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Um Estudo sobre a evolução temporal de comunidades científicas

Documento informativo

UM ESTUDO SOBRE A EVOLUÇÃO TEMPORAL DE COMUNIDADES CIENTÍFICAS BRUNO LEITE ALVES UM ESTUDO SOBRE A EVOLUÇÃO TEMPORAL DE COMUNIDADES CIENTÍFICAS Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação do Instituto de Ciências Exatas da Universidade Federal de Minas Gerais - Departamento de Ciência da Computação como requisito parcial para a obtenção do grau de Mestre em Ciência da Computação. Orientador: Alberto Henrique Frade Laender Coorientador: Fabrício Benevenuto de Souza Belo Horizonte Agosto de 2013 ⃝c 2013, Bruno Leite Alves. Todos os direitos reservados. Alves, Bruno Leite A474e Um Estudo sobre a Evolução Temporal de Comunidades Científicas / Bruno Leite Alves. — Belo Horizonte, 2013 xxii, 77 f. : il. ; 29cm Dissertação (mestrado) — Universidade Federal de Minas Gerais - Departamento de Ciência da Computação Orientador: Alberto Henrique Frade Laender Coorientador: Fabrício Benevenuto de Souza 1. Computação - Teses. 2. Redes de Relações Sociais - Teses. 3. Instituições e Sociedades Científicas – Teses. 4. Teoria dos Grafos - Teses. 5. Redes Complexas Teses. I. Orientador. II. Coorientador. III. Título. CDU 519.6*62(043) Para Maria Célia, Juliano, Thiago e Ana Paula. vii Agradecimentos Meus mais sinceros agradecimentos para todos que me encorajaram e contribuíram de alguma forma para o desenvolvimento deste trabalho. Em especial, gostaria de agradecer: A Deus, pois sem Ele nada disso seria possível; Ao meu orientador Alberto H. F. Laender e coorientador Fabrício Benevenuto pelos ensinamentos, disposição, amizade, e principalmente por acreditarem que eu seria capaz; Ao professor Anderson A. Ferreira e a professora Mirella M. Moro por me ajudarem no início desta caminhada; Aos meus colegas do LBD. Em particular, Daniel Hasan, Diego Oliveira, Harlley Lima, Michele Brandão, Rodrygo Santos, Sérgio Canuto e Thiago Silva; A minha mãe Maria Célia por todo apoio, admiração e todo o amor incondicional que me fizeram sempre seguir em frente; Ao meu pai João Bosco, que mesmo com suas as dificuldades sempre torceu por mim; A toda minha família, em especial, meus irmãos Juliano e Thiago, minha querida avó e madrinha Geni Leite (in memoriam) e meu tio e padrinho José Flávio Leite (in memoriam); A minha namorada Ana Paula por sua companhia, afeição, respeito, amizade e todo o suporte; Aos meus amigos, Felipe Cáfaro, Olavo Shibata, Bruno Vaz, Adriano Tavares, Leonardo Kenji, Denise Notini e todos aqueles que torceram sempre por mim; A CAPES, CNPq, Fapemig e InWeb por financiar parcialmente este trabalho. ix “De tudo, ficaram três coisas: a certeza de que ele estava sempre começando, a certeza de que era preciso continuar e a certeza de que seria interrompido antes de terminar. Fazer da interrupção um caminho novo. Fazer da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sono uma ponte, da procura um encontro.” (Fernando Sabino) xi Resumo Diversos esforços têm sido realizados para compreensão e modelagem de aspectos dinâmicos de comunidades científicas. Apesar do grande interesse, pouco se sabe sobre o papel que diferentes membros têm na formação da estrutura topológica da rede dessas comunidades. Nesta dissertação, investigamos o papel que os membros do núcleo de comunidades científicas têm na formação e evolução de sua rede de colaboração. Para isso, definimos o núcleo de uma comunidade com base em uma métrica, denominada CoScore, derivada do índice h que captura tanto a prolificidade quanto o envolvimento dos pesquisadores na comunidade. Nossos resultados subsidiam uma série de observações importantes relacionadas à formação e aos padrões de evolução das comunidades. Particularmente, mostramos que os membros do núcleo das comunidades atuam como pontes que conectam pequenos grupos de pesquisa. Além disso, esses membros são responsáveis pelo aumento do grau médio de toda a rede que representa a comunidade e pela redução de sua assortatividade. Mais importante, notamos que variações no conjunto de membros que compõem o núcleo das comunidades tendem a ser fortemente correlacionadas com variações dessas métricas. Mostramos ainda que nossas observações são importantes para caracterizar o papel dos principais membros na formação e na estrutura das comunidades. xiii Abstract Several efforts have been done to understand and model dynamic aspects of scientific communities. Despite the great interest, little is known about the role that different members play in the formation of the underlying network structure of such communities. In this dissertation, we investigate the roles that members of the core of scientific communities play in the formation and evolution of the collaboration network structure. To do that, we define a community core based on a metric, named CoScore, which is an h-index derived metric that captures both, the prolificness and the involvement of researchers in a community. Our results provide a number of key observations related to community formation and evolving patterns. Particularly, we show that members of the community core work as bridges that connect smaller clustered research groups. Furthermore, these members are responsible for an increase in the average degree of the whole community underlying the network and a decrease on the overall network assortativeness. More important, we note that variations on the set of members that form the community core tend to be strongly correlated with variations on these metrics. We also show that our observations are important to characterize the role of key members on the formation and structure of these communities. xv Lista de Figuras 2.1 Exemplo de coeficiente de agrupamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12 2.2 Um grafo com três componentes conectados . . . . . . . . . . . . . . . . . 13 3.1 Correlação entre o índice h estimado e o Google Citations . . . . . . . . . 3.2 Evolução do índice h . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.3 Média dos valores de resemblance . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.4 CoScore de dois palestrantes convidados da WWW 2013 . . . . . . . . . . 21 22 23 24 4.1 Maior CFC das comunidades científicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.2 Caminho mínimo médio das comunidades científicas . . . . . . . . . . . . . 4.3 Coeficiente de agrupamento das comunidades científicas . . . . . . . . . . . 4.4 Assortatividade das comunidades científicas . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.5 Grau médio das comunidades científicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.6 Propriedades da comunidade SIGMOD para os membros e não membros do núcleo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.7 CoScore médio das comunidades científicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.8 Instância final das comunidades científicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28 28 29 29 30 31 32 35 A.-1 Média dos valores de resemblance . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 48 B.1 Assortatividade das comunidades científicas . . . . . . . . . . . . . . . . . B.2 Caminho mínimo médio das comunidades científicas . . . . . . . . . . . . . B.3 Coeficiente de agrupamento das comunidades científicas . . . . . . . . . . . B.4 Maior CFC das comunidades científicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . B.5 Grau médio das comunidades científicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50 51 52 53 54 C.1 Propriedades da comunidade CCS para os membros e não membros do núcleo 56 C.2 Propriedades da comunidade CHI para os membros e não membros do núcleo 56 C.3 Propriedades da comunidade CIKM para os membros e não membros do núcleo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 57 xvii C.4 Propriedades da comunidade DAC para os membros e não membros do núcleo 58 C.5 Propriedades da comunidade HSCC para os membros e não membros do núcleo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 58 C.6 Propriedades da comunidade ICSE para os membros e não membros do núcleo 59 C.7 Propriedades da comunidade ISCA para os membros e não membros do núcleo 60 C.8 Propriedades da comunidade KDD para os membros e não membros do núcleo 60 C.9 Propriedades da comunidade MICRO para os membros e não membros do núcleo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 61 C.10 Propriedades da comunidade MM para os membros e não membros do núcleo 62 C.11 Propriedades da comunidade MOBICOM para os membros e não membros do núcleo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 62 C.12 Propriedades da comunidade PODC para os membros e não membros do núcleo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 63 C.13 Propriedades da comunidade POPL para os membros e não membros do núcleo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 64 C.14 Propriedades da comunidade SAC para os membros e não membros do núcleo 64 C.15 Propriedades da comunidade SIGCOMM para os membros e não membros do núcleo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65 C.16 Propriedades da comunidade SIGCSE para os membros e não membros do núcleo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 66 C.17 Propriedades da comunidade SIGDOC para os membros e não membros do núcleo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 66 C.18 Propriedades da comunidade SIGGRAPH para os membros e não membros do núcleo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 67 C.19 Propriedades da comunidade SIGIR para os membros e não membros do núcleo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 68 C.20 Propriedades da comunidade SIGMETRICS para os membros e não mem- bros do núcleo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 68 C.21 Propriedades da comunidade STOC para os membros e não membros do núcleo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 69 D.1 CoScore médio das comunidades científicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . 71 E.1 Instância final das comunidades científicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . 77 xviii Lista de Tabelas 2.1 Redes sociais online populares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 3.1 Estatísticas da DBLP das conferências flagship dos SIGs da ACM . . . . . 3.2 Pesquisadores das conferências CHI, ICSE, KDD e POPL que apareceram com mais frequência no núcleo da comunidade através dos anos. . . . . . . 3.3 Pesquisadores das conferências SIGCOMM, SIGGRAPH, SIGIR e SIGMOD que apareceram com mais frequência no núcleo da comunidade através dos anos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18 24 25 4.1 Correlação entre a média do CoScore e as métricas de redes . . . . . . . . 33 xix Sumário Agradecimentos ix Resumo xiii Abstract xv Lista de Figuras xvii Lista de Tabelas xix 1 Introdução 1.1 Motivação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.2 Trabalhos Relacionados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.3 Contribuições . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.4 Organização da Dissertação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 1 2 6 6 2 Redes Complexas 2.1 Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.2 Definições e Características . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.3 Métricas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.3.1 Grau dos Nodos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.3.2 Coeficiente de Agrupamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.3.3 Componentes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.3.4 Caminho Mínimo Médio e Diâmetro . . . . . . . . . . . . . . . 2.3.5 Betweenness . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.3.6 Assortatividade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 7 9 10 10 10 11 13 14 15 3 Comunidades 3.1 Comunidades Científicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.2 Definição do Núcleo das Comunidades . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17 17 18 xxi 3.2.1 3.2.2 3.2.3 Estimativa do Índice H dos Pesquisadores . . . . . . . . . . . . Definição dos Limiares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Validação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20 22 23 4 Análise das Comunidades 4.1 Evolução das Comunidades . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.2 Caracterização dos Núcleos das Comunidades . . . . . . . . . . . . . . 4.3 Impacto dos Membros dos Núcleos na Estrutura Topológica das Comunidades . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.4 Visualização das Comunidades . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27 27 30 32 34 5 Conclusões e Trabalhos Futuros 5.1 Revisão do Trabalho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5.2 Trabalhos Futuros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37 37 38 Referências Bibliográficas 41 Apêndice A Média dos Valores de Resemblance 45 Apêndice B Métricas de Evolução das Comunidades Científicas 49 Apêndice C Comparação entre Membros e Não Membros 55 Apêndice D Evolução do CoScore 71 Apêndice E Visualização das Comunidades Científicas 73 xxii Capítulo 1 Introdução 1.1 Motivação Desde os seus primórdios, a sociedade tem se organizado em comunidades, ou seja, grupos de indivíduos com interesses em comum1. Particularmente, a proliferação de novas tecnologias de comunicação baseadas na Internet tem facilitado a rápida formação e crescimento de comunidades online [Kleinberg, 2008]. Comunidades possuem uma grande quantidade de características e servem a vários propósitos. Elas podem ser desde pequenos grupos hermeticamente comprometidos com temas específicos, como comunidades científicas de determinadas áreas, até mesmo grupos de milhões de usuários ligados por um interesse em comum, tais como comunidades relacionadas a esporte ou fãs de uma celebridade. Geralmente, indivíduos que são socialmente conectados em comunidades tendem a compartilhar interesses comuns e outras similaridades. Embora existam muitos fatores que possam determinar a formação de uma comunidade e o seu crescimento, existem duas forças que explicam a formação de comunidades: influência e homofilia. Por um lado, influência postula que indivíduos mudam para se tornarem mais similares a seus amigos na comunidade. Por outro lado, homofilia postula que indivíduos criam conexões sociais dentro de uma comunidade justamente porque já são similares. Esforços recentes têm mostrado evidências quantitativas que ambas as forças [Cha et al., 2010; Backstrom et al., 2006], teorias [Rogers, 1962; Watts & Dodds, 2007] e modelos existentes [Kempe et al., 2003, 2005] dependem da identificação de um grupo influente de indivíduos com o poder de afetar não somente a estrutura topológica de uma comunidade, mas também interferir na difusão e no fluxo de informação da comunidade. 1http://www.merriam-webster.com/dictionary/community 1 2 Capítulo 1. Introdução Nesta dissertação, apresentamos uma perspectiva diferente e um estudo complementar desse problema. Aqui, nos concentramos em estudar os papéis que indivíduos influentes em comunidades científicas desempenham na evolução das propriedades de tais comunidades. Intuitivamente, quando pesquisadores importantes e com grande influência em suas áreas decidem se juntar ou deixar uma comunidade científica, levam com eles recursos, experiência e até mesmo estudantes, e possivelmente influenciam outros membros a fazerem o mesmo. Para esse estudo, usamos dados da DBLP2 para construir comunidades científicas, representadas pelas principais conferências dos SIGs3 (Special Interest Groups) da ACM4 (Association for Computing Machinery). Então, propomos uma estratégia para definir o núcleo de uma dada comunidade científica, juntamente com seus líderes em um dado período de tempo. Finalmente, investigamos como os aspectos do núcleo impactam a estrutura topológica da comunidade. O estudo do núcleo de comunidades científicas pode ser visto de duas perspectivas diferentes. A primeira é a sociológica, vindo da necessidade de compreender como partes da sociedade evoluem, bem como responder a perguntas de longa data relacionadas com à interação entre os diferentes tipos de participante. Em contrapartida, sob uma perspectiva tecnológica, compreender estes aspectos é crítico para muitas aplicações relacionadas a predição de links [Getoor & Diehl, 2005]. Tal estudo, entretanto, tem sido difícil devido à caracterização de alguns conceitos, como conexões humanas e uma definição apropriada de liderança, sendo difícil até mesmo de se reproduzir em grande escala dentro de um laboratório de pesquisa. 1.2 Trabalhos Relacionados Recentemente, esforços tem sido feitos com o intuito de analisar a estrutura das comunidades e a evolução de suas redes. Particularmente, Kumar et al. [2006] analisaram duas grandes redes através do tempo, Flickr5 e Yahoo! 360, para encontrar uma segmentação dessas redes em indivíduos isolados, componentes intermediários, que também são comunidades isoladas, e o maior componente conectado. Nesse trabalho, os autores identificaram que alguns componentes possuem um centro constituído de nodos de maior grau com muitos nodos de menor grau conectados a eles e que foram caracterizados estrelas, isto é, componentes que são formados rapidamente, mas não são absorvidos pelo maior componente conectado. Assim, eles propuseram um modelo de 2http://dblp.uni-trier.de/ 3http://www.acm.org/sigs 4http://www.acm.org 5http://www.flickr.com/ 1.2. Trabalhos Relacionados 3 enfocar la importancia de la producción mediática de los niños en su descubrimiento del mundo, sobre todo utilizando el periódico escolar y la imprenta. Asimismo las asociaciones de profesores trabajaron en esta línea e incluso la enseñanza católica se comprometió desde los años sesenta realizando trabajos originales en el marco de la corriente del Lenguaje Total. Páginas 43-48 45 Comunicar, 28, 2007 En el ámbito de los medios, también desde el principio del siglo XX hay ciertas corrientes de conexión. Pero es a lo largo de los años sesenta cuando se constituyeron asociaciones de periodistas apasionados por sus funciones de mediadores, que fomentaron la importancia ciudadana de los medios como algo cercano a los jóvenes, a los profesores y a las familias. Así se crearon la APIJ (Asociación de Prensa Información para la Juventud), la ARPEJ (Asociación Regional de Prensa y Enseñanza para la Juventud), el CIPE (Comité Interprofesional para la Prensa en la Escuela) o la APE (Asociación de Prensa y Enseñanza), todas ellas para la prensa escrita Estas asociaciones fueron precedidas por movimientos surgidos en mayo de 1968, como el CREPAC que, utilizando películas realizadas por periodistas conocidos, aclaraba temas que habían sido manipulados por una televisión demasiado próxima al poder político y realizaba encuentros con grupos de telespectadores. cipio del siglo XX, y nos han legado textos fundadores muy preciados, importantes trabajos de campo y muchos logros educativos y pedagógicos. La educación en medios ha tenido carácter de oficialidad de múltiples maneras, aunque nunca como una enseñanza global. Así la campaña «Operación Joven Telespectador Activo» (JTA), lanzada al final de los años setenta y financiada de manera interministerial para hacer reflexionar sobre las prácticas televisuales de los jóvenes, la creación del CLEMI (Centro de Educación y Medios de Comunicación) en el seno del Ministerio de Educación Nacional en 1983, la creación de la optativa «Cine-audiovisual» en los bachilleratos de humanidades de los institutos en 1984 (primer bachillerato en 1989) y múltiples referencias a la educación de la imagen, de la prensa, de Internet. La forma más visible y rápida de evaluar el lugar de la educación en medios es valorar el lugar que se le ha reservado en los libros de texto del sistema educa- 2. Construir la educación en los medios sin nombrarla El lugar que ocupa la edu- La denominación «educación en medios», que debería cación en los medios es muy ambiguo, aunque las cosas están cambiando recientemente. entenderse como un concepto integrador que reagrupase todos los medios presentes y futuros, es a menudo percibida En principio, en Francia, co- por los «tradicionalistas de la cultura» como una tendencia mo en muchos otros países, la educación en los medios no es hacia la masificación y la pérdida de la calidad. una disciplina escolar a tiempo completo, sino que se ha ido conformado progresivamente a través de experiencias y reflexiones teóricas que han tivo en Francia. Una inmersión sistemática nos permi- permitido implantar interesantes actividades de carác- te constatar que los textos oficiales acogen numerosos ter puntual. Se ha ganado poco a poco el reconoci- ejemplos, citas, sin delimitarla con precisión. miento de la institución educativa y la comunidad es- colar. Podemos decir que ha conquistado un «lugar», 3. ¿Por qué la escuela ha necesitado casi un siglo en el ámbito de la enseñanza transversal entre las dis- para oficilializar lo que cotidianamente se hacía en ciplinas existentes. ella? Sin embargo, la escuela no está sola en esta aspi- Primero, porque las prácticas de educación en me- ración, porque el trabajo en medios es valorado igual- dios han existido antes de ser nombradas así. Recor- mente por el Ministerio de Cultura (campañas de foto- demos que no fue hasta 1973 cuando aparece este grafía, la llamada «Operación Escuelas», presencia de término y que su definición se debe a los expertos del colegios e institutos en el cine ), así como el Minis- Consejo Internacional del Cine y de la Televisión, que terio de la Juventud y Deportes que ha emprendido en el seno de la UNESCO, definen de esta forma: numerosas iniciativas. «Por educación en medios conviene entender el estu- Así, esta presencia de la educación en los medios dio, la enseñanza, el aprendizaje de los medios moder- no ha sido oficial. ¡La educación de los medios no apa- nos de comunicación y de expresión que forman parte rece oficialmente como tal en los textos de la escuela de un dominio específico y autónomo de conocimien- francesa hasta 2006! tos en la teoría y la práctica pedagógicas, a diferencia Este hecho no nos puede dejar de sorprender ya de su utilización como auxiliar para la enseñanza y el que las experiencias se han multiplicado desde el prin- aprendizaje en otros dominios de conocimientos tales Páginas 43-48 46 Comunicar, 28, 2007 como los de matemáticas, ciencias y geografía». A pe- mente en todas las asignaturas. Incluso los nuevos cu- sar de que esta definición ha servido para otorgarle un rrículos de materias científicas en 2006 para los alum- reconocimiento real, los debates sobre lo que abarca y nos de 11 a 18 años hacen referencia a la necesidad no, no están totalmente extinguidos. de trabajar sobre la información científica y técnica y En segundo lugar, porque si bien a la escuela fran- el uso de las imágenes que nacen de ella. cesa le gusta la innovación, después duda mucho en Desde junio de 2006, aparece oficialmente el tér- reflejar y sancionar estas prácticas innovadoras en sus mino «educación en medios» al publicar el Ministerio textos oficiales. Nos encontramos con una tradición de Educación los nuevos contenidos mínimos y las sólidamente fundada sobre una transmisión de conoci- competencias que deben adquirir los jóvenes al salir mientos muy estructurados, organizados en disciplinas del sistema educativo. escolares que se dedican la mayor parte a transmitir Este documento pretende averiguar cuáles son los conocimientos teóricos. La pedagogía es a menudo se- conocimientos y las competencias indispensables que cundaria, aunque los profesores disfrutan de una ver- deben dominar para terminar con éxito su escolaridad, dadera libertad pedagógica en sus clases. El trabajo seguir su formación y construir su futuro personal y crítico sobre los medios que estaba aún en elaboración profesional. Siete competencias diferentes han sido te- necesitaba este empuje para hacerse oficial. nidas en cuenta y en cada una de ellas, el trabajo con Aunque el trabajo de educación en los medios no los medios es reconocido frecuentemente. Para citar esté reconocido como disciplina, no está ausente de un ejemplo, la competencia sobre el dominio de la len- gua francesa definen las capa- cidades para expresarse oral- La metodología elaborada en el marco de la educación en mente que pueden adquirirse con la utilización de la radio e, medios parece incluso permitir la inclinación de la sociedad incluso, se propone fomentar de la información hacia una sociedad del conocimiento, como defiende la UNESCO. En Francia, se necesitaría unir el interés por la lectura a través de la lectura de la prensa. La educación en los medios las fuerzas dispersas en función de los soportes mediáticos y orientarse más hacia la educación en medios que al dominio adquiere pleno derecho y entidad en la sección sexta titulada «competencias sociales y cívi- técnico de los aparatos. cas» que indica que «los alum- nos deberán ser capaces de juz- gar y tendrán espíritu crítico, lo que supone ser educados en los las programaciones oficiales, ya que, a lo largo de un medios y tener conciencia de su lugar y de su influencia estudio de los textos, los documentalistas del CLEMI en la sociedad». han podido señalar más de una centena de referencias a la educación de los medios en el seno de disciplinas 4. Un entorno positivo como el francés, la historia, la geografía, las lenguas, Si nos atenemos a las cifras, el panorama de la las artes plásticas : trabajos sobre las portadas de educación en medios es muy positivo. Una gran ope- prensa, reflexiones sobre temas mediáticos, análisis de ración de visibilidad como la «Semana de la prensa y publicidad, análisis de imágenes desde todos los ángu- de los medios en la escuela», coordinada por el CLE- los, reflexión sobre las noticias en los países europeos, MI, confirma año tras año, después de 17 convocato- información y opinión rias, el atractivo que ejerce sobre los profesores y los Esta presencia se constata desde la escuela mater- alumnos. Concebida como una gran operación de nal (2 a 6 años) donde, por ejemplo, se le pregunta a complementariedad (2000) Structure and mechanism of the aberrant ba3-cytochrome c oxidase from Thermus thermophilus. EMBO J 19: 1766–1776. 9. Hunsicker-Wang LM, Pacoma RL, Chen Y, Fee JA, Stout CD (2005) A novel cryoprotection scheme for enhancing the diffraction of crystals of recombinant cytochrome ba3 oxidase from Thermus thermophilus. Acta Crystallogr D Biol Crystallogr 61: 340–343. 10. Buschmann S, Warkentin E, Xie H, Langer JD, Ermler U, et al. (2010) The structure of cbb3 cytochrome oxidase provides insights into proton pumping. Science 329: 327–330. 11. Fee JA, Case DA, Noodleman L (2008) Toward a chemical mechanism of proton pumping by the B-type cytochrome c oxidases: application of density functional theory to cytochrome ba3 of Thermus thermophilus. J Am Chem Soc 130: 15002–15021. 12. Chang HY, Hemp J, Chen Y, Fee JA, Gennis RB (2009) The cytochrome ba3 oxygen reductase from Thermus thermophilus uses a single input channel for proton delivery to the active site and for proton pumping. Proc Natl Acad Sci U S A 106: 16169–16173. 13. Luna VM, Chen Y, Fee JA, Stout CD (2008) Crystallographic studies of Xe and Kr binding within the large internal cavity of cytochrome ba3 from Thermus thermophilus: structural analysis and role of oxygen transport channels in the heme-Cu oxidases. Biochemistry 47: 4657–4665. 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