Estado nutricional dos beneficiários do Programa Bolsa Família no Brasil - uma revisão sistemática.

 1  11  8  2017-01-14 04:52:03 Report infringing document
DOI: 10.1590/1413-81232014195.05052013 Estado nutricional dos beneficiários do Programa Bolsa Família no Brasil – uma revisão sistemática Nutritional status of beneficiaries of the ¨Bolsa Família¨ Program in Brazil - a systematic review DEBATE DEBATE 1331 Miriam Regina Wolf 1 Antonio de Azevedo Barros Filho 1 1 Departamento de Pediatria, Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campinas. Cidade Universitária Zeferino Vaz, Barão Geraldo. 13.083-887 Campinas SP Brasil. nutricionistamiriamwolf@ gmail.com Abstract Various programs to combat malnutrition have been implemented over the years in Brazil. Since 2001, it has been the responsibility of the Bolsa Família Program (BFP). Despite the expansion of BFP, to date there has been little coverage charting the advances and challenges to be faced as well as the impacts on health and nutrition of the population. Although the monitoring of nutritional status is one of the conditions for continuing to receive the benefit, when searching for this data, there is great difficulty in obtaining them. The scope of this systematic review is to obtain information on the nutritional status of the beneficiaries of the PBF, to grasp the national reality with regard to this situation, and assess whether the program had an impact on the nutritional status of the population served. A search was conducted online via Medline, Bireme, SciELO, Lilacs, University Libraries System (ULS) and Google. The search includes original articles and theses from March 2002 through May 2012 and approximately100 works were located. After excluding the title there were 23 articles, and after reading the abstracts, 13 articles remained. The studies reviewed suggest that the Program is not modifying the nutritional status of the beneficiaries. Key words Bolsa Família, Nutritional situation, Nutritional assessment, Anthropometry, Food and nutrition security Resumo Diversos programas de combate à desnutrição foram implementados ao longo dos anos no Brasil. A partir de 2001 cabe ao Programa Bolsa Família (PBF) esta responsabilidade. Apesar da expansão do PBF ainda são pouca as avaliações que aquilatam os avanços e os desafios a serem enfrentados, bem como os impactos nas condições de saúde e nutrição da população. Ainda que o acompanhamento do estado nutricional seja uma das condicionalidades para a manutenção do recebimento do benefício, quando se buscam estes dados, há uma grande dificuldade em obtê-los. O objetivo desta revisão sistemática é obter informações do estado nutricional dos beneficiários do PBF, para conhecer a realidade nacional no que diz respeito a esta situação, bem como avaliar se o programa causou impacto sobre o perfil nutricional da população atendida. Foi realizada uma busca através da Medline, Bireme, Scielo, Lilacs, Sistema de Bibliotecas Universitárias (SBU) e ferramenta Google. A busca inclui artigos originais e teses de março 2002 até maio de 2012. Encontrou-se aproximadamente 100 trabalhos. Após a exclusão pelo título restaram 23 artigos e após a leitura dos resumos, ficaram 13. Os trabalhos revisados sugererem que o Programa não está modificando o estado nutricional dos beneficiários. Palavras-chave Bolsa Família, Estado nutricional, Avaliação nutricional, Antropometria, Segurança alimentar 1332 Wolf MR, Barros Filho AA Introdução O Programa Bolsa Alimentação, atual Programa Bolsa Família (PBF), foi criado em 2001. Trata-se de um Programa de Transferência Condicionada de Renda. Estes programas foram desenvolvidos na América Latina e em todo mundo com o apoio do Banco Mundial. O PBF trouxe diversas implicações para a sociedade brasileira, no âmbito social, econômico e político. Como nutricionista, estou focada nos estudos que avaliaram o estado nutricional dos beneficiários. Pois o combate à fome e desnutrição é um dos objetivos do programa1. O Bolsa Família do Brasil é o programa de transferência monetária de maior envergadura no mundo1. Levando-se em conta os valores investidos neste programa, torna-se imperioso avaliar sua eficiência e efetividade, situação que pode ser extrapolada a outros países. O benefício é distribuído a mais de 13 milhões de famílias, em todo território nacional, com rendimento de até R$ 160,00 per capita. O valor do benefício recebido por família pode variar entre R$ 32,00 e R$ 306,00, dependendo do número de crianças, adolescentes e gestantes. O Cadastro Único é o documento que identifica e caracteriza as famílias para o recebimento do PBF. A permanência no programa está vinculada ao cumprimento de algumas condicionalidades1. Que visam à frequência e assiduidade das crianças nas escolas, com o intuito de melhorar o nível educacional da população; acompanhamento periódico do estado nutricional e de saúde das famílias e a participação dos beneficiários nas ações de educação nutricional. A não conformidade com as condições do programa pode causar sanções levando à exclusão do sistema de transferência. Para o cumprimento das condicionalidades da educação é fornecido um incentivo econômico para o adolescente frequentar a escola, cujo principal objetivo é reduzir o trabalho infantil. Porém, em muitos casos o recebimento do benefício é inferior ao valor que o adolescente receberia com o trabalho. Se de um lado aumenta a possibilidade de acesso à renda e redução futura da pobreza, por outro reduz a renda per capita familiar, aumentando o risco nutricional e de saúde. Já no caso do cumprimento das condicionalidades de saúde, não existe nenhum benefício financeiro imediato2. Considerando as normas estabelecidas pelo governo, as diferentes esferas deveriam estar articuladas no sentido de alimentar os dados para a devida comprovação no cumprimento das con- dicionalidades. O acompanhamento de saúde e do estado nutricional das famílias é realizado pelas unidades básicas de saúde em cada município e estes dados são monitorados pelo Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), que os repassa para o Ministério da Saúde. Ou seja, os dados de uma unidade básica de saúde na Amazônia, assim como de qualquer outra parte do Brasil, devem chegar até Brasília, serem processados e cruzados com os dados do Bolsa Família para que se comprove o cumprimento das condicionalidades. Grande parte desses dados não são registrados; muitos dos beneficiários não compareçam às unidades de saúde. Desta forma, o controle no cumprimento das condicionalidades fica prejudicado, bem como nos seus objetivos que são melhorar o estado nutricional, a saúde e a educação da população. Fica evidente que a avaliação da efetividade do programa se defronta com muitas dificuldades. Dada a importância da melhoria do estado nutricional da população, sobretudo no que tange à desnutrição materno-infantil, a evolução do estado nutricional dos beneficiários é uma forma de avaliação direta da efetividade do programa. Segundo Weiss3, os interesses em realizar avaliação de projetos e programas são diversos. No governo, esses estudos estão diretamente ligados à questão da efetividade e da eficiência, e com o desempenho da gestão pública4. Considerando que um dos objetivos do PBF é melhorar o estado nutricional dos beneficiários, sua efetividade pode ser avaliada através da melhoria desta condição em sua população-alvo. Este trabalho tem o objetivo de obter informações do estado nutricional dos beneficiários do PBF e avaliar se o Programa causou impacto sobre o perfil nutricional da população atendida. Método Este artigo fez uma revisão sistemática de trabalhos científicos cujos objetivos foram avaliar o estado nutricional dos beneficiários do Programa Bolsa Família. Foi realizada uma busca através da Medline, Bireme, Scielo, Lilacs, Sistema de bibliotecas universitárias e ferramenta Google de trabalhos com as seguintes palavras-chave: Bolsa Família/avaliação nutricional, Bolsa Família/antropometria, Bolsa Família/avaliação, Bolsa Família/segurança alimentar e nutricional, nos idiomas português, inglês e espanhol. A maioria dos artigos foi descartada pelo título, pois não se enquadrava no desejado. Portanto, todos os trabalhos encontrados que realizaram avaliação nutricional dos beneficiários foram selecionados; independente do ano de publicação, autores ou tipo de estudo. Restaram treze trabalhos que realizaram avaliação do estado nutricional dos beneficiários. Critérios de inclusão: artigos que realizaram avaliação antropométrica dos beneficiários do PBF. Critérios de exclusão: artigos com amostra muito pequena (n = 38), artigos que não realizaram ou utilizaram dados de avaliação antropométrica dos beneficiários. Resultados Foram encontrados doze estudos que avaliaram o estado nutricional dos beneficiários. Não foi encontrado nenhum estudo de coorte longitudinal que comparasse a evolução do estado nutricional dos beneficiários do programa, com os não beneficiários, ao longo do tempo. O Quadro 1 apresenta o resumo dos trabalhos. Discussão A avaliação e o acompanhamento do estado nutricional é uma das condicionalidades da perma- Quadro 1. Resumo dos trabalhos pesquisados quanto ao estado nutricional dos beneficiários do Programa Bolsa Família. Estudos descritivos transversais Estudos Método Tipo de estudo Objetivos Amostra (N) Resultados Estado nutricional de população adulta beneficiária do Programa Bolsa Família no município de Curitiba, PR5 Aferido peso, Descritivo Descrição do altura, transversal estado circunferência Julho 2006 nutricional da da cintura e a julho população cálculo IMC 2007 adulta beneficiária PBF em Curitiba- PR 747 adultos a partir de 18 anos - ambos os sexos 40% eutróficos 27,1% obesos segundo IMC Programa bolsa família: O acompanhamento do estado nutricional das famílias titulares de direito como forma de enfrentar as desigualdades sociais no setor saúde6 Peso e estaturadados secundários do SISVANWEB Estudo descritivo transversal Prevalência de desnutrição infantil nos beneficiários do PBF nas diferentes regiões do país, no segundo semestre de 2006 1.501.537 crianças menores de sete anos em todo o Brasil - Muito baixo peso para idade = 2,12% - Baixo peso = 6,74% - Risco sobrepeso = 8,92% no sudeste e 5,11% na região norte - Baixa estatura 16,8% Avaliação nutricional de crianças beneficiadas pelo programa bolsa família que frequentam creches municipais em Vitória da Conquista, BA7 Aferição de peso e estatura Descritivo transversal Avaliação do estado nutricional das crianças beneficiadas creches municipais de Vitória da Conquista, BA 228 8,33% obesas 3,5% sobrepeso 66% eutróficas 21,49% desnutrição pregressa 9,64% desnutrição Aguda continua 1333 Ciência & Saúde Coletiva, 19(5):1331-1338, 2014 Wolf MR, Barros Filho AA 1334 Quadro 1. continuação Estudos Estudos de coorte transversal Método Objetivos Amostra (N) Resultados Avaliação das condições nutricionais de crianças com base nos dados do SISVAN Web e do benefício do Programa Bolsa Família no município de Itajaí, SC8 Dados secundários SISVANWEB Avaliação das condições nutricionais de crianças com base nos dados do SISVAN WEB e do benefício 3.327 crianças Diferenças expressivas no índice A/I , sendo que os beneficiários do PBF, apresentaram 12,3% de inadequação, contra 7,4% dos não beneficiários Alimentação, nutrição e saúde em programas de transferência de renda: evidências para o Programa Bolsa Família9 Dados secundários de peso e estatura, convertidos em P/I; P/E; E/I Avaliação do estado nutricional, insegurança alimentar, mortalidade infantil 2.542 crianças Beneficiários - P/I = 47% adequados P/E = 50,3%%; adequados Não beneficiários - P/I = 40% e P/E = 46% O resultado para a amostra não pareada não são significantes Effects of a conditional cash Aferição de transfer programme on peso child nutrition in Brazil10 estatura. (Chamada nutricional) Avaliar a relação entre PBF e o estado nutricional infantil 22.375 crianças de 419 municípios do norte e nordeste Beneficiários tiveram 26% de maior probabilidade de apresentar peso e estatura normal que os não beneficiários Estado nutricional e fatores determinantes do déficit de estatura em crianças cadastradas no Programa Bolsa Família. Município Paula Cândido, MG11 Peso e Avaliar anemia e estatura, distúrbio convertidos antropométrico em P/I; P/E; entre beneficiários E/IIMC N= 263 e não beneficiários N= 184 do PBF 446 crianças Prevalência de défcit de 6 a 84 nutricional meses. Beneficiários - Divididas em P/I= 2,3% beneficiárias P/E= 0% e não E/I=6,5% beneficiárias IMC= 0,4% Não Beneficiários - P/I=1,6% P/E=2,2% E/I=6% IMC=0,5% Sem diferença estatística entre os grupos Avaliação antropométrica e consumo alimentar em crianças menores de cinco anos residentes em um município da região do semiárido nordestino com cobertura parcial do Programa Bolsa Família12 Aferição de peso e estatura Avaliação do estado nutricional de crianças do Semiárido nordestino 198 crianças menores de cinco anos Déficit de peso de 4,3% e de altura 9,9% e excesso de peso em 14,0%. Sem diferenças estatísticas entre estado nutricional de beneficiárias e não beneficiárias. Em ambos os grupos, os consumos de frutas, verduras e legumes foram baixos e semelhantes entre si. As crianças do programa bolsa família têm risco três vezes maior de consumir guloseimas continua Quadro 1. continuação Estudos Método Estudos longitudinais Objetivos Amostra (N) Resultados Perfil do estado nutricional de crianças de zero a sete anos beneficiárias do programa bolsa família no período de 2008 e 2009 no município de Paulista-PE13 Dados secundários do SISVANWEB Descrição do estado nutricional de crianças beneficiárias o PBF em Paulista, PE 6.700 crianças 2008 Baixo peso - 3,15% Peso elevado - 9,57% Baixa estatura - 6,37% Obesidade - 5,8% 2009 Baixo peso - 3,43% Peso elevado - 10,97% Baixa estatura - 6,74% Obesidade - 6,7% Programas de transferência condicionada de renda e seu impacto sobre o estado nutricional de crianças e adultos na região nordeste do Brasil14 Dados secundários da Pesquisa de orçamento familiar POF- 2002/ 2003 Avaliação do impacto PBF sobre o estado nutricional de crianças e adultos do nordeste brasileiro 5.267 crianças 18.806 adultos Crianças baixo peso = 4,6% Adolescentes - excesso de peso = 16.7% e baixo peso = 3; 7% Conclusão: Valores baixos e insuficientes para produzirem o impacto esperado principalmente entre adultos e crianças mais velhas e aquelas vivendo em zona rural Perfil nutricional dos beneficiários do PBF Tabatinga, AM 2006 e 200815 Dados secundários peso e estatura Avaliação nutricional dos beneficiários (adultos e crianças) N = 636 em 2006 N = 1.885 em 2008 2006 22% de desn. crônica 235 risco nut.; 53% eutróficos 2008 32%; 20% e 44% respectivamente Análise do impacto do programa bolsa família em relação ao estado nutricional de crianças de zero a sete anos pertencentes às famílias beneficiárias do programa no município de Pará de Minas, MG, no período de 2007/ 200816 Levantamento Descrição do retrospectivo estado nutricional de dados de crianças secundários. beneficiárias o PBF em Pará de Minas, MG 563 crianças 2007 de zero a sete Baixo peso - 8,6% anos Risco nut. - 7,% Eutrófico - 77,9% Sobrepeso - 6,3% 2008 Baixo peso - 5,5% Risco nut. - 8,7% Eutrófico - 77,3% Sobrepeso - 8,41% Redução da desnutrição e aumento sobrepeso O Programa Bolsa Família na rede municipal de saúde Uberlândia17 2006 e 2007 Dados secundários SISVANWEB Descrição do estado nutricional de famílias beneficiárias o PBF em Uberlândia, MG 3.860 crianças M. baix P. Baixo peso Risc. nut. Eutrófico Sobrepeso 2006 1,9% 3,93% 8,27% 77,6% 8,88% 2007 1,01% 4,17% 8,03% 79,02% 7,17% nência dos beneficiários no programa, pois um dos objetivos do PBF é reduzir a fome no Brasil18,19. A fome, a falta de alimentação em quanti- dade e qualidade adequadas leva à desnutrição20, portanto, a avaliação do estado nutricional ao longo do tempo de permanência do beneficiário 1335 Ciência & Saúde Coletiva, 19(5):1331-1338, 2014 1336 Wolf MR, Barros Filho AA no programa é uma forma direta de mensurar a sua efetividade. Considerando que: - O acompanhamento do estado nutricional deveria ser realizado sob pena de exclusão do benefício; - Estes dados deveriam ser monitorados pelo governo no sentido de se fazer cumprir as condicionalidades; - Entendendo que o governo é o responsável pelo repasse de verbas públicas e, em última análise, o principal interessado em atingir as metas propostas e demonstrá-las à sociedade. Os dados disponíveis no site oficial do PBF encontram-se muito desatualizados. Portanto, esta avaliação depende de liberação do acesso aos dados do SISVAN de cada município. Porém grande parte dos municípios não possui este sistema implantado e/ou atualizado. Considerando estas dificuldades fica claro o motivo de tão poucos trabalhos publicados. Os resultados dos programas de transferência dependem crucialmente do cumprimento pelos beneficiários das condicionalidades e da garantia do acesso aos seus sistemas. Estas condições deveriam evitar que as transferências monetárias sejam usadas de forma inadequada e, portanto, apresentem resultados insatisfatórios quanto ao estado de saúde e educação dos beneficiários. A adesão às condicionalidades é altamente dependente do acesso aos serviços. A imposição de condições não é eficaz se não for acompanhada por investimentos para garantir a prestação dos serviços que atendam a demanda. A qualidade e a disponibilidade dos serviços de saúde são a chave para alcançar as metas de saúde de qualquer programa de transferência condicional monetária. Portanto, a eficácia de programas como o varied quite markedly with height, and that air masses aloft (∼200 m above the ground) could have an aerosol loading quite different to that measured on the ground (Rankin and Wolff, 2002). However, for the event described here, at least, it appears that the 4139 ACPD 7, 4127–4163, 2007 Multi-seasonal NOy budget in coastal Antarctica A. E. Jones et al. Title Page Abstract Introduction Conclusions References Tables Figures Back Close Full Screen / Esc Printer-friendly Version Interactive Discussion EGU source of surface snow nitrate was wet deposition and scrubbing, and the data are consistent with the nitrate source being p-NO−3 within the boundary layer. 4 Boundary layer trace gas versus snowpack sources of NOx A key question among polar atmospheric chemists concerns the role of polar snow5 packs as a source of trace gases to the overlying boundary layer. For those studying nitrogen chemistry, the interest lies in understanding the budget of NOx; we know that NOx is photochemically produced (Honrath et al., 1999; Jones et al, 2000) and then released (Jones et al., 2001; Wolff et al., 2002) from the snowpack, but the relative contribution compare to NOx production from trace gases in the background atmo10 sphere has not yet been assessed. The data gathered during CHABLIS allow us to constrain the dominant NOx production mechanisms, and by comparing these calculated production rates, to assess the relative importance of sources of boundary layer NOx, both in the air and from the snowpack. This approach also provides insight into which gas-phase species are dominating NOx production within the boundary layer. 15 4.1 Methodology We selected two 24-h periods, one in summer and one in spring, within which to calculate diurnally-averaged NOx (as either NO or NO2) production. The periods selected were 18 January 2005 and from noon of 28 September 2004 through to noon of 29 September 2004. The former period was the first day in the summer season when 20 high-resolution alkyl nitrate data were available to compliment the other high-resolution datasets. This was also a time when an NOy intensive was carried out, so that daily HNO3 measurements are available. During the latter period, an NOy measurement intensive was also conducted, giving, in addition, alkyl nitrate measurements every 6 h – the highest resolution alkyl nitrate data available for the spring period. 4140 ACPD 7, 4127–4163, 2007 Multi-seasonal NOy budget in coastal Antarctica A. E. Jones et al. Title Page Abstract Introduction Conclusions References Tables Figures Back Close Full Screen / Esc Printer-friendly Version Interactive Discussion EGU 4.1.1 Deriving gas-phase data NOx production rates were calculated every 3 h during these diurnal periods, giving 8 data points from which daily means could be calculated. Where possible (e.g. for HONO, PAN, summertime methyl and ethyl nitrates), input data were taken from an 5 hourly data merger carried out for all the CHABLIS data and the few missing data points were derived by linear interpolation. For the 6-hourly springtime methyl and ethyl nitrate mixing ratios, it was by default necessary to interpolate to achieve data at a 3-h frequency. These data were thus point-averages rather than hourly-averages, but as mixing ratios did not vary rapidly over the day, the uncertainty introduced by this 10 approach is limited. For HNO3, sampled over a longer timeframe, it was necessary to reconstruct higher resolution data. Summertime HNO3 was measured as a 24-hmean centred around 23:59 on both 17 January and 18 January. These two data points were averaged to derive a daily mean for 18 January. The diurnal variation was reconstructed by comparing with 6-hourly resolution HNO3 data measured previously 15 at Neumayer station (Jones et al., 1999). There, a diurnal cycle with amplitude 7.5 pptv was measured, centred around noon. This amplitude was applied to the 18 January mean to give a reasonable diurnal cycle. For the 28/29 September HNO3, the 6-hourlyresolution data were below the detection limit, so the daily mean for 27 September and 29 September were averaged to give a mean for the calculation period. This mean was 20 only 0.96 pptv, and, being so low, it was taken to be constant over the 24-h period of interest. Finally, several measured NOy species did not exceed 2 pptv throughout the year (e.g. NO3 and the higher alkyl nitrates), and they were ignored for this calculation. Similarly, output from the GEOS-Chem model suggested that HNO4 also remained well below this threshold throughout the year (M. Evans, personal communication) so 25 no account for HNO4 was taken here. 4141 ACPD 7, 4127–4163, 2007 Multi-seasonal NOy budget in coastal Antarctica A. E. Jones et al. Title Page Abstract Introduction Conclusions References Tables Figures Back Close Full Screen / Esc Printer-friendly Version Interactive Discussion EGU 4.1.2 Gas-phase kinetic data Gas-phase reaction rates were taken from Atkinson et al. (2004, 2006) and photolysis rates for each 3-h period were calculated using the on-line version of the radiative transfer model TUV (Madronich and Flocke, 1998). For these calculations, input parameters 5 included the total ozone column measured at Halley for these days, and an albedo of 0.9. Clear sky conditions were assumed, so photolysis rates will be overestimated, but the relative effect on all species will be comparable. In addition, OH concentrations were necessary for some kinetic calculations. On 18 January 2005, OH was measured by the FAGE (Fluorescence Assay by Gas Expansion) instrument (Bloss et al., 2007). 10 These data were included in the CHABLIS data merger, so that mean hourly OH concentrations were available for this period. No OH measurements were available for September, so OH was derived indirectly. Bloss et al. (2007) calculated a mid-month OH throughout the CHABLIS measurement period based on varying jO(1D) (from the TUV model). To derive a daily mean OH for 28/29 September, we averaged the mid15 month values for September and October, and found that (28/29 September)calculated = 0.561 (15 January)calculated. A diurnally-varying OH for 28/29 September was calculated from 0.561 * each 3-hourly measured January OH. Temperature data were taken from measured values. For PAN thermal decomposition, the upper limit was calculated according to –d[PAN]/dt = k[PAN]. 20 4.1.3 Calculating snowpack NOx emissions The rates with which NOx was emitted from the snowpack during the periods of interest were calculated in line with previous work by Wolff et al. (2002). In brief, spectral irradiance at 3-h intervals was calculated using the TUV model. These were converted to actinic flux as a function of depth according to output from a model designed to 25 simulate light propagation through snow (Grenfell, 1991). The actinic fluxes were then convoluted with the absorption cross-sections and the quantum yield to give J values. In this case, temperature-dependent quantum yields were used (Chu and Anastasio, 4142 ACPD 7, 4127–4163, 2007 Multi-seasonal NOy budget in coastal Antarctica A. E. Jones et al. Title Page Abstract Introduction Conclusions References Tables Figures Back Close Full Screen / Esc Printer-friendly Version Interactive Discussion EGU 2003) which were not available at the time of the Wolff et al., 2002 work. A temperature of –4 C was taken for 18 January, and of –20 C for 28/29 September. These were chosen by assuming that the top few cms of snow saw an average of the near surface (1 m) air temperature for the preceding 1–2 days. Finally, the nitrate concentration in snow 5 was derived using the average of the 0 cm, 5 cm and 10 cm snow nitrate concentration from the snowpit dug nearest to the date in question. This gave 73 ng/g for September and 157 ng/g for January. 4.2 Outcome The results for the gas-phase production rates are given in Table 3a. It is immedi10 ately evident that the contribution from HONO photolysis completely dominates NOx production for both periods, with rates of 6.20E+05 and 4.80E+04 molecs cm−3 s−1 for January and September respectively. This is no great surprise, given the very short lifetime of HONO to photolysis, and reflects a recycling of NOx through HONO (via NO + OH → HONO) rather than a pure source of NOx. Indeed, NOx, although generally 15 defined as NO + NO2, is sometimes expanded to include HONO as well. However, as discussed earlier, HONO also has a source from snowpack photochemistry (Zhou et al., 2001; Beine et al., 2002; Dibb et al., 2002) so as well as facilitating recycling, boundary layer HONO that has been released from the snowpack can act as a source of atmospheric NOx. With our data it is not possible to determine how much of the 20 NOx produced by HONO photolysis (or reaction with OH) is Plano Diretor do Município de Paraguaçu. Projeto de Lei n. 22/2005. Prefeitura Municipal de Paraguaçu, 82 f., [14], Il. Edição fac-similar. ______. Prefeitura Municipal de Paraguaçu; Conselho Municipal do Patrimônio Histórico de Paraguaçu/MG; Memória Arquitetura Ltda. O Patrimônio Cultural de Paraguaçu/MG. Belo Horizonte. 2008. 30 p. Il. ______. Prefeitura Municipal de Paraguaçu; Conselho Municipal do Patrimônio Histórico de Paraguaçu/MG. 2ª Etapa do Inventário de Proteção do Acervo Cultural de Paraguaçu. Belo Horizonte. Julho/2006. 1 CD-ROM. PESEZ, Jean-Marie. A história da cultura material. In: LE GOFF, Jacques; CHARTIER, Roger; REVEL, Jacques (Org.). A Nova História. Coimbra (Portugal): Almedina, 1978. PINHEIRO, Mario Vitor. Avaliação técnica e história das enchentes em Itajubá. Dissertação (Engenharia de Energia) Universidade Federal de Itajubá. Itajubá (MG), 2005. Disponível em: < http://adm-neta.unifei.edu.br/phl/pdf/0029394.pdf> Acesso em 10 abr. 2009. PLANO de Assistência Sanitária à região de Furnas. O Paraguassu. Paraguaçu (MG), 10 abr. 1960. n 767 POLIGNANO, Marcus Vinicius et al. Uma viagem ao projeto Manuelzão e à bacia do rio das Velhas. 3. ed. Belo Horizonte. Maio de 2004. PRADO, Crezo Leite. Descendo o Sapucaí. A Voz da Cidade. Paraguaçu. 17 abr. 1993. 234 PRADO, Cristiano Otoni do. Crônicas dos 90 anos bem vividos. Belo Horizonte: Edições Cuatiara Ltda. 1993. PRADO, Guilherme. Paraguaçu: sua história, sua gente. Enciclopédia Paraguaçuense para Win 98/2000 / XP. Ver. 1.0. 08/2004. 120 MB. I CDROM; PRADO, Oscar. O Sertão dos Mandibóias – Fundação de Paraguaçu-MG. Paraguaçu. [1981?]. 276 p. ______. Os Mandibóias. O Paraguassu. Paraguaçu (MG). 18 set. 1949. PREFEITOS da região reúnem-se em Brasília. A Voz da Cidade. Paraguaçu (MG). 05 jun 1969. p. 1. PRÊMIO OURO AZUL. Informações. Disponível em: . Acesso em: 10 abr. 2010. PROJETO MANUELZÃO. META 2010: Revitalização da Bacia do Rio das Velhas. [Belo Horizonte] [2008?]. 1 folheto PROJETO MARIA DE BARRO. Informações. Disponível em: . Acesso em: 30 mai. 2009. ______. Proteger nossos solos. [Nazareno (MG)?], 2008. il. 1 folheto. QUEIROZ, Renato da Silva. Caminhos que andam: os rios e a cultura brasileira. In: REBOUÇAS, Aldo da Cunha; BRAGA Jr., Benedito P. F.; TUNDISI, J. G. (Org.) Águas doces no Brasil. São Paulo: Escrituras, 1999. QUINTAS, José Silva. Educação ambiental no processo de gestão ambiental. In: BRASIL, Ministério do Meio Ambiente. LAYRANGES, Philippe Pomier (Org.) Identidades da Educação Ambiental Brasileira. Brasília, 2004. Disponível em . Acesso em: 28 abr. 2008. RANCIÈRE, Jacques. O mestre ignorante: cinco lições sobre a emancipação intelectual. Tradução de Lilian do Valle. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2007. 192 p. (Educação: Experiência e Sentido) REBELLO, Ricardo Moreira. O município de Machado até a virada do Milênio. Tomo I e II. Machado (MG), [s.n.] 2006. RENGER, Friedrich Ewald. Recursos minerais, mineração e siderurgia. In: GOULART, Eugênio Marcos Andrade (Org.). Navegando o rio das Velhas das minas aos gerais. Belo Horizonte: Instituto Guaicuy-SOS Rio das Velhas. Projeto Manuelzão UFMG, 2005. v. 2: Estudos sobre a Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas. 755 p. Il. p. 265-288. 235 REPRESA de Furnas: baixo nível das águas. A Voz da Cidade. Paraguaçu (MG). 12 set 2000, p. 1. RESENDE, Eliseu. A epopéia de Furnas. O Estado de Minas. Belo Horizonte. 21 mai. 2007. Caderno Economia. p. 9. REZENDE, Roberto Leonel. Rudimentos históricos do município de São Gonçalo do Sapucaí/Minas Gerais. São Gonçalo do Sapucaí: Prefeitura Municipal de São Gonçalo do Sapucaí, 1992. RIBEIRO, Núbia Braga; GOULART, Eugênio Marcos: RADICCHI, Rômulo. A história da ocupação humana na versão do próprio rio. In: GOULART, Eugênio Marcos Andrade (Org.). Navegando o rio das Velhas das minas aos gerais. Belo Horizonte: Instituto Guaicuy - SOS Rio das Velhas. Projeto Manuelzão. UFMG, 2005. v. 2. p. 183-206. ROCHA, José Joaquim da. Mappa da Comarca do rio das Mortes pertencente a Capitania de Minas Gerais. 1777. Disponível em: < http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_cartografia/cart530294.jpg> Acesso em 10. abr. 2010. RODOVIA de Furnas será asfaltada. A Voz da Cidade. Paraguaçu (MG). 25 jun. 1967. p. 1. ROLNIK, Raquel. O que é cidade. São Paulo: Brasiliense, 1995. (Coleção Primeiros Passos) ROMANO FILHO, Demóstenes; SARTINI, Patrícia; FERREIRA, Margarida Maria. Gente cuidando das águas: meia dúzia de toques e uma dúzia de idéias para um jeito diferente de ver, sentir e cuidar da água. Belo Horizonte: Instituto de Resultados em Gestão Social, 2004. ROMEIRO, Adriana; BOTELHO, Ângela Vianna. Dicionário Histórico das Minas Gerais. Belo Horizonte: Autêntica, 2003. SALGADO, João Amilcar. As histórias submersas do rio que não quer morrer. In: GOULART, Eugênio Marcos Andrade (Org.). Navegando o rio das Velhas das minas aos gerais. Belo Horizonte: Instituto Guaicuy-SOS Rio das Velhas. Projeto Manuelzão. UFMG, 2005. v. 2. p. 209-238 SANTILLI, Juliana. Aspectos jurídicos da política nacional de recursos hídricos. [200_]. [Brasília?]. Disponível em: http://www.estig.ipbeja.pt/~ac_direito/Santilli.pdf > Acesso em: 12 out. 2009. SANTOS, Boaventura de Sousa. Um Discurso sobre as ciências. Edições Afrontamento; Porto; 1988. Disponível em: Acesso em: 02 jun. 2010. 236 SANTOS, Milton. Espaço e método. São Paulo: Nobel, 1977 ______. Pensando o espaço do homem. São Paulo: Editora Hucitec, 1982. SATO, Michele. Relações multifacetadas entre as disciplinas. In: BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Ensino Fundamental. Congresso Brasileiro de Qualidade na Educação. Formação de Professores. Educação Ambiental. Brasília, 2002, v. 3, p. 16-22. SCHAMA, Simon. Paisagem e memória. Tradução de Hildegarde Feist. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. SENNA, Nelson de. Annuario histórico chorographico de Minas Geraes, Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1918. SILVA, José Joaquim. Tratado de geografia descritiva especial da província de Minas Gerais. Belo Horizonte: Centro de Estudos Históricos e Culturais. Fundação João Pinheiro, 1997. 196 p. SILVA, Silvestre. Frutas no Brasil. Texto de Helena Tassara. São Paulo: Nobel, 2001. SILVEIRA, Victor (Org.). Minas Geraes em 1925. Bello Horizonte: Imprensa Official, 1926. 155p. il. SISTEMA FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DE MINAS GERAIS. Os caminhos das águas. [Belo Horizonte]; [200-?]. 1 folheto. SOUZA, Luiz Neves de. Os 50 Anos do lago de Furnas. O Estado de Minas. Belo Horizonte. 28 fev. 2007. SOUZA, Washington Peluso Albino de. As lições das vilas e cidades de Minas Gerais In: SEMINÁRIO DE ESTUDOS MINEIROS. Universidade Federal de Minas Gerais. 4. Anais . Belo Horizonte: Universidade Federal de Minas Gerais, 1977. P. 97-241. SUL DE MINAS totalmente asfaltado. A Voz da Cidade. Paraguaçu (MG). 08 out. 1968. p. 1. TEIXEIRA, Eurico. Frutas do Brasil In: SILVA, Silvestre. Frutas no Brasil. Texto de Helena Tassara. São Paulo: Nobel, 2001. TEIXEIRA, Fausto. O Monjolo. Folha de Minas. 22 ago. 1948. Suplemento Literário, p. 2. Belo Horizonte. (fundo da Hemeroteca Pública do Estado de Minas Gerais. Secretaria de Estado da Cultura de Minas Gerais). 237 TEIXEIRA, Sávia Diniz Dumont; VARGAS FILHO, Demóstenes Dumont. ABC do rio São Francisco. Apoio do Instituto de Promoção Cultural (IPC); Ministério da Cultura (MinC). [S.l.]: Marques Saraiva Gráficos e Editores S.A, [1990?]. TELLES, Dirceu D‟Alkmin; COSTA, Regina Helena Pacca Guimarães. Reuso da água: conceitos, teorias e práticas. 1. ed. São Paulo: Editora Blucher, 2007. THOMAS, Keith. O homem e o mundo natural. São Paulo: Companhia das Letras, 1989. TUAN, Yi-fu. Topofilia: um estudo da percepção, atitudes e valores do meio ambiente. Tradução de Livia de Oliveira. São Paulo/Rio de Janeiro: Difel, 1974. VALLADÃO, Alfredo. Campanha da Princeza: estudo histórico. Rio de Janeiro: Typ. da “Revista dos Tribunais”, 1912, 79 p. VEIGA, Bernardo Saturnino da (Org.). Almanack Sul-Mineiro para 1874. Campanha: Typ. do Monitor Sul Mineiro,1874. 460 p. Edição fac-similar. ____. Almanack Sul-Mineiro para 1884. Campanha: Typ. do Monitor Sul Mineiro, 1884. Edição fac-similar. VENANCIO. Renato Pinto. Antes de Minas: fronteiras coloniais e populações indígenas. In: RESENDE, Maria Efigênia Lage de; VILLALTA, Luiz Carlos (Org.). As Minas Setecentistas, 1. Belo Horizonte: Autêntica; Companhia do Tempo, 2007. p. 87-126. VIDA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS EM ENGENHARIA, MEIO AMBIENTE E REFLORESTAMENTO LTDA; COMPANHIA DE SANEAMENTO DE MINAS GERAIS; COMITÊ DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO SAPUCAÍ; GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS. Plano Diretor de recursos hídricos da bacia do rio Sapucaí. GT. Resumo Executivo. Disponível em: < http://rapidshare.com/files/388829317/Resumo_Executivo.doc.html> Acesso em: 29 jun. 2010.
RECENT ACTIVITIES
Autor
123dok avatar

Ingressou : 2016-12-29

Documento similar

Estado nutricional dos beneficiários do Progr..

Livre

Feedback