Etiopatogenia e tratamento do deslocamento de abomaso em bovinos leiteiros de alta produção

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INTRODUÇÃO A pecuária leiteira tem se desenvolvido muito nos últimos tempos, e essa busca por maior produção e volume levou ao aprimoramento do rebanho leiteiro nacional e mundial, cujo foco é a redução do número das unidades de produção e o aumento da produtividade por animal (MASSUQUETO et al., 2007). A maior produtividade individual tem sido atingida através do melhoramento genético, bem como melhorias no manejo de forma geral, desenvolvendo animais com produção de leite superior (FARIA, 2009). Entretanto, o aumento da produtividade acarreta em fatores que podem gerar prejuízos para o produtor, como maior incidência de enfermidades, leite com risco de resíduos de antibióticos e conceituação negativa da atividade leiteira pela sociedade (MASSUQUETO et al., 2007). Dentro dessa nova realidade, o deslocamento do abomaso é o distúrbio abomasal mais freqüentemente detectado e em certas circunstâncias representa o principal motivo para cirurgia abdominal, principalmente em bovinos leiteiros de alta produção, mas que pode também acometer bezerros, touros e novilhas (CÂMARA et al., 2009). Essa patologia é responsável por perdas de produção e rendimento na exploração leiteira, não só de forma direta, mas também pelo gasto com medicamentos, exigindo com maior freqüência a intervenção veterinária e seus custos inerentes (SILVA et al., 2002). Trata-se de um distúrbio no qual o abomaso se dilata com líquido, gás ou ambos, e tende a migrar a uma posição anatomicamente anormal (COPPOCK et al., 1971). Pode deslocar-se e posicionar-se entre o rúmen e a parede abdominal esquerda (deslocamento do abomaso à esquerda) ou para o lado direito (deslocamento do abomaso à direita) com ou sem vôlvulo abomasal (CÂMARA et al., 2009). Decisões de cunho econômico acerca do tratamento do deslocamento de abomaso devem ser baseadas em vários aspectos, 8 como o custo direto da cirurgia e dos medicamentos para se evitar infecções secundárias. Há vantagens e desvantagens específicas em cada técnica cirúrgica, variando de acordo com o posicionamento da vaca no momento cirúrgico, local da incisão e experiência do cirurgião (BAIRD & HARRISON, 2001). Faria (2009) afirma que “os deslocamentos de abomaso à esquerda proporcionam perda econômica nos rebanhos leiteiros devido aos custos com o tratamento, queda na produção, aumento dos descartes involuntários e morte. Os custos com o tratamento estão entre R$ 400 e R$ 800 por animal e, mesmo após o tratamento, cerca de 5 a 10% das vacas diagnosticadas com esta doença são descartadas ou morrem.” Relata ainda que estudos americanos demonstram que os animais acometidos não conseguem ultrapassar 2000 Kg de leite como produção total na lactação afetada (FARIA, 2009). Por ser o objetivo primário do produtor de leite maximizar os lucros, tornando a atividade economicamente viável, eficiente e rentável torna-se necessário obter-se conhecimento sobre os principais fatores relacionados às constantes perdas identificáveis na pecuária leiteira, relacionadas à sanidade, produção de leite, reprodução, nutrição, genética, bem-estar animal e mão-de-obra auxiliar (SILVA et al., 2008). O desconhecimento, ou negligência, desses fatores por parte de médicos veterinários e produtores rurais pode gerar problemas à propriedade, comprometendo a renda e a viabilidade da atividade leiteira. 2. REVISÃO DE LITERATURA 2.1. Etiologia O abomaso representa o estômago glandular dos ruminantes (BAIRD & HARRISON, 2001). Em uma vaca adulta segundo a descrição de SILVA et al. (2002) é uma estrutura tubular, que se estende desde o orifício omaso-abomaso até ao piloro. A dilatação cranial chama-se 9 fundus, e está situada ligeiramente à direita da linha média ventral. O corpo do abomaso estende-se obliquamente para o lado direito do abdômen e fixa-se dorsalmente no antro pilórico. A parede do omento maior liga-se à grande curvatura do abomaso. A face parietal do abomaso não é coberta por omento, porém a face visceral é recoberta por fortes ligações perto do antro do piloro (FIG.1). Figura1 – Compartimentos gástricos dos ruminantes e sua relação com o abomaso. Posicionamento normal e indicação para que lado se pode deslocar o abomaso (SILVA et al., 2002). A etiologia do deslocamento de abomaso é complexa e multifatorial (RIET-CORREA et al., 2007). Casos esporádicos ocorrem em bezerros, touros, novilhas e vacas secas (DIVERS & PEEK, 2008). Poucos são os relatos desta enfermidade no gado de corte, sendo que no Brasil, não existem relatos em bovinos de corte ou de raças puras zebuínas (CÂMARA et al., 2009). Geralmente atinge vacas leiteiras durante o primeiro mês após o parto (STEINER, 2006). A possível relação do período puerperal com o deslocamento de abomaso reside no fato de que, nesta fase, há uma brusca diminuição da pressão exercida pelo útero gravídico sobre o rúmen e cavidade abdominal, havendo maior chance de migração do abomaso (RIET-CORREA et al., 2007). 10 Outros fatores predisponentes para o deslocamento de abomaso em bovinos leiteiros em período de pós-parto seriam a retenção de placenta e a ocorrência de metrites (STEINER, 2006), assim como outras doenças de ocorrência comum nesse período, como hipocalcemia, cetose, ou toxemias devido a mastites, que podem vir a influenciar direta ou indiretamente no tônus abomasal (MARTIN, 1972). Essas doenças associadas implicam na diminuição relativa do conteúdo e tamanho do rúmen, devido à redução do apetite, possibilitando a ocorrência do deslocamento (DIVERS & PEEK, 2008). Em bovinos leiteiros, o fator nutricional também é importante, pois a alimentação com altos níveis de concentrado resulta em redução da motilidade e aumento no acúmulo de gás abomasal (VAN WINDEN et al., 2003). Uma ração rica em carboidratos solúveis, e pobre em forragem, com baixa porcentagem de fibra bruta (<17%), ou fibra em detergente neutra (FDN) menor que 28 a 32% seria outro fator desencadeante do deslocamento (RIET-CORREA et al., 2007). Portanto, alto consumo de grãos no inicio da lactação, administração excessiva de silagem de milho e de rações ricas em gordura e proteína favoreceriam o aparecimento do problema (MARTIN, 1972), uma vez que o grande volume de gás metano produzido no abomaso após a alimentação com grãos pode ficar retido, ocasionando distensão e deslocamento (RADOSTITS et al., 2000). O gás acumulado no interior do órgão, sem ser eliminado, faz com que a víscera aumente de volume, migrando para a direita ou esquerda, gerando estenose ou obstrução do trânsito alimentar (RIET-CORREA et al., 2007). A tendência dos pesquisadores atuais é associar os diferentes fatores predisponentes, como o parto e a diminuição da motilidade abomasal, em decorrência de fatores diversos, na determinação causal do deslocamento (RIET-CORREA et al., 2007). 11 A forma mais comum de ocorrência do deslocamento de abomaso é a sua migração para a esquerda, movendo-se dorsalmente entre o rúmen e a parede abdominal esquerda (COPPOCK et al., 1971). Em bezerros não desmamados geralmente o abomaso tende a se deslocar para a direita, porém após a desmama o abomaso pode se deslocar para qualquer lado, sendo que há relatos de deslocamento para a direita em bezerros de apenas três dias de vida (DIVERS & PEEK, 2008). Percentuais de 85 a 95% dos deslocamentos ocorrem para a esquerda (MÖMKE, 2008). Já o deslocamento para a direita geralmente é acompanhado de torção, e ocorre quando o abomaso desloca-se dorsalmente à direita na cavidade abdominal (COPPOCK et al., 1971). 2.2. Sintomatologia Clínica e Patogenia Os primeiros sinais do deslocamento de abomaso são geralmente sutis (SILVA et al., 2002). Vacas com o deslocamento apresentam-se depressivas e anoréxicas, com menor volume fecal e redução na produção de leite (BAIRD & HARRISON, 2001). As fezes podem variar de mais firmes que o normal a diarréicas (SILVA te al., 2002). Outros sinais clínicos encontrados são dispnéia, acentuado timpanismo e fezes ressecadas e com presença de muco (CÂMARA et al., 2009). Muitas vezes o rúmen não apresenta as movimentações fisiológicas (SILVA et al., 2002), entretanto, em casos de deslocamento para a esquerda, sem complicações, os sinais vitais podem ser normais (RIET-CORREA et al., 2007). Alterações dos parâmetros podem ocorrer nos casos em que há associação com outras patologias, como metrites ou mastites associadas à toxemia (SILVA et al., 2002). Os sinais clínicos mais evidentes estão associados com a diminuição da ingestão alimentar e apetite seletivo, com tendência dos animais acometidos optarem pela ingestão de verde e feno em relação aos concentrados (RIET-CORREA et al., 2007). Por não conseguirem 12 ingerir os nutrientes necessários à produção leiteira, os animais acometidos entram em déficit energético negativo desenvolvendo cetose (SILVA et al., 2002). Nos deslocamentos para a esquerda normalmente há acúmulo de gás, e a ocorrência de torção é pouco comum, de forma que a passagem do alimento se reduz em volume, mas não é totalmente bloqueada, e assim uma condição crônica pode se estabelecer (COPPOCK, 1974). Com a cronicidade da doença o animal pode desenvolver quadro de desidratação prolongada (BAIRD & HARRISON, 2001). Segundo Riet-Correa et al. (2007) o exame físico do abomaso deslocado é o que mais auxilia no diagnóstico. O deslocamento abomasal para a esquerda pode ser detectado através da auscultação com percussão revelando som metálico “ping” (RADOSTITS et al., 2000). Tal exame é realizado na região do 9˚ ao 12˚ espaço intercostal esquerdo e nas porções mais baixas do abdômen (RIET-CORREA et al., 2007). Na auscultação e balotamento do terço médio inferior direito do abdômen nota-se som revelando presença de líquido no interior da víscera (RADOSTITS, 2000). Riet-Correa et al. (2007) comenta que nos raros animais que morrem ou em animais abatidos, o abomaso encontra-se entre o rúmen e a parede ventral do abdômen, contendo quantidades variáveis de fluido e gás. Ressalta ainda que aderências podem ser encontradas, associadas a úlceras abomasais, e que o fígado do animal pode apresentar-se amarelado devido à degeneração gordurosa (RIET-CORREA et al., 2007). O deslocamento abomasal para o lado direito pode ocorrer com ou sem vôlvulo abomasal (CÂMARA et al., 2009), porém geralmente neste tipo de deslocamento há ocorrência de torção associada (COPPOCK, 1974). O vôlvulo abomasal provavelmente representa uma progressão da dilatação, e é uma condição de risco de morte imediata (WILSON, 2008). Nestes casos, a apresentação clínica geralmente é mais aguda, com 13 alteração grave do estado geral do animal, fezes liquidas ou ausentes, e freqüentemente o flanco direito pode estar abaulado (SILVA, et al., 2002). Em caso de vôlvulo há deslocamento do órgão com torção no sentido horário ou anti-horário, variando de 180 a 360º, podendo provocar oclusão do lúmen intestinal, impossibilitando o esvaziamento do órgão, e assim causando acúmulo de fluido rico em ácido clorídrico no abomaso (CÂMARA et al., 2009). Os animais acometidos encontram-se muito deprimidos, com graves alterações do equilíbrio ácido básico, hipotermia e disfunção cardíaca (SILVA et al., 2002). O deslocamento para a direita com vôlvulo abomasal acarreta em alcalose metabólica hipoclorêmica e hipocalêmica, importante comprometimento vascular das estruturas envolvidas, inquietude e sinais de dor abdominal, demonstráveis pelo ato de escoicear o abdome (CÂMARA et al., 2009). A alcalose hipoclorêmica ocorre provavelmente devido à atonia abomasal, com produção continua de ácido clorídrico e obstrução parcial da saída do conteúdo abomasal, resultando em seqüestro do cloro no abomaso e refluxo deste para o rúmen, enquanto a hipocalcemia é provavelmente, resultado da redução da absorção via alimentar e contínua secreção renal deste eletrólito. (SILVA et al., 2002). Animais com vôlvulo abomasal podem demonstrar sinais clínicos de dor abdominal aguda no começo da enfermidade, a auscultação simultânea com percussão do abdômen do lado direito pode ser usada para o diagnóstico definitivo (WILSON, 2008). Câmara et al. (2009) relata que no vôlvulo abomasal nos achados necroscópicos na cavidade abdominal, constata-se a presença de moderada quantidade de líquido com aspecto sanguinolento. O peritônio parietal apresenta-se com aspecto avermelhado e hemorragias petequiais com maior predominância no antímero direito. Afirmam ainda que ao abrir-se o abomaso, pode ser constatada grande quantidade de gás e 14 líquido de coloração acastanhada, hiperemia de mucosa e necrose hemorrágica no local da torção. 2.3. Tratamento Visa-se com o tratamento recolocar o abomaso em sua posição fisiológica, de modo a que a função digestiva possa se restabelecer o quanto antes, e dessa forma a vaca retornar à produção de leite e ao balanço energético normais (SILVA et al., 2002). Há várias opções de tratamentos, e a escolha se baseia em diversos fatores, como o valor da vaca, experiência e habilidade do médico veterinário e custo dos procedimentos (BAIRD & HARRISON, 2001). Numerosos tratamentos conservativos têm sido experimentados para aumentar e repor a motilidade gastrointestinal e o tônus abomasal, expelindo o gás do órgão, de forma que o abomaso vazio retorne espontaneamente a sua posição anatômica (SILVA et al., 2002). Os métodos conservativos medicamentosos de tratamento incluem o uso de hioscina e parassimpatomiméticos, como neostigmine e metoclopramida (RIET-CORREA et al., 2007). Porém o uso de fármacos unicamente apresenta uma incidência elevada de recidivas, sendo geralmente empregado em vacas de pouco valor produtivo e econômico (SILVA et al., 2002). Um método conservativo não medicamentoso é o do “rolamento”, que em caso do deslocamento do abomaso para a esquerda, recomendase colocar o bovino em decúbito dorsal direito, e mudando-se sua posição sutilmente da direita para esquerda, com um “rolamento” no sentido horário, enquanto o médico veterinário com balotamento do abdômen desloca o abomaso para a direita o mais próximo do local anatômico original (RIET-CORREA et al., 2007). É recomendado o monitoramento da vaca durante estas manobras, e tal procedimento jamais deve ser 15 tentado em deslocamentos para a direita pelo risco no estabelecimento de torção do órgão (SILVA et al., 2002). Muitas técnicas diferentes foram desenvolvidas nas últimas décadas para a correção cirúrgica e fixação do deslocamento de abomaso, o procedimento de eleição depende da preferência do cirurgião, da situação resin-dentin bond components. Dent Mater 2005;21:232-41. 20. Chersoni S, Acquaviva GL, Prati C, Ferrari M, Gardini, S; Pashley DH, Tay FR. In vivo fluid movement though dentin adhesives in endodontically treated teeth. J Dent Res 2005;84:223-7. 21. Braga RR, César PF, Gonzaga CC. Mechanical properties of resin cements with different activation modes. J Oral Rehabil 2002;29:257– 66. 22. Melo RM, Bottno MA, Galvã RKH, Soboyejo WO. Bond strengths, degree of conversion of the cement and molecular structure of the adhesive–dentine joint in fibre post restorations. J Dent 2012;40:286-94. 23. Ho Y, Lai Y, Chou I, Yang S, Lee S. Effects of light attenuation by fibre posts on polymerization of a dual-cured resin cement and microleakage of post-restored teeth. J Dent 2011;39:309-15. 24. Anusavice KJ. Phillips RW. Science of dental materials. 11th, 2003. 25. Lui JL. Depth of composite polymerization within simulated root canals using lighttransmitting posts. Oper dent 1994;19:165-8. 27 4 ARTIGOS CIENTÍFICOS 4.2 ARTIGO 2 28 Title: Influence of light transmission through fiber posts on the microhardness and bond strength Authors: Morgan LFSA, Gomes GM, Poletto LTA, Ferreira FM, Pinotti MB, Albuquerque RC. Abstract Introduction: The aim of this study was to investigate the influence of light transmission through fiber posts in microhardness (KHN) and bond strength (BS) from a dual cured resin cement. Methods: Five fiberglass posts of different types and manufacturers represent a test group for the analysis of KHN (N=5) and BS and their displacement under compressive loads (N = 8). For the analysis of KHN a metallic matrix was developed to simulate the positioning of the cement after the cementation process intra radicular posts. The resistance to displacement, which will provide data of BS was measured using bovine incisors. After cementation, cross sections of the root portion of teeth in space led to post 1mm discs that have been tested for BS. The values were statistically analyzed by ANOVA, followed by Tukey's (P <0.05) between groups for KHN and BS. Results: The results showed no statistical differences for the different posts in KHN. For BS, the sum of thirds, a translucent post showed the highest values. Comparative analysis between the thirds of each post also showed statistically significant differences when comparisons of the same post-thirds showed no differences. Conclusion: For the cement used, the amount of light transmitted through the post did not influence the KNH nor the BS significantly, among the different posts and thirds evaluated. Key Words: light transmission, dental posts, microhardness, bond strength. 29 Introduction The use of pre-fabricated posts in the reconstruction of endodontically treated teeth, whose main objective is to retain the material reconstruction and minimize the occurrence and complexity of fractures, is well established in the literature (1). Clinically, the mechanical and chemical characteristics of fiber posts justify their usage (2). In relation to resin cements, three options regarding the method of polymerization are available: self-polymerizing, light-cured or dual polymerization (dual). Understanding the mechanism of polymerization of these systems (3) the choice of materials that do not depend on light seems to be more reliable for cementing intra radicular fiber posts. To investigate the capability of transmitting light by translucent post is the target of several recent authors (4-9). Most studies point to the decrease in light intensity (LI) by increasing the root depth. Quantitative assessments of LI, hardness, elastic modulus and degree of conversion can be found in these works. Undesirable effects of incomplete polymerization of the resin cements are of biological (10-12) due to toxicity, and mechanical (8,9,13-15), due to low bond strength values are described in the literature. The aim of this study is to investigate the effect of light transmission through fiber posts in Knoop microhardness number (KHN) and bond strength (BS) of a dual resin cement. The null hypothesis is that there is no statistically significant difference in KHN and BS for different depths evaluated for the dual resin cement following cementation of translucent posts. Material e Methods Five different fiber posts of two types and one resin cement were involved (Table 1). 30 Table 1 – Description of the posts and cement used. Post Manufacturer/Lote Type Quimical composition FGM Produtos Odontológicos Glass Fibers (80% ± 5), epoxy resin (20% ± 5), silica, silane and T1 Translucent (Brazil)/140410 polymerising promoters. Bisco, INC T2 Translucent (EUA)/0800007811 Glass Fibers (55%), Epoxy (45%). TetraethyleneglycolDimethacrylate (7.6%), Urethane Ivoclar-Vivadent Dimethacrylate (18.3%), Silicium Dioxide (0.9%), Ytterbium T3 Translucent (Liechtenstein)/M72483 Fluoride (11.4%), catalysers and stabilisers (<0.3%). Glass Fibers. C1 Ângelus (Brazil)/14818 Conventional Glass Fibers (87%), Epoxy resin (13%). C2 Ângelus (Brazil)/14874 Conventional Carbon Fibers (79%), Epoxy Resin (21%). Resin Cement Rely-X Unicem 3M ESPE (USA)/372990 Self-etch/ Dual Cure Powder: glass particles, initiators, sílica, substituted pyrimidine, calcium hidroxide, peroxide composite and pigment; liquid: metacrylate phosphoric acid Ester, dimethacrylate, acetate, stabilizer and initiator. White Post DC (FGM, Joinville, SC-Brazil), DT Light Post (Bisco, Inc, Schaumburg, ILUSA) and FRC Postec Plus (IvoclarVivadent, Liechtenstein) with similar compositions but with different amounts of chemical components, represent translucent (T) type, T1, T2 and T3 respectively. Exacto and Reforpost Carbon Fiber (Both Ângelus, Londrina, Pr-Brazil) with different compositions but opaque, represent conventional (C) type, C1 and C2 respectively. The posts were cut to standard height of 16 mm for both analysis, KHN and RA. KHN measurements The assessments targeted three different depths, namely: cervical third (CT), at a 4.1 to 6.8mm depth; middle third (MT), at an 8.8 to 11.5mm depth; and apical third (AT), at a 13.5 to 16mm depth. 31 A metallic apparatus matrix was designed and manufactured to support the posts, resin cement, and the tip of a curing light unit. Such a metallic apparatus consisted of four parts as showed in figure 1. Figure 1. Metallic matrix: (a) a frame, which contained the posts (e), (b) a support to standardize the position and volume of resin cement, (c) a support to standardize the length of each three third deep post regions and stabilize the set, (d) and an external cylinder, which holds the other part as well as incorporates the tip of curing light unit (f) at the top and also obstructs the influence of external sources of light. Patented CTIT/UFMG (BR 20 2012 015542 2). The frames were manufactured in the exact dimensions of each post by means of an electro erosion machining. Aimed at standardizing the quantitative radial light transmission, each third of the posts contained a 120-degree lateral side opening. The three thirds, were supposed to be assessed simultaneously. The measurement of all thirds, one at a time, was possible because the matrix allowed the removal of the resin cement blocks, separately, after polymerization, without destroying them. The matrix’s internal structure provided an adequate separation of each 32 third, which permitted their accurate evaluation. Each one was 1,6mm wide and 2,70 mm length. The major concern about this matrix was that the cement was inserted directly in projected spaces, in order to minimize the formation of bubbles. The posts were isolate from cement by a polyester strip. The time of light exposure was 40 seconds, and the LI remained above 420mW/cm2. The light curing unit used was Curing Light 2500(3M ESPE, USA). The set consisting of the curing light unit, the matrix, the post and the resin cement remained still throughout the assessments. After ten minutes, including 40s photopolymerization, the specimens were removed from the matrix and were immediately included in pre-molds (Buehler, USA) with crystal resin with black pigment and were poured into the device by using a Cast N’vac (Buehler, USA). After the cure of crystal resin, the specimens were removed from the pre-molds and stored dry, out of reach of light during 7 days. The surface to be analyzed was sequentially polished with # 320 to 1200-grit SiC papers and felt with diamond polish paste (Buehler, USA). A control group, using T1, was made of the same method but without a photopolymerization. KHN measurement was performed by a Micromet 5104(Buehler, Japan) using a static load of 50g for 10s. Sequentially, three indentations were performed for each third of each group. The values were obtained from the reading of the average of three indentations oriented long axis of the resultando  em  um  filme  que  tem  como  motivação  as  vinganças da  mesma.  O  personagem Benjamim perde a relevância que tem no romance e o espectador  não fica imerso em tantas dúvidas, como o leitor da narrativa indicial de Chico.  As  páginas  que  não  afirmavam  a  culpa  de  Benjamim  pela  morte  de  Castana 96  Beatriz, nem a ascendência de Ariela, são transformadas em cenas de certezas  e afirmações que, em parte, excluem a narrativa indicial do primeiro autor.  Todas  as  transformações  que  a  cineasta  efetua  na  obra  de  Chico  para  elaborar  seu  filme  são  refletidas  nos  outros  textos  que  permeiam  e  dialogam  com as duas obras: capas, o site oficial de Chico Buarque e do filme Benjamim,  as  críticas  expostas  na  mídia.  Esses  outros  textos  —  sejam  eles  metatextos,  paratextos  ou  arquitextos  —  dialogam  transtextualmente  com  os  processos  que  fazem  do  romance  um  filme.  Todas  as  transformações  executadas  pela  cineasta  na  obra  do  autor  são  também  difundidas  nos  outros  textos  que  circundam  o  processo.  Tudo  isso  constrói  uma  extensa  e  infinita  rede  transtextual,  que  produz  um  diálogo  não  só  entre  as  obras  de  Chico  e  Gardenberg, mas também entre elas e outros textos.  Observar  a  obra  de  Chico  Buarque  com  esses  parâmetros,  faz­nos  perceber também a ausência de limites entre as artes e linguagens. O romance  Benjamim,  imerso  num  tom  cinematográfico,  ao  mesmo  tempo  em  que  se  transforma  na  criação  de  Gardenberg,  parece  justamente  chegar  à  sua  linguagem  ideal:  o  cinema.  A  rede  de  flashbacks  imaginada  por  Chico,  para  contar  a  história  de  um  ex­modelo  fotográfico  que  se  duplicou  na  juventude  e  assiste  a  sua  existência  como  se  fosse  um  filme  produzido  por  uma  câmera  imaginária,  cresce  nas  lentes  reais  de  Monique  Gardenberg:  o  romance  de  Chico,  por  meio  do  filme  Benjamim,  chega,  de  fato,  à  linguagem  tematizada  em sua criação. Por sua vez, ao perceber os vestígio do cinema no romance e  aventurar­se  na  adaptação  fílmica,  com  o  cuidado  de  recriar  sempre  inspirada  pelo  primeiro  autor,  Monique  Gardenberg  põe  em  cartaz  a  essência  hipertextual de Chico Buarque de Hollanda. 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