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O livro de Maria Sylvia, OP. 28, para canto e piano, de Helza Camêu (1903 1995): uma análise interpretativa

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Marcus Vinícius Medeiros Pereira O LIVRO DE MARIA SYLVIA, OP. 28, PARA CANTO E PIANO, DE HELZA CAMÊU (1903 – 1995): Uma análise interpretativa Escola de Música Universidade Federal de Minas Gerais Novembro de 2007 Marcus Vinícius Medeiros Pereira O LIVRO DE MARIA SYLVIA, OP. 28, PARA CANTO E PIANO, DE HELZA CAMÊU (1903 – 1995): Uma análise interpretativa Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação da Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais, como requisito parcial para a obtenção do título de Mestre em Música. Linha de Pesquisa: Performance Musical Instrumento: Piano Orientadora: Profa. Dra. Margarida Maria Borghoff Universidade Federal de Minas Gerais Escola de Música Universidade Federal de Minas Gerais Novembro de 2007 “Mas como é que duas artes se encontram para a realização de uma obra mais perfeita? Há um equilíbrio natural entre essas duas artes, ou esse equilíbrio nunca chega verdadeiramente a conseguir-se?” (Hugo von Hoffmannsthal) AGRADECIMENTOS Em primeiro lugar, quero agradecer a Deus, por toda a força e inspiração. A meus pais, Isis e Ronaldo, pelo apoio incondicional. A meus irmãos, Lúcio e Viviane, pela eterna torcida. A toda a minha família, pelas orações. À minha orientadora, Margarida Borghoff, pelo apoio e carinho. A todos os que colaboraram na realização deste trabalho: Suzana Martins – Biblioteca Nacional, D. Priscilla Rocha Pereira, D. Julieta Correa, Lauro Gomes e demais amigos da Rádio MEC, Professora Luciana Monteiro de Castro, Professora Cecília Nazaré de Lima, Professor Oiliam Lanna e Professor Rick Ventura (UERJ). Aos amigos Marcelo Brum e Renata Gomes, pela acolhida no Rio, apoio nas pesquisas, amizade e carinho. A Luana Santos pela amizade e apoio. O meu obrigado a Aline Araújo, por dar voz às canções, e a Arthur e Ana Paula, por aceitarem participar do meu recital de mestrado. RESUMO Esta dissertação apresenta um estudo sobre O livro de Maria Sylvia, Op. 28, cinco canções para canto e piano compostas entre 1944 e 1945 pela carioca Helza Camêu (1903 – 1995) sobre poemas de Manuel Bandeira e Olegário Marianno. A análise geral da obra é baseada em metodologia desenvolvida pelo Grupo Resgate da Canção Brasileira, formado por professores da Escola de Música da UFMG e registrada em diretório do CNPq. A análise musical é realizada a partir do estudo de parâmetros musicais segundo metodologia desenvolvida por Jan LaRue, enquanto que a análise literária dos poemas musicados segue os níveis propostos por Norma Goldstein. As análises e a relação observada entre texto e música fornecem subsídios para uma interpretação coerente e fundamentada das canções. A dissertação inclui também uma discussão sobre os termos ciclo e série de canções, realizada a partir da definição do termo song cycle apresentada por Susan Youens no The New Grove Dictionary of Music and Musicians (Second Edition, 2001), e de depoimentos de compositores brasileiros contemporâneos. Baseado nesta discussão, foi elaborada uma definição do termo ciclo de canções sendo a mesma aplicada à obra em estudo. Apresenta-se ainda, neste trabalho, traços biográficos da cantora, professora, pesquisadora e folclorista Maria Sylvia Pinto, intérprete e amiga a quem Helza Camêu dedicou a obra em estudo. Maria Sylvia foi membro da Academia Brasileira de Música e sua luta em prol do canto em idioma nacional vem sendo esquecida, a despeito de sua importância. Esses traços biográficos resgatam aspectos da vida e obra desta grande intérprete, buscando seu reconhecimento no panorama da música brasileira. ABSTRACT This dissertation presents a study of "O livro de Maria Sylvia," Op 28, five songs for voice and piano composed between 1944 and 1945 by Helza Camêu (1903 to 1995) on poems by Manuel Bandeira and Olegário Marianno. The general analysis of the songs is based on a methodology developed by the Resgate da Canção Brasileira Group, formed by UFMG music professors and registered at the CNPq. The msucial analysis is based on parameters proposed by Jan LaRue, while the literary analysis of the poems is based on three levels proposed by Norma Goldstein. The analysis and the relation observed between text and music provide the basis for a coherent and fundamented interpretation of the songs. This paper also includes a discussion on the terms song cycle and song series, based on the definition of the terms presented by Susan Youens in The New Grove Dictionary of Music and Musicians (Second Edition, 2001) and on interviews with contemporary Brazilian composers. Based on this discussion, a definition of the term song cycle was elaborated and was applied in the songs under study. This work also presents biographical notes on Maria Sylvia Pinto, a singer, teacher, researcher, folklorist, interpreter and friend of Helza Camêu. The songs analyzed here were dedicated to Maria Sylvia. She was a member of the Brazilian Academy of Music and her work on singing in Portuguese has been forgotten in spite of its importance. These biographical notes recover aspects of the life and work of this great performer, seeking her recognition in the Brazilian music scene. SUMÁRIO PROGRAMA DE RECITAL DE MESTRADO INTRODUÇÃO.9 1. Helza Camêu.13 2. O livro de Maria Sylvia .20 4. Maria Sylvia Pinto .21 5. Ciclo de Canções .22 OBJETIVOS.24 METODOLOGIA.25 CAPÍTULO I – CICLO DE CANÇÕES 1. Ciclo ou série de canções? – uma discussão.27 CAPÍTULO II – ANÁLISE DAS CANÇÕES 1. “O Livro de Maria Sylvia”.34 2. Metodologia de Análise .35 A. Imagem .38 B. Espera Inútil .58 C. A toada da chuva.75 D. Canção.90 E. Canção Triste.104 F. “O livro de Maria Sylvia” – um ciclo? .126 CONCLUSÃO.137 BIBLIOGRAFIA .141 ANEXOS I. Maria Sylvia Pinto II. Fichas técnicas e Comentários analítico-interpretativos a serem inseridos no Guia Virtual “Canções Brasileiras” III. Partitura editada das canções e notas editoriais PROGRAMA DE RECITAL DE MESTRADO A. Nepomuceno Noturno op. 33 H. Camêu Prelúdio op. 2 1ª Sonatina op. 46 n.1 Allegretto Intermezzo – muito expressivo e tranqüilo Com espírito O Livro de Maria Sylvia op. 28* Imagem (Manuel Bandeira) Espera Inútil (Olegário Marianno) A toada da chuva (Olegário Marianno) Canção (Olegário Marianno) Canção Triste (Olegário Marianno) C. Guarnieri Dansa Negra** L. Fernandez Trio Brasileiro*** Allegro maestoso – Giocoso – Allegro Maestoso Canção (Andante) Dansa (Scherzo) Final (Allegro moderato) Músicos convidados: * Aline Araújo, mezzo-soprano ** Marcelo Brum, piano. *** Arthur Terto, violino; e Ana Paula Ferreira, violoncelo. os subtipos, sem agrupá-los na categoria não-B, ao longo dos anos não foi estatisticamente significativa. Não foi observado nenhum caso do subtipo C neste estudo. Tabela 6. Distribuição Temporal dos Subtipos do HIV-1, entre 2005 - 2006 no CTR-DIP Orestes Diniz Subtipos HIV-1 B não-Bc 2002 20 (10,9) (90,9) 2 (3,6) (9,1) 2003 31 (16,8) (88,6) 4 (7,1) (11,4) Anos 2004 N (%)a (%)b 50 (27,2) (76,9) 15 (26,8) (23(%,1))bN 2005 49 (26,6) (73,1) 18 (32,1) (26,9) 2006 34 (18,5) (66,7) 17 (30,4) (33,3) Totalg 184 (100) (76,7) 56 (100) (23,3) p 0,072d F1 0 4 (11,4) (11,4) 9 (25,7) (13,8) 11 (31,4) (16,4) 11(31,4) (21,6) 35 (100) (14,6) BF 2 (10) (9,1) 0 5 (25) (7,7) 7 (35) (10,4) 6 (30) (11,8) 20 (100) (8,3) 0,135e A 0 0 1 (100) (1,5) 0 0 1 (100) (0,4) Totalf 22 (9,2) 35 (14,6) 67 (27,1) 65 (27,9) 51 (21,3) 240 (100) (100) N- número absoluto de casos para um dado subtipo em cada ano; a- % da linha, referente a cada subtipo em relação a sua soma em todos os anos; b- % da coluna, referente ao total de genotipagens para cada ano; c- subtipo "não-B" representa a soma dos subtipos A+BF+F expressos separadamende nas linhas inferiores; d- qui-quadrado de Pearson; e- teste exato de Fisher; f- este total refere-se a soma entre os subtipos analisados separadamente ou somando-se subtipo B com a categoria "não-B"; g- este total refere-se a soma de cada subtipo nos anos 2002-2006. O gráfico 6 mostra a evolução temporal da prevalência dos subtipos B e nãoB entre janeiro de 2002 e dezembro de 2006. Foi realizado o teste qui-quadrado de tendência linear com extensão de Mantel, que se mostrou estatisticamente 81 significativo (p = 0,004). Isto mostra que a tendência da crescente proporção dos subtipos não-B é um fenômeno consistente ao longo dos anos. 100 80 60 40 20 0 2002 2003 % Subtipo B 2004 2005 2006 % Subtipo não-B p = 0,004 Gráfico 6. Evolução temporal da prevalência dos subtipos b e não-B do HIV-1 entre 2002 e 2006 5.4.1 Mutações de resistência aos ITRN Entre as mutações aos ITRN a mutação do códon 184 foi a mais prevalente, não só da classe como entre todas as analisadas, seguida pelas importantes TAM 215FY, 41L, 67N e 210W. A prevalência da mutação do complexo 151M, relacionado à multirresistência na classe, foi de: 3,3% e ocorreu exclusivamente no subtipo B, e em apenas um único caso (0,4%) detectou-se a inserção no códon 69 (69ins). A presença da NAM 118I em 28,8% dos casos também foi significativa; apesar de não figurar mais entre as mutações principais. O gráfico 7 apresenta a prevalência das mutações para ITRN em relação ao total das 243 seqüências analisadas. Conforme apresentação habitual dos painéis de resistência viral, as mutações foram agrupadas em TAM, algumas relacionadas à multirresistência e as NAM com outras menos importantes e destaque para a 184VI por ser a mais prevalente. 82 80 70,4 70 60 50 40 30 20 10 0 60,1 45,3 41,6 30,9 28,4 25,1 28,8 21,8 21,4 17,7 13,6 12,8 11,1 10,7 9,9 9,5 9,1 5,3 4,9 4,1 1,6 0,8 4,9 4,9 3,3 3,3 2,5 0,4 184VI 215FY 41L 67N 210W 70R 219QE 118I 44AD 228HR 203DK 208Y 69DNASIG 43EQN 333ED 74VI 215CDSIVE 75TMA 218E 67GESTH 223Q 221Y 65R 62V 75I 77L 151M 116Y Ins 69 TAM NAM e miscelânea % entre 243 genotipagens Multirresistência Gráfico 7. Prevalência das mutações para ITRN entre as 243 sequências do gene pol A tabela 7 apresenta a prevalência das mutações para ITRN de acordo com os subtipos B e não-B do HIV-1. Para os casos em que houve diferença significativa da prevalência foi calculado a razão das chances (Odds Ratio - OR), considerandose o subtipo B como fator de “exposição” e a presença de cada mutação como o evento, para um intervalo de confiança de 95% (IC95%). O valor da OR reflete a magnitude da associação, positiva ou negativa, da presença da mutação com o subtipo B a partir de uma análise univariada. Nos casos de OR < 1, associação negativa, subentende-se que haja associação positiva da presença da mutação com o “subtipo não-B”. A tabela completa, com os valores absolutos e percentuais (das linhas e colunas das tabelas de contingência) da presença e ausência de cada mutação entre os subtipos encontra-se no anexo 4. 83 Tabela 7. Prevalência das mutações para ITRN entre os Subtipos B e não B do HIV-1, no período de 2002-2006. Mutação 184VI 215FY 41L 67N 210W 118I 70R 219QE 44AD 228HR 203DK 208Y 69DNASIG 43EQN 215CDSIVE 75TMALS 74VI 218E 62V 67GESTH 75I 223Q 77L 151M 116Y 221Y 65R Ins69 N 168 140 108 98 74 69 66 58 53 49 43 33 29 27 23 21 22 12 12 12 12 10 8 8 6 4 2 1 Subtipo Não-B (56) n% 39 69,6 34 60,7 23 41,1 20 35,7 13 23,2 10 17,9 14 25,0 15 26,8 7 12,5 16 28,6 16 28,6 7 12,5 5 8,9 2 3,6 4 7,1 1 1,8 6 10,7 2 3,6 1 1,8 2 3,6 1 1,8 3 5,4 0 0,0 0 0,0 0 0,0 3 5,4 0 0,0 0 0,0 Subtipo B (184) n% 129 70,1 106 57,6 85 46,2 78 42,4 61 33,2 59 32,1 52 28,3 43 23,4 46 25,0 33 17,9 27 14,7 26 14,1 24 13,0 25 13,6 19 10,3 20 10,9 16 8,7 10 5,4 11 6,0 10 5,4 11 6,0 7 3,8 8 4,3 8 4,3 6 3,3 1 0,5 2 1,1 1 0,5 p 0,947a 0,758a 0,5a 0,373a 0,159a 0,04a 0,632a 0,601a 0,048a 0,084a 0,018a 0,756a 0,408a 0,038a 0,479b 0,033b 0,647b 0,737b 0,304b 0,737b 0,304b 0,702b 0,204b 0,204b 0,341b 0,041b 1b 1b OR IC 95% 2,17 1,03 - 4,60 2,33 0,99 - 5,51 0,55 0,27 - 1,09 0,43 0,21 - 0,87 4,25 1,00 - 38,01* 6,71 1,02 - 282,9* 0,1 0,01 - 1,24* N- número total de casos com a mutação; n- número absoluto da mutação de acordo com subtipo; %- prevalência da mutação no total de cada subtipo; subtipo não-B - subtipos do HIV-1 diferentes do B incluindo A1/F1/BF. ITRN - inibidor da transcriptase reversa análogo de nucleosídeos; a- teste qui-quadrado; b- teste exato de Fisher; OR - razão das chances a partir do subtipo B ("exposição"), IC95% - intervalo de confiança (assintótico ou exato*). Observa-se que nos casos em que houve diferença estatisticamente significativa entre os subtipos, ser do subtipo B mostrou associação negativa em alguns casos (203DK e 221Y) e associação positiva em outros (118I, 44AD, 43EQN e 75TMA) para presença da mutação, apesar de alguns dos intervalos de confiança terem passado pela unidade. O gráfico 8 apresenta a prevalência de cada mutação 184VI 215FY 41L 67N 210W 118I 70R 219QE 44AD 228HR 203DK 208Y 69DNASIG 43EQN 215CDSIVE 75TMALS 74VI 218E 62V 67GESTH 77L 151M 221Y 84 dentro das categorias dos subtipos, B e não-B, permitindo melhor visualização da presença ou não das diferenças avaliadas estatisticamente na tabela 7. 80 70 60 50 40 30 20 10 0 0,947 0,758 0,5 0,373 0,159 0,04 0,632 0,601 0,048 0,084 0,018 0,756 0,408 0,038 0,479 0,033 0,647 0,737 0,304 0,737 0,204 0,204 0,041 ppppppppppppppppppppppp Subtipo Não-B (56) Subtipo B (184) Gráfico 8. Comparação das prevalências das mutações para ITRN de acordo com subtipos B e não-B do HIV-1 Já o gráfico 9 expressa, de acordo com os subtipos do HIV-1, a prevalência de alguns grupos de mutações: NAM exclusivamente, vias mutacionais TAM 1 e TAM 2, bem como os casos em que houve presença de mutações das duas vias TAM na mesma sequência viral (TAM 1+2) e aqueles em que a via TAM1 foi acompanhada pela 67N exclusivamente, entre as mutações da via TAM2. Em nenhuma das comparações houve diferença estatisticamente significativa. Os dados completos dessa análise a partir das tabelas de contingências originais se encontram no anexo 5. 85 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% TAM 1 p 0,682 TAM 1+67N TAM 2 TAM 1+2 p 0,511 p 0,148 p 0,498 Subtipo Não-B (56) Subtipo B (184) NAM p 0,775 Gráfico 9. Prevalência de grupos ou vias mutacionais para ITRN de acordo com subtipos B e não-B do HIV-1. Entre os 243 pacientes que tiveram sua primeira genotipagem analisada, 98 deles receberam monoterapia ou terapia dupla em algum momento do histórico de TARV. Na maioria destes casos foram utilizados AZT e DDI e como já exposto na tabela 4, a mediana de uso foi de aproximadamente 20 meses para estas duas categorias de TARV. A seguir, a tabela 8 e o gráfico 10 apresentam uma análise da prevalência das TAM, suas vias mutacionais e do complexo 151M de acordo com o uso de monoterapia e/ou terapia dupla em algum momento, em comparação a pacientes que sempre utilizaram esquemas com 3 ou mais ARV. Com exceção da mutação 70R e da via TAM 2, em todos os casos houve maior freqüência das mutações ou vias mutacionais analisadas quando o paciente foi exposto a tratamento com menos de 3 ARV. Em várias das comparações houve diferença estaticamente significativa e nestas, a razão das chances mostrou sempre uma associação positiva entre exposição à monoterapia/terapia dupla e presença das mutações, com intervalo de confiança de 95%, que não passou pela unidade. Os dados completos das tabelas de contingência originais desta análise estão no anexo 4. 86 Tabela 8. Prevalência das TAM, suas vias mutacionais e do complexo 151M 1.1.10 Edvaldo Soares dos Santos (Primo).63 1.1.11 Maria do Rosário Oliveira Costa.64 1.1.12 Maria Antonia Nogueira (Lia).67 1.1.13 Izaldina Fernandes da Silva.69 1.2 Identidades e trajetórias coletivas.70 1.3 O lugar de pertencimento, a família e o sentido da terra.79 CAPÍTULO 2 O SERTÃO DO NORTE DE MINAS: COLONIZAÇÃO E INVISIBILIDADE DO OUTRO.87 2.1 A expansão de fronteira colonial sobre os sertões nordestino e norte-mineiro.88 2.1.1 A tradição latifundiária e a dialética de seu outro - o camponês “sertanejo”.91 2.1.2 A dialética do outro: formação dos camponeses, das fronteiras e alteridades.97 2.2 “Invenção do sertão”: terras inférteis, populações invisíveis e pobres.109 2.3 O Polígono da Seca e a modernização da agricultura no século XX: uma nova e atual invasão colonizadora nos sertões de Minas Gerais.117 2.3.1 A concentração da terra e o processo de desterritorialização das populações locais, em fins do século XX.120 CAPÍTULO 3 “QUANDO O CAPIM E O EUCALIPTO TOMAM O LUGAR DO HOMEM”: FINAIS DO SÉCULO XX NAS NARRATIVAS DAS GERAÇÕES DE LIDERANÇAS.127 3.1 “Uma época de uma grande ilusão”: o processo de desterritorialização das populações locais e a pedagogia colonizadora .128 3.1.1 Lembranças da expropriação e da migração.138 3.2 “Já chega de tanto sofrer/ já chega de tanto esperar/ a luta vai ser tão difícil/ na lei ou na marra nós vamos ganhar”: luta pela terra e sujeitos políticos emergentes.145 3.2.1 “Então foi um dos momentos mais difícil que teve”: o sindicalismo e a Igreja na década de 80.147 3.2.2. Lutas sociais e Igreja . 163 3.2.3. “A reforma agrária fez parte da nossa caminhada”: posseiros, parceiros, sem-terra. . 169 3.3 Novas formas de lutas e novos sujeitos políticos: sem terra, Sem Terra, quilombolas, geraizeiros.178 3.3.1 “A reforma agrária pra nós é isso: lutar enquanto tiver latifúndios no nosso país”: Sem Terra e quilombolas. 179 3.3.2 “Para o agricultor, mercado, empreendedorismo, vender. é um mistério”: a Cooperativa Agroextrativista Grande Sertão Veredas.191 3.4 “Os outros partidos diziam que aquele petezinho não fazia diferença nenhuma e tal”: a prática partidária.203 CAPÍTULO 4 “A LUTA APRESENTA A EDUCAÇÃO”: PRÁTICA SOCIAL E SABERES DE GERAÇÕES DE LIDERANÇAS CAMPONESAS, NO SERTÃO, NORTE DE MINAS.211 4.1 “A gente descobre, assim, que é diferençado”: tornar-se liderança na aprendizagem na prática das lutas sociais.220 4.2 Os patrimônios de saberes e valores incorporados na luta de gerações de lideranças.226 4.2.1 “A luta é uma escola”.229 4.2.2 “lutar pelos direitos, pela justiça, não é pecado” - o saber que brota da indignação e da necessidade . 235 4.2.3 “nasce da necessidade, da oportunidade e cresce na coragem de lutar”: o saber brota da necessidade radical de mudar.240 4.2.4 “.dessa história que não está escrita, mas está escrita na caminhada”: imaginário, memória, história e diferenças culturais como valores fundantes nos legados das lutas e das trajetórias de “gerações de lideranças” .242 4.2.5 “uma enorme vontade que eu tive de mostrar o quê que eu era na roça”; “não era uma vida normal não”; “na política sindical também tem violência”: relações de gênero, valor da liberdade e da democracia.247 4. 2. 6 “quando dá fé vem Vilmar. quando dá fé vem Paulo também. quando dá fé vem Augusto Fraga”: o saber que vem da participação, do companheirismo e do grupo.254 4.2.7 O aprendizado “dos direitos e deveres”: as habilidades do saber-fazer e do saber-ser liderança das organizações camponesas e na luta pela terra – o quê, com quem, como?.258 4.3 Experiências significativas no aprendizado da luta.269 4.4 “A terra é como um útero materno”: patrimônios de saberes e valores incorporados na terra.274 4.4.1 “A reforma agrária é mais do que um pedaço de terra”: conquistar a terra e fazê-la produzir.277 4.4.2 “O cerrado é o bioma mais comunicativo”; “a gente faz parte dele e ele faz parte do homem”: o saber socioecológico que brota da relação homem-natureza.282 4.4.3 “No jeito de plantar tem uma ciência”: diálogos de saberes - “agroecologia”, “comunidade de prática” e “ecologia de saberes”.292 4.4.4 Uma “comunidade de prática”: ciência e tecnologia apropriada; prática engajada; relações de poder.296 CAPÍTULO 5 NARRATIVAS, SIGNIFICADOS E UTOPIAS ACERCA DA ESCOLA, NO SERTÃO DE MINAS GERAIS.310 5.1 A realidade da escola e da infância no Sertão de Minas Gerais, na segunda metade do século XX.310 5.2 Os significados da escola, no Sertão de Minas.324 5.3 Práticas de letramento na comunidade de prática dos camponeses.331 5.4 Uma escola “parada no meio da estrada”: Juventude e atualidade.335 5.5 A utopia de uma escola “ao pé da letra”: mudar a política educacional e o fazer pedagógico.338 5.6 Das lutas e experiências alternativas de educação no campo à educação do campo como política pública.344 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS.349 REFERÊNCIAS.358 APÊNDICES . 373 APÊNDICE A: TERMOS DE ESCLARECIMENTO. 374 APÊNDICE B: TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO.375
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