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Investigando as relações entre políticas de recursos humanos e os construtos comprometimento e qualidade de vida no trabalho

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS FACULDADE DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS CENTRO DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISAS EM ADMINISTRAÇÃO INVESTIGANDO AS RELAÇÕES ENTRE POLÍTICAS DE RECURSOS HUMANOS E OS CONSTRUTOS COMPROMETIMENTO E QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO Renata Simões Guimarães e Borges Belo Horizonte / Minas Gerais 2005 RENATA SIMÕES GUIMARÃES E BORGES INVESTIGANDO AS RELAÇÕES ENTRE POLÍTICAS DE RECURSOS HUMANOS E OS CONSTRUTOS COMPROMETIMENTO E QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO Dissertação apresentada ao Centro de Pós-Graduação e Pesquisas em Administração da Universidade Federal de Minas Gerais, como requisito parcial à obtenção do título de Mestre em Administração. Área de Concentração: Organizações e Recursos Humanos Orientador: Prof. Dr. Antônio Luiz Marques Universidade Federal de Minas Gerais Belo Horizonte, março de 2005 Ao meu marido, Mário, pelo amor e paciência e à minha filha, Natália, por dar sentido à minha existência. AGRADECIMENTOS Ao Prof. Dr. Antônio Luiz Marques, pela orientação, incentivo à pesquisa e exemplo de competência profissional. A todos os professores do CEPEAD, em especial ao professor Ricardo Veiga, pelos esclarecimentos na análise estatística dos dados e ao professor Ivan Beck, pelas críticas pertinentes ao projeto de pesquisa. Ao professor Lúcio Flávio, pela minuciosa leitura e críticas valiosas na apresentação do projeto de pesquisa. À Sandra Félix, pelo envolvimento pessoal e ajuda decisiva para a realização da pesquisa. Ao Sr. José Tadeu de Moraes, diretor presidente da Samarco, por permitir e apoiar a pesquisa na empresa. À Vanini Duarte, chefe do departamento de gestão de pessoas da Samarco na unidade de Germano, pela receptividade, confiança, apoio e pelas informações fornecidas. À Paula Felletti, analista de recursos humanos, pela colaboração e ajuda na programação de visitas e durante a aplicação dos questionários. Aos colegas do mestrado da turma 2003, pelo convívio, troca de informações e auxílio nos momentos de angústia. Particularmente à Rosana, Ronara e Mariane, pela amizade. Aos colegas da turma de mestrado de 2002 e 2004, pelo convívio ainda que reduzido. Aos colegas, Alexandre Dias, pela paciência e esclarecimento de todas as questões relativas à modelagem de equações estruturais e Plínio, pelas dicas envolvendo a análise dos dados. Aos funcionários da Secretaria do CEPEAD, sem exceção, pela consideração nos meses em que estive ausente. Eu prefiro na chuva caminhar, que em dias tristes em casa me esconder. Prefiro ser feliz, embora louco, que viver conformado. Martin Luther King RESUMO O objetivo deste trabalho é verificar as relações entre as políticas de recursos humanos e os construtos comprometimento organizacional e qualidade de vida no trabalho em uma grande empresa mineradora de Minas Gerais. Foi realizado um estudo de caso descritivo exploratório, cuja fonte de dados contou com duas entrevistas com funcionários da área de RH, análise documental e questionários aplicados em uma amostra estratificada intencional de 190 respondentes. Foi considerada relevante a análise das práticas de gestão de pessoas por se tratar de um assunto importante que tem passado, recentemente, por redefinições na tentativa de alinhar as políticas de RH às estratégicas e objetivos organizacionais. O comprometimento organizacional é importante porque para as empresas, uma força de trabalho comprometida resulta em alta produtividade, grande flexibilidade e outras conseqüências relacionadas com os resultados financeiros. Já a qualidade de vida no trabalho pode ser encarada como uma tecnologia capaz de auxiliar no atendimento das novas exigências do ambiente, priorizando gestões mais participativas, redimensionamento do sistema de recompensas, reestruturação do trabalho, melhorias físicas e tangíveis nas condições de trabalho com o objetivo de proporcionar satisfação aos empregados e aumentar a produtividade. Por meio da análise descritiva dos dados foi possível identificar que os programas de plano de carreira, recrutamento e seleção obtiveram menos de 70% de aceitação. Esse índice também surgiu quando a satisfação com a compensação foi avaliada. Considera-se pontos de atenção as práticas relacionadas a comunicação e também a política de remuneração e benefícios. Quando avaliada a identidade com a tarefa observa-se que também constitui um ponto de atenção. Merecem destaque positivo as práticas que tratam das condições de trabalho e segurança, qualidade de vida no trabalho e treinamento e desenvolvimento. Em relação às satisfações contextuais foram avaliadas positivamente a satisfação com segurança, com o ambiente social, com a possibilidade de crescimento e com a supervisão. Quando questionados sobre a natureza da tarefa atingiram níveis satisfatórios e altos os indicadores de inter-relacionamento, significado da tarefa, variedade de habilidades, feedback intrínseco, autonomia e feedback extrínseco. Posteriormente, foi analisado o modelo proposto nessa pesquisa, lembrando que a proposição desse modelo surgiu como conseqüência da necessidade de relacionar as políticas de RH com os construtos comprometimento e QVT. O modelo foi devidamente validado e os resultados sugerem que há uma grande influência do construto políticas de RH nas satisfações contextuais. No entanto, não foi evidente a relação entre as políticas de RH e a natureza da tarefa. Também se observou que há uma relação entre as políticas de RH e o comprometimento. A influência dos indicadores em seus respectivos construtos também é analisada neste modelo. Pode-se considerar que os resultados obtidos são consistentes e reforçam a necessidade de estudar a relação da empresa com seu funcionário para permitir que a organização atinja seus objetivos de produtividade e eficiência como também considere a satisfação das aspirações, desejos e necessidades individuais. Palavras-chave: 1. Recursos humanos; 2. Comprometimento; 3. Qualidade de vida no trabalho; 4. Administração LISTA DE FIGURAS FIGURA 1 Abordagens conceituais e respectivas fontes teóricas da investigação do “Comprometimento Organizacional” . 36 FIGURA 2 Hierarquia das Necessidades de Maslow . 42 FIGURA 3 Teoria da Motivação-higiene de Herzberg . 43 FIGURA 4 Modelo das Dimensões Básicas da Tarefa . 52 FIGURA 5 Modelo proposto . 64 FIGURA 7 Política de treinamento e desenvolvimento da Samarco . 74 FIGURA 8 Estrutura de cargos da Samarco . 75 FIGURA 9 Programas de qualidade de vida da Samarco . 77 FIGURA 10 Faixa etária dos respondentes . 79 FIGURA 11 Estado civil . 80 FIGURA 12 Grau de escolaridade . 81 FIGURA 13 Tempo de trabalho na empresa . 82 FIGURA 14 Área de atuação . 83 FIGURA 15 Tempo de permanência no mesmo cargo ou função . 84 FIGURA 16 Remuneração . 85 FIGURA 17 Modelo proposto . 113 FIGURA 18 Modelo final . 115 FIGURA 19 Modelo final . 125 LISTA DE QUADROS QUADRO 1 Evolução da administração de RH no Brasil . 23 QUADRO 2 Missão, valores e objetivos da Samarco . 70 QUADRO 3 Política integrada de gestão da Samarco . 71 LISTA DE TABELAS TABELA 1 Origem da qualidade de vida no trabalho . 48 TABELA 2 Resultados de pesquisas internacionais sobre satisfação no trabalho . 55 TABELA 3 Resultados de pesquisas nacionais sobre satisfação no trabalho . 55 TABELA 4 Distribuição da população quanto ao cargo . 59 TABELA 5 Amostra calculada e amostra obtida . 60 TABELA 6 Índice para a avaliação dos resultados . 64 TABELA 7 Freqüência dos indicadores de comunicações . 86 TABELA 8 Freqüência dos indicadores de plano de carreira . 87 TABELA 9 Freqüência dos indicadores de qualidade de vida no trabalho . 88 TABELA 10 Freqüência dos indicadores de recrutamento e seleção . 88 TABELA 11 Freqüência dos indicadores de treinamento e desenvolvimento . 89 TABELA 12 Freqüência dos indicadores de remuneração e benefícios . 90 TABELA 13 Freqüência dos indicadores de condições de trabalho e segurança . 90 TABELA 14 Freqüência dos indicadores de comprometimento afetivo . 91 TABELA 15 Freqüência dos indicadores de comprometimento instrumental . 92 TABELA 16 Freqüência dos indicadores de comprometimento normativo . 93 TABELA 17 Freqüência dos indicadores de variedade de habilidades . 94 TABELA 18 Freqüência dos indicadores de identidade da tarefa . 94 TABELA 19 Freqüência dos indicadores de autonomia . 95 TABELA 20 Freqüência dos indicadores de feedback intrínseco . 96 TABELA 21 Freqüência dos indicadores de feedback extrínseco . 96 TABELA 22 Freqüência dos indicadores de inter-relacionamento . 97 TABELA 23 Freqüência dos indicadores significado da tarefa . 97 TABELA 24 Freqüência dos indicadores de satisfação com segurança . 98 TABELA 25 Freqüência dos indicadores de satisfação com a compensação . 99 TABELA 26 Freqüência dos indicadores de satisfação com o ambiente social . 99 TABELA 27 Freqüência dos indicadores de satisfação com a supervisão . 100 TABELA 28 Freqüência dos indicadores de satisfação com a possibilidade de 100 crescimento . TABELA 29 Indicadores da natureza da tarefa. 101 TABELA 30 Indicadores de satisfações contextuais . 102 TABELA 31 Indicadores das políticas de RH . 102 TABELA 32 Análise dos dados ausentes . 105 TABELA 33 Análise dos outliers após a utilização do crivo . 106 TABELA 34 Testes de normalidade . 107 TABELA 35 Teste de linearidade para o construto Comprometimento . 108 TABELA 36 Teste de linearidade para o construto Dimensão Básica da Tarefa . 109 TABELA 37 Teste de linearidade para o construto Satisfações Contextuais . 109 TABELA 38 Teste de linearidade para o construto Políticas de Recursos Humanos . 110 TABELA 39 Teste KMO e Bartlett . 111 TABELA 40 Carga dos fatores . 112 TABELA 41 Resultado dos indicadores para o modelo final . 117 TABELA 42 Confiabilidade composta . 117 TABELA 43 Teste de significância . 118 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO . 14 1.1 Problema de pesquisa . 17 1.2 Objetivo . 18 2 REFERENCIAL TEÓRICO . 20 2.1 A administração de recursos humanos – evolução e tendências . 21 2.1.1 As políticas de recursos humanos . 27 2.2 Comprometimento organizacional . 34 2.2.1 O modelo de três dimensões . 38 2.3 Qualidade de vida no trabalho – origem e evolução . 39 2.3. O modelo das dimensões básicas da tarefa . 49 3 METODOLOGIA . 58 3.1 Caracterização da pesquisa . 58 3.2 População e amostra . 59 3.3 Coleta dos dados . 61 3.4 Análise dos dados . 63 4 ORGANIZAÇÃO, DESCRIÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS . 68 4.1 A Samarco . 68 4.2 As políticas de recursos humanos . 71 4.3 Análise descritiva dos dados . 78 4.3.1 Perfil dos empregados . 79 4.3.2 Políticas de Recursos Humanos . 86 4.3.3 Comprometimento no trabalho . 91 4.3.4 Qualidade de vida no trabalho . 93 4.4 Resumo dos resultados . 101 5 ANÁLISE DO MODELO PROPOSTO . 104 5.1 Análise dos dados ausentes . 104 5.2 Análise dos valores extremos . 106 5.3 Normalidade . 107 5.4 Linearidade . 108 5.5 Análise fatorial exploratória . 110 5.7 Modelagem de equações estruturais . 112 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS . 122 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS . 128 ANEXOS . 134 1. INTRODUÇÃO 14 Em virtude das profundas transformações ocorridas na década de 90, marcada pela abertura de mercados, a livre concorrência e o acesso fácil às informações; novas políticas de gestão foram implementadas nas organizações de forma a garantir a flexibilização, minimizar os custos de produção e aumentar a produtividade para sobreviver nesse ambiente econômico incerto que se formou. O que se torna necessário avaliar é quão profundas foram essas mudanças, o que isso trouxe de positivo e negativo para os trabalhadores e como ficou a relação da empresa com seus funcionários. A adoção de novas políticas de gestão como reengenharia, downsizing, terceirização e informatização resultaram em vários processos de corte de pessoal. O conceito de emprego foi reavaliado, os trabalhadores que permaneceram na empresa tiveram que se acostumar com a insegurança e o medo de perder o emprego, ao mesmo tempo em que tomaram as rédeas de suas carreiras surgindo assim novos conceitos como cells expressing FLAGSEPT4 with AnnH31 and AnnH75 resulted in a concentration-dependent decrease of intensity of the slower migrating band and a concomitantly increased signal of the lower band (Fig 5A). Consistent with the IC50 values determined in the in vitro-assays (Table 1), AnnH31 reduced SEPT4 phosphorylation more potently than AnnH75. As a third cell-based assay of DYRK1A inhibition, we measured the phosphorylation of the microtubule-associated protein tau by DYRK1A. The phosphorylation of tau (gene symbol MAPT) by DYRK1A has been considered potentially relevant in the early Alzheimer’s disease- PLOS ONE | DOI:10.1371/journal.pone.0132453 July 20, 2015 8 / 18 Novel β-Carboline DYRK1A Inhibitors Fig 4. Inhibition of SF3B1 phosphorylation by DYRK1A in HeLa cells. HeLa cells expressing GFP-SF3B1-NT were treated with the indicated compounds for 18 h. The phosphorylation state of SF3B1 was determined by immunoblotting with pT434 antibody, and the results were normalized to the total amount of SF3B1 immunoreactivity. A, Representative western blots. AnnH79 is a harmine analogue that does not inhibit DYRK1A and was used as negative control. The vertical line indicates where irrelevant lanes were deleted from the final image. B, The column diagram summarizes the quantitative evaluation of 3–6 experiments for each compound (means + SD). doi:10.1371/journal.pone.0132453.g004 like neurodegeneration in Down syndrome and in spontaneous Alzheimer’s disease [10]. In this assay, AnnH75 inhibited DYRK1A activity with an IC50 of 1 μM (Fig 5B and 5C). The higher value as compared to the inhibition of SEPT4 phosphorylation (0.36 μM) may be due to the overexpression of DYRK1A in this assay. AnnH31, L41 and 5-iodotubercidin were the best inhibitors in this assay, whereas INDY reduced tau phosphorylation less efficiently. Low cellular potency of INDY has previously been observed in assays of tau phosphorylation and reporter gene activity [30]. Similarly, two other DYRK1A inhibitors with excellent potency and selectivity in biochemical assays require ~1000 higher concentrations to inhibit tau phosphorylation in cellular assays [35–36]. Taken together, our results provide evidence that AnnH31 and AnnH75 can be used as chemical probes to confirm the participation of DYRK1A in cellular phosphorylation events. PLOS ONE | DOI:10.1371/journal.pone.0132453 July 20, 2015 9 / 18 Novel β-Carboline DYRK1A Inhibitors Fig 5. Inhibition of SEPT4 and tau phosphorylation by DYRK1A. A, HeLa cells transiently expressing FLAG-SEPT4 were treated with AnnH31 or AnnH75 for 5 h before cells were lysed and analysed by immunoblotting with a FLAG-tag antibody. 5-iodotubercidin (IoT) served as positive control. Relative SEPT4 phosphorylation was calculated as the ratio of the intensities of the phosphorylated upper band and the lower band. B, HEK293 cells with constitutive expression of GFP-tau and regulatable expression of GFP-DYRK1A were treated with doxycyclin and the indicated inhibitors for 18 h. Phosphorylation of tau on Thr212 was detected with a phosphospecific antibody. Expression levels of GFP-tau and GFP-DYRK1A were assessed with a GFP antibody. For quantitative evaluation of DYRK1A inhibition, the basal pT212 signal in control cells not treated with doxycyclin (Ctrl) was subtracted from all values. C, Quantitative evaluation of three experiments each for SEPT4 and tau. All data were standardized to the level of phosphorylation in cells untreated with inhibitors. Error bars indicate SEM. doi:10.1371/journal.pone.0132453.g005 AnnH75 inhibits tyrosine autophosphorylation of DYRK1A Tyrosine kinase activity of DYRKs has been postulated to exhibit different inhibitor sensitivity than serine/threonine phosphorylation [7]. Therefore we investigated if AnnH75 is a selective inhibitor of the serine/threonine kinase activity of mature DYRK1A or whether AnnH75 also interferes with tyrosine autophosphorylation during translation. To address this question, we used a coupled in vitro-transcription-translation system and monitored at the same time the effect of the inhibitor on the tyrosine autophosphorylation of DYRK1A and the phosphorylation of Thr434 in the substrate protein SF3B1 (Fig 6). Under these conditions, AnnH75 inhibited tyrosine autophosphorylation of DYRK1A at concentrations >1 μM. Slightly higher concentrations of AnnH75 were required for the inhibition of threonine phosphorylation in SF3B1. The higher IC50 value for SF3B1 phosphorylation as compared to the peptide assay is due to the fact that kinase activity in the in vitro-translation mix cannot be assayed under conditions of substrate saturation (as discussed previously [9]). In conclusion, AnnH75 inhibits both the immature and mature form of DYRK1A. Conclusions Chemical probes serve as invaluable small molecule tools to functionally annotate signalling proteins, to understand their role in physiological and pathological processes and to validate them as potential drug targets. Here we report the evaluation of new harmine analogs with regard to their suitability as chemical probes for the protein kinase DYRK1A. To support the conclusion that AnnH31 and AnnH75 meet the key requirements of a useful tool for this purpose, we discuss our results with respect of the “fitness factors” of chemical probes that were proposed by Workman & Collins [6]: selectivity, potency, chemistry and context. PLOS ONE | DOI:10.1371/journal.pone.0132453 July 20, 2015 10 / 18 Novel β-Carboline DYRK1A Inhibitors Fig 6. AnnH75 inhibits both threonine and tyrosine kinase activity of DYRK1A. A DYRK1A construct with an N-terminal StrepTag 2 (ST2-DYRK1Acat) was expressed in a cell-free E. coli-derived expression system. Coupled in vitro transcription and translation reactions were incubated for 1 h in the presence of recombinant SF3B1-NT-His6 and AnnH75. Phosphorylation of tyrosines in DYRK1A and of Thr434 in SF3B1 was determined by immunoblotting with a phosphotyrosine-specific antibody (pTyr) and a pThr434-specific antibody. A, Representative western blots. The asterisks mark unidentified bands. B, Quantitative evaluation. Results were normalized to the total amount of DYRK1A or SF3B1, respectively, and are plotted relative to the phosphorylation in the untreated control samples (means +/- SEM, n = 3). doi:10.1371/journal.pone.0132453.g006 Selectivity A key criterion for the use of a kinase inhibitor as a chemical probe is that its selectivity profile is well defined [4,6]. The kinase selectivity profile of AnnH75 compares favourably with that of other DYRK1A inhibitors that have been profiled against an informative panel of kinases (Table 2). However, the cross-reactivity for CLK1/4 and haspin clearly requires consideration when this DYRK1A inhibitors is used in experiments addressing splicing regulation or cell cycle control. Regarding off-targets outside the protein kinase family, we reached the goal of eliminating the MAO-A inhibitory activity of harmine. AnnH31 displays already 40 fold selectivity for DYRK1A over MAO-A and complies with the requirements for a high quality chemical probe [6]. AnnH75 has no residual effect on MAO-A and is better suited in all applications potentially susceptible to monoamine effects. The availability of inactive analogs and active probes from a different chemical class can help to prove target-dependency in a biological experiment [4,6]. When AnnH75 is used as a probe to confirm a hypothetical function of DYRK1A or DYRK1B, AnnH79 can serve as a structurally related inactive control compound (Fig 4) and L41 as a potent inhibitor with a different chemotype. PLOS ONE | DOI:10.1371/journal.pone.0132453 July 20, 2015 11 / 18 Novel β-Carboline DYRK1A Inhibitors Biochemical and cellular potency Several mechanisms can account for discrepancies between inhibitor potency in biochemical and in the cellular context [3,48]. Many DYRK1A inhibitors with adequate potencies in biochemical assays (< 100 nM, as proposed by Workman & Collins [6]) have been described [14], but only few have been shown to inhibit the phosphorylation of a cellular target in a concentration-dependent manner with a practicable potency (< 1–10 μM according to Workman & Collins [6]). In particular, the only known inhibitors with significant selectivity for DYRK1A over CLK1 require micromolar concentrations for half-maximal effects in cellular assays, in spite of low nanonmolar potencies in biochemical assays [35–36]. We verified the cellular efficacy of AnnH75 with three different substrates of DYRK1A and provide direct comparisons with established DYRK1A inhibitors. Taken together, the concentration-dependent effects of the chemical probes (AnnH31 or AnnH75) support the hypothesis that a molecular mechanism depends on a certain target (in this case DYRK1A). Chemistry (structure, solubility, stability, permeability) The procedures for the synthesis and the structural characterization of the new β-carboline transmission of solar radiation into snow, Appl. Opt., 45, 5320–5334, 2006. Weller, R., Jones, A. E., Wille, A., Jacobi, H.-W., McIntyre, H. P., Sturges, W. T., Huke, M., and Wagenbach, D.: Seasonality of reactive nitrogen oxides (NOy) at Neymayer stations, Antarctica, J. Geophys. Res., 107(D23), 4673, doi:10.1029/2002JD002495, 2002. 15 Wolff, E. W., Hall, J. S., Mulvaney, R., Pasteur, E. C., Wagenbach, D., and Legrand, M.: Relationship between the chemistry of air, fresh snow and firn cores for aerosol species in coastal Antarctica, J. Geophys. Res., 103, 11 057–11 070, 1998. Wolff, E. W., Jones, A. E., Martin, T. J., and Grenfell, T. C.: Modelling photochemical NOx production and nitrate loss in the upper snowpack of Antarctica, Geophys. Res. Lett., 29, 20 1944, doi:10.1029/2002GL015823, 2002. Yang, J., Honrath, R. E., Peterson, M. C., Dibb, J. E., Sumner, A. L., Shepson, P. B., Frey, M., Jacobi, H.-W., Swanson, A., and Blake, N.: Impacts of snowpack emissions on deduced levels of OH and peroxy radicals at Summit, Greenland, Atmos. Environ., 36, 2523–2534, 2002. 25 Zhou, X., Beine, H. J., Honrath, R. E., Fuentes, J. D., Simpson, W., Shepson, P. B., and Bottenheim, J.: Snowpack photochemical production as a source for HONO in the Arctic boundary layer in spring time, Geophys. Res. Lett., 28(21), 4087–4090, 2001. 4152 ACPD 7, 4127–4163, 2007 Multi-seasonal NOy budget in coastal Antarctica A. E. Jones et al. Title Page Abstract Introduction Conclusions References Tables Figures Back Close Full Screen / Esc Printer-friendly Version Interactive Discussion EGU Table 1. Details of techniques used to measure NOy components during CHABLIS. Molecule NO NO2 HONO Hp-NNOO33− PAN NO3 MeONO2 EtONO2 i-PrONO2 n-PrONO2 speciated RONO2 snow NO3− Technique Chemiluminesence Chemiluminesence Colorimetry Denuder + IC Filter + IC GC-ECD BL-DOAS Flasks + GC-MS Flasks + GC-MS Flasks + GC-MS Flasks + GC-MS in situ GC-MS IC Detection Limit 1.5 pptv 5.0 pptv 2 pptv < 1 pptv < 1 pptv < 1 pptv 2 pptv < 1 pptv < 1 pptv < 1 pptv < 1 pptv < 1 pptv < 1 ppb Normal sampling Data capture resolution 1 min 1 min 15 min daily/weekly daily/weekly 30 min 10 min weekly weekly weekly weekly hourly daily July onwards July onwards May onwards April onwards April onwards July onwards February onwards April onwards April onwards April onwards April onwards January 2005 onwards March onwards 4153 ACPD 7, 4127–4163, 2007 Multi-seasonal NOy budget in coastal Antarctica A. E. Jones et al. Title Page Abstract Introduction Conclusions References Tables Figures Back Close Full Screen / Esc Printer-friendly Version Interactive Discussion EGU Table 2. Comparison of measurements of NOy component species made at Antarctic sites. (Neumayer 1997 data from Jones et al., 1999; Neumayer 1999 data from Jacobi et al., 2000; South Pole data from Davis et al., 2004, 2005; Huey et al., 2004, Arimoto et al., 2004). CIMS = Chemical Ionisation Mass Spectrometer ; MC = Mist Chamber. * These data are revised estimates of 1997 measurements following a re-calibration that showed the original data were overestimated by a factor 3 (Weller et al., 2002). Species NO NO2 HONO HO2NO2 HNO3 p-NO−3 PAN MeONO2 EtONO2 1-PrONO2 2-PrONO2 Halley (January 2005) 7.1±0.5 2.2±0.7 10.4±0.1 6.2±0.5 1.7±0.3 11.4±0.4 7.2±0.6 1.5±0.2 0.2±0.1 0.8±0.1 Neumayer February 1997 3±5 5±2 4±3 10±2* 3±1* Neumayer February 1999 1.2±2.2 3.2±3.7 4.0±2.0 4.2±2.4 13.1±7.3 9.5±1.4 2.3±0.5 1.1±0.8 1.2±0.5 South Pole December 2003 143+128 5.3±2.5 -LIF 30±4 -MC 39±1 86±78 CIMS 23±5 -MC 15.5±4.3 4154 ACPD 7, 4127–4163, 2007 Multi-seasonal NOy budget in coastal Antarctica A. E. Jones et al. Title Page Abstract Introduction Conclusions References Tables Figures Back Close Full Screen / Esc Printer-friendly Version Interactive Discussion EGU Table 3a. 24-h average NOx production rates calculated from various mechanisms for 18 January 2005 and 28/29 September 2004. Gas-phase NOx production mechanism HONO + hν →OH + NO HNO3 + hν → OH + NO2 PAN + hν → CH3C(O)OO + NO2 CH3C(O) + O2 + NO2 MeONO2+ hν → CH3O + NO2 EtONO2+ hν → C2H5O + NO2 HONO + OH → H2O + NO2 PAN + M → CH3C(O)OO + NO2 NOx production rate (molecs cm−3 s−1) mid-January end-September 6.20E+05 7.60E+01 6.48E+01 4.80E+04 2.57E+00 3.24E+01 7.26E+01 3.41E+01 4.42E+02 1.22E+02 2.01E+01 4.71E+00 9.88E+01 4.74E+00 4155 ACPD 7, 4127–4163, 2007 Multi-seasonal NOy budget in coastal Antarctica A. E. Jones et al. Title Page Abstract Introduction Conclusions References Tables Figures Back Close Full Screen / Esc Printer-friendly Version Interactive Discussion EGU Table 3b. As for Table 3a, but now the rate of NOx emission from the snowpack into the overlying boundary layer. NOx production mechanism Snowpack emission of NOx NOx emission rate (molecs cm−2 s−1) mid-January end-September 1.92E+08 +/–50% 1.22 E+07 +/–50% ACPD 7, 4127–4163, 2007 Multi-seasonal NOy budget in coastal Antarctica A. E. Jones et al. Title Page Abstract Introduction Conclusions References Tables Figures 4156 Back Close Full Screen / Esc Printer-friendly Version Interactive Discussion EGU ACPD 7, 4127–4163, 2007 Multi-seasonal NOy budget in coastal Antarctica A. E. Jones et al. Title Page Abstract Introduction Conclusions References Tables Figures Fig. 1. (a) Variation in monthly-averaged inorganic NOy components during the measurement period. (b) as for (a), but now showing organic components. Data are plotted on the same scale to allow direct comparison. 4157 Back Close Full Screen / Esc Printer-friendly Version Interactive Discussion EGU ACPD 7, 4127–4163, 2007 Multi-seasonal NOy budget in coastal Antarctica A. E. Jones et al. Title Page Abstract Introduction Conclusions References Tables Figures Fig. 2. Monthly-averaged inorganic and organic NOy components during (a) the winter (July) and (b) the summer (December). Each plot also shows the sum of the organic and inorganic components to highlight which dominates in the respective seasons. 4158 Back Close Full Screen / Esc Printer-friendly Version Interactive Discussion EGU ACPD 7, 4127–4163, 2007 Multi-seasonal NOy budget in coastal Antarctica A. E. Jones et al. Title Page Abstract Introduction Conclusions References Tables Figures Fig. 3. A comparison of NOy measured directly at Neumayer station and integrated NOy species from Halley. As the NOy measurement is not considered to include particulate nitrate, this component is excluded from the Halley integrated NOy. The Neumayer data were taken from Weller et al. (2002). 4159 Back Close Full Screen / Esc Printer-friendly Version Interactive Discussion EGU ACPD 7, 4127–4163, 2007 Multi-seasonal NOy budget in coastal Antarctica A. E. Jones et al. Title Page Abstract Introduction Conclusions References Tables Figures Fig. 4a. Daily surface snow nitrate plotted against the sum (HNO3 + p-NO−3 + HONO) and the sum (PAN + MeONO2). 4160 Back Close Full Screen / Esc Printer-friendly Version Interactive Discussion EGU Fig. 4b. Daily surface snow nitrate plotted against individual inorganic NOy components. 4161 ACPD 7, 4127–4163, 2007 Multi-seasonal NOy budget in coastal Antarctica A. E. Jones et al. Title Page Abstract Introduction Conclusions References Tables Figures Back Close Full Screen / Esc Printer-friendly Version Interactive Discussion EGU ACPD 7, 4127–4163, 2007 Multi-seasonal NOy budget in coastal Antarctica A. E. Jones et al. Title Page Abstract Introduction Conclusions References Tables Figures Fig. 5. The period in August when surface snow nitrate concentrations increased markedly. Coincident data shown include HONO, HNO3, p-NO3-. Also shown are snowfall observations which indicate either whether it was snowing at that time or whether it had snowed during the previous 3 h. 4162 Back Close Full Screen / Esc Printer-friendly Version Interactive Discussion EGU ACPD 7, 4127–4163, 2007 Multi-seasonal NOy budget in coastal Antarctica A. E. Jones et al. Title Page Abstract Introduction Conclusions References Tables Figures Fig. 6. Rate of NOx production from gas phase reactions as 24-h averages during (a) summer (January) and (b) spring (September). Also shown (by the pink dashed lines) is the contribution of NOx produced from snowpack photochemistry assuming various boundary layer heights. Note the log scale. 4163 Back Close Full Screen / Esc Printer-friendly Version Interactive Discussion EGU
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