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Crítica da vida cotidiana

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U^JUERSIVAVE rtPElMí. Vli MINAS faculdadt cie Tilciò o {yia e. C.('êiic.(.a.i CRÍTICA DA VIDA GlíRAlS Humanai COTIDIANA Joié. Lllíz RixCado Dissertação apresentada ao Departamento de Filosofia da Faculdade e Ciências Humanas da deral de minas Gerais, parcial para a obtenção Mestre cm Filosofia. Bg.£o HoA.ízont.c. 10 0 6 de Filosofia Universidade l'c_ como do requisito grau de \ Disseertação defendidí\ opela Banca Examinadora constituída dos Senhores: ^ Cítio Ga^xcÃ.a P/i.0 á .\ Jo4c Cliaò.i\í V oi P-'LO ^. . Jõòé de. Anch-íe.-ta errata 0'XÍen.tadoA da Va-í-i eyi-t.ação Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Minas Gerais Belo Horizonte, 26 de junho de 1986. jcsr LUIZ fUKTÁVO CRÍTICA DA VIDA COT í DIANA' Po.í uma r-.< loio {.-ia da PoòàZvtl Belo Horinontc - .1.9 86 PoA-a Jã-Uci e Luóia. PciAa Voa.enfia. Paxa meu vai que desejava que. ca tAveòie. txiíhado outn.üb cain-òtlioi, Pa-ia minha mãe. que., un\ dia bu.ncando, me chamou de ^'Ivio^o. "A {^lloòo ^.ia, att agoAa,- p^to capou- 4£ em IntdM-pfLzta^ o mundo quando tKata-óc. dc. tAani ^o/imã-to" Marx "Aquale.i que ^alam dc. iQvolução c/e iuta (ill claòòei szm ie. ^e-íaiÍAent eKp£^c^.tamc.nta à vida co tidíana, c.omp.iec.ndcAeni o que. ha de no^ amo ft dc ÇÕC.Í, Giiei e óeni iubveti-ivo poUtivo naM^ ca-:, a dai coa tern na boca um cadáver" Vaneigem AGRÁPECIMEMTOS Ao f de44£.6 José. da Anch-íata CoKftza, que. não dão o pt-ix-e. Ete. tn^Zna o pe^ica-'i; ao pn.0 {^lòion. Ctl-co Gaficla que., do meu p^cÓp^i-Lo desejo, me.u ofil campo dos possíveis. Este trabalho não é, .Lefbvre. de Recorremos a outros autores na medida en que de uma for- ma ou de outra, mático. no entanto, uma interpretação da obra suas pesquisas confluiam para o mesmo universo te- Tal foi o caso de Baudrillard, Marcuse, André Gorz, Vanei gem e Guy Debord. Em todos eles a mesma preocupação: realidade da realidade interrogar a econômica e fundar a Praxis na vida corren te e na existência em sua cotidianidade. Aos textos de Marx volta mos sempre que necessário para confrontar com a fonte uma ou outri interpretação. Dividimos este trabalho em três capítulos. No primeiro/anali- ' samos os impasses de uma filosofia revolxacionãria que quer a Praxis no discernimento econômico, fundar reduzindo o Sujeito e, sua constituição áo papel que representa enquanto agente da produção^ Demonstramos que o papel do Estado, terno a sociedade, na. enquanto m.arco funcional in estrutura-se no interior mesmo da vida cotidia- A captação do sujeito, nas redes de integração^ ao sistema que visam mascarar os conflitos e administrar as contradições, forma, CO. desta não se reduz a um contato punctual com o terminal econômi - A alienação espalha-se viscosamente por todas as esferas vi venciais. ~ No segundo capitule^ tratamos de explorar o conceito de Consum.a 'toreidade que tomamos do empréstimo a Baudrillard. Através deste conceito apontamos os possíveis rumos de uma nova base teórica para a compreensão da vida cotidiana na Modernidade^ O existencialismo, diano na sua vertente -lleideggeriana, como tema de reflexão e não poderíamos deixar com que intenções o fez. lismo, tomou o coti de examinai Partindo pois da crítica ao existência - propomos uma filosofia capaz de superar ao mesmo tempo a ne cessidade e a evasão. O marxismo reducionista apoiou-se sobre a necessidade e converteu a história numa natureza, uma vez que a fun dava sobre a realidade econômica concebida com.o autônoma e suficiente. o existencialismo culmina sua inspiração negativa na nega - 10 ção da vida cotidiana, sentido inicial de uma pesquisa que visava aclarar a estrutura de ser do existente. Tendo problematizado a noção de consciência revolucionária de classe, e demonstrado a penetração das estruturas repressivas subjetividade na imanente e monádica, nosso trabalho levanta algumas questões de fundo sobre o problema de uma política do indivíduo. As angústias oriundas da vida cotidiana também expressam interiorizações das metas e dos conflitos sociais, der a totalidade social falando de si mesmo. \ P \ >/ í . y j ^ Lefbvre, 1981,p.21 e e possível compreen 1 ^ ' |-.xs.'0 , CüfU-r ' ' í IWI' ' . ' -"i; , y UC^ K - . ''f ."Í- * . ' ' cos?r-f ^ : A VI V* » íi pl'v'Tii',. udt' 'v ,1' .'V ,;, ^.PfííJ^vtre óiBS c- ,jê. ^. ' » ".v;rv®,o dk>3 hOlSíMI" » ^mln^ínfcHSfcieAte vivi/jio .lOXK '. , í S t-.y " '' .fU'i ."!i- - oua *-,-v ; -r V ' í t-- jr-íS-ti^r V í .-c-. -; *'.', K ;;; CAPITULO 1 i-1 . lú-st»/. ira Vwi'; ní* f i . , ' . \ ã í\ dl.-i' I OS RESÍDUOS DA PRAXIS i 12 1 - IMPASSES DO REDUCIONISMO I " õ home.m de. g-iande.6 nígÕcloò ^ícha a paòta do. zlpzn. £ tomo. o av^ão da tando,. O hcmam de no^gÔt-iois *n-iadoò incho, o e toma o onlbu-i da. bolòo dí mladízai da madruga A mallKLA, elegante ^az coope-t e. ^auna na quXnta- -{iO-l^a, A mulher não ílagantç, {^az {^tlfia no sábado A ^^e.Á,Ka i^az o^açõ^ò diafilamente. na.ô O opviaK-lo joga rne.n-i, bllhan. e, muZke^eó e c.nÀ.ançaé vZòtoi, e. ofiganÁ.zado&: òãbado, macanfionada, o fia 4e.' . Batizado A^ outfiaò de. aço, ^ateboZ de. domingo, o bzd-ce.nte.6 ^itaé maU compZe.xaò aque.íaò Zã adiante. . . tlcoò, convulòoò em pZeno na te.Aça e ^tca paAa vZ enilnada.h òtmplaó ,matò Apático6 e apaziguados, ate.ntoò o e-ngfie.nag e,tí.ò da máquina funcionando com 6ua6 fiodlnha^ umaò de. ouno, Ho- com òzuò d^aò pfiz- que. a {,itjoada comemo^^ação p^Evta do to fita ce.fita, io^filadoò. amanhã te.m m-í-6-6a de óêtZmo dZa, depo^4 de amanhã tem ca6am&nto. na quaAta, hofiaò tdfitaò. . . iaz amou noi - todo 6 . e líão apã- e dtllfLante-ò funcionamento num filtmo ImpíacaveZ". Llgla Fagundes Teltes, A disciplina do amoft. \ Há,no marxismo, uma intenção nunca dita de todo; a de recondu zir a multiplicidade de sentido da vida cotidiana e social ao ní vel das infra-estruturas. A plenitude visível dos jogos de infância, das comemorações que fazem o encontro e o intercâmbio afetuoso dos homens, aquilo que ê de caráter eminentemente vivido ê enfim, tudo recalcado pela e xigência de alcançar a inteligibilidade racional do todo. Para is to reduz-se tacitamente a forma dos intercâmbios ao núcleo racio nal da troca econômica: o valor de troca. Depois de ter feito surgir na historia o sujeito - desmontando de vez as teorias teleolÓgicas que opunham a praxis concreta a praxis do Espírito —através dos conceitos do materialismo histórico,o mar xismo se contentou era " imaginar vagamente" uma dialética da matéria . A história, através da obra de Marx, constituiu-se pela primei ra vez na filosofia como acontecimento intra-humano. Meio século" depois já a dialética que historicizava a natureza, naturalizava a 13 história e repunha o movimento da Praxis nvima espécie de novo abso luto econômico pelo qual a dialética novamente tornava-se transcedente. Mas então, o pensamento da transformação do mundo e nela engajado, já nada mais teria a fazer a não ser a apologia do futuro em germe no curso das coisas, ou a leitura da prosa do mundo capitalista agonizante. Marx nos legou a ciência da emancipação humana. O proletaria- do realizará a liberdade levando-a a cabo. A História, no entanto, escreve por linhas tão tortuosas, que muitas vezes a prosa da ciência da história e a pratica dos homens cruzam-se em páginas negras onde nenhuma quer reconhecer-se. A ciência da emancipação subjulga e justifica a tirania, a classe que ocupa a posição da liberdade fixa-se na oposição simétrica objetiva sem desenvolver nenhuma capacidade radical de resistência,O que fazer ? Para Lefbvre trata-se de efetuar uma mudança de perspectiva em relação ãs tarefas do pensamento filosófico, na obra de Marx e foi a qual está implícita " esquecida" posteriorm.ente no desenvolvimen to do pensamento Marxista após a Primeira Guerra Mundial. ele, Segundo é preciso retomar as questões da relação entre teoria e práti ca tanto no empenho do Marxismo em alinhar-se a ação revoluciona ria das massas quanto no combate ãs tendências ideológicas, idea - listas e materialista-mecanicistas, que se manifestam na atividade teórica da filosofia em geral, No primeiro caso, a tarefa consistiria em superar os criados pela participação da filosofia no rio: no segundo, impasses movimento revoluciona - consistiria em realizar a crítica das filosofias sistemáticas ao mesmo tempo que a crítica da vida cotidiana. A praxis revolucionária do proletariado não pode ser dirigida pela teceria que tem seu fundamento no fato de ser a teoria pratica . ou seja, mento etico abstrato, dessa fundar a prática seria uma volta ao pensa tornando-se a teoria a imposição de um dever -ser ao ser do proletário, dever-ser este que nada deveria a reali dade posta, mas extrairia sua fundamentação de uma determinação de essência anterior à história. A outra alternativa, funda a prática na racionalidade, cia. isto é, cientificista no agir conforme a eficá A prática eficaz é aquela que realiza suas finalidades com e conomia de meios e desliza facilmente para a pedagogia política. ~ Caberia, segundo esta perspectiva, líticas da ação racional. ensinar ãs massas as técnicas ix, A questão da consciência de classe trani 14 forma-se numa questão meramente técnica, pedagógica. nece ao proletariado, mediante a instrução deste, A ciência for o saber sobre a eficiência dos meios e sobre a escolha dos meios para os fins.No li mite a ciência extrairia da análise " racional" os próprios valores dos fins. De outro lado as massas deixadas a si mesmas, sem a mediação da teoria - instrumento de conversão da classe em-si ã classe através da consciência de classe não passariam das reinvidicatõrias de cunho econômico c permaneceriam, ganização, na for,ma " tradeuonista", para-si formulações a nível de or- não ascendendo á organização verdadeiramente revolucionária num partido revolucionário de massas. O filósofo, o teórico teriam, portanto, a missão de contribuir para que o proletariado se tornasse aquilo que e ^ , para que se i gualasse a si mesmo e assumisse a tarefa histórica de derrubar o mo do de produção capitalista interiorizando essa consciência autêntica de si mesmo que os intelectuais lhe devolvem. O impasse está em saber como pode essa teoria dar provas de sua autenticidade revolucionária se o sujeito teórico se desvincula, traves da divisão do trabalho, modo, do sujeito prático e efetivo. a- Deste a revelação que se faz na história da degradação,do homem pe- la existência de fato da classe operária e pela sua pratica', se dá para o teórico que lida com um esquema da história, como uma revela çao da história na atividade reflexiva e " crítica ". a crítica cjue representa o fato da existência proletária se transforma na crítica representada pela atividade com a ocorrência de raiva e leishmaniose visceral canina. Material e métodos Foram utilizados os resultados do censo canino e felino realizado em 1994 8 e os dados da coleta censitária de sangue para diagnóstico da leishmaniose visceral canina realizada na área urbana do município, entre janeiro e dezembro de 1999 (Centro de Controle de Zoonoses, Secretaria de Saúde e Higiene Pública. Boletins mensais das atividades de controle da leishmaniose visceral. Araçatuba, 1999-2004). Os dados de 2004 também foram obtidos por meio de censo canino realizado pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da Secretaria de Saúde e Higiene Pública do município, no período de novembro de 2003 a março de 2004. Utilizou-se a divisão do município em oito áreas e 36 setores, divisão esta adotada pela Superintendência de Controle de Endemias (SUCEN) desde 1996, como padrão para as ações de saúde 9. Os dados de eutanásia canina foram obtidos dos boletins mensais das atividades de controle da raiva do Município de Araçatuba (Direção Regional de Saúde de Araçatuba, Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Boletins das atividades de controle da raiva, Município de Araçatuba, 1993 a 2004). Para a comparação entre as faixas etárias da população canina consideraram-se os anos de 1994 e 2004, adotando-se o critério previamente utilizado em 1994 (< 1 ano; de 1 a 4 anos; > 4 anos). Como na coleta censitária de sangue de 1999 não houve registro da idade dos animais, a mesma não foi considerada para análise. Para a análise estatística utilizaram-se os testes do qui-quadrado e de duas proporções, adotando-se o nível de significância de 5% 10. Resultados e discussão A relação cão/habitante na área urbana de Araçatuba variou de 1,69 em 1994 para 2,03 cães em 1999, atingindo 1,79 cães para cada dez habitantes em 2004 (Tabela 1). O aumento observado no período pós-epidemia da raiva (1996 a 1998) reforça as observações de Beran & Frith 1 e Wandeler et al. 3 de que qualquer redução no tamanho da população canina por aumento na mortalidade é rapidamente compensada pelo aumento na reprodução e na taxa de sobrevivência. Quanto à distribuição sexual, houve diferença estatisticamente significante entre os períodos (p < 0,0001) com 56,2% de machos e 43,8% de fêmeas em 1994, passando a 51% e 49%, respectivamente, em 1999 e 49,9% e 50,1% em 2004. Embora na maioria dos estudos observese a predominância de animais do sexo masculino 2, em Araçatuba a predominância de machos observada em 1994 evoluiu para uma similaridade na distribuição entre os sexos, em 2004. As preferências da população que resultam na seleção de cães machos ou fêmeas são variáveis e sofrem influência de vários fatores econômicos e culturais, podendo ter influenciado os resultados observados na presente pesquisa. Observou-se também diferença estatisticamente significante (p < 0,0001) entre os anos de 1994 e 2004 para a distribuição da população canina segundo a faixa etária (Figura 1). A população de cães com até um ano de idade que representava 20,2% dos animais de 1994, passou a 32,5% em 2004 e a população de um a quatro anos de idade que era de 56,6% da população canina de 1994, diminuiu para 39,1% em 2004. Esse tipo de distribuição é típico de países do terceiro mundo e situações semelhantes foram observadas na Nigéria 11 e em Ibiúna, Estado de São Paulo 12. As implicações epidemiológicas dessa predominância de cães jovens incluem maior suscetibilidade a diferentes doenças e Tabela 1 Populações canina e humana na área urbana de Araçatuba, São Paulo, Brasil, e relação entre elas no período de 1994 a 2004. Ano Cães Habitantes Relação habitante/ cão Relação cão/ 10 habitantes * 1994 1999 2004 26.926 34.332 31.793 159.700 169.303 177.823 * Relação seguida de letras diferentes diferem entre si (p < 0,0001). 5,93 4,93 5,59 1,69 c 2,03 a 1,79 b Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 24(4):927-932, abr, 2008 ESTUDO DESCRITIVO DE UMA ESTRUTURA POPULACIONAL CANINA 929 Figura 1 Porcentagem de cães segundo a faixa etária na área urbana de Araçatuba, São Paulo, Brasil, nos anos de 1994 e 2004. baixa resposta imunológica frente a diversas vacinas contra importantes enfermidades, como a raiva 2,13. O número de eutanásias realizadas pelo CCZ declinou no período pós-raiva (1997 e 1998) e aumentou a partir de 1999 com a introdução da leishmaniose visceral (Figura 2). A taxa de eutanásia em 1994 foi de 8,8% (2.376/26.926); em 1999 foi de 14,9% (5.121/34.332) e em 2004 de 29,4% (9.364/31.793), diferenças estas estatisticamente significantes (p < 0,0001). Considerando-se o período de 11 anos, 49.380 cães foram submetidos à eutanásia no CCZ, sendo que deste total, 41.774 corresponderam ao período entre 1999 e 2004 (dados não apresentados). Ao contrário da raiva, cujas medidas de controle são amplamente eficazes, a enzootia de leishmaniose visceral no município não conta com meios de prevenção tão eficientes 14,15 e a alta taxa de eutanásia observada pode ter sido fator determinante para o decréscimo da população canina. Segundo Lima Júnior 2, elevadas taxas de mortalidade favorecem a renovação populacional o que pode resultar em população mais jovem e com maior tendência à prolificidade. Em Araçatuba, porém, a eliminação anual de um grande número de cães pode ter prejudicado seriamente o crescimento desta população uma vez que, mesmo havendo a reposição dos cães, muitos podem ter sido eliminados antes de atingirem a idade reprodutiva. A distribuição dos animais pela área urbana de Araçatuba revelou uma densidade de cães variável entre os diversos setores. Em 2004, por exemplo, os cães jovens com menos de dois anos de idade representaram 49,6% dos cães da área urbana (Figura 3). Os setores mais periféricos, com população de poder aquisitivo mais baixo, com mais problemas sociais e de saneamento ambiental, além de animais sem acompanhamento médico-veterinário, apresentaram alto percentual de cães menores de dois anos de idade (62% a 68%). Por outro lado, em setores economicamente mais desenvolvidos (região central), a porcentagem de cães com menos de dois anos de idade variou de 32,7% a 37,7%, sugerindo que a expectativa de vida dos cães destes setores é superior à dos periféricos. Os setores com maior porcentagem de animais jovens também apresentaram maior número de casos humanos de leishmaniose visceral e prevalência canina da doença (Centro de Controle de Zoonoses, Secretaria de Saúde e Higiene Pública. Boletins mensais das atividades de controle da leishmaniose visceral. Araçatuba, 1999-2004). Tal resultado é influenciado pela maior freqüência de ações de controle desenvolvidas nesses locais em decorrência dos casos humanos, resultando em maior taxa de eutanásia. Porém, o aumento da população canina mais jovem pode resultar em aumento da susceptibilidade destes cães à leishmaniose visceral, mantendo a doença na área. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 24(4):927-932, abr, 2008 930 Andrade AM et al. Figura 2 Número de cães eutanasiados e existentes no período de 1994 a 2004 na área urbana de Araçatuba, São Paulo, Brasil. Figura 3 Porcentagem de animais de até dois anos de idade nos diferentes setores do Município de Araçatuba, São Paulo, Brasil, em 2004. São Paulo Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 24(4):927-932, abr, 2008 33% a 38% 38% a 46% 46% a 54% 54% a 62% 62% a 68% ESTUDO DESCRITIVO DE UMA ESTRUTURA POPULACIONAL CANINA 931 Conclui-se que a ocorrência de raiva e leishmaniose visceral influenciou na estrutura e composição da população canina da área urbana de Araçatuba, em decorrência das ações de controle aplicadas ao reservatório canino. Resumo Colaboradores No período de 1994 a 2004, a população canina de Araçatuba, São Paulo, Brasil, registrou duas importantes zoonoses: a raiva e a leishmaniose visceral. Analisaram-se as mudanças ocorridas nessa população durante esse período, utilizando resultados de censos caninos e de coletas censitárias de sangue realizados em 1994, 1999 e 2004. A relação cão/10 habitantes variou significativamente, passando de 1,7 em 1994 para 2,0 em 1999 e para 1,8 em 2004. A porcentagem de cães com até um ano de idade passou de 20% para 32,5% e o número de eutanásias realizadas também aumentou após 1999, com a introdução da leishmaniose visceral. O número de cães e a estrutura etária variaram nos diversos setores do município e aqueles com maior porcentagem de animais com até dois anos de idade apresentaram maior ocorrência de casos de leishmaniose visceral humana e canina. Tais resultados decorrem de ações de controle adotadas nos setores com casos humanos de leishmaniose visceral, porém, o aumento da população canina mais jovem pode resultar em aumento da susceptibilidade destes cães à doença, favorecendo a manutenção da mesma na área. A. M. Andrade contribuiu na coleta de dados, análise e interpretação dos resultados e elaboração do manuscrito. S. H. V. Perri colaborou na análise % %& !' ( () & * & ( %+ (, ( (-.(&% G & % (& > & 2 F & < 0 L& , ( * " $% 1 ! % $% "1 9 7Q ! 1 - " 1 '# "' ' - # " A B)) 6" # $% " 6" " &% " " -! " " ' 1 &% # $% " A B)) +# 1 .1 &% # ! 1 - $% `+! - $% 6 + ' - @!* . 6# ! *7! - ## 6: #' - $% 6 +' " " 5 1! * + ! 9 4 2 7! " M)) - 23 M N M N O N O ( S O B B N M " 7! 1 ! 6 !" 6& ,-6 S ! 7! " 7! " !" "" " !* +! " *! 5 & ' " 7! >& 6 6>@ 6 -& ( " " !" " # ! *7! *! 5 !* - " , 1 , 7! 7! % +! " !* % " !" $: " , + ' 7! ! ! 3 7! ' "* + 7! 1 + !$% ! A! 1 " #! $% + 7! " #! A " $% ! 3! " % 3! " + ! $% +! " " + ! $% 1 1I 1 *2 '# "- "3 6! 2 + 6 ! $% 9 7Q 6 ! $% 2+ 1 ' &% 1 2+ 2+ 2! # ! 2+ 6 ! $% N@ ]!* $% `+! 6 '" + .1 ! &% " ! ! # 7Q &% % 9 4 2 7! # " M)) - 23 B M M B D 0 %,* 01 D M* @ D ! "##$ H % %& !' 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