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Sexo e Poder: Violência Sexual no Âmbito Doméstico e Conjugal - Vitória (ES): Agosto de 2006 - Agosto de 2009

Documento informativo

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS E NATURAIS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA SOCIAL DAS RELAÇÕES POLÍTICAS Jacqueline Medeiros Caminoti SEXO E PODER: VIOLÊNCIA SEXUAL NO ÂMBITO DOMÉSTICO E CONJUGAL – VITÓRIA (ES): AGOSTO DE 2006 – AGOSTO DE 2009 VITÓRIA 2015 Jacqueline Medeiros Caminoti 2 SEXO E PODER: VIOLÊNCIA SEXUAL NO ÂMBITO DOMÉSTICO E CONJUGAL – VITÓRIA (ES): AGOSTO DE 2006 – AGOSTO DE 2009 Relatório de qualificação apresentado ao Programa de Pós-Graduação em História do Centro de Ciências Humanas e Naturais da Universidade Federal do Espírito Santo, como requisito parcial para obtenção do título de Mestre em História, na área de concentração História Social das Relações Políticas. . Orientadora: Profª Drª Maria Beatriz Nader. VITÓRIA 2015 Jacqueline Medeiros Caminoti 3 SEXO E PODER: VIOLÊNCIA SEXUAL NO ÂMBITO DOMÉSTICO E CONJUGAL – VITÓRIA (ES): AGOSTO DE 2006 – AGOSTO DE 2009 Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História, do Centro de Ciências Humanas e Naturais da Universidade Federal do Espírito Santo, como requisito parcial para obtenção do título de Mestre em História, na área de Concentração em História Social das Relações Políticas APROVADA EM COMISSÃO EXAMINADORA ____________________________________ Profª. Drª. Maria Beatriz Nader Universidade Federal do Espírito Santo Orientadora ____________________________________ Prof. Dr. Losandro Antonio Tedeschi Universidade Federal da Grande Dourados ____________________________________ Profª. Drª. Maria da Penha Smarzaro Siqueira Universidade Federal do Espírito Santo ____________________________________ Profª. Drª. Rossana Britto Universidade Federal do Espírito Santo 4 À minha pequena Sofia. Agradecimentos 5 Agradeço ao meu marido - Ueliton Caminoti - companheiro querido com que divido tarefas cotidianas, momentos alegres e tristes e, principalmente, afeto. Obrigada por todo carinho e pelos jantares deliciosos que você preparou para mim. Minha família, em especial meus pais e minha irmã Simone, pela grande ajuda em todos os momentos desta jornada. Minhas amigas Lívia e Rayane pela conversa agradável na varanda e pela cerveja gelada nas horas de folga. Meu irmão e cunhada pelos “papos-cabeça”. Um grande abraço em meu sobrinho Davi, “parido” na mesma época deste trabalho. Saudades sempre. À minha orientadora professora Doutora Maria Beatriz Nader por todo apoio e todas as correções, extremamente pertinentes e necessárias. Quero agradecer a todos os meus colegas de trabalho da Escola Estadual Elza Lemos Andreatta pelo apoio sempre que necessário e também pelas brincadeiras e conversas na sala dos professores. Meu dia se torna muito mais alegre ao lado de vocês todas as manhãs. E também agradeço a todos os meus alunos pelo carinho e inspiração. Aos meus colegas de mestrado Alex, Luciana e Mirela compartilharam dúvidas, dificuldades, aprendizado e alegrias juntos comigo. Agradeço a meu enteado Guilherme, filho do meu coração, por estar ao meu lado e peço desculpas por todos os momentos em que estive ausente devido a dedicação a esta pesquisa. Agradeço, sobretudo, a minha amada filha Sofia simplesmente por existir em minha vida, por acordar sorrindo e me dizer “bonjour” todos os dias. Perdão por todas as ausências durante a confecção estes anos. Este trabalho é para você! Que você e seu irmão cresçam e vivam em uma sociedade com mais igualdade de gênero. 6 Importante educar as meninas sobre as intenções dos rapazes para que elas não se machuquem física e emocionalmente. Afinal, como eles [os rapazes] são assíduos telespectadores [de filmes pornográficos], irão tentar com elas o mesmo que fazem suas musas pornográficas. (Carlos Boechart Filho, sexólogo e orientador educacional; Jornal A Gazeta, maio de 2014) Estupro é um dos crimes mais terríveis da Terra. O problema dos grupos que lidam com o estupro é que eles tentam ensinar às mulheres como se defenderem. Enquanto que o que precisa ser feito é ensinar aos homens a não estuprarem (Kurt Cobain, vocalista da banda Nirvana) 7 Resumo A pesquisa Sexo e poder: violência sexual no âmbito doméstico e conjugal. Vitória (ES) – agosto de 2006- agosto de 2009 analisa a violência sexual dentro do contexto doméstico e conjugal, estabelecendo vínculos causais entre tal modalidade de violência e a dominação masculina. Foram utilizadas como fontes documentais 112 Boletins de Ocorrência registrados na Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (DEAM) da cidade de Vitória (ES), entre agosto de 2006, quando entra em vigor da Lei nº 11.340, conhecida como Lei Maria da Penha, cujo objetivo é proteger a mulher de diversos tipos de violência doméstica e familiar, entre elas a sexual, e o ano de 2009, devido à mudança da redação dos artigos que tratam da violência contra liberdade sexual do Código Penal brasileiro, ocorrida naquele ano. Palavras-chave: violência sexual; gênero; esfera doméstica; dominação. 8 Abstract The research “Sex and power: sexual violence in domestic and marital context. Vitória (ES) – august 2006- august 2009” analyzes sexual violence within the domestic and marital context, establishing causal links between this type of violence and male domination. Were used as documentary sources 112 police reports recorded in the Police Station Specialized in Assistance to Women (Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher - DEAM) in Vitória (ES), between August 2006, when it enters into force of Law No. 11,340, known as the Maria da Penha Law whose goal is to protect women from various types of domestic and family violence, including sexual,and 2009, due to the change of the wording of articles that deal with violence against sexual freedom of the Brazilian Penal Code, which took place that year. Keywords: sexual violence; gender; domestic sphere; domination. LISTA DE TABELAS E IMAGENS 9 Imagem 1: Modelo de Boletim de Ocorrência DEAM-Vitória (frente).81 Imagem 2: Modelo de Boletim de Ocorrência DEAM-Vitória (verso).82 Imagem 3: Mapa das regiões administrativas de Vitória (Anexo).125 Tabela 1: Denúncias registradas como crimes sexuais na DEAM/Vitória entre agosto de 2006 e agosto de 2009.95 Tabela 2: Relação entre a vítima e o agressor de crimes sexuais registrados.96 10 SUMÁRIO INTRODUÇÃO.11 I – DOMINAÇÃO MASCULINA E A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA .16 1.1 Patriarcado e gênero.16 1.2 Masculinidade e dominação .24 1.3 Violência doméstica e violência sexual .39 II – A LEGISLAÇÃO BRASILEIRA E OS DEVERES CONJUGAIS .46 2.1 Os crimes contra a liberdade sexual.47 2.2 O Código Civil e a conjugalidade.56 2.3 A Lei Maria da Penha: uma quebra de paradigma .72 III – AS DENÚNCIAS DE VIOLÊNCIA SEXUAL DOMÉSTICA EM VITÓRIA.79 3.1 A invisibilidade da violência sexual doméstica nos Boletins de Ocorrência.90 3.2 Circunstâncias e fatores de influência da violência sexual doméstica.99 3.3 Masculinidade, dominação e comportamento sexual abusivo.110 CONSIDERAÇÕES FINAIS.116 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.119 ANEXO . 125 11 Introdução Na atualidade, a violência doméstica contra a mulher é uma cruel realidade em todo o Brasil e, em especial, no estado do Espírito Santo. No entanto, a violência sexual conjugal e/ou em relações afetivas, apesar de não ser incomum, é bastante invisibilizada e silenciosa. Heleieth Saffioti1 lança mão da tradicional expressão popular "em briga de marido e mulher não se mete a colher" para assinalar que ainda é muito comum a noção de inviolabilidade do espaço privado, e, nesse sentido, o "lar" transforma-se em locus privilegiado de exercício de poder masculino, uma vez que há uma tendência de não intervenção do Estado nesses espaços. Quando os conflitos entre homens e mulheres incluem abusos sexuais a questão torna-se ainda mais complexa, pois não há no Código Penal Brasileiro a figuração expressa da possibilidade de o marido ou o companheiro ser polo ativo de crime de estupro contra sua própria companheira. Em outras palavras, não existe na legislação a tipificação de crime de "estupro conjugal", ficando esse tipo de delito a cargo da doutrina jurídica e da jurisprudência. Este trabalho nasceu de uma vaga ideia de pesquisa sobre crimes sexuais notificados na capital do estado do Espírito Santo. E, ao realizar uma análise preliminar dos Boletins de Ocorrências registrados na Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher de Vitória (DEAM) entre os anos de 2006 e 2009, observamos que a violência sexual é mais presente dentro do universo de violência doméstica que em outros espaços de convivência social. Dessa forma, a presente dissertação tem por objetivos analisar os casos de violência sexual doméstica denunciados em Vitória (ES) entre agosto de 2006 e agosto de 2009, identificando relações causais entre sexo não consensual e o exercício de poder e dominação masculina dentro do contexto doméstico e familiar. 1SAFFIOTI, Heleieth I. B. Já se mete a colher em briga de marido e mulher. SCIELO. São Paulo, Perspectiva. Volume 13, n. 4, São Paulo. Outubro/dezembro. 1999. 12 Procuramos associar ocorrências desses crimes à construção histórico-social de um modelo de masculinidade que estimula a dominação da mulher pelo homem. Tal dominação foi, inclusive, historicamente amparada pela legislação brasileira. O Código Civil de 1916 deixava claro que a mulher casada estava legalmente submetida ao marido, além de atribuir a ela uma quantidade muito maior de “deveres conjugais” do que ao homem. O Novo Código Civil, de 2002, procurou apresentar uma feição mais igualitária entre os gêneros. No entanto, ainda mantém, de maneira mais ou menos implícita, vários dispositivos de controle do corpo feminino. Além disso, a própria ideia de que não manter relações sexuais na constância do casamento incorre no chamado “débito conjugal”, ainda é uma discussão no âmbito da doutrina jurídica. Por outro lado, as legislações penais do Brasil consideravam a violência sexual crime contra a honra e contra a família, e não contra a mulher enquanto sujeito. Inclusive, até 2005, o Código Penal considerava o casamento entre vítima e agressor uma forma de mitigar as penas do crime de estupro. A quebra desse padrão jurídico pode ser estabelecida pela Lei nº 11.340 – Lei Maria da Penha –, cujo objetivo é proteger a mulher de diversos tipos de violência doméstica, inclusive a sexual. Ou seja, pela primeira vez, a legislação brasileira vislumbra a possibilidade de punição para a violência sexual ocorrida no interior de relacionamentos conjugais e/ou afetivos. Além disso, essa lei tornou o conceito de violência sexual mais amplo que aquele estabelecido pelo Código Penal. Como este trabalho está inserido no campo de pesquisa histórica, faz-se necessário problematizar historicamente a questão da violência sexual na esfera doméstica. Assim, a escolha do recorte espaço-temporal foi motivada pela ruptura do paradigma jurídico provocada pela vigoração da Lei nº 11.340. O recorte temporal das fontes encerra-se em agosto de 2009, devido à alteração na redação do artigo 213 (que define o crime de estupro) e da exclusão do artigo 214 (que tipificava o crime de Atentado ao Pudor), ambos dispositivos do Código Penal Brasileiro que tratam dos crimes sexuais. A pesquisa utilizou como fontes primárias 112 Boletins de Ocorrência – registrados na DEAM-Vitória –, nos quais constavam episódios de violência sexual. Dada a natureza das fontes e o recorte temporal escolhido, o estudo de caso (ou 13 estudo monográfico) foi a modalidade de investigação mais adequada à pesquisa. Partimos do pressuposto de que qualquer caso (ou conjunto de casos) estudado em profundidade pode ser considerado representativo de muitos outros, podendo obter generalizações acerca do fenômeno estudado. Além disso, o estudo de caso é a estratégia escolhida ao se examinarem acontecimentos contemporâneos, mas quando não se podem manipular comportamentos relevantes.2 Ambas as proposições estão presentes neste trabalho, pois serão pesquisadas denúncias policiais inscritas em um recorte temporal típico da história do tempo presente. Apesar disso, não se trata de uma pesquisa experimental, isto é, não se tem qualquer controle sobre as variáveis envolvidas nos acontecimentos. Para balizar as investigações, utilizamos nesta pesquisa o conceito de gênero estabelecido por Joan Scott3. Para a autora, a palavra sexo estaria bastante associada ao aspecto natural e biológico (e portanto não passível de ser historicizado). Dessa forma, Scott propugnou a adoção do termo gênero, que teria relação com o cultural e social. Gênero, portanto, seria o discurso da diferença entre homens e mulheres, que mantém o sexo como referência. Nesse sentido, gênero seria então uma categoria dinâmica, socialmente construída, diferente do sexo que é inato e imutável. Ainda segundo Scott, as relações de gênero são também relações de poder, já que os gêneros são hierarquizados socialmente. Como homens e mulheres não são categorias fixas e imutáveis, o termo gênero é utilizado analiticamente e não meramente como forma de descrever as diferenças entre os sexos, assim como assinala Joan Scott. Outro marco teórico presente neste trabalho é o conceito de papel social. De acordo com Maria Beatriz Nader4, sobre as diferenças biológicas foram construídas diferenças culturais entre homens e mulheres. Tais diferenças são reforçadas 2YIN, Robert K. Estudo de caso – planejamento e métodos. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2001. 3SCOTT, Joan. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. Educação e Realidade, Porto Alegre, v. 20, n. 2, jul./dez., 1995. 4NADER, Maria Beatriz. A condição masculina na sociedade. Dimensões: Revista de História da UFES, Vitória, n. 14, p. 461-480, 2002. 14 através dos papeis sociais, ou seja, as funções que socialmente atribuem-se aos gêneros. As relações entre os gêneros são hierárquicas e, devido a isso, há na sociedade uma tendência a reforçar as identidades de gênero, bem como suas diferenças. Esta pesquisa investiga as relações violentas entre os gêneros e, dessa forma, o termo violência de gênero será aqui utilizado preferencialmente para referirse às relações de agressão às mulheres, unicamente pelo fato de serem mulheres. Especificamente com relação à violência sexual, nos apropriaremos do entendimento da Lei nº 11.340 (Lei Maria da Penha), que, além de abranger a possibilidade dessa modalidade de violência ocorrer no âmbito doméstico, ainda apresenta um conceito mais amplo que do Código Penal. Neste trabalho, partimos do princípio que a violência de gênero (sobretudo a sexual) está ligada a um modelo de masculinidade que estimula a dominação do homem sobre a mulher. Por isso, entendemos a masculinidade enquanto construção social e não como algo puramente inato. Esse pressuposto encontra-se amparado em autores como Paulo Cecarelli5, Sócrates Nolasco6 e Maria Luiza Heilborn7. Outro marco teórico fulcral utilizado em nosso trabalho para explicar as relações hierárquicas entre os gêneros é o conceito patriarcado contemporâneo. Na esteira de autoras como Saffioti8 e Silvia Walby9, utilizaremos patriarcado 5 CECCARELLI, Paulo Roberto. A Construção da Masculinidade. São Paulo: Percurso, Vol. 19, 1998. 6 NOLASCO, Sócrates. O trabalho como base para a identidade. In: O mito da masculinidade. 2. ed. Rio de Janeiro: Rocco, 1993. 7 HEILBORN, Maria Luiza; SORJ, Bila. Estudos de gênero no Brasil. In: MICELI, Sérgio (Org.). O que ler na ciência social brasileira (1970-1995), ANPOCS/CAPES. São Paulo: Editora Sumaré, 1999, p. 183-221. e HEILBORN, Maria Luiza. Construção de si, gênero e sexualidade. In: Sexualidade: o olhar das ciências sociais, IMS/UERJ. Rio de Janeiro: Editora Zahar, 1999, p. 40-59. 8 SAFFIOTI, Heleieth I. B. Gênero, patriarcado, violência. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2004. 9 WALBY, Sylvia. Theorizing patriarchy. Oxford : Blackwell, 1990. 15 contemporâneo para referenciar uma ordem de gênero específica que atua como um discurso normativo de papeis sociais e na qual a mulher vive em um regime de dominação e exploração pelo homem. Para estabelecer as bases desta investigação, varied quite markedly with height, and that air masses aloft (∼200 m above the ground) could have an aerosol loading quite different to that measured on the ground (Rankin and Wolff, 2002). However, for the event described here, at least, it appears that the 4139 ACPD 7, 4127–4163, 2007 Multi-seasonal NOy budget in coastal Antarctica A. E. Jones et al. Title Page Abstract Introduction Conclusions References Tables Figures Back Close Full Screen / Esc Printer-friendly Version Interactive Discussion EGU source of surface snow nitrate was wet deposition and scrubbing, and the data are consistent with the nitrate source being p-NO−3 within the boundary layer. 4 Boundary layer trace gas versus snowpack sources of NOx A key question among polar atmospheric chemists concerns the role of polar snow5 packs as a source of trace gases to the overlying boundary layer. For those studying nitrogen chemistry, the interest lies in understanding the budget of NOx; we know that NOx is photochemically produced (Honrath et al., 1999; Jones et al, 2000) and then released (Jones et al., 2001; Wolff et al., 2002) from the snowpack, but the relative contribution compare to NOx production from trace gases in the background atmo10 sphere has not yet been assessed. The data gathered during CHABLIS allow us to constrain the dominant NOx production mechanisms, and by comparing these calculated production rates, to assess the relative importance of sources of boundary layer NOx, both in the air and from the snowpack. This approach also provides insight into which gas-phase species are dominating NOx production within the boundary layer. 15 4.1 Methodology We selected two 24-h periods, one in summer and one in spring, within which to calculate diurnally-averaged NOx (as either NO or NO2) production. The periods selected were 18 January 2005 and from noon of 28 September 2004 through to noon of 29 September 2004. The former period was the first day in the summer season when 20 high-resolution alkyl nitrate data were available to compliment the other high-resolution datasets. This was also a time when an NOy intensive was carried out, so that daily HNO3 measurements are available. During the latter period, an NOy measurement intensive was also conducted, giving, in addition, alkyl nitrate measurements every 6 h – the highest resolution alkyl nitrate data available for the spring period. 4140 ACPD 7, 4127–4163, 2007 Multi-seasonal NOy budget in coastal Antarctica A. E. Jones et al. Title Page Abstract Introduction Conclusions References Tables Figures Back Close Full Screen / Esc Printer-friendly Version Interactive Discussion EGU 4.1.1 Deriving gas-phase data NOx production rates were calculated every 3 h during these diurnal periods, giving 8 data points from which daily means could be calculated. Where possible (e.g. for HONO, PAN, summertime methyl and ethyl nitrates), input data were taken from an 5 hourly data merger carried out for all the CHABLIS data and the few missing data points were derived by linear interpolation. For the 6-hourly springtime methyl and ethyl nitrate mixing ratios, it was by default necessary to interpolate to achieve data at a 3-h frequency. These data were thus point-averages rather than hourly-averages, but as mixing ratios did not vary rapidly over the day, the uncertainty introduced by this 10 approach is limited. For HNO3, sampled over a longer timeframe, it was necessary to reconstruct higher resolution data. Summertime HNO3 was measured as a 24-hmean centred around 23:59 on both 17 January and 18 January. These two data points were averaged to derive a daily mean for 18 January. The diurnal variation was reconstructed by comparing with 6-hourly resolution HNO3 data measured previously 15 at Neumayer station (Jones et al., 1999). There, a diurnal cycle with amplitude 7.5 pptv was measured, centred around noon. This amplitude was applied to the 18 January mean to give a reasonable diurnal cycle. For the 28/29 September HNO3, the 6-hourlyresolution data were below the detection limit, so the daily mean for 27 September and 29 September were averaged to give a mean for the calculation period. This mean was 20 only 0.96 pptv, and, being so low, it was taken to be constant over the 24-h period of interest. Finally, several measured NOy species did not exceed 2 pptv throughout the year (e.g. NO3 and the higher alkyl nitrates), and they were ignored for this calculation. Similarly, output from the GEOS-Chem model suggested that HNO4 also remained well below this threshold throughout the year (M. Evans, personal communication) so 25 no account for HNO4 was taken here. 4141 ACPD 7, 4127–4163, 2007 Multi-seasonal NOy budget in coastal Antarctica A. E. Jones et al. Title Page Abstract Introduction Conclusions References Tables Figures Back Close Full Screen / Esc Printer-friendly Version Interactive Discussion EGU 4.1.2 Gas-phase kinetic data Gas-phase reaction rates were taken from Atkinson et al. (2004, 2006) and photolysis rates for each 3-h period were calculated using the on-line version of the radiative transfer model TUV (Madronich and Flocke, 1998). For these calculations, input parameters 5 included the total ozone column measured at Halley for these days, and an albedo of 0.9. Clear sky conditions were assumed, so photolysis rates will be overestimated, but the relative effect on all species will be comparable. In addition, OH concentrations were necessary for some kinetic calculations. On 18 January 2005, OH was measured by the FAGE (Fluorescence Assay by Gas Expansion) instrument (Bloss et al., 2007). 10 These data were included in the CHABLIS data merger, so that mean hourly OH concentrations were available for this period. No OH measurements were available for September, so OH was derived indirectly. Bloss et al. (2007) calculated a mid-month OH throughout the CHABLIS measurement period based on varying jO(1D) (from the TUV model). To derive a daily mean OH for 28/29 September, we averaged the mid15 month values for September and October, and found that (28/29 September)calculated = 0.561 (15 January)calculated. A diurnally-varying OH for 28/29 September was calculated from 0.561 * each 3-hourly measured January OH. Temperature data were taken from measured values. For PAN thermal decomposition, the upper limit was calculated according to –d[PAN]/dt = k[PAN]. 20 4.1.3 Calculating snowpack NOx emissions The rates with which NOx was emitted from the snowpack during the periods of interest were calculated in line with previous work by Wolff et al. (2002). In brief, spectral irradiance at 3-h intervals was calculated using the TUV model. These were converted to actinic flux as a function of depth according to output from a model designed to 25 simulate light propagation through snow (Grenfell, 1991). The actinic fluxes were then convoluted with the absorption cross-sections and the quantum yield to give J values. In this case, temperature-dependent quantum yields were used (Chu and Anastasio, 4142 ACPD 7, 4127–4163, 2007 Multi-seasonal NOy budget in coastal Antarctica A. E. Jones et al. Title Page Abstract Introduction Conclusions References Tables Figures Back Close Full Screen / Esc Printer-friendly Version Interactive Discussion EGU 2003) which were not available at the time of the Wolff et al., 2002 work. A temperature of –4 C was taken for 18 January, and of –20 C for 28/29 September. These were chosen by assuming that the top few cms of snow saw an average of the near surface (1 m) air temperature for the preceding 1–2 days. Finally, the nitrate concentration in snow 5 was derived using the average of the 0 cm, 5 cm and 10 cm snow nitrate concentration from the snowpit dug nearest to the date in question. This gave 73 ng/g for September and 157 ng/g for January. 4.2 Outcome The results for the gas-phase production rates are given in Table 3a. It is immedi10 ately evident that the contribution from HONO photolysis completely dominates NOx production for both periods, with rates of 6.20E+05 and 4.80E+04 molecs cm−3 s−1 for January and September respectively. This is no great surprise, given the very short lifetime of HONO to photolysis, and reflects a recycling of NOx through HONO (via NO + OH → HONO) rather than a pure source of NOx. Indeed, NOx, although generally 15 defined as NO + NO2, is sometimes expanded to include HONO as well. However, as discussed earlier, HONO also has a source from snowpack photochemistry (Zhou et al., 2001; Beine et al., 2002; Dibb et al., 2002) so as well as facilitating recycling, boundary layer HONO that has been released from the snowpack can act as a source of atmospheric NOx. With our data it is not possible to determine how much of the 20 NOx produced by HONO photolysis (or reaction with OH) is Plano Diretor do Município de Paraguaçu. Projeto de Lei n. 22/2005. Prefeitura Municipal de Paraguaçu, 82 f., [14], Il. Edição fac-similar. ______. Prefeitura Municipal de Paraguaçu; Conselho Municipal do Patrimônio Histórico de Paraguaçu/MG; Memória Arquitetura Ltda. O Patrimônio Cultural de Paraguaçu/MG. Belo Horizonte. 2008. 30 p. Il. ______. Prefeitura Municipal de Paraguaçu; Conselho Municipal do Patrimônio Histórico de Paraguaçu/MG. 2ª Etapa do Inventário de Proteção do Acervo Cultural de Paraguaçu. Belo Horizonte. Julho/2006. 1 CD-ROM. PESEZ, Jean-Marie. 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Sexo e Poder: Violência Sexual no Âmbito Doméstico e Conjugal - Vitória (ES): Agosto de 2006 - Agosto de 2009
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