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A importância da adoção de medidas preventivas (projeto/execução) na redução da ocorrência de manifestações patológicas em sistemas de revestimento

Documento informativo
O48i Oliveira, Nívia Nascimento Custódio de. A importância da adoção de medidas preventivas (Projeto/Execução) na redução da ocorrência de manifestações patológicas em sistemas de revestimento [manuscrito] / Nívia Nascimento Custódio de Oliveira. – 2014. 147 f., enc.: il. Orientador: Antônio Neves de Carvalho Júnior. Coorientador: Adriano de Paula e Silva. Dissertação (mestrado) – Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Engenharia. Inclui bibliografia. 1. Materiais de construção - Teses. 2. Revestimentos - Teses. 3. Argamassa - Teses. I. Carvalho Júnior, Antônio Neves de. II. Silva, Adriano de Paula e. III. Universidade Federal de Minas Gerais. Escola de Engenharia. IV. Título. CDU: 691(043) UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS DISSERTAÇÃO DE MESTRADO A IMPORTÂNCIA DA ADOÇÃO DE MEDIDAS PREVENTIVAS (PROJETO/EXECUÇÃO) NA REDUÇÃO DA OCORRÊNCIA DE MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM SISTEMAS DE REVESTIMENTO. Autora: Nívia Nascimento Custódio de Oliveira Orientador: Prof. Dr. Antônio Neves de Carvalho Júnior Co-Orientador: Prof. Dr. Adriano de Paula e Silva Belo Horizonte, Agosto de 2014 UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil Nívia Nascimento Custódio de Oliveira A IMPORTÂNCIA DA ADOÇÃO DE MEDIDAS PREVENTIVAS (PROJETO/EXECUÇÃO) NA REDUÇÃO DA OCORRÊNCIA DE MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS EM SISTEMAS DE REVESTIMENTO. Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil da Universidade Federal de Minas Gerais Área de Concentração: Materiais de Construção Civil Linha de Pesquisa: Materiais Cimentícios Orientador: Prof. Dr. Antônio Neves de Carvalho Júnior Co-Orientador: Prof. Dr. Adriano de Paula e Silva Escola de Engenharia da UFMG Belo Horizonte, Agosto de 2014 1 AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus por sua bondade e misericórdia que se renovam sobre mim a cada dia, Agradeço aos meus familiares por sempre me apoiarem e torcerem pelo meu crescimento, Agradeço aos meus professores do Departamento de Materiais de Construção que contribuíram para o meu desenvolvimento intelectual, Agradeço aos Professores Dr. Antônio Neves de Carvalho Júnior e Dr. Adriano de Paula e Silva, que além de me orientarem, me deram todo o suporte necessário para conclusão desta importante etapa da minha vida, Agradeço aos colegas que estiveram presentes, Agradeço a todos que contribuíram direta ou indiretamente para a conclusão deste trabalho. 2 RESUMO Os revestimentos de argamassa e gesso liso são muito utilizados na construção civil, sendo estes o cartão de visita das edificações, proporcionando a valorização de imóveis ou desvalorização quando apresentando patologias. Por este motivo deve-se garantir a qualidade e durabilidade dos revestimentos. O surgimento de patologias nos revestimentos vem sendo estudado há muito tempo, porém percebe-se que apesar dos diversos estudos e análises de manifestações patológicas, as mesmas ainda ocorrem com freqüência. Esta dissertação estuda as causas destas constantes patologias e discute sobre métodos preventivos baseados em normas existentes. Para isso é realizada análise quanto às características individuais dos materiais e mistura destes aos demais componentes dos revestimentos, considera-se também questões relacionadas ao sistema de revestimento e preparo da base, a importância da realização de projeto para revestimentos e importância da qualidade da mão de obra, evitando-se a junção de falhas, já que as patologias ocorrem geralmente pela ocorrência de uma série de erros.Para realização destas avaliações realizou-se revisão bibliográfica para um breve levantamento de informações sobre o tema, e em seguida a análise de alguns estudos de caso envolvendo patologias nos revestimentos, destacando-se o caso da igreja São Francisco de Assis, conhecida como igrejinha da Pampulha, que durante anos sofreu com o surgimento de manifestações patológicas nos revestimentos, sendo necessários diversos estudos para resolução definitiva do problema. Ainda são relacionadas algumas patologias com ocorrência em edificações residências unifamiliares, multifamiliares,comerciais e de uso público, obtidas a partir de avaliações realizadas pela autora. Palavras-chave: Revestimentos em argamassa; revestimento em gesso liso; patologias; métodos preventivos. 3 ABSTRACT The coatings of mortar and smooth plaster are widely used in construction, these being the first impression of the buildings, providing for recovery of property or depreciation when presenting pathologies. For this reason you should ensure the quality and durability of the coatings. The emergence of pathologies in the coatings has been studied long ago, but it is noticed that despite various studies and analysis of pathological manifestations, they still occur frequently. This dissertation studies the causes of these diseases and constant discusses preventive methods based on existing standards. For this analysis is performed as the individual characteristics of these materials and mixing the other components of coatings, we also consider issues related to the preparation and coating of the base system, the importance of performing design for coatings and importance of quality hand work, while avoiding the addition of failure, since the conditions generally occur in the event of a variety of errors. To perform these evaluations was held for a brief literature survey of information on the subject review, and then the analysis of some case studies involving pathologies in coats, highlighting the case of the Church of São Francisco de Assis, known as the little church of Pampulha, who suffered for years with the emergence of pathological manifestations in coatings, various studies are needed for definitive resolution of the problem. Are still some related pathologies occurring in single family homes, multifamily, commercial and public use, obtained from assessments conducted by the author buildings. Keywords: Coatings mortar; smooth plaster coating; pathologies; preventive methods 4 Sumário 1 INTRODUÇÃO . 14 2 OBJETIVO. 16 3 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA. 17 4 SISTEMAS DE REVESTIMENTO EM ARGAMASSA . 18 4.1 AGLOMERANTES . 19 4.1.1 Cimento . 19 4.1.2 Cal. 20 4.2 AGREGADOS: . 21 4.3 ÁGUA. 22 4.4 ADITIVOS . 23 4.5 COMPOSIÇÃO DO SISTEMA DE ARGAMASSA: . 23 4.5.1 Substrato . 23 4.5.2 Chapisco . 24 4.5.3 Emboço. 25 4.5.4 Reboco . 25 4.5.5 Acabamento Final. 25 4.6 SISTEMA DE GESSO LISO: . 26 4.6.1 Aglomerante: Gesso . 26 4.6.2 ÁGUA. 29 4.6.3 ADITIVOS . 29 4.7 COMPOSIÇÃO DO SISTEMA DE GESSO LISO . 29 4.7.1 Substrato . 29 4.7.2 Pasta de Gesso . 30 4.7.3 Acabamento Final. 30 4.8 IMPORTÂNCIA DA ADERÊNCIA NO SISTEMA DE REVESTIMENTO31 4.9 TIPOS DE SISTEMAS DE REVESTIMENTOS . 34 4.9.1 REVESTIMENTOS DE ARGAMASSA CONVENCIONAL . 34 4.9.1.1 Argamassas Simples. 34 4.9.1.2 Argamassas Mistas. 35 4.9.2 REVESTIMENTOS DE ARGAMASSA INDUSTRIALIZADA . 35 4.10 ESCOLHA DO SISTEMA DE REVESTIMENTO. 37 4.10.1 TIPOS DE SUBSTRATO . 37 4.10.1.1 BLOCOS CERÂMICOS. 37 5 4.10.1.2 BLOCOS DE CONCRETO . 39 4.10.1.3 ESTUDO COMPARATIVO BLOCOS COM E SEM CHAPISCO 40 4.10.1.4 CONCRETO ARMADO. 41 4.10.2 ENCONTRO DE BASES DIFERENTES. 41 4.11 PROJETO . 42 4.11.1 NORMAS DE REFERÊNCIA . 43 4.11.1.1 Argamassa . 43 4.11.1.2 Gesso . 44 4.12 MÉTODOS EXECUTIVOS PARA REVESTIMENTOS DE ARGAMASSA 45 4.12.1 PREPARO DA BASE . 45 4.12.2 TÉCNICAS EXECUTIVASDAS ARGAMASSAS . 46 4.12.3 CURA . 50 4.12.4 TECNOLOGIA PARA APLICAÇÃO DA ARGAMASSA . 51 4.13 MÉTODOS EXECUTIVOS DO GESSO LISO . 51 4.13.1 PREPARO DA BASE . 51 4.13.2 PREPARO E UTILIZAÇÃO DA PASTA DE GESSO . 52 4.13.3 TECNOLOGIA PARA APLICAÇÃO DA PASTA DE GESSO . 52 4.14 PATOLOGIAS EM SISTEMAS DE REVESTIMENTO. 53 4.14.1 PATOLOGIA DOS REVESTIMENTOS DE ARGAMASSA: DEFINIÇÃO . 53 4.14.2 PATOLOGIAS OCASIONADAS POR MOVIMENTAÇÕES TÉRMICAS. 60 4.14.3 PATOLOGIAS OCASIONADAS PELA ESCOLHA INCORRETA DOS MATERIAIS . 65 ÁGUA. 67 ADITIVOS . 67 4.14.4 PATOLOGIAS OCASIONADAS PELA PROPORÇÃO DE MATERIAIS . 67 4.14.5 PATOLOGIAS OCASIONADAS PELAFALTA DE PLANEJAMENTO, NÃO OBEDIÊNCIA AO PROJETO E MÉTODOS EXECUTIVOS INADEQUADOS. 71 4.14.6 PATOLOGIAS OCASIONADAS POR FATORES EXTERNOS . 72 4.14.7 PATOLOGIAS OCASIONADAS PELA JUNÇÃO DE FALHAS. 73 4.15 CONCLUSÃO. 74 6 5 METODOLOGIA . 75 6 ESTUDO DE CASO: IGREJA DA PAMPULHA . 76 6.1 HISTÓRICO. 76 7 ESTUDOS DE CASO. 102 7.1 GRUPO A: PATOLOGIAS EM EDIFICAÇÕES RESIDÊNCIAIS UNIFAMILIARES . 103 7.1.1 PATOLOGIA A1: IDENTIFICAÇÃO: PRESENÇA DE MOFO NO REVESTIMENTO DE GESSO LISO . 103 7.1.1.1 CAUSAS PROVÁVEIS. 103 7.1.1.2 MÉTODOS PREVENTIVOS . 104 7.1.1.3 RECUPERAÇÃO . 105 7.1.2 PATOLOGIA A2: IDENTIFICAÇÃO: DESCOLAMENTO DE PINTURA, MOFO E APARÊNCIA AMARELADA DO REVESTIMENTO DE ARGAMASSA. 105 7.1.2.1 CAUSAS PROVÁVEIS. 107 7.1.2.2 MÉTODOS PREVENTIVOS . 108 7.1.2.3 RECUPERAÇÃO . 109 7.1.3 PATOLOGIA A3: IDENTIFICAÇÃO: DESPLACAMENTO DE REVESTIMENTO CERÂMICO E TRINCAS NOS MESMOS. 110 7.1.3.1 CAUSAS PROVÁVEIS: . 111 7.1.3.2 MÉTODOS PREVENTIVOS . 112 7.1.3.3 RECUPERAÇÃO . 113 7.2 GRUPO B: PATOLOGIAS EM EDIFICAÇÕES RESIDÊNCIAIS MULTIFAMILIARES. 115 7.2.1 PATOLOGIA B1: IDENTIFICAÇÃO: ESFARELAMENTO DA ARGAMASSA E SURGIMENTO DE VEGETAÇÃO NO REVESTIMENTO. 115 7.2.1.1 CAUSAS PROVÁVEIS. 116 7.2.1.2 MÉTODOS PREVENTIVOS . 116 7.2.1.3 RECUPERAÇÃO . 117 7.2.2 PATOLOGIA B2: IDENTIFICAÇÃO: DESCOLAMENTO DE PINTURA E ESFARELAMENTO E MOFO NO REVESTIMENTO. . 117 7.2.2.1 CAUSAS PROVÁVEIS. 118 7.2.2.2 MÉTODOS PREVENTIVOS . 118 7.2.2.3 RECUPERAÇÃO . 118 7.3 GRUPO C: PATOLOGIAS EM EDIFICAÇÕES COMERCIAIS OU DE USO PÚBLICO . 119 7 7.3.1 PATOLOGIA C1: IDENTIFICAÇÃO: ESTUFAMENTO DA TINTA E REVESTIMENTO PRÓXIMO AO RODAPÉ . 119 7.3.1.1 CAUSAS PROVÁVEIS. 120 7.3.1.2 MÉTODOS PREVENTIVOS . 120 7.3.1.3 RECUPERAÇÃO . 121 7.3.2 PATOLOGIA C2: IDENTIFICAÇÃO: TRINCAS E FENDAS OCASIONADAS POR FATORES EXTERNOS. 121 7.3.2.1 CAUSAS PROVÁVEIS. 123 7.3.2.2 MÉTODOS PREVENTIVOS . 125 7.3.2.3 RECUPERAÇÃO . 125 7.3.3 PATOLOGIA C3: IDENTIFICAÇÃO: DESPLACAMENTO CERÂMICO. 126 7.3.3.1 CAUSAS PROVÁVEIS. 127 7.3.3.2 MÉTODOS PREVENTIVOS . 127 7.3.3.3 RECUPERAÇÃO . 127 7.3.4 PATOLOGIA C4: IDENTIFICAÇÃO: DESCOLAMENTO DE PINTURA, ESFARELAMENTO DO REBOCO, ARMADURA EXPOSTA NA PLATIBANDA. . 128 7.3.4.1 CAUSAS PROVÁVEIS. 129 7.3.4.2 MÉTODOS PREVENTIVOS . 129 7.3.4.3 RECUPERAÇÃO . 129 7.3.5 PATOLOGIA C5: IDENTIFICAÇÃO:TRINCAS E FISSURAS EM REVESTIMENTO DE GESSO LISO . 130 7.3.5.1 CAUSAS PROVÁVEIS. 131 7.3.5.2 MÉTODOS PREVENTIVOS . 131 7.3.5.3 RECUPERAÇÃO . 131 8 CONSIDERAÇÕES FINAIS . 137 9 enfocar la importancia de la producción mediática de los niños en su descubrimiento del mundo, sobre todo utilizando el periódico escolar y la imprenta. Asimismo las asociaciones de profesores trabajaron en esta línea e incluso la enseñanza católica se comprometió desde los años sesenta realizando trabajos originales en el marco de la corriente del Lenguaje Total. Páginas 43-48 45 Comunicar, 28, 2007 En el ámbito de los medios, también desde el principio del siglo XX hay ciertas corrientes de conexión. Pero es a lo largo de los años sesenta cuando se constituyeron asociaciones de periodistas apasionados por sus funciones de mediadores, que fomentaron la importancia ciudadana de los medios como algo cercano a los jóvenes, a los profesores y a las familias. Así se crearon la APIJ (Asociación de Prensa Información para la Juventud), la ARPEJ (Asociación Regional de Prensa y Enseñanza para la Juventud), el CIPE (Comité Interprofesional para la Prensa en la Escuela) o la APE (Asociación de Prensa y Enseñanza), todas ellas para la prensa escrita Estas asociaciones fueron precedidas por movimientos surgidos en mayo de 1968, como el CREPAC que, utilizando películas realizadas por periodistas conocidos, aclaraba temas que habían sido manipulados por una televisión demasiado próxima al poder político y realizaba encuentros con grupos de telespectadores. cipio del siglo XX, y nos han legado textos fundadores muy preciados, importantes trabajos de campo y muchos logros educativos y pedagógicos. La educación en medios ha tenido carácter de oficialidad de múltiples maneras, aunque nunca como una enseñanza global. Así la campaña «Operación Joven Telespectador Activo» (JTA), lanzada al final de los años setenta y financiada de manera interministerial para hacer reflexionar sobre las prácticas televisuales de los jóvenes, la creación del CLEMI (Centro de Educación y Medios de Comunicación) en el seno del Ministerio de Educación Nacional en 1983, la creación de la optativa «Cine-audiovisual» en los bachilleratos de humanidades de los institutos en 1984 (primer bachillerato en 1989) y múltiples referencias a la educación de la imagen, de la prensa, de Internet. La forma más visible y rápida de evaluar el lugar de la educación en medios es valorar el lugar que se le ha reservado en los libros de texto del sistema educa- 2. Construir la educación en los medios sin nombrarla El lugar que ocupa la edu- La denominación «educación en medios», que debería cación en los medios es muy ambiguo, aunque las cosas están cambiando recientemente. entenderse como un concepto integrador que reagrupase todos los medios presentes y futuros, es a menudo percibida En principio, en Francia, co- por los «tradicionalistas de la cultura» como una tendencia mo en muchos otros países, la educación en los medios no es hacia la masificación y la pérdida de la calidad. una disciplina escolar a tiempo completo, sino que se ha ido conformado progresivamente a través de experiencias y reflexiones teóricas que han tivo en Francia. Una inmersión sistemática nos permi- permitido implantar interesantes actividades de carác- te constatar que los textos oficiales acogen numerosos ter puntual. Se ha ganado poco a poco el reconoci- ejemplos, citas, sin delimitarla con precisión. miento de la institución educativa y la comunidad es- colar. Podemos decir que ha conquistado un «lugar», 3. ¿Por qué la escuela ha necesitado casi un siglo en el ámbito de la enseñanza transversal entre las dis- para oficilializar lo que cotidianamente se hacía en ciplinas existentes. ella? Sin embargo, la escuela no está sola en esta aspi- Primero, porque las prácticas de educación en me- ración, porque el trabajo en medios es valorado igual- dios han existido antes de ser nombradas así. Recor- mente por el Ministerio de Cultura (campañas de foto- demos que no fue hasta 1973 cuando aparece este grafía, la llamada «Operación Escuelas», presencia de término y que su definición se debe a los expertos del colegios e institutos en el cine ), así como el Minis- Consejo Internacional del Cine y de la Televisión, que terio de la Juventud y Deportes que ha emprendido en el seno de la UNESCO, definen de esta forma: numerosas iniciativas. «Por educación en medios conviene entender el estu- Así, esta presencia de la educación en los medios dio, la enseñanza, el aprendizaje de los medios moder- no ha sido oficial. ¡La educación de los medios no apa- nos de comunicación y de expresión que forman parte rece oficialmente como tal en los textos de la escuela de un dominio específico y autónomo de conocimien- francesa hasta 2006! tos en la teoría y la práctica pedagógicas, a diferencia Este hecho no nos puede dejar de sorprender ya de su utilización como auxiliar para la enseñanza y el que las experiencias se han multiplicado desde el prin- aprendizaje en otros dominios de conocimientos tales Páginas 43-48 46 Comunicar, 28, 2007 como los de matemáticas, ciencias y geografía». A pe- mente en todas las asignaturas. Incluso los nuevos cu- sar de que esta definición ha servido para otorgarle un rrículos de materias científicas en 2006 para los alum- reconocimiento real, los debates sobre lo que abarca y nos de 11 a 18 años hacen referencia a la necesidad no, no están totalmente extinguidos. de trabajar sobre la información científica y técnica y En segundo lugar, porque si bien a la escuela fran- el uso de las imágenes que nacen de ella. cesa le gusta la innovación, después duda mucho en Desde junio de 2006, aparece oficialmente el tér- reflejar y sancionar estas prácticas innovadoras en sus mino «educación en medios» al publicar el Ministerio textos oficiales. Nos encontramos con una tradición de Educación los nuevos contenidos mínimos y las sólidamente fundada sobre una transmisión de conoci- competencias que deben adquirir los jóvenes al salir mientos muy estructurados, organizados en disciplinas del sistema educativo. escolares que se dedican la mayor parte a transmitir Este documento pretende averiguar cuáles son los conocimientos teóricos. La pedagogía es a menudo se- conocimientos y las competencias indispensables que cundaria, aunque los profesores disfrutan de una ver- deben dominar para terminar con éxito su escolaridad, dadera libertad pedagógica en sus clases. El trabajo seguir su formación y construir su futuro personal y crítico sobre los medios que estaba aún en elaboración profesional. Siete competencias diferentes han sido te- necesitaba este empuje para hacerse oficial. nidas en cuenta y en cada una de ellas, el trabajo con Aunque el trabajo de educación en los medios no los medios es reconocido frecuentemente. Para citar esté reconocido como disciplina, no está ausente de un ejemplo, la competencia sobre el dominio de la len- gua francesa definen las capa- cidades para expresarse oral- La metodología elaborada en el marco de la educación en mente que pueden adquirirse con la utilización de la radio e, medios parece incluso permitir la inclinación de la sociedad incluso, se propone fomentar de la información hacia una sociedad del conocimiento, como defiende la UNESCO. En Francia, se necesitaría unir el interés por la lectura a través de la lectura de la prensa. La educación en los medios las fuerzas dispersas en función de los soportes mediáticos y orientarse más hacia la educación en medios que al dominio adquiere pleno derecho y entidad en la sección sexta titulada «competencias sociales y cívi- técnico de los aparatos. cas» que indica que «los alum- nos deberán ser capaces de juz- gar y tendrán espíritu crítico, lo que supone ser educados en los las programaciones oficiales, ya que, a lo largo de un medios y tener conciencia de su lugar y de su influencia estudio de los textos, los documentalistas del CLEMI en la sociedad». han podido señalar más de una centena de referencias a la educación de los medios en el seno de disciplinas 4. Un entorno positivo como el francés, la historia, la geografía, las lenguas, Si nos atenemos a las cifras, el panorama de la las artes plásticas : trabajos sobre las portadas de educación en medios es muy positivo. Una gran ope- prensa, reflexiones sobre temas mediáticos, análisis de ración de visibilidad como la «Semana de la prensa y publicidad, análisis de imágenes desde todos los ángu- de los medios en la escuela», coordinada por el CLE- los, reflexión sobre las noticias en los países europeos, MI, confirma año tras año, después de 17 convocato- información y opinión rias, el atractivo que ejerce sobre los profesores y los Esta presencia se constata desde la escuela mater- alumnos. Concebida como una gran operación de nal (2 a 6 años) donde, por ejemplo, se le pregunta a complementariedad (2000) Structure and mechanism of the aberrant ba3-cytochrome c oxidase from Thermus thermophilus. EMBO J 19: 1766–1776. 9. Hunsicker-Wang LM, Pacoma RL, Chen Y, Fee JA, Stout CD (2005) A novel cryoprotection scheme for enhancing the diffraction of crystals of recombinant cytochrome ba3 oxidase from Thermus thermophilus. Acta Crystallogr D Biol Crystallogr 61: 340–343. 10. 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