Os muitos nomes de Silvana: contribuições clínico-políticas da psicanálise sobre...

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UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO INSTITUTO DE PSICOLOGIA DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA CLÍNICA ANA PAULA MUSATTI-BRAGA OS MUITOS NOMES DE SILVANA: CONTRIBUIÇÕES CLÍNICO-POLÍTICAS DA PSICANÁLISE SOBRE MULHERES NEGRAS São Paulo 2015 ANA PAULA MUSATTI-BRAGA OS MUITOS NOMES DE SILVANA: CONTRIBUIÇÕES CLÍNICO-POLÍTICAS DA PSICANÁLISE SOBRE MULHERES NEGRAS Tese apresentada ao Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo como parte dos requisitos para obtenção do título de Doutor em Psicologia. Área de Concentração: Psicologia Clínica Orientador: Miriam Debieux Rosa São Paulo 2015 AUTORIZO A REPRODUÇÃO E DIVULGAÇÃO TOTAL OU PARCIAL DESTE TRABALHO, POR QUALQUER MEIO CONVENCIONAL OU ELETRÔNICO, PARA FINS DE ESTUDO E PESQUISA, DESDE QUE CITADA A FONTE. Catalogação na publicação Biblioteca Dante Moreira Leite Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo Musatti-Braga, Ana Paula. Os muitos nomes de Silvana: contribuições clínico-políticas da psicanálise sobre mulheres negras / Ana Paula Musatti-Braga; orientadora Miriam Debieux Rosa. – São Paulo, 2015. 288f. Tese (Doutorado – Programa de Pós-Graduação em Psicologia. Área de Concentração: Psicologia Clínica) – Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. 1. Psicanálise 2. Mulheres 3. Racismo 4. Discriminação social5. Feminilidade I. Título. BF575.S75 MUSATTI-BRAGA, A.P. OS MUITOS NOMES DE SILVANA: CONTRIBUIÇÕES CLÍNICO-POLÍTICAS DA PSICANÁLISE SOBRE MULHERES NEGRAS Tese de Doutorado apresentada ao Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo como parte dos requisitos para obtenção do título de Doutor em Psicologia. Área de Concentração: Psicologia Clínica Aprovada em:____________________________ Banca Examinadora Prof.Dr._____________________________________________________________________ Instituição: ___________________________Assinatura______________________________ Prof.Dr._____________________________________________________________________ Instituição: ___________________________Assinatura______________________________ Prof.Dr._____________________________________________________________________ Instituição: ___________________________Assinatura______________________________ Prof.Dr._____________________________________________________________________ Instituição: ___________________________Assinatura______________________________ Prof.Dr._____________________________________________________________________ Instituição: ___________________________Assinatura______________________________ Ao Luis, companheiro querido de tantos anos. Ao João, ao Francisco e ao Pedro, por tornarem a vida tão gostosa, cheia de afeto e de. polêmica. Temos que exigir da política o que podemos exigir do amor, que não seja uma experiência que dê a ilusão de preencher o vazio, senão que dê a possibilidade de afrontá-lo e suportá-lo da maneira mais digna possível. Jorge Alemàn AGRADECIMENTOS À Miriam Debieux Rosa, por sua generosidade na vida acadêmica, pela delicadeza que teve com minhas inquietações, pelo respeito com que recebeu minha pesquisa e pelas orientações fundamentais ao longo de todo este processo. Ao José Moura Gonçalves Filho e ao Edson Luis de Sousa Andrade, que fizeram parte da minha banca de qualificação e, entre tantas preciosas sugestões, me incentivaram a seguir num trabalho autoral. À Silvana e às outras entrevistadas, por terem me mostrado os caminhos desta pesquisa. À Neusa Souza, pela doçura e radicalidade com que soube falar do estrangeiro que somos. Ao Luis, por ter sido um leitor tão entusiasta, tão parceiro e ter acompanhado cada linha desta escrita. À Sandra Alencar, que, além de vizinha, me ajuda a tentar manter sempre uma clínica implicada. À Marta Cerruti, parceira de tantas empreitadas, atuais e futuras. Ao Fernando Sampaio pela disponibilidade e prontidão em traduzir o resumo. A Cristina Rocha Dias, Aline Souza Martins, Jaquelina Imbrizi, Viviani Carmo Huerta e Marieta Madeira que, com a delicadeza característica de cada uma, fizeram uma leitura extremamente cuidadosa e me mostraram caminhos por onde seguir. À Claudia Berliner, pelos cafés na padaria acompanhando os primeiros passos desta pesquisa. Ao Maurício Porto pelo incentivo e pela curiosidade que sempre nos põe a falar mais. Aos integrantes do Laboratório Psicanálise e Sociedade – USP e Psicanálise e Política – PUC que, nas discussões do projeto e em tantos outros momentos, me indicaram textos, me mandaram sugestões e me permitiram contar com as mais variadas ajudas: Miriam Pinho, Joana Sampaio Primo, Aline Travaglia, Marta Okamoto, Carolina Bertol, Diego Penha, Christian Haritçalde, Ana Gebrin, Priscilla Santos, Sérgio Prudente, Rodrigo Alencar, Isabel Tatit, Ivan Estêvão, Emília Broide, Deborah Sereno, Ilana Mountian, Raonna Martins e Pedro Seincman. À Capes, pelo apoio nesta pesquisa. Aos meus supervisionandos, que, com suas perguntas, me ajudam a avançar nas formulações desta clínica que é tão psicanalítica quanto política. E aos pacientes, motivo destas inquietações. À Maria Rita Khel e ao Mauro Dias, que me ajudaram tantas vezes a manter a escuta atenta na clínica nossa de cada dia. À equipe da EMEF, onde surgiu esta pesquisa, por ter confiado no meu trabalho e ter me permitido inventar as mais diversas intervenções na escola e, principalmente, à sua diretora Ana Elisa, por sua inquietante e intensa forma de estar na escola. À Edite e ao Sr. Celso que, sem saber, me trouxeram à curiosidade a negritude. Aos meus pais, que me transmitiram os encantos de um casamento misto e que, de certo modo, me despertaram as perguntas sobre as misturas entre as culturas e etnias. E ao Chafic, que, tendo chegado bem mais tarde, sempre soube ser um avô carinhoso para os meus filhos. A Mônica, Roney, Luísa e Mauro, por tornarem possível usufruir de um companheirismo em família. E à Luisa por, além disso, me apresentar a Criminologia Crítica. A Vânia e Zé, por terem compartilhado as decisões mais importantes dos últimos dez anos. A Kim e Geraldo, pela generosidade e companheirismo em tantas empreitadas coletivas. Aos amigos, por estarem presentes em momentos os mais diversos: Massu e Giovanni, Dany e Flávio, Paolinha, Camila e Zé Carlos, Maurício e Wilma, Ílio e Bia, Claudia e Edison, Adriana e Mané, Santoni e Monica, Flávio e Maísa, Valéria e Felipe. À Rose, que marcou este ano com muitas costuras e despedidas. E ao Silvio e ao Luis, que nos deixaram acompanhá-la e costurar também. RESUMO MUSATTI-BRAGA, A.P. Os muitos nomes de Silvana: contribuições clínico-políticas da psicanálise sobre mulheres negras. 2015. 288 f. Tese (Doutorado) – Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2015. Esta pesquisa aponta alguns dos efeitos subjetivos e estratégias singulares de resistência frente à desigualdade racial no nosso país, abordando as vicissitudes de inscrição no laço social de mulheres negras e pobres. É fruto de uma intervenção clínico-política com um grupo de adolescentes em uma Escola Municipal de Ensino Fundamental de São Paulo na qual foi se evidenciando, para nós, a necessidade de cada um desses adolescentes de defender intransigentemente a honra e o valor de suas mães frente aos outros membros do grupo. Tanto pelo seu excesso como pela sua repetição, essa situação nos sugeria um mal-estar e um não dito referido às configurações familiares e à posição destas mulheres nesta comunidade escolar, que nos levou a escutá-las. Tomando a indicação freudiana de que a psicologia individual seria também psicologia social e a formulação lacaniana de que podemos considerar o Inconsciente como sendo a Política, acreditamos ser indispensável escutar o sujeito levando em consideração o Outro, entendido tanto do ponto de vista sócio-histórico, como libidinal. Isso significa que não poderíamos escutar estas mulheres sem considerar o campo de desigualdades sociais e raciais no qual estavam inscritas discursivamente, o que nos exigiu uma interlocução fundamental tanto com pesquisas da antropologia social e da sociologia, como da história. A fala destas mulheres foi nos revelando que, além de outras identificações contingentes, o fato de serem reconhecidas e se reconhecerem como mulheres negras era um elemento fundamental nas suas vivências cotidianas. Uma vez que nosso passado escravista não teria sido suficientemente lembrado e admitido, alguns traços se fariam presentes através de uma transmissão simbólica, pelos subterrâneos da cultura, de uma posição de servidão a elas atribuída. Permaneceria de uma forma atualizada e insidiosa uma divisão racializada da nossa sociedade, ancorada na herança de uma cisão entre a mulher mundana cujo corpo seria visto como um corpo de gozo, mas sem valor social, a mucama, e a que seria valorizada socialmente à custa de um corpo assexuado, casta e educada, esposa do senhor de escravos. Apesar de tantos avanços, as conquistas femininas das últimas décadas não seriam totalmente estendidas a essas mulheres, negras e pobres, que seguiriam, frequentemente, apresentando no imaginário social um corpo ao qual se atribuiria a capacidade de satisfazer os desejos mais inconfessáveis de um homem à custa de ser visto como propriedade e domínio deste. A atitude racista se faria presente em relação a elas, entendida como o ato de segregação do gozo inadmitido de um sujeito no corpo de um outro, ou ainda, como Lacan apontou, impondo a um outro, seu modo de gozo. Mais do que uma identidade das mulheres negras, consideramos fundamental conceber a particularidade de um laço que se estabeleceria na relação com elas, na medida em que seu corpo seria capaz de despertar e revelar a relação do sujeito com o mais íntimo e insuportável de si mesmo: ela seria a estrangeira frente a um homem, por ser mulher; e seria estrangeira frente a uma mulher ou homem branco, por ser negra. A sua condição de estrangeira a deixaria assim como figura paradigmática de um Outro sexo, um sexo Outro, um gozo Outro, recaindo sobre ela as reações mais violentas de extirpação desse gozo. As estratégias de como manter o que seria próprio do gozo feminino – não balizado pelo gozo fálico, posto que seria suplementar a ele – frente a essa injunção de segregação e depreciação, seriam sempre singulares. Apresentamos um caso clínico, Silvana, apontando suas estratégias de resistência frente a um discurso social que a desqualificaria tentando lhe impor um estreitamento de sua vida erótica e sua redução a um modo único de gozo. Palavras-chave: Psicanálise,Mulheres,Racismo,Discriminação Social,Feminilidade ABSTRACT MUSATTI-BRAGA, A.P. The many names of Silvana: the clinical-political contributions of psychoanalysis of black women. 2015. 288f. Tese (Doutorado) – Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2015. This research points out some of the subjective effects and peculiar strategies of resistance against racial line quality in our country, addressing the vicissitudes poor black women face to inscribe themselves in the social bond. It is the result of a clinical-political intervention with a group of teenagers in a São Paulo Municipal Basic Education School that revealed to us the need for each of these teenagers to defend the honor and the value of their mothers uncompromisingly before the other members of their groups. Both for its excess and for its repetition, the situation suggested a malaise and a non-said regarding the family configurations and the position of these women in this school community, which led us to listen to them. Taking the Freudian indication that individual psychology would also be social psychology and the Lacanian formulation that we can consider the Unconscious as Politics, we believe it is essential to listen to the subject taking into account the Other, understood in both the socio-historical and the libidinal perspectives. This means that we could not listen to these women without considering the field of social and racial inequalities into which they were inscribedin discourse, and that required us to have a fundamental dialogue with researches in social anthropology, sociology and history. These women´s speech revealed to us that, in addition to other contingent identifications, the fact that they are recognized and recognize themselves as black women was a key element in their daily experiences. Since our past of slavery was not sufficiently remembered and admitted, some traits of it are still present by means of a symbolic and inexplicit transmission by culture, that assigns to these women a position of servitude. In an updated and insidious form a racialized division of our society persists, anchored in the inheritance of a scission between the maid – the worldly woman whose body is seen as source of pleasure, but without social value –and the slave-owner´s wife, socially valued at the cost of a sexless body, chaste and educated. Despite many advances, women's conquests of recent decades are not fully extended to these black and poor women, who often still figure in social imagination as a body capable of satisfying the most unspeakable desires of a man at the cost of being seen as his property and domain. The racist attitude towards them is present, understood as the act of segregating the non-admitted juissance of a subject in another’s body, or, as Lacan pointed out, imposing upon another their mode of juissance. More than black women´s identity, we consider it essential to design the particularity of a bond that is established in relation to them, to the extent that their bodies would be able to awaken and reveal the relationship of the subject with the most intimate and unbearable of himself: the black woman would be the foreigner in face of a man, as a woman; and she would be a foreigner in face of a white woman or a white man, being black. Her condition as a foreigner makes her a paradigmatic figure of an Other sex, a sex Other, an Other juissance, and the most violent reactions of extirpation of that juissance fall upon her. The strategies aimed at maintaining what would be specific of feminine juissance -not guided by phallic juissance, since it would be supplementary to it – against this injunction of segregation and depreciation are always unique. We present a clinical case, Silvana, pointing her strategies of resistance against a social discourse that attempts to disqualify her, trying to impose a narrowing of her erotic life and its reduction to a single mode of juissance. Keywords: Psychoanalysis,Women,Racism,Social Discrimination,Femininity SUMÁRIO INTRODUÇÃO . 12 Os muitos nomes de Silvana . 12 Quando os muitos nomes viram um . 16 Uma mulher entre muitas mulheres: muitas histórias e uma só cor. 21 PARTE I METODOLOGIA. 27 Da primeira pessoa do singular à primeira pessoa do plural . 27 Pesquisa psicanalítica . 27 Transferência: relação de fala . 29 A temporalidade na pesquisa psicanalítica . 31 Clínica e pesquisa psicanalítica extramuros . 33 Partindo de Freud: a psicologia individual é ao mesmo tempo psicologia social . 37 Psicanálise implicada: a prática psicanalítica clínico-política . 39 A Banda de Moebius e a dupla causação entre o sujeito e o campo político. 40 Pequenos depoimentos e narradores sucateiros . 41 Estilo de transmissão: resenha clínica e caso clínico como ficção . 45 Caso clínico como interrogante: o traço do caso . 46 PARTE II 1 SANDRA: SOBRE A INVISIBILIZAÇÃO DAS MULHERES NEGRAS BRASILEIRAS . 50 1.1 Invisibilização e desaparecimento social: subexposição e superexposição . 51 1.2 O negro no mundo dos brancos: produção do branqueamento e da branquitude. 58 1.2.1 Branqueamento como política de estado . 60 1.2.2 Branquitude e o discurso sobre o desejo de branquear . 63 1.3 O silêncio da psicanálise sobre a negritude e a condição social: autores incolores e daltonismo nas pesquisas. 65 1.4 Psicanalistas negras esquecidas e silenciadas: apagamentos sucessivos de uma mesma cor . 70 1.4.1 O Segredo de Virgínia Bicudo . 71 1.4.2 Neusa Souza e o discurso elaborado pelo negro acerca de si mesmo . 75 1.4.3 Lélia Gonzalez: enegrecendo o feminismo . 78 2 SÔNIA: UMA HISTÓRIA ESCRAVIZADA E SEUS RASTROS . 82 2.1 O escravismo e a tentativa de “passar em branco” . 86 2.1.1 Produção dos sem raízes e sem história resin-dentin bond components. Dent Mater 2005;21:232-41. 20. Chersoni S, Acquaviva GL, Prati C, Ferrari M, Gardini, S; Pashley DH, Tay FR. In vivo fluid movement though dentin adhesives in endodontically treated teeth. J Dent Res 2005;84:223-7. 21. Braga RR, César PF, Gonzaga CC. Mechanical properties of resin cements with different activation modes. J Oral Rehabil 2002;29:257– 66. 22. Melo RM, Bottno MA, Galvã RKH, Soboyejo WO. Bond strengths, degree of conversion of the cement and molecular structure of the adhesive–dentine joint in fibre post restorations. J Dent 2012;40:286-94. 23. Ho Y, Lai Y, Chou I, Yang S, Lee S. Effects of light attenuation by fibre posts on polymerization of a dual-cured resin cement and microleakage of post-restored teeth. J Dent 2011;39:309-15. 24. Anusavice KJ. Phillips RW. Science of dental materials. 11th, 2003. 25. Lui JL. Depth of composite polymerization within simulated root canals using lighttransmitting posts. Oper dent 1994;19:165-8. 27 4 ARTIGOS CIENTÍFICOS 4.2 ARTIGO 2 28 Title: Influence of light transmission through fiber posts on the microhardness and bond strength Authors: Morgan LFSA, Gomes GM, Poletto LTA, Ferreira FM, Pinotti MB, Albuquerque RC. Abstract Introduction: The aim of this study was to investigate the influence of light transmission through fiber posts in microhardness (KHN) and bond strength (BS) from a dual cured resin cement. Methods: Five fiberglass posts of different types and manufacturers represent a test group for the analysis of KHN (N=5) and BS and their displacement under compressive loads (N = 8). For the analysis of KHN a metallic matrix was developed to simulate the positioning of the cement after the cementation process intra radicular posts. The resistance to displacement, which will provide data of BS was measured using bovine incisors. After cementation, cross sections of the root portion of teeth in space led to post 1mm discs that have been tested for BS. The values were statistically analyzed by ANOVA, followed by Tukey's (P <0.05) between groups for KHN and BS. Results: The results showed no statistical differences for the different posts in KHN. For BS, the sum of thirds, a translucent post showed the highest values. Comparative analysis between the thirds of each post also showed statistically significant differences when comparisons of the same post-thirds showed no differences. Conclusion: For the cement used, the amount of light transmitted through the post did not influence the KNH nor the BS significantly, among the different posts and thirds evaluated. Key Words: light transmission, dental posts, microhardness, bond strength. 29 Introduction The use of pre-fabricated posts in the reconstruction of endodontically treated teeth, whose main objective is to retain the material reconstruction and minimize the occurrence and complexity of fractures, is well established in the literature (1). Clinically, the mechanical and chemical characteristics of fiber posts justify their usage (2). In relation to resin cements, three options regarding the method of polymerization are available: self-polymerizing, light-cured or dual polymerization (dual). Understanding the mechanism of polymerization of these systems (3) the choice of materials that do not depend on light seems to be more reliable for cementing intra radicular fiber posts. To investigate the capability of transmitting light by translucent post is the target of several recent authors (4-9). Most studies point to the decrease in light intensity (LI) by increasing the root depth. Quantitative assessments of LI, hardness, elastic modulus and degree of conversion can be found in these works. Undesirable effects of incomplete polymerization of the resin cements are of biological (10-12) due to toxicity, and mechanical (8,9,13-15), due to low bond strength values are described in the literature. The aim of this study is to investigate the effect of light transmission through fiber posts in Knoop microhardness number (KHN) and bond strength (BS) of a dual resin cement. The null hypothesis is that there is no statistically significant difference in KHN and BS for different depths evaluated for the dual resin cement following cementation of translucent posts. Material e Methods Five different fiber posts of two types and one resin cement were involved (Table 1). 30 Table 1 – Description of the posts and cement used. Post Manufacturer/Lote Type Quimical composition FGM Produtos Odontológicos Glass Fibers (80% ± 5), epoxy resin (20% ± 5), silica, silane and T1 Translucent (Brazil)/140410 polymerising promoters. Bisco, INC T2 Translucent (EUA)/0800007811 Glass Fibers (55%), Epoxy (45%). TetraethyleneglycolDimethacrylate (7.6%), Urethane Ivoclar-Vivadent Dimethacrylate (18.3%), Silicium Dioxide (0.9%), Ytterbium T3 Translucent (Liechtenstein)/M72483 Fluoride (11.4%), catalysers and stabilisers (<0.3%). Glass Fibers. C1 Ângelus (Brazil)/14818 Conventional Glass Fibers (87%), Epoxy resin (13%). C2 Ângelus (Brazil)/14874 Conventional Carbon Fibers (79%), Epoxy Resin (21%). Resin Cement Rely-X Unicem 3M ESPE (USA)/372990 Self-etch/ Dual Cure Powder: glass particles, initiators, sílica, substituted pyrimidine, calcium hidroxide, peroxide composite and pigment; liquid: metacrylate phosphoric acid Ester, dimethacrylate, acetate, stabilizer and initiator. White Post DC (FGM, Joinville, SC-Brazil), DT Light Post (Bisco, Inc, Schaumburg, ILUSA) and FRC Postec Plus (IvoclarVivadent, Liechtenstein) with similar compositions but with different amounts of chemical components, represent translucent (T) type, T1, T2 and T3 respectively. Exacto and Reforpost Carbon Fiber (Both Ângelus, Londrina, Pr-Brazil) with different compositions but opaque, represent conventional (C) type, C1 and C2 respectively. The posts were cut to standard height of 16 mm for both analysis, KHN and RA. KHN measurements The assessments targeted three different depths, namely: cervical third (CT), at a 4.1 to 6.8mm depth; middle third (MT), at an 8.8 to 11.5mm depth; and apical third (AT), at a 13.5 to 16mm depth. 31 A metallic apparatus matrix was designed and manufactured to support the posts, resin cement, and the tip of a curing light unit. Such a metallic apparatus consisted of four parts as showed in figure 1. Figure 1. Metallic matrix: (a) a frame, which contained the posts (e), (b) a support to standardize the position and volume of resin cement, (c) a support to standardize the length of each three third deep post regions and stabilize the set, (d) and an external cylinder, which holds the other part as well as incorporates the tip of curing light unit (f) at the top and also obstructs the influence of external sources of light. Patented CTIT/UFMG (BR 20 2012 015542 2). The frames were manufactured in the exact dimensions of each post by means of an electro erosion machining. Aimed at standardizing the quantitative radial light transmission, each third of the posts contained a 120-degree lateral side opening. The three thirds, were supposed to be assessed simultaneously. The measurement of all thirds, one at a time, was possible because the matrix allowed the removal of the resin cement blocks, separately, after polymerization, without destroying them. The matrix’s internal structure provided an adequate separation of each 32 third, which permitted their accurate evaluation. Each one was 1,6mm wide and 2,70 mm length. The major concern about this matrix was that the cement was inserted directly in projected spaces, in order to minimize the formation of bubbles. The posts were isolate from cement by a polyester strip. The time of light exposure was 40 seconds, and the LI remained above 420mW/cm2. The light curing unit used was Curing Light 2500(3M ESPE, USA). The set consisting of the curing light unit, the matrix, the post and the resin cement remained still throughout the assessments. After ten minutes, including 40s photopolymerization, the specimens were removed from the matrix and were immediately included in pre-molds (Buehler, USA) with crystal resin with black pigment and were poured into the device by using a Cast N’vac (Buehler, USA). After the cure of crystal resin, the specimens were removed from the pre-molds and stored dry, out of reach of light during 7 days. The surface to be analyzed was sequentially polished with # 320 to 1200-grit SiC papers and felt with diamond polish paste (Buehler, USA). A control group, using T1, was made of the same method but without a photopolymerization. KHN measurement was performed by a Micromet 5104(Buehler, Japan) using a static load of 50g for 10s. Sequentially, three indentations were performed for each third of each group. The values were obtained from the reading of the average of three indentations oriented long axis of the nov./2002. MACHADO, Antônio Cláudio da Costa. A intervenção do Ministério Público no processo civil brasileiro. Sao Paulo: Saraiva, 1989. Machado filho, Sebastião. Da substituição processual. Revista LTr, São Paulo, 1993, V.57.P. 1306-1311. MACIEL, José Alberto Couto. Substituição genérica pelo sindicato. Jurisprudência Brasileira Trabalhista. 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