Derivações sintácticas e interpretação semântica

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LETRAS DE HOJE LETRAS DE HOJE LETRAS DE HOJE LETRAS DE HOJE LETRAS DE HOJE Derivações sintácticas e interpretação semântica Fátima Oliveira (U. do Porto/CLUP) Inês Duarte (U. de Lisboa/Onset-CEL) Maria João Freitas (U. de Lisboa/Onset-CEL) Anabela Gonçalves (U. de Lisboa/Onset-CEL) Matilde Miguel, Celeste Rodrigues (U. do Porto/CLUL) › 1 O problema É comum na literatura de Semântica invocar o papel dos predicados1 na interpretação dos DPs sujeitos e das frases (Carlson 1977, Chierchia 1995, Kratzer 1995, Krifka et al. 1995, Kiss 1998, e.o.). Têm sido salientados como factores determinantes de leituras específicas vs. não específicas, genéricas vs. existenciais, habituais e genéricas-distributivas a natureza do predicado ─ i(individual)level, s(tage)-level ou ainda k(ind)-level ─ e o seu valor aspectual (estativo ou eventivo) (Oliveira e Cunha, 2003). De facto, frases como (1) a (4) mostram que a leitura do DP as baleias depende do tipo de predicado (cf. (1) vs. (2)) e da informação aspectual veiculada pelo tempo verbal de forma a obter uma leitura habitual ((3) vs. (4)). (1) As baleias são inteligentes. (2) As baleias estão ao largo da baía. (3) As baleias apareceram na baía na estação fria. (4) As baleias aparecem na baía na estação fria. 1 Neste trabalho, o termo ‘predicado’ será usado ambiguamente para designar: (a) verbos combinados com os complementos respectivos e com eventuais modificadores, i.e., VPs; (b) a projecção funcional intermédia para o núcleo da qual o verbo se move. Letras de Hoje. Porto Alegre. v. 41, nº 1, p. 143-159, março, 2006 Além disso, a construção de predicados com ser/estar só em alguns casos está associada ao léxico, dependendo muitas vezes do tipo de predicação que se pretende construir, o que tem consequências evidentes para a leitura do DP sujeito, como se pode observar pela diferença de interpretação entre os exemplos (5) e (6): (5) Os lobos são agressivos. (6) Os lobos estão agressivos. Contudo, para além de propostas nas linhas das de Diesing (1992), são poucos os trabalhos que procuram precisar o tipo de informação decisiva para a atribuição de tais interpretações que deve estar presente na derivação sintáctica, bem como o modo como tal informação é computada na parte sintáctica da gramática, de forma a que a semântica possa derivar composicionalmente as interpretações relevantes. Neste contexto, são objectivos do presente trabalho: (i) propor uma geometria de traços que permita caracterizar as propriedades dos predicados relevantes para a atribuição das interpretações acima referidas, alargando a outras categorias trabalhos como os de Harley & Ritter (2000) e, para o português, Duarte et al. (2002); (ii) discutir a localização dos vários domínios de traços da geometria proposta na derivação sintáctica (nos núcleos funcionais T, v, D; em núcleos lexicais como N e V, quando herdados do léxico); (iii) argumentar a favor do papel da operação sintáctica Agree na computação de tais traços (cf. Chomsky, 2001); (iv) sugerir o modo como a semântica deriva composicionalmente as interpretações requeridas a partir da informação presente na derivação sintáctica. Neste trabalho serão apenas considerados DPs sujeito definidos, deixando para posterior investigação a derivação sintáctica que suporta as interpretações de frases com sujeitos indefinidos e com sujeitos constituídos por nomes simples. 2. Critérios para a distinção dos conceitos semânticos relevantes Nesta secção, apresentaremos os testes relevantes para a distinção entre predicados de indivíduo e de fase e introduziremos os conceitos de estado faseável e estado não faseável. 144 Letras de Hoje › Oliveira, Duarte, Freitas, Gonçalves, Miguel, Rodrigues 2.1 Predicados de indivíduo (i-level) vs. de fase (s-level) Estes dois tipos de predicados têm um comportamento distinto quando combinados com (i) adverbiais de duração e de localização temporal, (ii) advérbios de quantificação como sempre que e (iii) quando se encontram sob o escopo do operador passar a (Oliveira e Cunha, 2003). Assim, os predicados de indivíduo não admitem modificação através de adverbiais de duração e de localização temporal (cf. (7)-(8)) nem advérbios de quantificação como sempre que (cf. (9)); pelo contrário são legítimos sob o escopo do operador passar a (cf. (10)). (7) *O João foi alto na semana passada. (8) *O João foi/era alto às duas da tarde. (9) *Sempre que o João é alto, joga na equipa de basquetebol. (10) O João passou a ser alto (desde que foi para a praia todos os Verões). Por seu lado, os predicados de fase podem combinar-se com adverbiais de duração e de localização temporal (cf. (11)-(12)) e com advérbios de quantificação como sempre que (cf. (13)), mas não podem ocorrer no escopo do operador passar a (cf. (14)). (11) A Maria esteve doente na semana passada. (12) A Maria esteve/estava doente às duas da manhã. (13) Sempre que a Maria está doente, toma chá de limão com mel. (14)* A Maria passou a estar doente. (agramatical na leitura não habitual) Como os exemplos (15) a (17) mostram, as frases habituais comportam-se de forma semelhante a predicados de indivíduo, ou seja, manifestam idênticas restrições com adverbiais de localização temporal (cf. (15)), não admitem advérbios de quantificação como sempre que (cf. (16)) e podem ocorrer sob o escopo do operador passar a (cf. (17)). (15)* Ontem, o João ia ao cinema habitualmente. (16)* Sempre que o João ia ao cinema habitualmente, atrasava os seus trabalhos. (17) O João passou a ir ao cinema habitualmente. Derivações sintácticas e interpretação semântica 145 Note-se, finalmente, que a distinção entre ser e estar é, em português, suporte da oposição entre estados de indivíduo e estados de fase, como os exemplos (18) e (19) ilustram. (18) Os gnus são herbívoros. (leitura de espécie) (19)* Os gnus estão deitados. (agramatical na leitura de espécie) 2.2 Estados faseáveis vs. estados não faseáveis Cunha (1998, 2004) argumenta a favor da distinção entre es- tados faseáveis ([+ phase]) e estados não faseáveis ([- phase]), mostrando que os seguintes critérios, baseados em Dowty (1979), permitem distinguir estados de eventos e considerar que os estados faseáveis se aproximam de eventos, contrariamente aos não faseáveis: (i) Ocorrência no progressivo: * [- phase] vs. OK. [+ phase] (20)* O Rui está a ser português. (21) O Rui está a ser cuidadoso. (ii) Imperativo: * [- phase] vs. OK. [+ phase] (22)* Rui, sê português!2 (23) Rui, sê cuidadoso! (iii) Adverbiais orientados para o agente: * [- phase] vs. OK. [+ phase] (24)* O Rui foi propositadamente português. (25) O Rui foi propositadamente cuidadoso. (iv) Ocorrência em frases seleccionadas por verbos do tipo de pedir / persuadir: * [- phase] vs. OK. [+ phase] (26)* A Maria pediu ao Rui para ser português. (27) A Maria pediu ao Rui para ser cuidadoso. (v) Co-ocorrência com habitualmente: * [- phase] vs. OK. [+ phase] (28)* O Rui é habitualmente português. 2 Agramatical na interpretação de ‘português’como adjectivo de nacionalidade. 146 Letras de Hoje › Oliveira, Duarte, Freitas, Gonçalves, Miguel, Rodrigues (29) O Rui é habitualmente cuidadoso. (vi) Ocorrência em frases superiores contendo adverbiais temporais: * [- phase] vs. OK. [+ phase] (30)* Quando nasceu, o Rui foi português (31) Quando chegou àquela zona da cidade, o Rui foi cuidadoso. A oposição faseável / não faseável possibilita a formulação das seguintes generalizações relativas à interpretação do DP sujeito: (i) Quando combinado com predicados de estado faseáveis que mantenham a sua natureza estativa, o DP sujeito pode receber uma interpretação de espécie (cf. (32), (33)). (32) O(s) lobo(s) é/são agressivo(s). (33) O(s) coelho(s) é/são guloso(s). (ii) Quando combinado com predicados de estado faseáveis obrigatoriamente convertidos em eventos pelo operador de Progressivo ou no contexto de orações com quando, na medida em que lhes está associada uma localização temporal, o DP sujeito deixa de poder receber uma interpretação de espécie (cf. (34)-(37)). (34)# O(s) lobo(s) está/estão a ser agressivo(s). (leitura de espécie) (35)# O(s) coelho(s) está/estão a ser guloso(s). (leitura de espécie) (36)# Quando os cães os atacaram, os lobos foram agressivos. (lei- tura de espécie) (37)# Quando viram o monte de cenouras, os coelhos foram gulo- sos (e por isso caíram na armadilha). (leitura de espécie) Em síntese, a combinação das propriedades i-level e s-level com as propriedades faseável e não faseável permitem a caracterização dos predicados de estado ilustrada em (38).3 (38) a. Estados i-level [- phase]: ser largo, ser alto, ter olhos azuis, b. Estados i-level [+ phase]: ser preguiçoso, ser inteligente, ser simpático, 3 Note-se, contudo, que certos predicados de estado são híbridos, como acontece com ser rico e ser famoso. Derivações sintácticas e interpretação semântica 147 c. Estados s-level [- phase]: estar avariado, ter 40 graus de febre, estar deitado, d. Estados s-level [+ phase]: gostar, estar preocupado, Note-se finalmente que os eventos são em geral predicados (s-level), tipicamente faseáveis. 3 Combinações de factores lexicais e sintácticos que determinam diferentes tipos de leituras Vejamos de que modo a tipologia de predicados acima apre- sentada, em combinação com outros factores de natureza gramatical, determina diferentes tipos de leitura dos DPs sujeito e das frases. (i) Predicados de espécie [k-level] e leituras de espécie Os predicados de espécie são tipicamente predicados de estado [+ state], que não admitem pretérito perfeito (cf. (39)-(40) vs. (41)). (39) As baleias são uma espécie em vias de extinção. (40) Os dinossauros eram herbívoros. (41)* Os dinossauros estiveram extintos. Este tipo de predicado, quando combinado com DPs sujeito específicos, só viabiliza uma leitura de frase caracterizadora (cf. (39)-(40) vs. (42)) (42) O Bugs Bunny é herbívoro. (ii) Predicados de indivíduo [i-level] não faseáveis, leituras de espécie e caracterizadora Os predicados de indivíduo não faseáveis são predicados de estado [+ state], não admitem progressivo e dificilmente ocorrem no pretérito perfeito (cf. (43)-(44) vs. (45)). (43) Os arranha-céus são altos. (44) Os Vikings eram altos. 148 Letras de Hoje › Oliveira, Duarte, Freitas, Gonçalves, Miguel, Rodrigues (45) */?Os Vikings foram / *estão a ser altos.4 Quando combinados com DPs sujeito específicos, só viabilizam uma leitura de frase caracterizadora (cf. (43)-(44) vs. (46)); pelo contrário, quando combinados com estar, apenas viabilizam uma leitura episódica relativa a um ‘stage’ (cf. (47)). (46) O meu primo tem/ tinha olhos azuis. (47) O meu primo está alto. (iii) Predicados de indivíduo [i-level] faseáveis, leituras de espécie, caracterizadora e existencial Os predicados de indivíduo faseáveis são predicados de estado [+ state]. Quando combinados com pretérito perfeito e progressivo, só viabilizam uma leitura relativa a um ‘stage’ (cf. (48)-(49) vs. (50)-(51)), ou seja o DP sujeito recebe necessariamente uma interpretação específica. (48) Os lobos são agressivos. (49) Os dinossauros eram pacíficos. (50) Os lobos foram agressivos. (51) Os lobos estão a ser agressivos Quando combinados com DPs sujeito específicos, estes predicados viabilizam (a) uma leitura de frase caracterizadora, se a forma verbal for presente ou imperfeito (cf.(48), (49) e (52)), e (b) uma leitura relativa a um ‘stage’, se no pretérito perfeito ou no progressivo (cf. (50), (51) e (53)). (52) O meu primo é agressivo / era agressivo em solteiro. (53) O meu primo foi agressivo. Quando combinados com estar, só viabilizam uma leitura episódica relativa a um ‘stage’ (cf. (54)). (54) Os lobos / O meu primo estão / está agressivo(s). (iv) Predicados de fase [s-level] e leituras caracterizadora e existencial 4 É possível aceitar uma frase como “Os Vikings foram altos”. Neste caso a leitura é a de que os Vikings deixaram de ter a propriedade de ‘ser altos’ (Oliveira 2004). Derivações sintácticas e interpretação semântica 149 Quando os predicados de fase [s-level] são predicados de estado não faseáveis, não admitem progressivo (cf. (55)) e determinam tipicamente leituras existenciais (cf. (56), (57)). (55)* O meu primo está a ter 40.º graus de febre. (56) Os leões estão deitados ao sol. (57) A televisão está avariada. Quando se encontram no escopo de operadores de habitualidade, estes predicados induzem leituras caracterizadoras (cf. (58)). (58) A televisão está constantemente avariada. Quando os predicados de fase são predicados de estado faseáveis, admitem o progressivo (cf. (59)) e determinam tipicamente leituras existenciais (cf. (60), (61)). (59) O Rui está a gostar da escola. (60) Os portugueses gostaram da viagem. (61) O Rui gostou do filme. Quando afectados por operadores de habitualidade como o tempo presente, estes predicados induzem leituras caracterizadoras (cf. (62), (63)). 5 (62) Os coelhos gostam de cenouras. (63) A Maria gosta de perfumes. Finalmente, quando os predicados de fase são predicados de evento, são tipicamente faseáveis (cf. (64)) e induzem tipicamente leituras existenciais / episódicas (cf. (65), (66)). (64) Come a sopa! / Guia mais devagar! / Chega a horas! (65) Os coelhos comeram as cenouras. (66) O meu primo comeu a sopa. No entanto, quando combinados com operadores de habitualidade, estes predicados induzem leituras caracterizadoras genéricas (cf. (67)-(68)). 5 O tempo presente é tipicamente associado a eventos para obter uma leitura caracterizadora pela transformação daqueles em estados habituais. Porém, o facto de estes predicados de fase serem faseáveis (o que os aproxima de eventos) permite que o tempo presente possa ser usado para uma tal leitura. 150 Letras de Hoje › Oliveira, Duarte, Freitas, Gonçalves, Miguel, Rodrigues (67) Os coelhos comem cenouras. (68) O meu primo come sopa ao jantar. 4 A geometria proposta As possibilidades de combinação descritas na secção anterior podem ser captadas através de uma geometria para as categorias Aktionsart e Tense, categorias cuja combinação define os valores do nó sintáctico T’. Ao valor de Aktionsart e de Tense atribuído pela geometria a tal nó chamamos Predicate value. Na geometria proposta em (70), os traços binários são os apresentados em (69): (69) Ð [hab] indutor de habitualidade Ð [ant] anterior, traço temporal de anterioridade Ð [post] posterior, traço temporal de posterioridade Ð [phas] faseável, traço que distingue predicados faseá- veis de não faseáveis Ð [individual], [stage] são valores do nó de classe Predica- te-level Ð [state] é o traço que distingue predicados de estado de predicados de evento (70) Predicate value Tense Aktionsart [hab] [ant] [post] [phase] pred-level [state] [individual] [stage] A geometria proposta em (70) é acompanhada das seguintes implicações de eliminação de redundâncias, relativas, respectivamente, aos nós de classe Tense (71) e Aktionsart (72): (71) [+ ant] [-post] [+post] [-ant] (72) [-state] [+phas] Derivações sintácticas e interpretação semântica 151 Esta geometria permite a caracterização lexical de Aktionsart dos predicados apresentada em (73)-(78), e a caracterização dos tempos presente, imperfeito e pretérito perfeito apresentada em (79)-(81): (73) kind-level, e.g. (estar) extinto: [+ state], [- ind], [- stage] (74) individual-level não faseáveis, e.g., (ser) alto: [+ state], [+ ind], [- stage], [- phas] (75) individual-level faseáveis, e.g., (ser) cuidadoso: [+ state], [+ ind], [- stage], [+ phas] (76) stage-level de estado não faseáveis, e.g., (estar) avariado: [+ state], [- ind], [+ stage], [- phas] (77) stage-level de estado faseáveis, e.g., gostar: [+ state], [- ind], [+ stage], [+ phas] (78) stage-level de evento, e.g., comer: [- state], [- ind], [+ stage] (79) presente: [+ hab], [- ant], [post] (80) pretérito perfeito: [hab], [+ ant] (81) pretérito imperfeito (valor temporal): [+ hab], [+ ant] 5 Derivações sintácticas: Agree e interpretação. Tendo em conta que as propriedades dos predicados e o tempo verbal são factores condicionantes da interpretação do DP sujeito, vejamos de que modo tais factores são computados na derivação sintáctica Dada a geometria em (70), propomos que o valor do predicado (predicate-value) é obtido pela combinação dos valores dos nós de classe Aktionsart e Tense. Assim, assumindo a estrutura da frase apresentada em (82) os traços de Aktionsart são determinados ao nível de VP. A subida de V para v garante que vP herda os traços de Aktionsart. Por sua vez, os traços de Tense são associados ao núcleo funcional T, que os transmite ao vP por Agree sob c-comando ou que v recebe através da subida de v-para-T: 152 Letras de Hoje › Oliveira, Duarte, Freitas, Gonçalves, Miguel, Rodrigues (82) TP 2 T’ 2 T vP 2 v’ 2 v VP 2 V’ 2 V . De acordo com esta hipótese, vejamos quais as propriedades do predicado que determinam leituras de espécie, caracterizadoras e existenciais do DP sujeito. Consideremos em primeiro lugar os traços de Aktionsart, definidos a nível de VP e herdados por vP. A leitura de espécie é obtida quando os predicados são k-level, i.e., têm as propriedades indicadas em (i) (cf. (83)), são i-level não faseáveis, i.e., têm as propriedades descritas em (ii) (cf. (84)) ou são i-level faseáveis, ou seja, têm as propriedades explicitadas em (iii) (cf. (85)). (i) k-level: [+ state], [-ind], [-stage] (83) As baleias são uma espécie em vias de extinção. (ii) i-level não faseáveis: [+ state], [+ind], [-stage], [-phas] (84) Os arranha-céus são altos. (iii) i-level faseáveis: [+ state], [+ind], [-stage], [+phas] (85) Os golfinhos são inteligentes. A leitura caracterizadora é obtida quando os predicados são k-level,6 caracterizando-se como indicado em (i) acima (cf. (86)), são i-level não faseáveis, caracterizando-se como explicitado em (ii) 6 Note-se, no entanto, que só em casos excepcionais é que os resin-dentin bond components. Dent Mater 2005;21:232-41. 20. 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After cementation, cross sections of the root portion of teeth in space led to post 1mm discs that have been tested for BS. The values were statistically analyzed by ANOVA, followed by Tukey's (P <0.05) between groups for KHN and BS. Results: The results showed no statistical differences for the different posts in KHN. For BS, the sum of thirds, a translucent post showed the highest values. Comparative analysis between the thirds of each post also showed statistically significant differences when comparisons of the same post-thirds showed no differences. Conclusion: For the cement used, the amount of light transmitted through the post did not influence the KNH nor the BS significantly, among the different posts and thirds evaluated. Key Words: light transmission, dental posts, microhardness, bond strength. 29 Introduction The use of pre-fabricated posts in the reconstruction of endodontically treated teeth, whose main objective is to retain the material reconstruction and minimize the occurrence and complexity of fractures, is well established in the literature (1). Clinically, the mechanical and chemical characteristics of fiber posts justify their usage (2). In relation to resin cements, three options regarding the method of polymerization are available: self-polymerizing, light-cured or dual polymerization (dual). Understanding the mechanism of polymerization of these systems (3) the choice of materials that do not depend on light seems to be more reliable for cementing intra radicular fiber posts. To investigate the capability of transmitting light by translucent post is the target of several recent authors (4-9). Most studies point to the decrease in light intensity (LI) by increasing the root depth. Quantitative assessments of LI, hardness, elastic modulus and degree of conversion can be found in these works. Undesirable effects of incomplete polymerization of the resin cements are of biological (10-12) due to toxicity, and mechanical (8,9,13-15), due to low bond strength values are described in the literature. The aim of this study is to investigate the effect of light transmission through fiber posts in Knoop microhardness number (KHN) and bond strength (BS) of a dual resin cement. The null hypothesis is that there is no statistically significant difference in KHN and BS for different depths evaluated for the dual resin cement following cementation of translucent posts. Material e Methods Five different fiber posts of two types and one resin cement were involved (Table 1). 30 Table 1 – Description of the posts and cement used. Post Manufacturer/Lote Type Quimical composition FGM Produtos Odontológicos Glass Fibers (80% ± 5), epoxy resin (20% ± 5), silica, silane and T1 Translucent (Brazil)/140410 polymerising promoters. Bisco, INC T2 Translucent (EUA)/0800007811 Glass Fibers (55%), Epoxy (45%). TetraethyleneglycolDimethacrylate (7.6%), Urethane Ivoclar-Vivadent Dimethacrylate (18.3%), Silicium Dioxide (0.9%), Ytterbium T3 Translucent (Liechtenstein)/M72483 Fluoride (11.4%), catalysers and stabilisers (<0.3%). Glass Fibers. C1 Ângelus (Brazil)/14818 Conventional Glass Fibers (87%), Epoxy resin (13%). C2 Ângelus (Brazil)/14874 Conventional Carbon Fibers (79%), Epoxy Resin (21%). Resin Cement Rely-X Unicem 3M ESPE (USA)/372990 Self-etch/ Dual Cure Powder: glass particles, initiators, sílica, substituted pyrimidine, calcium hidroxide, peroxide composite and pigment; liquid: metacrylate phosphoric acid Ester, dimethacrylate, acetate, stabilizer and initiator. White Post DC (FGM, Joinville, SC-Brazil), DT Light Post (Bisco, Inc, Schaumburg, ILUSA) and FRC Postec Plus (IvoclarVivadent, Liechtenstein) with similar compositions but with different amounts of chemical components, represent translucent (T) type, T1, T2 and T3 respectively. Exacto and Reforpost Carbon Fiber (Both Ângelus, Londrina, Pr-Brazil) with different compositions but opaque, represent conventional (C) type, C1 and C2 respectively. The posts were cut to standard height of 16 mm for both analysis, KHN and RA. KHN measurements The assessments targeted three different depths, namely: cervical third (CT), at a 4.1 to 6.8mm depth; middle third (MT), at an 8.8 to 11.5mm depth; and apical third (AT), at a 13.5 to 16mm depth. 31 A metallic apparatus matrix was designed and manufactured to support the posts, resin cement, and the tip of a curing light unit. Such a metallic apparatus consisted of four parts as showed in figure 1. Figure 1. Metallic matrix: (a) a frame, which contained the posts (e), (b) a support to standardize the position and volume of resin cement, (c) a support to standardize the length of each three third deep post regions and stabilize the set, (d) and an external cylinder, which holds the other part as well as incorporates the tip of curing light unit (f) at the top and also obstructs the influence of external sources of light. Patented CTIT/UFMG (BR 20 2012 015542 2). The frames were manufactured in the exact dimensions of each post by means of an electro erosion machining. Aimed at standardizing the quantitative radial light transmission, each third of the posts contained a 120-degree lateral side opening. The three thirds, were supposed to be assessed simultaneously. The measurement of all thirds, one at a time, was possible because the matrix allowed the removal of the resin cement blocks, separately, after polymerization, without destroying them. The matrix’s internal structure provided an adequate separation of each 32 third, which permitted their accurate evaluation. Each one was 1,6mm wide and 2,70 mm length. The major concern about this matrix was that the cement was inserted directly in projected spaces, in order to minimize the formation of bubbles. The posts were isolate from cement by a polyester strip. The time of light exposure was 40 seconds, and the LI remained above 420mW/cm2. The light curing unit used was Curing Light 2500(3M ESPE, USA). The set consisting of the curing light unit, the matrix, the post and the resin cement remained still throughout the assessments. After ten minutes, including 40s photopolymerization, the specimens were removed from the matrix and were immediately included in pre-molds (Buehler, USA) with crystal resin with black pigment and were poured into the device by using a Cast N’vac (Buehler, USA). After the cure of crystal resin, the specimens were removed from the pre-molds and stored dry, out of reach of light during 7 days. The surface to be analyzed was sequentially polished with # 320 to 1200-grit SiC papers and felt with diamond polish paste (Buehler, USA). A control group, using T1, was made of the same method but without a photopolymerization. KHN measurement was performed by a Micromet 5104(Buehler, Japan) using a static load of 50g for 10s. Sequentially, three indentations were performed for each third of each group. The values were obtained from the reading of the average of three indentations oriented long axis of the Kim, J.; Saito, K.; Sakamato, A.; Inoue, M.; Shirouzu, M.; Yokoyama, S. Crystal structure of the complex of the human Epidermal Growth Factor and receptor extracellular domains. Cell, v. 110, p. 775-787, 2002. Ortega, A.; Pino, J.A. Los constituyentes volátiles de las frutas tropicales. II. Frutas de las especies de Carica. Alimentaria. 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