Uma proposta de avaliação integrada de risco do uso de agrotóxicos no estado do Amazonas, Brasil.

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Uma proposta de avaliação integrada de risco do uso de agrotóxicos no estado do Amazonas, Brasil Andréa Viviana WAICHMAN1 RESUMO Durante os últimos 30 anos, o aumento da população humana no Amazonas introduziu a necessidade de produção adicional de alimentos e levou o governo do estado a desenvolver programas para aumentar e melhorar a produção agrícola. A produção de hortaliças não tradicionais apresentou vários problemas desconhecidos para os agricultores da região, uma vez que estas culturas não são bem adaptadas às condições locais. A suscetibilidade a insetos, fungos e outras pragas, e a competição com vegetação nativa vem forçando os agricultores a usar intensivamente os agrotóxicos. Os agricultores não estavam preparados para o uso adequado desta tecnologia ignorando os riscos dos agrotóxicos para saúde humana e o ambiente. Os agricultores não usam equipamento de proteção individual, porque é caro, desconfortável e inadequado para o clima quente da região. A falta treinamento e o escasso conhecimento sobre os perigos dos agrotóxicos contribuem para a manipulação incorreta durante a preparação, aplicação e disposição das embalagens vazias. Nestas condições, a exposição dos agricultores, suas famílias, consumidores e ambiente é alta. Como um primeiro passo para o entendimento deste problema e a proposição de soluções é proposta a realização de uma avaliação integrada de risco. As três fases do processo, formulação de problema, avaliação da exposição, e caracterização de risco são detalhadas. Programas de educação, treinamento e informação fazem parte das estratégias para a redução do risco do uso de agrotóxicos permitindo o desenvolvimento de uma agricultura ambientalmente sustentável. PALAVRAS-CHAVE: Agrotóxicos, Avaliação integrada de risco, Amazônia. A proposal for integrated risk assessment of pesticide use in Amazon State, Brasil ABSTRACT During the last 30 years, the increase of the human population in the Amazon introduced the need for additional food production and caused the state government to implement programs to increase and improve agricultural production. The production of nontraditional crops introduced several problems unknown to traditional farmers, since they are not well adapted to tropical conditions. Their susceptibility to insects, fungi and other plagues, and the competition with native vegetation forced farmers to use pesticides intensively. Amazonian farmers were not adequately prepared for the use of this new technology and they ignored the risk of pesticides to human health and the environment. Farmers do not use protective clothing or equipment because they are expensive and not suitable for a tropical climate in which they prove to be very uncomfortable. The lack in training and poor knowledge of pesticide hazards contribute to careless handling during preparation, application and disposal of empty packages. Under such circumstances, exposure of farmers, their families, consumers and the environment is high. As a first step to solve this problem, an integrated risk assessment is proposed. The three stages of the process, problem formulation, exposure assessment, and risk characterization are explained. Training and information programs are part of the strategies risk-reduction in order to build up environmentally sustainable agriculture. KEYWORDS: Pesticides, Integrated Risk Assessment, Amazon. 1 Universidade Federal do Amazonas, Faculdade de Ciências Agrárias. Av. General Rodrigo Otávio, 3000, 69077-000, Manaus, Amazonas, Brasil. e-mail: awaichman@ufam.edu.br Telefone: (92) 3647-4206. Fax: (92) 3647-4206 45 vol. 38(1) 2008: 45 - 50 Uma proposta de avaliação integrada de risco do uso de agrotóxicos no estado do Amazonas, Brasil INTRODUÇÃO A FORMULAÇÃO DO PROBLEMA Durante os últimos 30 anos a Amazônia foi objeto de uma política de desenvolvimento para o uso econômico da região que motivou assentamentos humanos principalmente associados à industria e à agricultura. A criação da Zona Franca de Manaus em 1967, originou um grande fluxo migratório para a área urbana. O aumento de população urbana acrescentou o problema de produção de alimentos e o governo de Estado induziu o desenvolvimento de programas para aumentar e melhorar produção agrícola, reduzir importação de comida de outras partes do país, regular o abastecimento, diminuir preços e criar condições para a fixação do homem em áreas rurais do estado. Estes programas foram principalmente desenvolvidos em áreas de várzea perto de Manaus. A produção de hortaliças teve um grande incentivo devido principalmente à decadência da produção de juta e malva por causa da queda dos preços nos mercados nacionais e internacionais e o rápido retorno financeiro desta atividade, que é alto quando comparado com as culturas tradicionais e outras atividades econômicas desenvolvidas pelos ribeirinhos. A produção de hortaliças na várzea apresentou vários problemas para os agricultores (Noda et al., 1997). Como estes cultivos não estão adaptados às condições tropicais, a suscetibilidade ao ataque de pragas (insetos, fungos e outros) e a competição com vegetação nativa vem forçando os agricultores ao uso intensivo de agrotóxicos. Desta forma, um incremento na produtividade agrícola não pode ser alcançado sem o uso crescente de agrotóxicos, principalmente inseticidas, herbicidas e fungicidas, agentes estes que não são utilizados nas práticas agrícolas tradicionais (Ecobichon, 2001). No estado do Amazonas a proporção de agricultores dos diferentes municípios do estado que cultivam frutas e legumes com uso de agrotóxico varia entre 64% e 96,7% (IBGE, 1998). Os agricultores da região não estão preparados para o uso adequado desta “tecnologia”, ignoram o risco do uso de agrotóxicos para saúde e o ambiente e não recebem ajuda técnica de serviços de extensão oficiais (Waichman et al., 2002, 2003, 2007). A quantidade de dados quantitativos e qualitativos sobre uso de agrotóxicos no Estado do Amazonas é escassa. Dados da Associação Nacional de Defesa Vegetal (ANDEF) indicam um aumento do uso de inseticidas, herbicidas e fungicidas de duas toneladas para seis toneladas de ingredientes ativos entre 1998 e 2000. Em visitas às lojas de produtos agrícolas em Manaus, Iranduba e Manacapuru, verificamos a disponibilidade de 42 ingredientes ativos e 82 produtos comerciais, entre fungicidas, herbicidas e inseticidas (Waichman et al., 2002, 2003), alguns dos quais já foram proibidos em países desenvolvidos. Agrotóxicos altamente perigosos ou tóxicos são livremente vendidos e usados. A situação de analfabetismo ou baixa instrução escolar predominante entre os agricultores torna as informações contidas nas etiquetas de produto difícil de entender contribuindo para o escasso conhecimento sobre a periculosidade e toxicidade do produto. Vários fatores contribuem para o uso incorreto de agrotóxicos expondo os agricultores, consumidores e o ambiente ao envenenamento (Nina, 2002; Waichman et al., 2002; 2003). Os agricultores não usam roupas ou equipamento de proteção individual (EPI) porque eles são caros e inadequados para o clima tropical. A falta de treinamento e de conhecimento dos perigos dos pesticidas contribui para uma manipulação descuidada durante preparação, aplicação e disposição das embalagens vazias, a qual a maioria das vezes é realizada nos corpos d’água próximos das áreas de plantio ou na floresta. Os agricultores não respeitam os prazos de carência na aplicação dos agrotóxicos, borrifando as frutas e verduras até o momento de serem comercializadas (Nina, 2002; Waichman et al., 2002, 2007). Nestas circunstâncias a exposição ocupacional dos agricultores é alta, tornando-os vulneráveis à intoxicação aguda e crônica, além do risco de contaminação crônica da população consumidora de frutas e hortaliças com resíduos de agrotóxicos. Entretanto, a extensão de envenenamento agudo e crônico no Amazonas é difícil de ser estimada. O Centro para Informações Toxicológica do Hospital Universitário registrou 68 casos de intoxicação entre 1995 e 2000 (Waichman et al, 2002), a maioria deles acidentes domésticos e tentativas de suicídio (exposição intencional), porém com escassos registros da contaminação ocupacional. O número de casos derivados da exposição ocupacional é desconhecido, pois a maioria deles não é registrada devido a que acontecem nas áreas rurais longe dos serviços de saúde. No caso de envenenamento crônico, são mal diagnosticados porque raramente os agrotóxicos são identificados como agentes causadores dos sintomas, principalmente quando a diagnose é baseada unicamente nos sintomas apresentados pelo paciente. Os serviços de saúde dos municípios do interior do Estado do Amazonas sempre atuaram em condições precárias frente à realidade do estado de saúde da população local e os riscos impostos pelas condições ambientais da região. Além da exposição ocupacional dos agricultores, suas famílias, e dos consumidores por meio do consumo de frutas e hortaliças com resíduos de agrotóxicos, é possível que esteja acontecendo a contaminação dos peixes através da contaminação da água, o que representa um risco adicional para as populações locais e para os consumidores de outros locais, principalmente se considerarmos que o peixe é a 46 vol. 38(1) 2008: 45 - 51  WAICHMAN Uma proposta de avaliação integrada de risco do uso de agrotóxicos no estado do Amazonas, Brasil principal fonte de proteínas para a população do Estado do Amazonas (Batista, 1998 ). Para determinar o grau atual de contaminação e o risco do uso dos agrotóxicos tanto para as populações humanas quanto para o ambiente é necessária a realização da uma avaliação integrada de risco. Desta forma, a proposta que está sendo aqui apresentada tem caráter inovador, uma vez que pretende realizar uma avaliação humana e ambiental integrada do uso de agrotóxicos, a partir de uma abordagem holística que permita uma maior eficácia no processo de manejo de riscos e na tomada de decisões para a proteção humana e ambiental. A PROPOSTA DE AVALIAÇÃO INTEGRADA DE RISCO O objetivo do estudo que está sendo inicialmente conduzido nos municípios de Manaus, Iranduba, Careiro da Várzea e Manacapuru, no Estado do Amazonas, Brasil (Figura 1) é realizar uma Avaliação Integrada de Risco que permita a implantação de um sistema de controle e monitoramento do uso de agrotóxicos no estado do Amazonas. O objetivo da avaliação de risco é fornecer suporte para a tomada de decisões estimando os riscos de efeitos adversos para a saúde humana e o ambiente de diversos fatores ambientais estressores (Sutter II et al., 2003; Sekizawa et al., 2003; Ross & Birnbaum, 2003). Entretanto, por razões práticas as ferramentas e os métodos de avaliação internacionalmente utilizados para avaliar riscos para a saúde humana têm sido desenvolvidos independentemente daqueles utilizados para a avaliação de riscos ambientais (Van Leeuwen & Hermens, 1995; Munns et al., 2003, Sutter II et al., 2005; Sekizawa & Tanabe, 2005). Assim, com o crescente reconhecimento da necessidade de uma proteção mais efetiva das pessoas e do ambiente, atualmente está se propondo uma abordagem integrada da avaliação de risco (Sutter II et al., 2003). A Avaliação Integrada de Riscos se constitui numa abordagem científica que combina o processo de estimação de riscos para o homem, a biota e os recursos naturais em uma única avaliação (Sutter II et al., 2003, Sutter II et al., 2005). AS ETAPAS DA AVALIAÇÃO INTEGRADA DE RISCOS DO USO DE AGROTÓXICOS NO ESTADO DO AMAZONAS A avaliação de risco consiste em três etapas ou fases (Figura 2). A primeira etapa é o delineamento ou formulação do problema que foi apresentada, de forma resumida, no início deste trabalho. A formulação do problema permite realizar a avaliação da exposição. Esta fase do processo de avaliação integrada de risco tem como objetivos determinar as concentrações dos agrotóxicos nos compartimentos bióticos e abióticos do ecossistema, melhorar o entendimento dos processos ou fatores que determinam a exposição e identificar os níveis de estresse do ambiente em relação aos agrotóxicos (Römbke & Moltmann, 1996). Para caracterizar a exposição, além de conhecer os pesticidas que são utilizados é necessário conhecer as quantidades utilizadas, a freqüência e os locais de utilização. No estado do Amazonas, esta fase já foi concluída, e, portanto hoje temos conhecimento dos agrotóxicos utilizados. Os agricultores dos municípios de Manaus, Manacapuru, Iranduba e Careiro da Várzea utilizam 18 tipos diferentes de agrotóxicos (11 inseticidas, 4 fungicidas e 3 herbicidas) (Tabela 1) (Waichman et al., 2002, 2007). Os inseticidas são os agrotóxicos mais utilizados, a maior parte deles classificados toxicologicamente como moderadamente a extremamente Figura 1 - Localização da área de implantação da Avaliação Integrada de Risco do Uso de agrotóxicos. 47 vol. 38(1) 2008: 45 - 51  WAICHMAN Uma proposta de avaliação integrada de risco do uso de agrotóxicos no estado do Amazonas, Brasil Figura 2 - Esquema com as fases do processo de Avaliação Integrada de Risco Tabela 1 - Frequência de uso dos diferentes agrotóxicos na área de estudo e classificação toxicológica e ecotoxicológica no Brasil. Ingrediente ativo Classificação toxicológica1 % de uso* Inseticidas Clorpirifós III 1,3 Deltametrina IV 64,5 Endosulfan II 1,3 Malationa III 18,5 Metamidofós II 13,5 Parationa-metilica I 42,2 Triclorfom II 1,3 Fungicidas Benomyl IV 1,3 Oxicloreto de cobre IV 38,2 Mancozeb IV 25,1 Herbicidas Ácido 2,4-dichlor. II 5,3 Glifosato IV 51,3 Paraquat II 15,8 * % de uso baseada em respostas múltipas uma vez que os agricultores utilizam vários agrotóxicos. I. Extremamente tóxico; II. Altamente tóxico; III. Moderadamente tóxico; IV. Levemente tóxico Figura 3 - Representação esquemática das possíveis vias de exposição ambiental e humana tóxicos (Ministério da Saúde, 1984). O uso de herbicidas está aumentando devido à vantagem econômica representada pelo baixo custo de sua utilização quando comparado ao custo da mão de obra necessária para a limpeza das áreas de plantio (Waichman et al., 2002). Para a avaliação da exposição é necessário o estabelecimento do modelo conceitual que representa as fontes de agrotóxicos no ambiente e as vias de exposição, unindo a fonte aos receptores humanos e ambientais (Figura 3). Como fontes de agrotóxicos para o ambiente no Amazonas temos os processos de preparação e mistura, aplicação por borrifação, o processo de descarte das sobras de agrotóxicos, da lavagem dos equipamentos e roupas utilizadas durante a aplicação e do descarte das embalagens. Os diferentes organismos e o homem podem estar expostos diretamente aos agrotóxicos durante sua aplicação (borrifação). Nesta via de exposição também é incluída a exposição da água e do solo por meio da dispersão pelo vento do spray gerado durante a borrifação. No caso do homem, a exposição direta aos agrotóxicos se processa durante a preparação, a mistura, a aplicação e o descarte, pelo contato dérmico ou pela inalação. Indiretamente, existe um maior número de rotas de exposição. O homem, os animais domésticos e silvestres de forma geral estão expostos pela alimentação com as culturas nas quais foram aplicados os agrotóxicos. Os animais silvestres e domésticos podem se contaminar a partir da água, do solo, e de outros recursos ambientais contaminados nos quais vivem ou dos quais se alimentam. Tanto o homem como os animais domésticos e silvestres podem se contaminar bebendo água contaminada. Estas rotas de exposição e a quantificação da exposição são avaliadas a partir da determinação dos níveis de agrotóxicos nos diferentes compartimentos do ecossistema e nos seres humanos. No nosso caso, primeiramente as concentrações de agrotóxicos serão determinadas na água, 48 vol. 38(1) 2008: 45 - 51  WAICHMAN Uma proposta de avaliação integrada de risco do uso de agrotóxicos no estado do Amazonas, Brasil no solo, nos peixes, em organismos do solo (minhocas), nas frutas e verduras comercializadas e no homem. Além da caracterização da exposição, um elemento fundamental na avaliação da exposição é a determinação ou caracterização dos efeitos dos agrotóxicos nos seres humanos e demais organismos vivos. Este passo da avaliação de risco consiste em duas fases distintas: 1) a identificação da periculosidade, onde dados da literatura são compilados de forma a determinar se existe a chance do agrotóxico entrar no ecossistema e em quais compartimentos, podendo causar danos tanto nos seres humanos quanto no ambiente e 2) a análise da relação dose-resposta a partir de dados da literatura sobre testes em diferentes organismos. A análise da relação dose-resposta é uma das etapas mais críticas na avaliação de risco, principalmente no Estado do Amazonas, pois não temos dados da relação dose-resposta para os organismos da região, pois a maior parte dos testes de laboratório com este propósito foi desenvolvida com organismos das regiões temperadas. Portanto, como parte da avaliação de risco, serão realizados testes com diversos organismos terrestres e aquáticos com a finalidade de estabelecer os principais parâmetros para avaliação da dose-resposta: Concentração de efeito não observado (CENO): Maior concentração nominal da amostra que não causa efeito deletério estatisticamente significativo na sobrevivência dos organismos, nas condições de ensaio. Concentração de efeito observado (CEO): Menor concentração nominal da amostra que causa efeito deletério estatisticamente significativo na sobrevivência dos organismos, nas condições de ensaio. Concentração letal mediana (CL50): Concentração real da amostra que causa efeito agudo a 50% dos organismos no tempo de exposição, nas condições de ensaio. Concentração efetiva zero (CEzero): Maior varied quite markedly with height, and that air masses aloft (∼200 m above the ground) could have an aerosol loading quite different to that measured on the ground (Rankin and Wolff, 2002). However, for the event described here, at least, it appears that the 4139 ACPD 7, 4127–4163, 2007 Multi-seasonal NOy budget in coastal Antarctica A. E. Jones et al. Title Page Abstract Introduction Conclusions References Tables Figures Back Close Full Screen / Esc Printer-friendly Version Interactive Discussion EGU source of surface snow nitrate was wet deposition and scrubbing, and the data are consistent with the nitrate source being p-NO−3 within the boundary layer. 4 Boundary layer trace gas versus snowpack sources of NOx A key question among polar atmospheric chemists concerns the role of polar snow5 packs as a source of trace gases to the overlying boundary layer. For those studying nitrogen chemistry, the interest lies in understanding the budget of NOx; we know that NOx is photochemically produced (Honrath et al., 1999; Jones et al, 2000) and then released (Jones et al., 2001; Wolff et al., 2002) from the snowpack, but the relative contribution compare to NOx production from trace gases in the background atmo10 sphere has not yet been assessed. The data gathered during CHABLIS allow us to constrain the dominant NOx production mechanisms, and by comparing these calculated production rates, to assess the relative importance of sources of boundary layer NOx, both in the air and from the snowpack. This approach also provides insight into which gas-phase species are dominating NOx production within the boundary layer. 15 4.1 Methodology We selected two 24-h periods, one in summer and one in spring, within which to calculate diurnally-averaged NOx (as either NO or NO2) production. The periods selected were 18 January 2005 and from noon of 28 September 2004 through to noon of 29 September 2004. The former period was the first day in the summer season when 20 high-resolution alkyl nitrate data were available to compliment the other high-resolution datasets. This was also a time when an NOy intensive was carried out, so that daily HNO3 measurements are available. During the latter period, an NOy measurement intensive was also conducted, giving, in addition, alkyl nitrate measurements every 6 h – the highest resolution alkyl nitrate data available for the spring period. 4140 ACPD 7, 4127–4163, 2007 Multi-seasonal NOy budget in coastal Antarctica A. E. Jones et al. Title Page Abstract Introduction Conclusions References Tables Figures Back Close Full Screen / Esc Printer-friendly Version Interactive Discussion EGU 4.1.1 Deriving gas-phase data NOx production rates were calculated every 3 h during these diurnal periods, giving 8 data points from which daily means could be calculated. Where possible (e.g. for HONO, PAN, summertime methyl and ethyl nitrates), input data were taken from an 5 hourly data merger carried out for all the CHABLIS data and the few missing data points were derived by linear interpolation. For the 6-hourly springtime methyl and ethyl nitrate mixing ratios, it was by default necessary to interpolate to achieve data at a 3-h frequency. These data were thus point-averages rather than hourly-averages, but as mixing ratios did not vary rapidly over the day, the uncertainty introduced by this 10 approach is limited. For HNO3, sampled over a longer timeframe, it was necessary to reconstruct higher resolution data. Summertime HNO3 was measured as a 24-hmean centred around 23:59 on both 17 January and 18 January. These two data points were averaged to derive a daily mean for 18 January. The diurnal variation was reconstructed by comparing with 6-hourly resolution HNO3 data measured previously 15 at Neumayer station (Jones et al., 1999). There, a diurnal cycle with amplitude 7.5 pptv was measured, centred around noon. This amplitude was applied to the 18 January mean to give a reasonable diurnal cycle. For the 28/29 September HNO3, the 6-hourlyresolution data were below the detection limit, so the daily mean for 27 September and 29 September were averaged to give a mean for the calculation period. This mean was 20 only 0.96 pptv, and, being so low, it was taken to be constant over the 24-h period of interest. Finally, several measured NOy species did not exceed 2 pptv throughout the year (e.g. NO3 and the higher alkyl nitrates), and they were ignored for this calculation. Similarly, output from the GEOS-Chem model suggested that HNO4 also remained well below this threshold throughout the year (M. Evans, personal communication) so 25 no account for HNO4 was taken here. 4141 ACPD 7, 4127–4163, 2007 Multi-seasonal NOy budget in coastal Antarctica A. E. Jones et al. Title Page Abstract Introduction Conclusions References Tables Figures Back Close Full Screen / Esc Printer-friendly Version Interactive Discussion EGU 4.1.2 Gas-phase kinetic data Gas-phase reaction rates were taken from Atkinson et al. (2004, 2006) and photolysis rates for each 3-h period were calculated using the on-line version of the radiative transfer model TUV (Madronich and Flocke, 1998). For these calculations, input parameters 5 included the total ozone column measured at Halley for these days, and an albedo of 0.9. Clear sky conditions were assumed, so photolysis rates will be overestimated, but the relative effect on all species will be comparable. In addition, OH concentrations were necessary for some kinetic calculations. On 18 January 2005, OH was measured by the FAGE (Fluorescence Assay by Gas Expansion) instrument (Bloss et al., 2007). 10 These data were included in the CHABLIS data merger, so that mean hourly OH concentrations were available for this period. No OH measurements were available for September, so OH was derived indirectly. Bloss et al. (2007) calculated a mid-month OH throughout the CHABLIS measurement period based on varying jO(1D) (from the TUV model). To derive a daily mean OH for 28/29 September, we averaged the mid15 month values for September and October, and found that (28/29 September)calculated = 0.561 (15 January)calculated. A diurnally-varying OH for 28/29 September was calculated from 0.561 * each 3-hourly measured January OH. Temperature data were taken from measured values. For PAN thermal decomposition, the upper limit was calculated according to –d[PAN]/dt = k[PAN]. 20 4.1.3 Calculating snowpack NOx emissions The rates with which NOx was emitted from the snowpack during the periods of interest were calculated in line with previous work by Wolff et al. (2002). In brief, spectral irradiance at 3-h intervals was calculated using the TUV model. These were converted to actinic flux as a function of depth according to output from a model designed to 25 simulate light propagation through snow (Grenfell, 1991). The actinic fluxes were then convoluted with the absorption cross-sections and the quantum yield to give J values. In this case, temperature-dependent quantum yields were used (Chu and Anastasio, 4142 ACPD 7, 4127–4163, 2007 Multi-seasonal NOy budget in coastal Antarctica A. E. Jones et al. Title Page Abstract Introduction Conclusions References Tables Figures Back Close Full Screen / Esc Printer-friendly Version Interactive Discussion EGU 2003) which were not available at the time of the Wolff et al., 2002 work. A temperature of –4 C was taken for 18 January, and of –20 C for 28/29 September. These were chosen by assuming that the top few cms of snow saw an average of the near surface (1 m) air temperature for the preceding 1–2 days. Finally, the nitrate concentration in snow 5 was derived using the average of the 0 cm, 5 cm and 10 cm snow nitrate concentration from the snowpit dug nearest to the date in question. This gave 73 ng/g for September and 157 ng/g for January. 4.2 Outcome The results for the gas-phase production rates are given in Table 3a. It is immedi10 ately evident that the contribution from HONO photolysis completely dominates NOx production for both periods, with rates of 6.20E+05 and 4.80E+04 molecs cm−3 s−1 for January and September respectively. This is no great surprise, given the very short lifetime of HONO to photolysis, and reflects a recycling of NOx through HONO (via NO + OH → HONO) rather than a pure source of NOx. Indeed, NOx, although generally 15 defined as NO + NO2, is sometimes expanded to include HONO as well. However, as discussed earlier, HONO also has a source from snowpack photochemistry (Zhou et al., 2001; Beine et al., 2002; Dibb et al., 2002) so as well as facilitating recycling, boundary layer HONO that has been released from the snowpack can act as a source of atmospheric NOx. With our data it is not possible to determine how much of the 20 NOx produced by HONO photolysis (or reaction with OH) is Plano Diretor do Município de Paraguaçu. Projeto de Lei n. 22/2005. Prefeitura Municipal de Paraguaçu, 82 f., [14], Il. Edição fac-similar. ______. Prefeitura Municipal de Paraguaçu; Conselho Municipal do Patrimônio Histórico de Paraguaçu/MG; Memória Arquitetura Ltda. O Patrimônio Cultural de Paraguaçu/MG. 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