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Conformação de regime de informação: a experiência do arranjo produtivo local de eletrônica de Santa Rita do Sapucaí - MG

Documento informativo

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS ESCOLA DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO ADRIANE MARIA ARANTES DE CARVALHO CONFORMAÇÃO DE UM REGIME DE INFORMAÇÃO: A EXPERIÊNCIA DO ARRANJO PRODUTIVO LOCAL DE ELETRÔNICA DE SANTA RITA DO SAPUCAÍ – MINAS GERAIS Belo Horizonte 2009 ADRIANE MARIA ARANTES DE CARVALHO CONFORMAÇÃO DE UM REGIME DE INFORMAÇÃO: A EXPERIÊNCIA DO ARRANJO PRODUTIVO LOCAL DE ELETRÔNICA DE SANTA RITA DO SAPUCAÍ – MINAS GERAIS Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais como requisito parcial para obtenção do grau de Doutor em Ciência da Informação. Linha de Pesquisa: Gestão da informação e do conhecimento Orientador: Profa. Dra. Marta Macedo Kerr Pinheiro BELO HORIZONTE 2009 C331c Carvalho, Adriane Maria Arantes de. Conformação de um regime de informação [manuscrito]: a experiência do arranjo produtivo local de eletrônica de Santa Rita do Sapucaí - Minas Gerais / Adriane Maria Arantes de Carvalho. – 2009. 248 f. : il., enc. Orientadora: Marta Macedo Keer Pinheiro. Apêndice: f. 238-246 Anexo: f. 247-248 Tese (doutorado) – Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Ciência da Informação. Referências: f. 224-237 1. Ciência da informação – Teses. 2. Comportamento informacional – Teses. 3. Pequenas e médias empresas – Teses. 4. Políticas públicas – Teses. 5. Inovações tecnológicas – Teses. 6. Pólos de desenvolvimento – Teses. 7. Indústria eletrônica – Teses. I. Título. II. Pinheiro, Marta Macedo Keer. III. Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Ciência da Informação. CDU: 659.2 Ficha catalográfica: Biblioteca Profª Etelvina Lima, Escola de Ciência da Informação da UFMG Aos meus pais, Maria do Carmo Barbosa Arantes (in memoriam) e Josué de Arruda Carvalho, que sempre acreditaram no poder transformador da educação e do trabalho. AGRADECIMENTOS À Profa. Marta Macedo Kerr Pinheiro, minha orientadora, que soube tornar este caminhar mais instigante. Ao Prof. Mauro Borges Lemos pelas indicações de leitura que tornaram prazeroso este flerte com a economia. Aos meus filhos e à minha família pela compreensão, apoio e pelos momentos de lazer que foram “roubados”. Às minhas amigas Aleixina Andalécio, Márcia Grossi, Maria Eugênia Andrade e Raquel Cunha, do Clube do Boteco, pelos inesquecíveis momentos compartilhados. Ao Magnus Antônio Gusman pelo seu incondicional apoio pessoal e profissional para que esta pesquisa fosse possível. Às minhas amigas Marli Mendes, Carla Alvarenga, Jaciara Coelho, Vera Lúcia Magalhães, Lúcia Ciccarini, Ana Maria Cardoso, Patrícia de Paula, Ana Maria Oliveira, Carolina Saliba e Sandra Silveira, por terem sido solidárias durante todo o processo, escutando intermináveis histórias sobre o meu objeto de estudo e tornando mais leve esta fase da minha vida. A todos os empresários, professores, pesquisadores e técnicos que concederam entrevistas e que colaboraram com seu tempo e conhecimento para que a pesquisa pudesse se concretizar: Adonias C. da Silveira, Elias Kállas, José Geraldo de Souza, Pedro Sérgio Conti e Rogério Abranches da Silva do INATEL; José Cláudio Pereira da FAI; Padre Gui Jorge Ruffier e Wagner Vilela de Faria, da ETE; Dani Xavier e Ali Rahal da incubadora e do Condomínio de empresas do município; Osmar Aleixo Rodrigues Filho da SECTES; Rodrigo Ribeiro Pereira do SEBRAE; Arisson Carvalho de Araújo da FIEMG; Paulo Kléber Duarte Pereira da FAPEMIG; Cidália Emília Del Castillo Melo e demais membros do Clube Feminino da Amizade; Clemensiau dos Reis Miranda da Associação dos Amigos de Santa Rita; Vanessa Silva da Silva e Carlos Henrique Ferreira do SINDVEL; empresários e técnicos Armando Lemes, Bruno Mecchi Gouvêa, Carlos Alberto Fructuoso, Edson José Rennó Ribeiro, Luiz Rodrigo Openheimer, Marcos Goulart Vilela, Patrícia Nunes Vassalo, Paulo Vlady Mentes, Rodrigo Domingos Pardo, Rubens de Moura Pinto e Scherman Bianchini. Aos colegas, professores e funcionários do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da UFMG pela experiência rica e gratificante. À Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais pela concessão de auxílio dentro do Programa de Capacitação Docente, vinculado à Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação. Aos membros das bancas de qualificação e de doutorado pelas valorosas sugestões. . Kublai pergunta a Marco: - Quando você retornar ao Poente repetirá para a sua gente as mesmas histórias que conta para mim? – Eu falo, falo – diz Marco – mas quem ouve retém somente as palavras que deseja. Uma é a descrição do mundo à qual você empresta a sua bondosa atenção, a outra é a que correrá [.], outra ainda a que poderia ditar em idade avançada [.]. Quem comanda a narração não é a voz: é o ouvido (Ítalo Calvino, As cidades invisíveis) RESUMO Os arranjos produtivos locais (APL), entendidos como ponto central de um novo modelo de desenvolvimento regional sustentado, configuram-se como um dos mais eficientes contextos materiais para o aprendizado interativo. Neles podem ser observadas práticas e ações informacionais, como produto social de grupos e contextos específicos. A abordagem de APL, do ponto de vista das políticas públicas, implica a necessidade de colocar o foco de análise no nível local para então realocá-lo no nível nacional, a fim de implementar políticas capacitantes, visando à geração e difusão de conhecimentos e à conformação de ambientes coletivos de inovação e aprendizagem. A pesquisa teve como objetivo geral propor um quadro analítico para subsidiar a conformação de regimes de informação direcionados à inovação, localizada em arranjos produtivos locais. A utilização do conceito de regime de informação apresenta limitações que retratam o desafio metodológico existente para o estabelecimento do seu escopo, contorno e condicionantes. Para descrever a conformação de um regime de informação, optou-se pela realização de um estudo de caso no Vale da Eletrônica, no APL de eletrônica localizado em Santa Rita de Sapucaí – Minas Gerais, um dos principais pólos de desenvolvimento tecnológico brasileiro, abrigando mais de uma centena de empresas industriais. Foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com diferentes atores do APL, visitas a empresas, incubadoras e instituições de ensino locais, feiras tecnológicas, participação em reuniões e análise de documentos. Os resultados obtidos apontam para a validade das categorias utilizadas na descrição do processo de conformação de um regime de informação: o arcabouço sociocultural existente no território; a interação entre os atores locais, que evidencia formas diferenciadas de troca e compartilhamento de informações e de conhecimento, e o conjunto de serviços, recursos e canais informacionais que foram criados; a existência de regras, normas, ações e políticas relacionadas ao artefato em estudo (a eletrônica). A partir das categorias analíticas utilizadas foi possível a definição de um quadro teórico para análise de regime de informação no cenário específico de inovação em arranjos produtivos locais, denominado regime de informação local, passível de ser estendido a outros contextos, e que contribua para a construção de uma política de informação que dê sustentação a outras políticas públicas. Palavras-chave: política de informação; regime de informação; arranjo produtivo local; pólo de eletrônica; práticas informacionais. ABSTRACT Local productive systems have been understood as a central point in a new sustained regional development model, because they present themselves as a privileged place for the study and analysis of different forms of informational interactions between local actors that involve the knowledge creation and sharing. The approach of APL, from the standpoint of public policy, implies the need to focus the analysis on the local level and then relocate it at the national level to implement enabling policies, aimed at the generation and dissemination of knowledge and conformation environments of innovation and collective learning. The research aimed to propose a general analytical framework to support the configuration of information regimes directed to processes of innovation located in a local productive system. The use of the concept of information regime has limitations that portray the existing methodological challenge to establish the scope, outline and constraints. To describe the establishment of an information regime, a case study was realized in the Eletronic Valley, a local productive system of electronic products, located in Santa Rita de Sapucaí - Minas Gerais, one of the main Brazilian technological development centers, which presents more than one hundred companies. Have been realized: semi-structured interviews with different actors of the local productive system; visits to companies, incubators and local educational institutions, technology fairs; participation in meetings and document analysis. The results indicate the validity of the categories used for describing the process of establishing an information regime: the social and cultural framework in the territory, the interaction between local actors, which shows different forms of exchange and sharing of information and knowledge, the set of services, resources and informational channels that were created, the existence of rules, standards, policies and actions related to the artifact being considered (electronics).From the analytical categories used was possible to define a theoretical framework for analysis of the information regime in the specific scenario of innovation in local productive systems, named local information regime, which can be extended to other contexts and contribute to the construction of an information policy that provides support other public policies. Key words: information policy; information regime; regime theory; Local productive system; technological pole; informational practices RÉSUMÉ Les Agglomérations Productives Locales (APLs), entendues comme le point central d'un nouveau modèle de développement régional durable, apparaissent comme l'un des plus efficaces contextes matériels pour l'apprentissage interactif. Entre eux on peut observer des pratiques et des actions informationelles comme le produit social des groupes et des contextes spécifiques. L'approche de l'APL, du point de vue des politiques publiques, implique la nécessité de focaliser l'analyse sur le niveau local, puis réinstaller ce soit au niveau national pour mettre en œuvre des politiques d'habilitation, en visent la production et la diffusion des connaissances et la conformation des ambiences collectives de l'innovation et l'apprentissage. Cette recherche a eu l’objectif général de proposer un cadre analytique pour comprendre la configuration des régimes d'information qui cherchent l’innovation, situé dans les Agglomérations Productives Locales. L'utilisation de la notion de régime d'information a des limites qui montrent le défi méthodologique pour établir sa portée, son contour et ses contraintes. Pour décrire la mise en place d'un régime d'information, on a décidé de procéder à une étude de cas dans la Vallée de l'Électronique, l'APL de l’électronique situé à Santa Rita de Sapucaí - Minas Gerais, l'un des plus importants pôles brésiliens de développement technologique, avec plus d’une centaine d'entreprises industrielles. On a fait des entretiens semi-structurés avec des différents acteurs de l'APL, des visites à entreprises, à incubateurs et institutions éducatives locales, à foires technologies, la participation à des réunions et l’analyse de documents. Les résultats indiquent la validité des catégories utilisées pour décrire le processus d'établissement d'un régime d'information : le cadre socio-culturel dans le territoire, l'interaction entre les acteurs locaux, qui montre des différentes formes d'échange et de partage d'informations et de connaissances, l'ensemble des services, des ressources et des canaux d'information créés, l'existence de règles, normes, actions et politiques relatives à l'artefact étudié (l'électronique). Les catégories d'analyse utilisées ont fait possible d'élaborer un cadre théorique pour analyser le régime d'information dans le scénario spécifique de l'innovation dans les agglomérations productives locales, qui peuvent être étendues à d'autres contextes et contribuer à la construction d'une politique d'information qui apporte un soutien aux autres politiques publiques. Mots clés: politique d’information; régime d’information; agglomération productive local; électronique; pratiques informationelles. LISTA DE FIGURAS FIGURA 1 - Elementos da hierarquia da informação de Braman . 27 FIGURA 2 - Processo de transferência da informação. 71 FIGURA 3 - Tamanho das firmas, conexões e inserção produtiva local versus não local . 96 FIGURA 4 - Praxeologia do desenvolvimento local. 126 FIGURA 5 - Mapa de orientação conceitual. 129 FIGURA 2 - Axiologia do desenvolvimento local . 141 FIGURA 8 - Localização do município de Santa Rita do Sapucaí . 150 FIGURA 9 - Visão parcial de Santa Rita de Sapucaí (ago/2009) . 150 FIGURA 7 - Sugestão para o modelo de governança de um arranjo produtivo local. 152 FIGURA 10 - Avenida Sinhá Moreira . 161 FIGURA 11 - Praça Santa Rita . 161 FIGURA 12 - Escola Técnica de Eletrônica Francisco Moreira da Costa . 161 FIGURA 13 - Instituto Nacional de Telecomunicações. 164 FIGURA 14 - Faculdade de Administração e Informática de Santa Rita do Sapucaí. 166 FIGURA 15 - Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia, Indústria e Comércio. 169 FIGURA 16 - Incubadora Municipal de Empresas e Sebrae . 169 FIGURA 17 - A marca do Vale da Eletrônica (2008) . 194 FIGURA 18 - Campanha de marketing do Vale da Eletrônica (2009). 205 FIGURA 19 - Elementos para análise de um regime de informação em arranjos produtivos locais . 216 LISTA DE TABELAS TABELA 1 - Relações Horizontais entre os Produtores de Calçados. 131 TABELA 2 - Clusters do Complexo Eletrônico (2000) . 143 TABELA 3 - Número de empregos formais em 31 de dezembro de 2008 . 151 TABELA 4 - Número de docentes com atividades empresariais próprias, no Pólo Tecnológico de Santa Rita do Sapucaí, em maio de 2000 . 183 LISTA DE QUADROS QUADRO 1 - Dimensões para definição de uma rede de governança. 42 QUADRO 2 - Principais marcos de políticas e ações de informação no Brasil (1951-2000). 47 QUADRO 3 - Abordagens teóricas sobre os fatores que acionam a formação de regimes . 60 QUADRO 4 - Fontes de tecnologia mais utilizadas pelas empresas . 78 QUADRO 5 - Taxonomia dos processos de aprendizado . 80 QUADRO 6 - Benefícios teóricos dos clusters . 85 QUADRO 7 - Principais ênfases das abordagens usuais de aglomerações territoriais . 88 QUADRO 8 - Diferenciação de aglomerações espontâneas: elementos e exemplos. 103 QUADRO 9 - Quadro da transferibilidade . 107 QUADRO 10 - Aglomeração e urbanização: teorias . 120 QUADRO 11 - “Burburinho” e a cidade. 121 QUADRO 12 - O índice e a estrutura genéricos de enlaces interorganizacionais . 132 QUADRO 13 - Territorialização e Mix Informacional em arranjos produtivos locais no Brasil. 138 QUADRO 14 - Tipologia de cadeias ou sistemas de produção segundo Storper e Harrison . 140 QUADRO 15 - Elementos para análise de um regime de informação local. 148 QUADRO 16 - Identificação das firmas pesquisadas . 154 QUADRO 17 - Identificação das instituições pesquisadas . 155 QUADRO 18 - Análise dos elementos do regime de informação local em Santa Rita do Sapucaí. 214 LISTA DE SIGLAS ABC ABRAIC ANPROTEC APEX BIREME BIS CEMIG CESP CNPq CPqD EFEI EMBRATEL ETE FAI FAPEMIG FID FIEMG FINATEL FINEP FNDCT GATT GII GREMI PBDCT PND IBBD IBRD IBGE IBICT ICSU IEL Agência Brasileira de Cooperação Associação Brasileira de Inteligência Competitiva Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores enfocar la importancia de la producción mediática de los niños en su descubrimiento del mundo, sobre todo utilizando el periódico escolar y la imprenta. Asimismo las asociaciones de profesores trabajaron en esta línea e incluso la enseñanza católica se comprometió desde los años sesenta realizando trabajos originales en el marco de la corriente del Lenguaje Total. Páginas 43-48 45 Comunicar, 28, 2007 En el ámbito de los medios, también desde el principio del siglo XX hay ciertas corrientes de conexión. Pero es a lo largo de los años sesenta cuando se constituyeron asociaciones de periodistas apasionados por sus funciones de mediadores, que fomentaron la importancia ciudadana de los medios como algo cercano a los jóvenes, a los profesores y a las familias. Así se crearon la APIJ (Asociación de Prensa Información para la Juventud), la ARPEJ (Asociación Regional de Prensa y Enseñanza para la Juventud), el CIPE (Comité Interprofesional para la Prensa en la Escuela) o la APE (Asociación de Prensa y Enseñanza), todas ellas para la prensa escrita Estas asociaciones fueron precedidas por movimientos surgidos en mayo de 1968, como el CREPAC que, utilizando películas realizadas por periodistas conocidos, aclaraba temas que habían sido manipulados por una televisión demasiado próxima al poder político y realizaba encuentros con grupos de telespectadores. cipio del siglo XX, y nos han legado textos fundadores muy preciados, importantes trabajos de campo y muchos logros educativos y pedagógicos. La educación en medios ha tenido carácter de oficialidad de múltiples maneras, aunque nunca como una enseñanza global. Así la campaña «Operación Joven Telespectador Activo» (JTA), lanzada al final de los años setenta y financiada de manera interministerial para hacer reflexionar sobre las prácticas televisuales de los jóvenes, la creación del CLEMI (Centro de Educación y Medios de Comunicación) en el seno del Ministerio de Educación Nacional en 1983, la creación de la optativa «Cine-audiovisual» en los bachilleratos de humanidades de los institutos en 1984 (primer bachillerato en 1989) y múltiples referencias a la educación de la imagen, de la prensa, de Internet. La forma más visible y rápida de evaluar el lugar de la educación en medios es valorar el lugar que se le ha reservado en los libros de texto del sistema educa- 2. Construir la educación en los medios sin nombrarla El lugar que ocupa la edu- La denominación «educación en medios», que debería cación en los medios es muy ambiguo, aunque las cosas están cambiando recientemente. entenderse como un concepto integrador que reagrupase todos los medios presentes y futuros, es a menudo percibida En principio, en Francia, co- por los «tradicionalistas de la cultura» como una tendencia mo en muchos otros países, la educación en los medios no es hacia la masificación y la pérdida de la calidad. una disciplina escolar a tiempo completo, sino que se ha ido conformado progresivamente a través de experiencias y reflexiones teóricas que han tivo en Francia. Una inmersión sistemática nos permi- permitido implantar interesantes actividades de carác- te constatar que los textos oficiales acogen numerosos ter puntual. Se ha ganado poco a poco el reconoci- ejemplos, citas, sin delimitarla con precisión. miento de la institución educativa y la comunidad es- colar. Podemos decir que ha conquistado un «lugar», 3. ¿Por qué la escuela ha necesitado casi un siglo en el ámbito de la enseñanza transversal entre las dis- para oficilializar lo que cotidianamente se hacía en ciplinas existentes. ella? Sin embargo, la escuela no está sola en esta aspi- Primero, porque las prácticas de educación en me- ración, porque el trabajo en medios es valorado igual- dios han existido antes de ser nombradas así. Recor- mente por el Ministerio de Cultura (campañas de foto- demos que no fue hasta 1973 cuando aparece este grafía, la llamada «Operación Escuelas», presencia de término y que su definición se debe a los expertos del colegios e institutos en el cine ), así como el Minis- Consejo Internacional del Cine y de la Televisión, que terio de la Juventud y Deportes que ha emprendido en el seno de la UNESCO, definen de esta forma: numerosas iniciativas. «Por educación en medios conviene entender el estu- Así, esta presencia de la educación en los medios dio, la enseñanza, el aprendizaje de los medios moder- no ha sido oficial. ¡La educación de los medios no apa- nos de comunicación y de expresión que forman parte rece oficialmente como tal en los textos de la escuela de un dominio específico y autónomo de conocimien- francesa hasta 2006! tos en la teoría y la práctica pedagógicas, a diferencia Este hecho no nos puede dejar de sorprender ya de su utilización como auxiliar para la enseñanza y el que las experiencias se han multiplicado desde el prin- aprendizaje en otros dominios de conocimientos tales Páginas 43-48 46 Comunicar, 28, 2007 como los de matemáticas, ciencias y geografía». A pe- mente en todas las asignaturas. Incluso los nuevos cu- sar de que esta definición ha servido para otorgarle un rrículos de materias científicas en 2006 para los alum- reconocimiento real, los debates sobre lo que abarca y nos de 11 a 18 años hacen referencia a la necesidad no, no están totalmente extinguidos. de trabajar sobre la información científica y técnica y En segundo lugar, porque si bien a la escuela fran- el uso de las imágenes que nacen de ella. cesa le gusta la innovación, después duda mucho en Desde junio de 2006, aparece oficialmente el tér- reflejar y sancionar estas prácticas innovadoras en sus mino «educación en medios» al publicar el Ministerio textos oficiales. Nos encontramos con una tradición de Educación los nuevos contenidos mínimos y las sólidamente fundada sobre una transmisión de conoci- competencias que deben adquirir los jóvenes al salir mientos muy estructurados, organizados en disciplinas del sistema educativo. escolares que se dedican la mayor parte a transmitir Este documento pretende averiguar cuáles son los conocimientos teóricos. La pedagogía es a menudo se- conocimientos y las competencias indispensables que cundaria, aunque los profesores disfrutan de una ver- deben dominar para terminar con éxito su escolaridad, dadera libertad pedagógica en sus clases. El trabajo seguir su formación y construir su futuro personal y crítico sobre los medios que estaba aún en elaboración profesional. Siete competencias diferentes han sido te- necesitaba este empuje para hacerse oficial. nidas en cuenta y en cada una de ellas, el trabajo con Aunque el trabajo de educación en los medios no los medios es reconocido frecuentemente. Para citar esté reconocido como disciplina, no está ausente de un ejemplo, la competencia sobre el dominio de la len- gua francesa definen las capa- cidades para expresarse oral- La metodología elaborada en el marco de la educación en mente que pueden adquirirse con la utilización de la radio e, medios parece incluso permitir la inclinación de la sociedad incluso, se propone fomentar de la información hacia una sociedad del conocimiento, como defiende la UNESCO. En Francia, se necesitaría unir el interés por la lectura a través de la lectura de la prensa. La educación en los medios las fuerzas dispersas en función de los soportes mediáticos y orientarse más hacia la educación en medios que al dominio adquiere pleno derecho y entidad en la sección sexta titulada «competencias sociales y cívi- técnico de los aparatos. cas» que indica que «los alum- nos deberán ser capaces de juz- gar y tendrán espíritu crítico, lo que supone ser educados en los las programaciones oficiales, ya que, a lo largo de un medios y tener conciencia de su lugar y de su influencia estudio de los textos, los documentalistas del CLEMI en la sociedad». han podido señalar más de una centena de referencias a la educación de los medios en el seno de disciplinas 4. Un entorno positivo como el francés, la historia, la geografía, las lenguas, Si nos atenemos a las cifras, el panorama de la las artes plásticas : trabajos sobre las portadas de educación en medios es muy positivo. Una gran ope- prensa, reflexiones sobre temas mediáticos, análisis de ración de visibilidad como la «Semana de la prensa y publicidad, análisis de imágenes desde todos los ángu- de los medios en la escuela», coordinada por el CLE- los, reflexión sobre las noticias en los países europeos, MI, confirma año tras año, después de 17 convocato- información y opinión rias, el atractivo que ejerce sobre los profesores y los Esta presencia se constata desde la escuela mater- alumnos. Concebida como una gran operación de nal (2 a 6 años) donde, por ejemplo, se le pregunta a complementariedad (2000) Structure and mechanism of the aberrant ba3-cytochrome c oxidase from Thermus thermophilus. EMBO J 19: 1766–1776. 9. Hunsicker-Wang LM, Pacoma RL, Chen Y, Fee JA, Stout CD (2005) A novel cryoprotection scheme for enhancing the diffraction of crystals of recombinant cytochrome ba3 oxidase from Thermus thermophilus. Acta Crystallogr D Biol Crystallogr 61: 340–343. 10. 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