Pattápio Silva (1880-1907): uma abordagem interpretativa de sua música em forma de dança e de livre fantasia

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS ESCOLA DE MÚSICA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM MÚSICA MESTRADO EM MÚSICA PATTÁPIO SILVA (1880-1907): UMA ABORDAGEM INTERPRETATIVA DE SUA MÚSICA EM FORMA DE DANÇA E DE LIVRE FANTASIA RUBEM ELOY SCHUENCK BELO HORIZONTE – 2012 UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS ESCOLA DE MÚSICA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM MÚSICA MESTRADO EM MÚSICA PATTÁPIO SILVA (1880-1907): UMA ABORDAGEM INTERPRETATIVA DE SUA MÚSICA EM FORMA DE DANÇA E DE LIVRE FANTASIA DISSERTAÇÃO APRESENTADA AO PROGRAMA DE POS-GRADUAÇÃO DA ESCOLA DE MUSICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS, COMO REQUISITO PARCIAL PARA A OBTENÇÃO DO TÍTULO DE MESTRE EM MÚSICA LINHA DE PESQUISA: PERFORMANCE MUSICAL ORIENTADOR: PROFESSOR DR. MAURICIO FREIRE GARCIA – UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS BELO HORIZONTE – 2012 S385p Schuenk, Rubem Eloy. Pattápio Silva (1880-1907) [manuscrito] : uma abordagem interpretativa de sua música em forma de dança e de livre fantasia / Rubem Eloy Schuenk. – 2012. 118 f., enc. Orientador: Mauricio Freire Garcia. Linha de pesquisa: Performance musical. Dissertação (mestrado em Música) – Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Música. Inclui bibliografia e CD-Rom do recital com 11 faixas. 1. Performance (música). 2. Flauta – análise musical. 3. Pattápio Silva, 1880-1907. I. Garcia, Mauricio Freire. II. Universidade Federal de Minas Gerais. Escola de Música. III. Título. CDD: 780.2 DEDICO ESTE TRABALHO À MINHA MÃE, NILDA, COM GRATIDÃO POR TODO O INCENTIVO E APOIO EM MINHA TRAJETÓRIA ATÉ AQUI. ii AGRADECIMENTOS Primeiramente à Deus. Ao meu orientador, professor Mauricio Freire Garcia, com quem tenho aprendido muito a arte da flauta e principalmente, música. À minha esposa, Ana Luiza, pelo amor e companheirismo. Aos professores Patricia Santiago, Bethania Parizzi, Margarida Borghoff, Aos meus colegas de mestrado: Sara Lima, Diogo Navia, Rafael Ribeiro e principalmente Marie Bernard que me ajudaram muito nesta caminhada. Ao amigo Sergio Di Sabbato pelos valiosos conhecimentos de análise musical. iii RESUMO O presente trabalho traz um estudo sobre a obra do flautista e compositor Pattápio Silva (1880-1907), que visa auxiliar aos que pretendem incluir em seu repertório algumas músicas deste mestre da flauta no Brasil. Dividimos a sua obra em dois grandes grupos: a música em forma de dança, onde encontramos duas valsas, uma mazurca e uma polca; e sua música em forma de livre fantasia, onde o autor não se prendeu a uma forma pré-definida. Reconhecido como um grande virtuose da flauta em sua época, Pattápio não recebe a mesma reverência em relação à suas composições. Este estudo apresenta sugestões interpretativas e técnicas que podem ajudar na performance das peças. Através de análise observamos que Pattápio tinha uma técnica composicional refinada, inclusive na escrita para o piano. iv ABSTRACT This paper focuses on the works of the flutist and composer Pattápio Silva (18801907), and aims to help those who want make pieces by this Brazilian flute master part of his or her repertoire. His works were divided into two groups: dance form, where we found two waltzes, one mazurka and a polka, and free-fantasy, where the composer did not follow any pre-determined form. Recognized as a great flute virtuoso during his life, Pattápio still do not have the same respect related to his compositions. This study features technical and interpretive suggestions that can help the performance of the pieces. Through analyses we could note that Pattápio had a refined composition technique, including his piano parts. v SUMÁRIO INTRODUÇÃO .1 BIOGRAFIA .4 CAPÍTULO 2 - A MÚSICA EM FORMA DE DANÇA .10 A VALSA.11 A POLCA.14 A MAZURCA.16 A OBRA DE PATTÁPIO SILVA EM FORMA DE DANÇA.17 MARGARIDA (MAZURCA) Op.3.17 PRIMEIRO AMOR (VALSA) Op.4.23 ZINHA (POLCA) Op.8.29 AMOR PERDIDO (VALSA) Op.9.33 CAPÍTULO 3 - A MÚSICA EM FORMA DE LIVRE FANTASIA .36 INFLUÊNCIAS. 36 EVOCAÇÃO (ROMANCE ELEGÍACO) Op.1 .39 SERATA D`AMORE (ROMANZA) Op.2.45 SONHO (ROMANCE FANTASIA) Op.5.52 ORIENTAL (PEÇA CARACTERÍSTICA PARA FLAUTA E PIANO) Op.6.61 IDYLIO op.7 .70 CONCLUSÃO: .76 BIBLIOGRAFIA. 82 ANEXOS. 84 vi 1 INTRODUÇÃO Pattápio Silva é considerado pelo senso comum, uma das figuras mais singulares da música brasileira no início do século XX. Veremos neste trabalho que diferentemente do que muitos flautistas afirmam, Pattápio tinha sim muita competência e qualidade para escrever também para o piano. Entenderemos o quão elaborada é a sua música e como, se conhecermos mais à fundo, possamos identificar a sua genialidade. É necessário valorizar esse compositor que é pouquíssimo explorado e que raramente faz parte dos programas de recitais de música de câmara. Verificaremos ainda no que tange à performance musical, que Pattápio requer preparo e amadurecimento técnico e artístico do flautista, visto que ele utiliza passagens que demonstram todo o seu virtuosismo que adquiriu também como intérprete. Veremos, que a obra de Pattápio, dada à diversidade de estilos, demanda muito cuidado dos intérpretes na construção de sua interpretação. Esse trabalho busca fornecer, através de análises minuciosas e contextualizações técnico-estilísticas, subsídios para auxiliar a tomada de decisões interpretativas. Polka, Mazurka, Romance, entre outros, exigem enfoques diversos tanto do flautista e como do pianista. Dividimos as nove obras tratadas neste estudo em dois grupos: as obras compostas em forma de dança e as obras escritas em forma de livre fantasia. Nas peças em forma de dança, encontramos duas valsas (Primeiro Amor e Amor Perdido), uma polca (Zinha) e uma mazurka (Margarida). Agrupamos estas peças desta maneira, pois apresentam características harmônicas, rítmicas, melódicas e de textura atrelados ao esquema formal das peças em estilo dançante. No segundo grupo, as peças compostas sem um esquema pré-estabelecido, onde a livre fantasia do compositor é a orientação construtiva, encontramos as seguintes obras: Serata D’Amore - Romanza, Sonho - Romance Fantasia, Evocação - Romance Elegíaco, 2 Oriental e Idyllio. Essas composições têm uma complexidade mais elevada, não só do ponto de vista formal, mas também na melodia, harmonia e acompanhamento pianístico. Realizamos inicialmente um estudo individual de cada obra o que nos proporcionou posteriormente subsídios para um estudo comparativo entre os dois grupos estabelecidos para este trabalho. Não houve neste trabalho a intenção de apontar uma hierarquia de valor entre os dois grupos nem entre as peças: almejamos apenas trazer uma perspectiva interpretativa à obra desse compositor e flautista de grande relevância na história da música brasileira. Obviamente cada flautista possui dificuldades e facilidades em determinados aspectos, esperamos que o detalhamento maior das músicas possa ajudar a inspirar e estimular os intérpretes de Pattápio. Há sobre Pattápio trabalhos muito relevantes, a dissertação de Carmem Silvia Garcia entitulada PATTÁPIO SILVA – Flautista Virtuose, Pioneiro na Belle Époque Brasileira de 2006 onde estuda a vida e a obra do compositor, atualizando seus dados biográficos e apontando sua relevância para a música instrumental brasileira. Outra importante dissertação é de Daniel Della Sávia Silva. Com o título de ORIENTAL – A Importãncia do Timbre na Obra de Pattápio Silva de 2008, discursa como Pattápio esteve à frente de seu tempo e inovou na escrita para flauta, principalmete com o advento da flauta Böhm de prata. Tomamos como referência neste trabalho, as primeiras edições da obra de Pattápio publicadas em 1906 pela Casa Vieira Machado & Cia. Para a peça Oriental Op. 6, possivelmente a última a ser composta, utilizamos a Edição Bevilacqua & Cia, que na época também era sediada na Rua do Ouvidor. Esta última foi editada pelas duas editoras citadas. Estas partituras são encontradas nas bibliotecas de música da UFMG em Belo Horizonte e na Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro. Hoje dispomos de uma edição atualizada contendo ainda no volume outras peças que 3 compunham o repertório de Pattápio, como W. Popp e Caetano Braga. Organizado pela pianista Maria José Carrasqueira com revisão da parte da flauta a cargo do flautista Antônio Carrasqueira, esse trabalho foi editado pela editora Irmãos Vitale – São Paulo. BIOGRAFIA1 4 Foi em 22 de outubro de 1880 na cidade de Itaocara que nasceu um dos maiores flautistas que o Brasil já conheceu: Pattápio Silva. Bem cedo, entretanto sua família se transferia para Cataguases, Minas Gerais, onde decorreu toda a sua infância. Ali aprendeu o ofício de barbeiro com seu pai. Desde muito cedo mostrava gosto pela flauta, aos 12 anos já atraía pessoas para a barbearia do pai tocando sua flauta de flandres de cinco furos2. Rebelde à autoridade paterna que o queria como um bom barbeiro, saiu de casa bem cedo, deixando de trabalhar na barbearia. Passa a morar em uma república de rapazes na Rua dos Passos, bastante conhecida pela vida boêmia dos seus residentes. Tempos depois teria ido para São Fidélis, retornando mais tarde à Cataguases. Esta volta marca também um reatamento com seu pai, que não durou muito tempo pois a flauta já era mais importante que a navalha e o pincel. Com a morte do pai de Pattápio, Bruno José da Silva, tempos depois, sua mãe D. Amélia casa-se novamente, com Antônio de Sousa Meneses. Deste segundo matrimônio de D. Amélia, Pattápio ganhará novos irmãos: Lafaiete (violinista), Cícero (violinista e biógrafo de Pattápio, pois, que em agosto de 1983, publicou: Pattápio Silva – Biografia), João (flautista, um dos fundadores da Orquestra Sinfônica Brasileira), Odilon, Urtinê, Antonieta e Maria da Conceição. Com o incentivo de seu padrasto, seguiu para o Rio de Janeiro, onde encontraria melhores meios para se desenvolver, nesta ocasião Pattápio tinha vinte anos de idade e não 1 A biografia de Pattápio Silva desta dissertação foi baseada nos textos de MENEZES (1953), VASCONCELLOS (1965), NOGUEIRA (1983) 2 A folha de flandres ou simplesmente “flandre” é um material laminado estanhado composto por ferro e aço de baixo teor de carbono revestido por estanho. De forma geral, é utilizado na fabricação de numerosos utensílios para decoração e objetos de arte, além de latas de alimentos e caixas de leite devido a sua alta resistência à corrosão. Também tem aplicações em embalagens de tinta e outros produtos químicos. 5 temia os apertos financeiros que iria enfrentar. No Rio, inicialmente foi trabalhar na Imprensa Nacional como tipógrafo e estudava à noite no Liceu de Artes e Ofício. Posteriormente passou a trabalhar na Casa da Moeda e como barbeiro, época em que passou a freqüentar diariamente a casa de Duque Estrada Meyer, a convite deste, pois o mestre, considerando o músico de 20 anos um “brilhante em bruto”, pôsse a lapidá-lo. Quis dar a ele uma série de aulas, antes de matriculá-lo no Instituto Nacional de Música. Após excelente exame de admissão no Instituto, Pattápio se matriculou no terceiro ano dessa escola, a 15 de março de 1901. Justamente quando era aluno do terceiro ano é que “por preços irrisoriamente pagos”, segundo seu irmão Cícero: Grava para a Casa Edison diversos discos, todos lançados em selo Odeon: Amor Perdido, valsa (Pattápio Silva) e Zinha (Pattápio Silva) – 10.009/11; Noturno nº 1 Para Flauta e Piano e Noturno nº2 Para Flauta e Piano – i40.014/5; Variações de Flauta e Allegro (Terschak); – 40.045/242; Só Para Moer, polca (Viriato Figueira da Silva – 40.047; Serenata Oriental (Ernesto Koeller) e Serata d'Amore, romança (Pattápio Silva) – 40.049/244; Alvorada das Rosas e Primeiro Amor, valsa, 1901 (Pattápio Silva) – 40.051/3, Sonho, romança-fantasia (Pattápio Silva) e Serenata (Franz Schubert).(MENESES – 1953) Quanto ao curso, pode-se dizer que Pattápio passou por ele brilhantemente: tinha a duração de seis anos, e ele concluiu em dois. No exame final, realizado no dia 1º de dezembro de 1902, superou amplamente todos os seus colegas, tendo sido aprovado com distinção. Por unanimidade de votos, foi-lhe conferido o primeiro prêmio, a ambicionadíssima medalha de ouro, grau 15, em 13 de janeiro de 1903. A seguir, concorreu, com Pedro de Assis (igualmente diplomado), a um concurso especial, cujo prêmio era uma flauta de prata. Mais uma vez, a vitória coube a Pattápio. Curiosamente, ganhou mas não levou o prêmio, pelo menos imediatamente. É que, no dia da entrega da flauta de prata, na presença do Ministro da Justiça, o instrumento desapareceu. O escândalo ganhou os jornais e repercutiu para os teatros de revistas. O Correio da Manhã foi o que mais tratou do sumiço da flauta. Na seção Pingo e Respingo assinada por Cirano e Cia., em 8 de março publicou o seguinte soneto: “Vai ser aberto o cofre, agora em torno Na compostura solene e grave Todo o pessoal que d'arte e glória e adorno Firme se estende sob a augusta nave Reina um silêncio sepulcral e morno O Henrique Oswald dá uma volta à chave E nos gongos a porta, sem transtorno, Move-se doce, musical, suave. Mas, Oh céus! “Non est hic”! E de repente As faces enche o escândalo de rugas E aquela nota desconcerta a gente? Fugiu.? Que valem pequeninas rugas? A flauta de Pattápio, certamente, Era uma flauta para fuga.” 6 Mas, um dia, muito tempo depois, a polícia encontrou a flauta em uma espécie de antiquário da cidade na Rua da Carioca. Afinal, a flauta de prata, de fabricação Luis Lot, chegava às mãos de seu dono, que a conquistara tão merecidamente. Antes de sua formatura, devido à facilidade de leitura à primeira vista, Pattápio era disputado pelas melhores orquestras do Rio de Janeiro. Uma ocasião, ao ser Pattápio convidado para tocar a segunda flauta em uma grande companhia lírica italiana que trazia orquestra, exigiu um pagamento igual ao recebido pelo primeiro flautista. E declarou ainda que a importância não incluía o ensaio, a não ser que este fosse pago à parte. Conta Cícero: 7 “Tratando-se de uma ópera como Lucia de Lammermour , onde são postos à prova de fogo os flautistas, o maestro indignou-se pela audácia do arrojado ragazzo, expressão do mesmo. Não tendo podido o maestro conseguir outro flautista, e portanto obrigado a chamar Pattápio, mesmo sem o ensaio reclamado, esperou o mesmo a noite, no espetáculo, preparando-lhe uma surpresa. À hora do espetáculo, Pattápio, ao contrário à praxe da maioria dos músicos, de chegarem antes da representação, para exercitarem-se das convenções necessárias, chegou no último instante, encontrando todos a postos para atacarem o princípio da música. O maestro, sedento de vingança e com sorriso sarcástico, cientificou-o que o mesmo ia fazer a primeira flauta, devendo o primeiro flautista fazer a segunda flauta. Com grande assombro e grande desapontamento o maestro não teve remédio senão prestar-lhe significativa homenagem, que foi acompanhada por toda a companhia. O interessante de tudo isto é que Pattápio após o término do espetáculo e deste acontecimento declarou que não era seu desejo tocar no espetáculo, pois estava munido de um bilhete-frisa para assistir o mesmo, custando o mesmo mais do que a paga recebida pelo seu trabalho naquela noite. Sabendo disso, o empresário fez questão de indenizar Pattápio da importância que o mesmo despendeu”. (MENESES – 1953) Outro episódio curioso envolvendo Pattápio ocorreu em Petrópolis, em uma das temporadas do Clube dos Diários. Convidado a fazer parte da orquestra que ali tocava, Pattápio combinou com seu amigo, o violinista Carmo Marsicano, uma brincadeira. Assim conta Cícero: “combinou com o mesmo, que em certa altura de uma fantasia, onde havia uma pequena cadência de flauta, a referida cadência deveria ser aumentada de surpresa, por espaço de três minutos, contados pelo relógio do Carmo que poria o mesmo na estante, esperando Pattápio, o sinal do Carmo, para ser resolvida a conclusão da cadência e a orquestra então prosseguir. Assim combinado, chegando no ponto em questão, Pattápio iniciou a cadência, modulando a mesma em várias tonalidades, desenhos, etc.; causando tanta admiração a todos, a ponto do grande Barão do Rio Branco levantar-se da poltrona em que estava, no banquete e vir abraçar Pattápio. Em seguida, brincando disse: “Eu queria Acesso em: 17 jul. 2009) 65 O Marechal Castelo Branco assumiu a Presidência da República em 15.04.1964. 116 A denominação do bairro remete à figura de Francisco dos Santos, o Chico dos Santos, dono de um rancho às margens do rio Machado onde ele administrava um entreposto de mercadorias, uma venda e uma pousada para os viajantes que comercializavam produtos através da estação de Fama (1896) da Estrada de Ferro Muzambinho e do barco que ia de Fama até a Cachoeira (ainda existente no rio Machado e próxima ao bairro). Segundo um de seus descendentes, Sr. João Esmeraldo Reis, nascido em 1932, figura de destaque no bairro, quando da construção de Furnas, a expectativa dos moradores é que a energia elétrica chegasse ao bairro. Até então apenas os moradores mais abastados do bairro eram sócios de uma pequena usina elétrica, inaugurada em 12 de abril de 1951.66 Em seu depoimento à pesquisadora, em estudo prévio sobre a comunidade atendida pela Fundamar, em 1994, Sr. João Esmeraldo relembrou as várias pontes construídas sobre o rio Machado, interligando o bairro do Chico dos Santos ao bairro do Coroado no município vizinho de Alfenas. Antes da construção da primeira ponte a travessia era de barco e para o gado era na água. Segundo o depoente, quando a primeira ponte foi construída, em torno de 1920, só aqueles que contribuíram para a obra tinham livre acesso. Os demais tinham que pagar para atravessar ou se valerem dos préstimos do barqueiro, Chiquinho Cordeiro. Depois que o rio Machado foi represado por Furnas, no bairro Chico dos Santos (1965?) a terceira ponte foi construída pela comunidade com ajuda de ambas prefeituras – Paraguaçu e Alfenas. O Sr. João Esmeraldo 66 O jornal “O Paraguassu”, Paraguaçu (MG), n. 496 de 15 abr. 1951 traz a notícia: “Inauguração da Luz Eletrica no Bairro Chicos dos Santos”. Segundo Sr. João Esmeraldo, eram vinte e dois sócios envolvidos na construção da usina de energia elétrica, captando as águas do ribeirão que deságua no rio Machado, no bairro Chico dos Santos. O responsável pela usina era Geraldo de Abreu, de Alfenas. 117 participou da construção da ponte de madeira amarrada com cipó, a base era de pedra e sua extensão era de 22m. Foi construída entre 25 de julho e 25 de agosto de 1967. Edição de “A Voz da Cidade” de 1º de outubro de 1967 confirma a informação de nosso depoente. Furnas só viria construir a ponte sobre o rio Machado, em substituição à antiga, já interditada, em 1981. O jornal “A Voz da Cidade” de 28 de março de 1981 refere-se a um convênio entre a Prefeitura Municipal de Paraguaçu e Furnas – Centrais Elétricas S/A para construção de obras para evitar o ilhamento de alguns produtores rurais, cujas propriedades localizam-se nas margens do lago de Furnas. Refere-se ainda à construção da nova ponte do rio Machado, de interesse direto dos moradores do Bairro dos Santos (bairro Chico dos Santos, em Paraguaçu) e do Coroado, no município de Alfenas, a ser executada diretamente por Furnas. Raro exemplo de publicação de memórias sobre um bairro rural do município de Paraguaçu, o livro “Memórias do Chico dos Santos”, de autoria de Edson Vianei Alves (1949-2002), sobrinho materno do depoente João Esmeraldo, registra suas lembranças sobre o rio Machado, ao tempo de seu pai, Joaquim Felipe: “No rio Machado, ele [o pai] pescava dourado, curimba, tubarana, piapava, mandi, bagre e lambari.” (ALVES, 2000, p. 34) Sr. José Cavaleiro, mais conhecido por Tonico Cavaleiro (1933), também nascido e ainda morador no bairro Chico dos Santos, lembra-se também das boas pescarias no rio Machado. Mas afirma que o represamento do rio facilitou muito a vida, pela facilidade de captação d‟água para a lavoura, 118 principalmente do alho, principal atividade do bairro na década de 50 a 60.67 Sr. Hélio Meirante, nascido em 1935, também nascido e ainda residente nas mesmas terras que foram de seus pais, às margens do rio Machado, lembra-se que seu pai perdeu três alqueires de terra e foi indenizado pelo valor nominal das mesmas. Seu irmão, Ademir de Souza Meirante, nascido em 1953, calcula em dez alqueires as terras perdidas por seu pai para Furnas. A chegada dos técnicos de Furnas no bairro é rememorada pelos irmãos Meirante: Foi uma coisa. Da moda que a gente nem esperava. Que antes a gente via passar, fazer a marcação, e ficava abismado de ver aquelas condução no meio do pasto. Que era para fazer a marcação, onde a água ia atingir. [.] Eles não explicava nada. Eles entrava [sic] no meio do pasto, com aqueles jipes, com aqueles aparelhos, marcando tudinho. Eles nunca veio [sic] aqui. (Depoimento do Sr. Hélio Meirante, 2009) Foi enchendo e foi acabando tudo. Se não vendesse [para Furnas] já perdia tudo. Lá no retiro, pra baixo do Matão, o rapaz não quis vender a casa, o terreno, de jeito nenhum. Não vendeu. Eu vi a casa, o terreno foi subindo, sumiu tudo. Perdeu tudo. [.] Que nem eles falou [sic]: „aqui tando cheio é nossa, tando seco é seu‟. (Depoimento do Sr. Ademir Meirante, 2009) Sr. Tonico Cavaleiro, quando indagado sobre a reação da população do bairro à chegada de Furnas, disse: “o povo achou bão [sic] e é bão [sic] até hoje”.68 67 O almanaque “O Sul-Mineiro Ilustrado” em reportagem intitulada “O Desenvolvimento de Paraguassú e a Administração Cristiano Otoni do Prado”, datado de 1941, informa sobre a cultura de alho no município, cuja produção “figura em primeiro logar no Brasil”. 68 Os depoimentos desses moradores ribeirinhos foram filmados por um grupo de educadores da Fazenda-Escola Fundamar, em 2009. Fragmentos de seus depoimentos foram incorporados a uma apresentação em PowerPoint integrante do instrumento de capacitação dos educadores, objeto dessa dissertação. 119 6.9. CINQUENTENÁRIO DE FURNAS: DUAS VERSÕES DISTINTAS Em 2000, a denúncia sobre as péssimas condições sanitárias do lago de Furnas era objeto do jornal “A Voz da Cidade”, em 1º de setembro. À época a preocupação era com o baixo nível das águas do lago, que prejudicava o turismo, principal fonte de renda da população lindeira. O jornal faz um paralelo entre os prejuízos daquele momento e aqueles sofridos à época da constituição do lago. E especula sobre as causas do rebaixamento do nível das águas, entre elas, a rivalidade entre o então presidente Fernando Henrique Cardoso e o governador Itamar Franco69, sobre a privatização de Furnas. Segundo essa versão, frente às ameaças do governador contra a privatização, o Presidente teria pedido à direção da empresa para esvaziar o lago. O jornal ainda noticia uma reunião de representantes da Associação dos Municípios do Lago de Furnas (ALAGO) com a diretoria da empresa em 28.11.2000, para encontrar soluções para as agressões ambientais que a represa vinha sofrendo, bem como recuperar o passivo que a empresa tinha com os municípios lindeiros: Diariamente são despejados no local, dejetos sanitários, industriais e agrotóxicos. A falta de infra-estrutura e a de uma política de utilização do Lago vem comprometendo o desenvolvimento da região, que aposta no turismo como uma das ferramentas para reverter a estagnação econômica. (A VOZ DA CIDADE, 12 set. 2000, p. 1) Em 2007, ano do cinqüentenário de Furnas, o jornal Estado de Minas, de Belo Horizonte, trouxe dois artigos sobre o evento, que evidenciam opiniões distintas sobre os impactos gerados pelo empreendimento. 69 O governador Itamar Franco e o Presidente Fernando Henrique Cardoso assumiram seus respectivos cargos em 1999. O Presidente iniciava então seu segundo mandato. 120 Luiz Neves de Souza, mestre em turismo e meio ambiente, em artigo intitulado “Os 50 Anos do Lago de Furnas”, denuncia a ausência de políticas públicas que canalizassem esforços voltados à preservação ambiental e também de projetos consistentes e objetivos para o fomento e desenvolvimento do turismo na região. E reclama: Basta percorrer as 34 cidades do Lago de Furnas e observar, em todas elas, toneladas de rejeitos em esgoto e lixo, além de defensivos agrícolas que são despejados em diversas regiões que se dizem próprias para o turismo e para a prática de esportes náuticos, para não falar da situação caótica da rede viária local. (SOUZA, 2007) O senador Eliseu Resende, no artigo intitulado “A Epopéia de Furnas” em “homenagem evocativa ao cinqüentenário”, imagina que sem a energia elétrica e a Petrobrás, o Brasil estaria hoje nos mesmos níveis de muitos países da África. Durante esse tempo [desde 1957] construímos nossos portos e modernizamos outros; instalamos a indústria química de base; desenvolvemos a produção de veículos e de navios; e entramos, firmes, na aeronáutica. Para tudo isso contribuiu a energia de Furnas e a que ela transporta e distribui, pelo principal sistema de interligação das grandes geradoras nacionais (RESENDE, 2007, p. 9). Ambos pontos de vista refletem faces distintas de um mesmo fato histórico. A percepção do ganho pela geração de energia para o desenvolvimento industrial nacional versus os prejuízos study has some limitations. The study sample consisted of a selected cohort of CML patients, as the enrollment was carried out in a single center. It is part of an observational study that was initially designed to evaluate imatinib-induced cardiotoxicity. Therefore, patients with cardiac disease, who have shown to be at increased risk for drug-induced nephrotoxicity [36], were excluded. The data were collected from the medical records, and the number of measurements differed among patients. Furthermore, only CML patients were enrolled. The effectiveness of imatinib has been demonstrated in several other diseases [3, 38, 39, 40] and it is also important to evaluate nephrotoxicity in these patients, as it is not known whether the propensity to develop imatinibinduced nephrotoxicity is related to the underlying malignancy. conclusions In conclusion, physicians should be aware that imatinib treatment may result in acute kidney injury and that the long- term treatment may cause a significant decrease in the estimated GFR and chronic renal failure. Therefore, it is important to monitor renal function of CML patients under imatinib therapy by measuring the creatinine levels and estimating GFR. Attention must be paid to concomitant administration of other potentially nephrotoxic agents, to avoid additive nephrotoxicity in these patients. acknowledgements We gratefully acknowledge the contributions of our patients, their families, and the hematologists (Cla´udia de Souza, Simone Magalha˜es, and Gustavo Magalha˜es). We also thank Heloisa Vianna for the constructive comments and suggestions, and Ka´tia Lage and Vera Chaves for the expert secretarial assistance. funding Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientı´fico e Tecnolo´ gico (478923/2007-4) to ALR; Fundaxca˜o de Amparo a Pesquisa do Estado de Minas Gerais (PPM 328-08) to ALR; Coordenadoria de Aperfeixcoamento do Ensino Superior, Brazil (BEX 1199-09-9), to MSM. disclosure The authors declare no conflict of interest. references 1. Pappas P, Karavasilis V, Briasoulis E et al. Pharmacokinetics of imatinib mesylate in end stage renal disease. A case study. Cancer Chemother Pharmacol 2005; 56: 358–360. 2. 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