ACPD 7, 4127–4163, 2007 Multi-seasonal NOy budget in coastal Antarctica A. E. Jones et al. Title Page Abstract Introduction Conclusions References Tables Figures Back Close Full Screen / Esc Printer-friendly Version Interactive Discussion EGU 4.1.2 Gas-phase kinetic data Gas-phase reaction rates were taken from Atkinson et al. (2004, 2006) and photolysis rates for each 3-h period were calculated using the on-line version of the radiative transfer model TUV (Madronich and Flocke, 1998). For these calculations, input parameters 5 included the total ozone column measured at Halley for these days, and an albedo of 0.9. Clear sky conditions were assumed, so photolysis rates will be overestimated, but the relative effect on all species will be comparable. In addition, OH concentrations were necessary for some kinetic calculations. On 18 January 2005, OH was measured by the FAGE (Fluorescence Assay by Gas Expansion) instrument (Bloss et al., 2007). 10 These data were included in the CHABLIS data merger, so that mean hourly OH concentrations were available for this period. No OH measurements were available for September, so OH was derived indirectly. Bloss et al. (2007) calculated a mid-month OH throughout the CHABLIS measurement period based on varying jO(1D) (from the TUV model). To derive a daily mean OH for 28/29 September, we averaged the mid15 month values for September and October, and found that (28/29 September)calculated = 0.561 (15 January)calculated. A diurnally-varying OH for 28/29 September was calculated from 0.561 * each 3-hourly measured January OH. Temperature data were taken from measured values. For PAN thermal decomposition, the upper limit was calculated according to –d[PAN]/dt = k[PAN]. 20 4.1.3 Calculating snowpack NOx emissions The rates with which NOx was emitted from the snowpack during the periods of interest were calculated in line with previous work by Wolff et al. (2002). In brief, spectral irradiance at 3-h intervals was calculated using the TUV model. These were converted to actinic flux as a function of depth according to output from a model designed to 25 simulate light propagation through snow (Grenfell, 1991). The actinic fluxes were then convoluted with the absorption cross-sections and the quantum yield to give J values. In this case, temperature-dependent quantum yields were used (Chu and Anastasio, 4142 ACPD 7, 4127–4163, 2007 Multi-seasonal NOy budget in coastal Antarctica A. E. Jones et al. Title Page Abstract Introduction Conclusions References Tables Figures Back Close Full Screen / Esc Printer-friendly Version Interactive Discussion EGU 2003) which were not available at the time of the Wolff et al., 2002 work. A temperature of –4 C was taken for 18 January, and of –20 C for 28/29 September. These were chosen by assuming that the top few cms of snow saw an average of the near surface (1 m) air temperature for the preceding 1–2 days. Finally, the nitrate concentration in snow 5 was derived using the average of the 0 cm, 5 cm and 10 cm snow nitrate concentration from the snowpit dug nearest to the date in question. This gave 73 ng/g for September and 157 ng/g for January. 4.2 Outcome The results for the gas-phase production rates are given in Table 3a. It is immedi10 ately evident that the contribution from HONO photolysis completely dominates NOx production for both periods, with rates of 6.20E+05 and 4.80E+04 molecs cm−3 s−1 for January and September respectively. This is no great surprise, given the very short lifetime of HONO to photolysis, and reflects a recycling of NOx through HONO (via NO + OH → HONO) rather than a pure source of NOx. Indeed, NOx, although generally 15 defined as NO + NO2, is sometimes expanded to include HONO as well. However, as discussed earlier, HONO also has a source from snowpack photochemistry (Zhou et al., 2001; Beine et al., 2002; Dibb et al., 2002) so as well as facilitating recycling, boundary layer HONO that has been released from the snowpack can act as a source of atmospheric NOx. With our data it is not possible to determine how much of the 20 NOx produced by HONO photolysis (or reaction with OH) is Plano Diretor do Município de Paraguaçu. Projeto de Lei n. 22/2005. Prefeitura Municipal de Paraguaçu, 82 f., [14], Il. Edição fac-similar. ______. Prefeitura Municipal de Paraguaçu; Conselho Municipal do Patrimônio Histórico de Paraguaçu/MG; Memória Arquitetura Ltda. O Patrimônio Cultural de Paraguaçu/MG. Belo Horizonte. 2008. 30 p. Il. ______. Prefeitura Municipal de Paraguaçu; Conselho Municipal do Patrimônio Histórico de Paraguaçu/MG. 2ª Etapa do Inventário de Proteção do Acervo Cultural de Paraguaçu. Belo Horizonte. Julho/2006. 1 CD-ROM. PESEZ, Jean-Marie. 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