Relação entre a Avaliação da Coordenação e Destreza Motora (Acoordem) e a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF).

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ISSN - Fisioter. Mov., Curitiba, v. , n. , p. - , jan./mar. Licenciado sob uma Licença Creative Commons [T] Relação entre a Avaliação da Coordenação e Destreza Motora (Acoordem) e a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) [I] Linking the Motor Coordination and Dexterity Assessment (MCDA) to the International Classification of Functioning, Disability and Health (ICF) [A] Ana Amélia Cardoso,[a] Lívia de Castro Magalhães,[b] Tatiana Teixeira Barral de Lacerda,[c] Peterson Marco de Oliveira Andrade[d] [a] Terapeuta ocupacional, Doutoranda em Ciências da Reabilitação pela Universidade Federal de Minas Gerais UFMG , professora assistente do Departamento de Terapia Ocupacional, Universidade Federal do Paraná UFPR , Curitiba, PR Brasil, e-mail: anaameliato@yahoo.com.br [b] Terapeuta ocupacional, Doutora em Educação, professora titular do Departamento de Terapia Ocupacional, Universidade Federal de Minas Gerais UFMG , Belo Horizonte, MG - Brasil, e-mail: liviam@gcsnet.com.br [c] Fisioterapeuta, Mestre em Ciências da Reabilitação pela Universidade Federal de Minas UFMG , professora do curso de Fisioterapia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais PUC -Minas , Belo Horizonte, MG - Brasil, e-mail: tatianabarral@terra.com.br [d] Fisioterapeuta, Doutor em Neurociências pela Universidade Federal de Minas Gerais UFMG , professor adjunto do Departamento de Fisioterapia da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, Diamantina, MG - Brasil, e-mail: peterson@ufvjm.edu.br [R] Resumo Introdução: A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde CIF visa a proporcionar uma base científica para a compreensão e o estudo da saúde e das condições relacionadas, podendo ser utilizada para nortear a criação e utilização de medidas de desfecho em reabilitação. A Avaliação da Coordenação e Destreza Motora Acoordem é um teste brasileiro, criado para detectar atraso motor em crianças de a anos. Objetivos: Os objetivos deste estudo foram: a associar as subcategorias da CIF aos itens da Acoordem; e b determinar se os itens da Acoordem se encaixam na estrutura da CIF. Materiais e métodos: Uma terapeuta ocupacional e um fisioterapeuta codificaram independentemente os itens contidos na Acoordem, fazendo o linking com a CIF. Para os itens em que não houve concordância entre os pesquisadores, foi usada a opinião de outras duas pesquisadoras, uma terapeuta ocupacional e uma fisioterapeuta. Resultados: Os itens da Acoordem foram associados aos componentes b funções do corpo , d atividades Fisioter Mov. 2012 jan/mar;25(1):31-45 Cardoso AA, Magalhães LC, de Lacerda TTB, Andrade PMO. 32 e participação , e fatores ambientais e f fatores pessoais . Não houve itens relacionados com o componente s estrutura do corpo e apenas três itens foram codificados como nc não coberto pela CIF . Discussão e conclusão: Os itens da Acoordem puderam ser relacionados à estrutura da CIF. Profissionais e pesquisadores da área de reabilitação podem usar a Acoordem para obter dados acerca da atividade e participação em crianças com problemas de coordenação motora, pois sua terminologia e abrangência está de acordo com a perspectiva biopsicossocial da OMS. [#] [P] Palavras-chave: CIF. Avaliação de desempenho. Avaliação da coordenação. Destreza motora. [#] [B] Abstract Introduction: The International Classification of Functioning, Disability and Health (ICF) aims to provide a scientific basis for the comprehension and the study of health and its related conditions, and as such it can be used to guide the creation and utilization of outcome measures. The Motor Coordination and Dexterity Assessment (MCDA) is a Brazilian assessment tool that was designed to detect motor delay in 4 to 8 years old children. Objectives: The aims of this study were: a) to link the CIF sub domains with the MCDA items and b) determine if the MCDA items fit with the ICF framework. Materials and methods: One occupational therapist and one physical therapist coded, independently, the MCDA items, conducting the linking with the ICF. Whenever there was no agreement between the researchers, the opinion of other two researchers, one occupational therapist and one physical therapist, was used. Results: The MCDA items were linked to the components b (body functions), d (activities and participation), e (environmental factors), and f (personal factors). Discussion and conclusion: The MCDA items could be linked with the ICF framework. Professionals and researchers in the rehabilitation field can use the MCDA to get data about activities and participation of children with motor coordination problems, because the MCDA terminology and scope are in accordance with WHO’s biopsychosocial perspective. [#] [K] Keywords: ICF. Performance assessment. Motor coordination. Dexterity assessment. [#] Introdução A Família de Classificações Internacionais da Organização Mundial de Saúde OMS visa a estabelecer uma linguagem comum para a descrição da saúde em seus vários campos em todo o mundo. As classificações facilitam o levantamento, a consolidação, a análise e a interpretação dos resultados, a formação de bases de dados consistentes, e permitem a comparação de informações entre populações de regiões e países ao longo do tempo . A Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde, conhecida como CID, classifica as condições de saúde, transtornos ou lesões, fornecendo um modelo baseado na etiologia, anatomia e causas externas das lesões , . Atualmente, a CID- é a classificação diagnóstica padrão internacional para propósitos epidemiológicos gerais e administrativos da saúde, incluindo análise da situação geral da saúde de grupos populacionais e o monitoramento da incidência e prevalência de doenças e outros problemas de saúde , . Enquanto a CID- é usada para classificar mortalidade e morbidade, a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde CIF classifica as condições de saúde . A CIF representa uma mudança de paradigma para se pensar e trabalhar a deficiência e a incapacidade, constituindo um instrumento importante para avaliação da qualidade de vida e para a promoção de políticas de inclusão social . No modelo da CIF, a incapacidade não é definida apenas pela lesão ou doença, mas considerada como resultante da interação entre a disfunção orgânica e/ou da estrutura do corpo apresentada pelo indivíduo, a limitação de suas atividades e a restrição na participação social, bem como dos fatores ambientais, que podem atuar como barreiras ou facilitadores para o desempenho , - . A CIF tem como objetivo geral proporcionar uma linguagem unificada e padronizada e uma estrutura que descreva a saúde e os estados relacionados Fisioter Mov. 2012 jan/mar;25(1):31-45 Relação entre a Avaliação da Coordenação e Destreza Motora (Acoordem) e a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) à saúde . A CIF visa a fornecer uma base cientí- fica para a compreensão e o estudo da saúde e das condições relacionadas à saúde, por meio de seus determinantes e efeitos. Sua linguagem padroniza- da busca facilitar a comunicação entre profissionais, pesquisadores, elaboradores de políticas públicas e o público. Além disso, a CIF fornece um sistema de codificação para sistemas de informação, permitin- do a comparação de dados entre países e serviços de saúde em diferentes momentos. . A OMS estimula a utilização da CIF em diversas áreas, como saúde, educação, previdência social, medicina do trabalho, estatísticas e políticas públicas , , , - . Em , a OMS publicou uma versão da CIF para crianças e jovens , uma vez que a experiên- cia de saúde e incapacidade para crianças e jovens não é a mesma que para os adultos . Alguns subdomínios da CIF tinham apenas relevância in- direta para crianças e havia omissões importantes relevantes para a infância e adolescência , sen- do as áreas de particular importância aquelas que refletiam progresso no desenvolvimento nos pri- meiros anos da infância . Por isso, a versão da CIF para crianças e jovens inclui subdomínios, como explorar objetos com a boca d , e des- crições modificadas de domínios, como apropriado para a idade . A OMS aponta que a CID- e a CIF são comple- mentares, pois a informação sobre mortalidade e morbidade, fornecida pela CID- , e a informação sobre a saúde e evolução relacionada à saúde, for- necida pela CIF, podem ser combinadas em medi- das-resumo da saúde da população. Os usuários são incentivados a usá-las em conjunto, a fim de obter um quadro mais amplo sobre a saúde do indivíduo ou populações , , , , . Uma característica fundamental de um sistema de classificação é a sua capacidade de servir como estru- tura para o desenvolvimento de medidas e recursos de avaliação que reflitam as dimensões específicas daquela classificação . A escolha da CID- ou da CIF como modelo irá influenciar o desenvolvimento do instrumento, bem como o tipo de informação que será obtida por meio de sua aplicação. Na área de reabilitação, instrumentos padroni- zados de avaliação podem ser usados para avaliar os problemas do indivíduo, para estabelecer metas e avaliar efeitos da intervenção . Grande parte dos instrumentos e medidas disponíveis, no entan- to, informa principalmente sobre a patologia e seu impacto em órgãos e sistemas do corpo do indivíduo , , o que sugere que são instrumentos norteados pela CID- . Ao usar a CID- como modelo nortea- dor para a criação de um instrumento, o foco do teste seria apenas no diagnóstico ou descoberta dos sin- tomas relacionados a uma condição patológica . Por outro lado, se o objetivo do teste é obter, além do diagnóstico clínico, informação a respeito das conse- quências funcionais que uma doença traz para a vida de um indivíduo, a CIF seria um modelo norteador mais interessante, uma vez que enfatiza as repercus- sões da doença no cotidiano do indivíduo , . Dada a relevância da perspectiva da CIF para a área de reabilitação, observam-se esforços no sen- tido de criar recursos de avaliação congruentes com o modelo proposto, além de estudos para verificar a consistência entre os testes existentes e a CIF. Nesse sentido, Cieza et al. propõem um procedimento padronizado para verificar se os itens de um instru- mento apresentam relação clara com os componen- tes da CIF e orientar a codificação dos itens de acor- do com os componentes da classificação. Ao criar um novo instrumento usando a CIF como modelo nor- teador, é interessante que o autor utilize as regras propostas por Cieza et al. , a fim de garantir que o teste realmente se encaixa no modelo proposto. De acordo com Di Nubila , as avaliações fun- cionais não podem continuar sendo realizadas ape- nas com o olhar médico, biológico e focado no corpo, quando a CIF se apresenta como ferramenta mais adequada e abrangente. A tendência atual é que a CIF se torne a base para a avaliação multiprofissio- nal do cliente, definição de metas, gerenciamento de intervenção e medida de resultados . Diferentes estudos utilizaram as regras de linking para identifi- car e comparar com a CIF os conceitos contidos em instrumentos de avaliação genéricos e específicos de doenças crônicas - . Além disso, as regras de linking foram usadas para categorizar a percep- ção dos pacientes sobre o impacto da doença e para validar os core sets da CIF , . Fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais que atuam na área infantil lidam com crianças com di- ferentes graus de comprometimento motor, sendo importante contar com instrumentos adequados para identificar crianças que necessitam de interven- ção. A Avaliação da Coordenação e Destreza Motora Acoordem é um teste criado para oferecer aos profissionais brasileiros, que lidam com crianças de a anos, um instrumento válido, confiável, de 33 Fisioter Mov. 2012 jan/mar;25(1):31-45 Cardoso AA, Magalhães LC, de Lacerda TTB, Andrade PMO. 34 fácil aplicação e baixo custo para detecção de atra- so motor. É importante enfatizar que a criação da Acoordem não objetiva solucionar todos os proble- mas relacionados à avaliação e identificação do TDC, mas, considerando as tendências da literatura atual, ela se enquadra na perspectiva de avaliar os compo- nentes motores em associação com habilidades fun- cionais relevantes para o desempenho em casa e na escola, como proposto no modelo da CIF . O teste conta com itens para avaliação das habilidades sen- sório-motoras, por meio da observação de itens pura- mente motores como força, equilíbrio e coordenação motora; além da avaliação do desempenho funcional em casa e na escola e das preferências no brincar, por meio dos questionários de pais e professores. A Acoordem foi criada com base em extensiva revisão da literatura e se caracterizando como ava- liação de produto final, do que é observável ações da criança , e não do porquê da incapacidade . A Acoordem é um teste descritivo ou discriminativo , , cujo objetivo é classificar, categorizar ou descrever a criança. O teste contém itens para ava- liar o desempenho motor da criança em três áreas: coordenação e destreza manual, coordenação cor- poral e planejamento motor e desempenho em casa e na escola questionários de pais e professores . Vários estudos - foram realizados para ve- rificar a validade de conteúdo e as qualidades psi- cométricas dos itens de cada área, separadamente, sendo verificada a confiabilidade teste reteste/en- tre examinadores e a discriminação de desempenho por idade, possibilitando a definição dos itens que compõem a versão atual do instrumento . Tendo em vista que a Acoordem é um instrumen- to novo, ainda em fase de validação, cuja criação foi norteada pelo modelo da CIF , o objetivo do pre- sente estudo foi aplicar o grupo de regras propostas por Cieza et al. para relacionar a CIF aos itens da ACOORDEM e determinar se tais itens de fato se encaixam na estrutura da CIF. Materiais e métodos O sistema de classificação da CIF é hierárquico, dividido em duas partes. A primeira parte se refere à funcionalidade e incapacidade e possui dois componentes: funções e estrutura do corpo; e atividades e participação. Na segunda parte, fatores contextuais, estão os fatores ambientais e os fatores pessoais , , , . A unidade de classificação da CIF são categorias dentro dos domínios de saúde e daqueles relacionados à saúde; a CIF não classifica pessoas, mas descreve a situação de cada pessoa dentro de uma gama de domínios de saúde ou re- lacionados à saúde, sempre dentro do contexto dos fatores ambientais e pessoais . A codificação da CIF usa um sistema alfanumé- rico com uma letra para nomear o componente ao qual o item se refere: b funções do corpo , s estru- turas do corpo , d atividades e participação , e e fatores ambientais . Na sequência, é adicionado um código numérico com dois, três ou quatro dígitos, referente à categoria individual do referido compo- nente. , , , . No presente estudo foi usada a versão experi- mental da Acoordem . Uma terapeuta ocupa- cional AAC e um fisioterapeuta PMOA desempe- nharam independentemente o linking entre a CIF e os itens contidos na Acoordem. Para os itens espe- cíficos do desenvolvimento infantil, o linking foi fei- to com a versão da CIF para crianças e jovens . Para os itens em que não houve concordância en- tre os pesquisadores, foi usada a opinião de outras duas pesquisadoras, uma terapeuta ocupacional e uma fisioterapeuta LCM e TTBL . O procedimento de linking foi realizado inde- pendentemente, seguindo as regras padronizadas por Cieza et al. . Todos os pesquisadores tinham conhecimento prévio sobre o conteúdo teórico e taxonômico da CIF. De acordo com as regras, cada conceito contido nos itens do instrumento deve ser correlacionado à mais precisa categoria da CIF. Uma tabela com as oito regras propostas pode ser encon- trada em Cieza et al. . Itens com conceitos insuficientes para decidir qual componente da CIF representa melhor devem ser classificados pelas letras nd não definível ; quando o item se refere a um estado de saúde, ele deve ser registrado como nd-sg; nd-sf; nd-sm; nd-qv não definível – saúde geral; não definível – saúde física; não definível – saúde mental; não definível – qualidade de vida, respectivamente . Itens que consideram claramente fatores pessoais, que não estão codificados pela CIF, devem ser marcados com as letras fp fator pessoal . Conceitos que não são cobertos pela CIF devem ser marcados com as le- tras nc não coberto , e conceitos relacionados ao diagnóstico ou condição de saúde são identificados com as letras cs – condição de saúde . Fisioter Mov. 2012 jan/mar;25(1):31-45 Relação entre a Avaliação da Coordenação e Destreza Motora (Acoordem) e a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) Resultados Os itens de observação direta da Acoordem fo- ram relacionados a categorias, de seis capítulos da CIF: quatro categorias pertencem ao componente b funções do corpo , e ao componente d atividades e participação . No componente b funções do corpo , os itens foram correlacionados a categorias nos capítulos 1 Funções mentais ; 2 Funções sensoriais e dor ; e 7 Funções neuromusculoesqueléticas e relacionadas ao movimento , enquanto no componente d atividades e participação , foi feita correlação com categorias dos capítulos 1 Aprendizagem e aplicação do enfocar la importancia de la producción mediática de los niños en su descubrimiento del mundo, sobre todo utilizando el periódico escolar y la imprenta. Asimismo las asociaciones de profesores trabajaron en esta línea e incluso la enseñanza católica se comprometió desde los años sesenta realizando trabajos originales en el marco de la corriente del Lenguaje Total. Páginas 43-48 45 Comunicar, 28, 2007 En el ámbito de los medios, también desde el principio del siglo XX hay ciertas corrientes de conexión. Pero es a lo largo de los años sesenta cuando se constituyeron asociaciones de periodistas apasionados por sus funciones de mediadores, que fomentaron la importancia ciudadana de los medios como algo cercano a los jóvenes, a los profesores y a las familias. Así se crearon la APIJ (Asociación de Prensa Información para la Juventud), la ARPEJ (Asociación Regional de Prensa y Enseñanza para la Juventud), el CIPE (Comité Interprofesional para la Prensa en la Escuela) o la APE (Asociación de Prensa y Enseñanza), todas ellas para la prensa escrita Estas asociaciones fueron precedidas por movimientos surgidos en mayo de 1968, como el CREPAC que, utilizando películas realizadas por periodistas conocidos, aclaraba temas que habían sido manipulados por una televisión demasiado próxima al poder político y realizaba encuentros con grupos de telespectadores. cipio del siglo XX, y nos han legado textos fundadores muy preciados, importantes trabajos de campo y muchos logros educativos y pedagógicos. La educación en medios ha tenido carácter de oficialidad de múltiples maneras, aunque nunca como una enseñanza global. Así la campaña «Operación Joven Telespectador Activo» (JTA), lanzada al final de los años setenta y financiada de manera interministerial para hacer reflexionar sobre las prácticas televisuales de los jóvenes, la creación del CLEMI (Centro de Educación y Medios de Comunicación) en el seno del Ministerio de Educación Nacional en 1983, la creación de la optativa «Cine-audiovisual» en los bachilleratos de humanidades de los institutos en 1984 (primer bachillerato en 1989) y múltiples referencias a la educación de la imagen, de la prensa, de Internet. La forma más visible y rápida de evaluar el lugar de la educación en medios es valorar el lugar que se le ha reservado en los libros de texto del sistema educa- 2. Construir la educación en los medios sin nombrarla El lugar que ocupa la edu- La denominación «educación en medios», que debería cación en los medios es muy ambiguo, aunque las cosas están cambiando recientemente. entenderse como un concepto integrador que reagrupase todos los medios presentes y futuros, es a menudo percibida En principio, en Francia, co- por los «tradicionalistas de la cultura» como una tendencia mo en muchos otros países, la educación en los medios no es hacia la masificación y la pérdida de la calidad. una disciplina escolar a tiempo completo, sino que se ha ido conformado progresivamente a través de experiencias y reflexiones teóricas que han tivo en Francia. Una inmersión sistemática nos permi- permitido implantar interesantes actividades de carác- te constatar que los textos oficiales acogen numerosos ter puntual. Se ha ganado poco a poco el reconoci- ejemplos, citas, sin delimitarla con precisión. miento de la institución educativa y la comunidad es- colar. Podemos decir que ha conquistado un «lugar», 3. ¿Por qué la escuela ha necesitado casi un siglo en el ámbito de la enseñanza transversal entre las dis- para oficilializar lo que cotidianamente se hacía en ciplinas existentes. ella? Sin embargo, la escuela no está sola en esta aspi- Primero, porque las prácticas de educación en me- ración, porque el trabajo en medios es valorado igual- dios han existido antes de ser nombradas así. Recor- mente por el Ministerio de Cultura (campañas de foto- demos que no fue hasta 1973 cuando aparece este grafía, la llamada «Operación Escuelas», presencia de término y que su definición se debe a los expertos del colegios e institutos en el cine ), así como el Minis- Consejo Internacional del Cine y de la Televisión, que terio de la Juventud y Deportes que ha emprendido en el seno de la UNESCO, definen de esta forma: numerosas iniciativas. «Por educación en medios conviene entender el estu- Así, esta presencia de la educación en los medios dio, la enseñanza, el aprendizaje de los medios moder- no ha sido oficial. ¡La educación de los medios no apa- nos de comunicación y de expresión que forman parte rece oficialmente como tal en los textos de la escuela de un dominio específico y autónomo de conocimien- francesa hasta 2006! tos en la teoría y la práctica pedagógicas, a diferencia Este hecho no nos puede dejar de sorprender ya de su utilización como auxiliar para la enseñanza y el que las experiencias se han multiplicado desde el prin- aprendizaje en otros dominios de conocimientos tales Páginas 43-48 46 Comunicar, 28, 2007 como los de matemáticas, ciencias y geografía». A pe- mente en todas las asignaturas. Incluso los nuevos cu- sar de que esta definición ha servido para otorgarle un rrículos de materias científicas en 2006 para los alum- reconocimiento real, los debates sobre lo que abarca y nos de 11 a 18 años hacen referencia a la necesidad no, no están totalmente extinguidos. de trabajar sobre la información científica y técnica y En segundo lugar, porque si bien a la escuela fran- el uso de las imágenes que nacen de ella. cesa le gusta la innovación, después duda mucho en Desde junio de 2006, aparece oficialmente el tér- reflejar y sancionar estas prácticas innovadoras en sus mino «educación en medios» al publicar el Ministerio textos oficiales. Nos encontramos con una tradición de Educación los nuevos contenidos mínimos y las sólidamente fundada sobre una transmisión de conoci- competencias que deben adquirir los jóvenes al salir mientos muy estructurados, organizados en disciplinas del sistema educativo. escolares que se dedican la mayor parte a transmitir Este documento pretende averiguar cuáles son los conocimientos teóricos. La pedagogía es a menudo se- conocimientos y las competencias indispensables que cundaria, aunque los profesores disfrutan de una ver- deben dominar para terminar con éxito su escolaridad, dadera libertad pedagógica en sus clases. El trabajo seguir su formación y construir su futuro personal y crítico sobre los medios que estaba aún en elaboración profesional. Siete competencias diferentes han sido te- necesitaba este empuje para hacerse oficial. nidas en cuenta y en cada una de ellas, el trabajo con Aunque el trabajo de educación en los medios no los medios es reconocido frecuentemente. Para citar esté reconocido como disciplina, no está ausente de un ejemplo, la competencia sobre el dominio de la len- gua francesa definen las capa- cidades para expresarse oral- La metodología elaborada en el marco de la educación en mente que pueden adquirirse con la utilización de la radio e, medios parece incluso permitir la inclinación de la sociedad incluso, se propone fomentar de la información hacia una sociedad del conocimiento, como defiende la UNESCO. En Francia, se necesitaría unir el interés por la lectura a través de la lectura de la prensa. La educación en los medios las fuerzas dispersas en función de los soportes mediáticos y orientarse más hacia la educación en medios que al dominio adquiere pleno derecho y entidad en la sección sexta titulada «competencias sociales y cívi- técnico de los aparatos. cas» que indica que «los alum- nos deberán ser capaces de juz- gar y tendrán espíritu crítico, lo que supone ser educados en los las programaciones oficiales, ya que, a lo largo de un medios y tener conciencia de su lugar y de su influencia estudio de los textos, los documentalistas del CLEMI en la sociedad». han podido señalar más de una centena de referencias a la educación de los medios en el seno de disciplinas 4. Un entorno positivo como el francés, la historia, la geografía, las lenguas, Si nos atenemos a las cifras, el panorama de la las artes plásticas : trabajos sobre las portadas de educación en medios es muy positivo. Una gran ope- prensa, reflexiones sobre temas mediáticos, análisis de ración de visibilidad como la «Semana de la prensa y publicidad, análisis de imágenes desde todos los ángu- de los medios en la escuela», coordinada por el CLE- los, reflexión sobre las noticias en los países europeos, MI, confirma año tras año, después de 17 convocato- información y opinión rias, el atractivo que ejerce sobre los profesores y los Esta presencia se constata desde la escuela mater- alumnos. Concebida como una gran operación de nal (2 a 6 años) donde, por ejemplo, se le pregunta a complementariedad (2000) Structure and mechanism of the aberrant ba3-cytochrome c oxidase from Thermus thermophilus. EMBO J 19: 1766–1776. 9. Hunsicker-Wang LM, Pacoma RL, Chen Y, Fee JA, Stout CD (2005) A novel cryoprotection scheme for enhancing the diffraction of crystals of recombinant cytochrome ba3 oxidase from Thermus thermophilus. Acta Crystallogr D Biol Crystallogr 61: 340–343. 10. 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