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Termometria em chamas utilizando a técnica de espalhamento Rayleigh

Documento informativo
FACULDADE DE ENGENHARIA DO CAMPUS DE GUARATINGUETÁ Termometria em chamas utilizando técnica de espalhamento Rayleigh Guaratinguetá-SP 2015 Ana Elidia Oliveira Ferraz Termometria em chamas utilizando a técnica de espalhamento Rayleigh Trabalho de Graduação apresentado ao Conselho de Curso de Graduação em Física da Faculdade de Engenharia do Campus de Guaratinguetá, Universidade Estadual Paulista, como parte dos requisitos para a obtenção do diploma de Graduação em Licenciatura em Física. Orientador: Prof. Dr. Luiz Gilberto Barreta Co-orientadora: Prof.ª Drª. Marisa Andreata Whitaker Guaratinguetá-SP 2015 F381t Ferraz, Ana Elidia Oliveira Termometria em chamas utilizando a técnica de espalhamento Rayleigh / Ana Elidia Oliveira Ferraz – Guaratinguetá, 2015. 53 f. : il. Bibliografia : f. 45-46 Trabalho de Graduação em Licenciatura em Física – Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá, 2015. Orientador: Dr. Luiz Gilberto Barreta Coorientadora: Profa. Dra. Marisa Andreta Whitaker 1. Termômetro e termometria 2 Espalhamento (Fisica) 3. Chama (Combustão) I. Título CDU 536.5 Dedico a meus pais, Cirene e Moíses (in memoriam) e a minha irmã, Juana. AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente a meus pais, Cirene e Moises (in memoriam), a minha irmã, Juana, por estarem ao meu lado e me apoiarem sempre. Agradeço meu orientador Luiz Gilberto Barreta pela oportunidade de fazer iniciação científica, e a minha co-orientadora Marisa Andreata Whintaker por me orientarem neste trabalho de graduação, pela dedicação e conhecimento transmitido, ao longo de tantos anos Agradeço ao Instituto de Estudos Avançados pela oportunidade e espaço, aos professores Demerval Carinhana Jr, Maria Esther Sbampato que tanto contribuíram com comentários e sugestões. Agradeço aos meus professores da faculdade: Isabel, Honda, Marisa, Amorim, Alberto Gaspar, Valéria e Olívia, Marco Aurélio, Cornetti. Agradeço a meus amigos que estiveram sempre presentes nos momentos da faculdade, e por muito me ajudarem durante todo o curso. Agradeço ao colégio Fênix pela oportunidade de estágio. Agradeço a CNPq (Conselho nacional de desenvolvimento cientifico e tecnológico) pelo apoio financeiro. Enfim, agradeço a todos que, de alguma forma, contribuíram para minha formação. Este trabalho contou com o apoio do CNPq através do processo nº 145122/2015-8 FERRAZ, A. E. O., Termometria em chamas utilizando a técnica de espalhamento Rayleigh. 2015. 54 f. Trabalho de Graduação em Licenciatura em Física - Faculdade de Engenharia do Campus de Guaratinguetá, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Guaratinguetá, 2015. RESUMO Métodos não intrusivos de diagnóstico, como a técnica de espalhamento Rayleigh possuem a vantagem de não provocar distúrbio na queima combustível e comburente. Neste trabalho foi usado a técnica de espalhamento Rayleigh para determinação da temperatura em chamas de GLP ∕ O2 ∕ ar e metano ∕ O2 ∕ ar. Inicialmente foi feita a calibração dos rotâmetros para o GLP, O2, ar e para o metano. Foram realizadas medições em chamas de GLP ∕ O2 ∕ ar ao longo do eixo radial, de 1,0 em 1,0mm, a 3,0 cm acima do queimador, para diferentes razões de equivalência de Φ=1,0, Φ=0,83 e Φ=1,2. Realizaram-se medições em chamas de metano ∕ O2 ∕ ar ao longo do eixo radial, de 1,0 mm em 1,0 mm, a 2,0 cm acima do queimador, e para diferentes razões de equivalência de Φ=1,0, Φ=0,83 e Φ=1,3. Os resultados foram comparados com os obtidos pelo GASEQ, que fornece valores simulados de temperatura de uma chama adiabática. Os resultados foram comparados com outra técnica, conhecida como Fluorescência Induzida por Laser, LIF-“Laser Induced Fluorescence” ;(SANTOS,2005 ) e (MATOS,2012); e apresentaram dados concordantes dentro dos erros experimentais. As temperaturas para a chama de GLP ∕ O2 ∕ ar variam de 2000K a 2200K para Φ=1,0; de 1800K a 2000K para Φ=0,83 e de 1500K a 1900K para Φ=1,2, nas regiões centrais. As temperaturas para a chama de metano ∕ O2 ∕ ar variam de 2400K a 2500K para Φ=1,0; de 1600K a 2000K para Φ=0,83 e de 1890K a 2040K para Φ=1,3, nas regiões centrais PALAVRAS-CHAVE: Diagnóstico de chamas, Espalhamento, Temperatura. FERRAZ, A. E. O.,Termometry in flame using the Rayleigh scattering technique, 2015. 54 f End of Course Work (Graduate Degree in Physics) - Faculdade de Engenharia do Campus de Guaratinguetá, Universidade Estadual Paulista, Guaratinguetá, 2015. ABSTRACT Non-intrusive diagnostic methods, such as Rayleigh scattering technique have the advantage of not causing disturbance in the burning fuel and oxidant. This work used the Rayleigh scattering technique to determine the temperature burning of LPG / O2 / air and methane / O2 / air. Initially, we made the calibration of flow meters for LPG, O2, air and methane. Measurements were performed in flame LPG / O2 / air along the radial axis, of 1.0 to 1.0 mm, to 3.0 cm above the burner, for different reasons equivalence Φ = 1.0, 0 = Φ, 83 and Φ = 1.2. Measurements were performed in flame methane / O2 / air along the radial axis, 1.0 mm by 1.0 mm to 2.0 cm above the burner, and for different reasons equivalence Φ = 1.0 , Φ = 0.83 and Φ = 1.3. The results were compared with those obtained by GASEQ that provides simulated values of adiabatic temperature of the flame. The results were compared with another technique, known as Laser Induced Fluorescence, LIF- "Laser Induced Fluorescence", (SANTOS, 2005) and (Matos, 2012); and showed consistent data within the experimental error. Temperatures for calls LPG / O2 / air range from 2000K to 2200K for Φ = 1.0; from 1800K to 2000K for Φ = 0.83 and 1500K to 1900K for Φ = 1.2, in the central regions. Temperatures for the flame of methane / O2 / air range from 2400 K to 2500 K to Φ = 1.0; 1600 K the of 2000 K for Φ = 0.83 and the1890 K of 2040 K for Φ = 1.3, in the central regions KEYWORDS: Diagnostic and flames, Spreading, Temperature. LISTA DE FIGURAS Figura 3.1-(A) Laser Nd-YAG. (B) Foto da montagem experimental para obtenção do espalhamento Rayleigh.20 Figura 3.2 – Montagem experimental para obtenção do sinal Rayleigh .21 Figura 4.1 – Curva de calibração do rotâmetro de GLP.24 Figura 4.2 – Curva de calibração do rotâmetro de O2 .25 Figura 4.3 – Curva de calibração do rotâmetro de N2 .25 Figura 4.4 – Curva de calibração do rotâmetro de CH4.26 Figura 4.5 – Chama estequiométrica de GLP∕O2∕ar .31 Figura 4.6-Simulação GASEQ para chama estequiométrica (propano+O2+ar) (MORLEY, 2002) .32 Figura 4.7 – Chama pobre em combustível de GLP∕O2∕ar.33 Figura 4.8 – Simulação GASEQ para chama pobre em combustível (propano+O2+ar) (MORLEY, 2002) .34 Figura 4.9 – Chama rica em combustível de GLP∕O2∕ar.35 Figura 4.10 – Simulação GASEQ para chama rica em combustível (propano+O2+ar) (MORLEY, 2002) .36 Figura 4.11 – Comparativo das temperaturas de GLP∕O2∕ar .37 Figura 4.12 – Chama estequiométrica em combustível de CH4∕O2∕ar .37 Figura 4.13–Simulação GASEQ para chama estequiométrica em combustível (CH4+O2+ar) (MORLEY, 2002) .38 Figura 4.14– Chama pobre em combustível de CH4∕O2∕ar.39 Figura 4.15 – Simulação GASEQ para chama pobre em combustível (CH4+O2+ar) (MORLEY, 2002) .40 Figura 4.16 – Chama rica em combustível de CH4∕O2∕ar .41 Figura 4.17 – Simulação GASEQ para chama rica em combustível (CH4+O2+ar) (MORLEY, 2002) .41 Figura 4.18 – Comparativo das temperaturas de CH4∕O2∕ar.42 LISTA DE TABELAS Tabela 2.1 – Refratividade molar RL (λ), taxa de polarização ρ0 (λ) e seção de choque  d ( )  diferencial   para a maioria das espécies de combustão e para o ar a 532 nm e nas  d  condições normais de pressão e temperatura (STP) .17 Tabela 3.1 –Cálculo das vazões volumétricas de combustível (GLP) e oxidante .22 Tabela 3.2 –Cálculo das vazões volumétricas de combustível (CH4) e oxidante .23 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS IEAv Instituto de Estudos Avançados u.a Unidade arbitrária GLP Gás Liquefeito de Petróleo LIF Fluorescência Induzida por laser (Inglês “Laser Induced Fluorescence”) PLIF Fluorescência Induzida por laser planar (Inglês “Planar Laser Induced Fluorescence) LPG Gás Liquefeito de Petróleo (Inglês “Liquefied Petroleum Gas”) LISTA DE SÍMBOLOS O2 Oxigênio K Kelvin T Temperatura (em Kelvin) CH4 Gás metano k Constante de Boltzmann Razão de equivalência % Porcentagem S Sinal de espalhamento Rayleigh n Eficiência da coleção óptica I Intensidade do Laser incidente N Densidade das partículas V Constante que descreve o volume observado Ângulo sólido subentendido pela coleção optica. Xi Fração molar da espécie N2 Nitrogênio CO2 Dióxido de Carbono H2O Água H2 Hidrogênio CO Óxido de Carbono mW Miliwatt, é a unidade de medida correspondente 10-6 watts m Metro mm Milímetro nm Nanômetro mmHg Pressão em milímetros de Mercúrio cm Centímetro µm Micrômetro RL (λ) Refratividade molar 0 Taxa de polarização Seção de choque efetiva ml∕min Milímetros por minuto SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO.14 2. ASPECTOS TEÓRICOS DO ESPALHAMENTO RAYLEIGH.16 3. METODOLOGIA.19 3.1.EQUIPAMENTOS E CONDIÇÕES EXPERIMENTAIS.19 3.2.CÁLCULO DA RAZÃO DE EQUIVALÊNCIA.21 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO.24 4.1. CURVAS DE CALIBRAÇÃO DOS ROTÂMETROS.24 4.2. EQUAÇÕES QUÍMICAS DAS REAÇÕES DE COMBUSTÃO E CÁLCULO DAS SEÇÕES DE CHOQUE PARA GLP∕O2∕AR.26 4.3. EQUAÇÕES QUÍMICAS DAS REAÇÕES DE COMBUSTÃO E CÁLCULO DAS SEÇÕES DE CHOQUE PARA CH4∕O2∕ar .28 4.4.RESULTADOS.31 5 CONCLUSÕES.44 REFERÊNCIAS.45 APÊNDICE 1-Dados experimentais de temperatura.47 14 1. INTRODUÇÃO Cada vez mais a busca por novas fontes energéticas e a preocupação com o meio ambiente são temas discutidos mundialmente, o processo de combustão desde os primórdios se mostra como alvo principal de interesse da humanidade, e com isso seus parâmetros são imprescindíveis para melhor caracterização desse sistema. Diversos parâmetros concorrem para uma maior eficiência do sistema de combustão e devem ser levados em consideração. Dentre eles podem ser citados a temperatura, a pressão, a composição e as concentrações de combustíveis e comburentes. Os métodos de diagnósticos aplicados no estudo da combustão são os mais diversos, e podem ser classificados em métodos intrusivos, como a utilização de termopares para determinação da temperatura, e métodos não intrusivos, basicamente, os métodos ópticos. Estes últimos apresentam a vantagem de não perturbarem o escoamento das substâncias que reagem durante a combustão, não interferirem no próprio processo de queima e a maioria desses métodos apresentarem alta resolução temporal e espacial, o que permite mapear a zona de reação e identificar os diversos estados em que se formam os radicais transientes (BARRETA, 1993). Como alternativa ao uso de técnicas intrusivas, o monitoramento de propriedades óticas de espécies químicas presentes no escoamento tem se mostrado bastante atrativo: emissão natural, espalhamento, absorção, fluorescência (induzida ou natural), variação de índice de refração, etc.; são alguns exemplos de fenômenos físico-químicos associados aos componentes do escoamento que podem fornecer informações sobre sua temperatura e velocidade. O espalhamento Rayleigh é um processo de espalhamento elástico, ou seja, não há quantidade de energia trocada entre a radiação incidente e as moléculas atingidas ou partículas. Portanto, o comprimento de onda da luz espalhada não é modificado e o sinal espalhado é proporcional à intensidade incidente da soma ponderada da secção de choque diferencial. Por esta razão, o espalhamento Rayleigh não pode ser usado para determinar concentrações individuais das espécies, mas somente para medir a densidade do número de todas as espécies juntas. (SBAMPATO et al;2010). O presente trabalho teve como objetivo determinar a temperatura experimental no eixo radial das chamas GLP/O2/ar e metano/O2/ar, a fim de compará-las com valores teóricos obtidos através do programa GASEQ, que simula uma temperatura de uma chama adiabática, e compará-la também com a literatura. 15 Os aspectos teóricos serão apresentados no segundo capítulo. No terceiro capítulo, serão apresentados os cálculos das razões de equivalência e a montagem experimental para obtenção do sinal de espalhamento. Os resultados e discussões serão apresentados no quarto capítulo: curvas de calibração dos rotâmetros, os cálculos de equilíbrio das reações de combustão e o cálculos das secções de choque. Por fim, no quinto capítulo será apresentada a conclusão geral. 16 2. ASPECTOS TEÓRICOS O espalhamento Rayleigh é um fenômeno físico muito utilizado para medida de temperatura e concentração dos produtos de uma combustão, também pode ser usado para medir a densidade. Adotando-se pressão constante, a temperatura pode ser derivada da Lei do Gás ideal ou pela largura de linha do espalhamento Doppler (CHILDS et al, 2000). No espalhamento Rayleigh a luz capturada pela fotomultiplicadora é polarizada, a seção de choque pode ser definida como a área de uma partícula, molécula ou átomo, que sofrerá interação com a luz incidente de um laser, por exemplo. Na prática, os diagnósticos Rayleigh sofrem de uma falta de especificidade molecular. Por isso, a técnica tem tido aplicações muito limitadas e tem sido empregada somente em chamas muito limpas. Porém, a maior vantagem reside na força de sinal relativamente alta (a seção de choque é cerca de 1000 vezes maior que a seção de choque Raman vibracional) (BENHACHMI et al, 1983). O espalhamento Rayleigh é de interesse desde que a seção de choque seja tipicamente três vezes maior que a magnitude para o espalhamento vibracional Raman. O sinal total do espalhamento Rayleigh coletado por um detector é descrito por (SUTTON et al, 2006): (2.1) Onde: S- Sinal do espalhamento n - Eficiência da coleção óptica I- Intensidade do laser incidente N- Densidade das partículas (moléculas). V- Constante que descreve o volume de observação - Ângulo solido subentendido pela coleção optica. - Seção de choque efetiva média da mistura. A seção de choque diferencial de uma mistura de gases é determinada pela soma ponderada de todas as espécies presentes no volume de observação (BENHACHMI et al,1983): 17 (2.2)  d   d     xi  i    d  eff  d  i Onde: Xi- Fração molar da espécie A tabela 2. 1 mostra as seção de choque diferencial das espécies indicadas na coluna, e desta forma foram calculados os valores médios (SUTTON et al, 2006). Tabela 2. 1 – Refratividade molar RL (λ), taxa de polarização ρ0 (λ) e seção de choque  d ( )  diferencial   para a maioria das espécies de combustão e para o ar a 532 nm e nas  d  condições normais de pressão e temperatura (STP) (SUTTON et al, 2006). Espécies N2 O2 CO2 H2 O H2 CO Ar 4,4840 4,0650 6,6900 3,7820 2,0860 5,0340 4,2290 0,0201 0,0544 0,0752 0,0005 0,0178 0,0107 0 6,29651 E-28 5,39576 E-28 1,50029 E-28 4,37685 E -28 1,35887 E -28 7,84689 E-28 5,46877 E-28 Fonte: Próprio autor. Nesse experimento é medido o sinal de espalhamento mínimo e máximo para a mistura de gás presente no trabalho e para o ar. (2.3) (2.4) Para uma combustão com uma mistura estequiométrica, a variação na seção de choque citada é negligenciada, e a seção de choque pode ser assumida constante por toda a chama. Desta forma, reduz-se o procedimento para medir a intensidade espalhada de Rayleigh para enfocar la importancia de la producción mediática de los niños en su descubrimiento del mundo, sobre todo utilizando el periódico escolar y la imprenta. Asimismo las asociaciones de profesores trabajaron en esta línea e incluso la enseñanza católica se comprometió desde los años sesenta realizando trabajos originales en el marco de la corriente del Lenguaje Total. Páginas 43-48 45 Comunicar, 28, 2007 En el ámbito de los medios, también desde el principio del siglo XX hay ciertas corrientes de conexión. Pero es a lo largo de los años sesenta cuando se constituyeron asociaciones de periodistas apasionados por sus funciones de mediadores, que fomentaron la importancia ciudadana de los medios como algo cercano a los jóvenes, a los profesores y a las familias. Así se crearon la APIJ (Asociación de Prensa Información para la Juventud), la ARPEJ (Asociación Regional de Prensa y Enseñanza para la Juventud), el CIPE (Comité Interprofesional para la Prensa en la Escuela) o la APE (Asociación de Prensa y Enseñanza), todas ellas para la prensa escrita Estas asociaciones fueron precedidas por movimientos surgidos en mayo de 1968, como el CREPAC que, utilizando películas realizadas por periodistas conocidos, aclaraba temas que habían sido manipulados por una televisión demasiado próxima al poder político y realizaba encuentros con grupos de telespectadores. cipio del siglo XX, y nos han legado textos fundadores muy preciados, importantes trabajos de campo y muchos logros educativos y pedagógicos. La educación en medios ha tenido carácter de oficialidad de múltiples maneras, aunque nunca como una enseñanza global. Así la campaña «Operación Joven Telespectador Activo» (JTA), lanzada al final de los años setenta y financiada de manera interministerial para hacer reflexionar sobre las prácticas televisuales de los jóvenes, la creación del CLEMI (Centro de Educación y Medios de Comunicación) en el seno del Ministerio de Educación Nacional en 1983, la creación de la optativa «Cine-audiovisual» en los bachilleratos de humanidades de los institutos en 1984 (primer bachillerato en 1989) y múltiples referencias a la educación de la imagen, de la prensa, de Internet. La forma más visible y rápida de evaluar el lugar de la educación en medios es valorar el lugar que se le ha reservado en los libros de texto del sistema educa- 2. Construir la educación en los medios sin nombrarla El lugar que ocupa la edu- La denominación «educación en medios», que debería cación en los medios es muy ambiguo, aunque las cosas están cambiando recientemente. entenderse como un concepto integrador que reagrupase todos los medios presentes y futuros, es a menudo percibida En principio, en Francia, co- por los «tradicionalistas de la cultura» como una tendencia mo en muchos otros países, la educación en los medios no es hacia la masificación y la pérdida de la calidad. una disciplina escolar a tiempo completo, sino que se ha ido conformado progresivamente a través de experiencias y reflexiones teóricas que han tivo en Francia. Una inmersión sistemática nos permi- permitido implantar interesantes actividades de carác- te constatar que los textos oficiales acogen numerosos ter puntual. Se ha ganado poco a poco el reconoci- ejemplos, citas, sin delimitarla con precisión. miento de la institución educativa y la comunidad es- colar. Podemos decir que ha conquistado un «lugar», 3. ¿Por qué la escuela ha necesitado casi un siglo en el ámbito de la enseñanza transversal entre las dis- para oficilializar lo que cotidianamente se hacía en ciplinas existentes. ella? Sin embargo, la escuela no está sola en esta aspi- Primero, porque las prácticas de educación en me- ración, porque el trabajo en medios es valorado igual- dios han existido antes de ser nombradas así. Recor- mente por el Ministerio de Cultura (campañas de foto- demos que no fue hasta 1973 cuando aparece este grafía, la llamada «Operación Escuelas», presencia de término y que su definición se debe a los expertos del colegios e institutos en el cine ), así como el Minis- Consejo Internacional del Cine y de la Televisión, que terio de la Juventud y Deportes que ha emprendido en el seno de la UNESCO, definen de esta forma: numerosas iniciativas. «Por educación en medios conviene entender el estu- Así, esta presencia de la educación en los medios dio, la enseñanza, el aprendizaje de los medios moder- no ha sido oficial. ¡La educación de los medios no apa- nos de comunicación y de expresión que forman parte rece oficialmente como tal en los textos de la escuela de un dominio específico y autónomo de conocimien- francesa hasta 2006! tos en la teoría y la práctica pedagógicas, a diferencia Este hecho no nos puede dejar de sorprender ya de su utilización como auxiliar para la enseñanza y el que las experiencias se han multiplicado desde el prin- aprendizaje en otros dominios de conocimientos tales Páginas 43-48 46 Comunicar, 28, 2007 como los de matemáticas, ciencias y geografía». A pe- mente en todas las asignaturas. Incluso los nuevos cu- sar de que esta definición ha servido para otorgarle un rrículos de materias científicas en 2006 para los alum- reconocimiento real, los debates sobre lo que abarca y nos de 11 a 18 años hacen referencia a la necesidad no, no están totalmente extinguidos. de trabajar sobre la información científica y técnica y En segundo lugar, porque si bien a la escuela fran- el uso de las imágenes que nacen de ella. cesa le gusta la innovación, después duda mucho en Desde junio de 2006, aparece oficialmente el tér- reflejar y sancionar estas prácticas innovadoras en sus mino «educación en medios» al publicar el Ministerio textos oficiales. Nos encontramos con una tradición de Educación los nuevos contenidos mínimos y las sólidamente fundada sobre una transmisión de conoci- competencias que deben adquirir los jóvenes al salir mientos muy estructurados, organizados en disciplinas del sistema educativo. escolares que se dedican la mayor parte a transmitir Este documento pretende averiguar cuáles son los conocimientos teóricos. La pedagogía es a menudo se- conocimientos y las competencias indispensables que cundaria, aunque los profesores disfrutan de una ver- deben dominar para terminar con éxito su escolaridad, dadera libertad pedagógica en sus clases. El trabajo seguir su formación y construir su futuro personal y crítico sobre los medios que estaba aún en elaboración profesional. Siete competencias diferentes han sido te- necesitaba este empuje para hacerse oficial. nidas en cuenta y en cada una de ellas, el trabajo con Aunque el trabajo de educación en los medios no los medios es reconocido frecuentemente. Para citar esté reconocido como disciplina, no está ausente de un ejemplo, la competencia sobre el dominio de la len- gua francesa definen las capa- cidades para expresarse oral- La metodología elaborada en el marco de la educación en mente que pueden adquirirse con la utilización de la radio e, medios parece incluso permitir la inclinación de la sociedad incluso, se propone fomentar de la información hacia una sociedad del conocimiento, como defiende la UNESCO. En Francia, se necesitaría unir el interés por la lectura a través de la lectura de la prensa. La educación en los medios las fuerzas dispersas en función de los soportes mediáticos y orientarse más hacia la educación en medios que al dominio adquiere pleno derecho y entidad en la sección sexta titulada «competencias sociales y cívi- técnico de los aparatos. cas» que indica que «los alum- nos deberán ser capaces de juz- gar y tendrán espíritu crítico, lo que supone ser educados en los las programaciones oficiales, ya que, a lo largo de un medios y tener conciencia de su lugar y de su influencia estudio de los textos, los documentalistas del CLEMI en la sociedad». han podido señalar más de una centena de referencias a la educación de los medios en el seno de disciplinas 4. Un entorno positivo como el francés, la historia, la geografía, las lenguas, Si nos atenemos a las cifras, el panorama de la las artes plásticas : trabajos sobre las portadas de educación en medios es muy positivo. Una gran ope- prensa, reflexiones sobre temas mediáticos, análisis de ración de visibilidad como la «Semana de la prensa y publicidad, análisis de imágenes desde todos los ángu- de los medios en la escuela», coordinada por el CLE- los, reflexión sobre las noticias en los países europeos, MI, confirma año tras año, después de 17 convocato- información y opinión rias, el atractivo que ejerce sobre los profesores y los Esta presencia se constata desde la escuela mater- alumnos. Concebida como una gran operación de nal (2 a 6 años) donde, por ejemplo, se le pregunta a complementariedad (2000) Structure and mechanism of the aberrant ba3-cytochrome c oxidase from Thermus thermophilus. EMBO J 19: 1766–1776. 9. Hunsicker-Wang LM, Pacoma RL, Chen Y, Fee JA, Stout CD (2005) A novel cryoprotection scheme for enhancing the diffraction of crystals of recombinant cytochrome ba3 oxidase from Thermus thermophilus. Acta Crystallogr D Biol Crystallogr 61: 340–343. 10. 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