Feedback

Estratégias para a mitigação de herbivoria por capivaras (Hydrochaeris hydrochaeris) sobre reflorestamento de floresta ripária no alto rio das Velhas, Minas Gerais, Brasil

Documento informativo

Dissertação de Mestrado Estratégias para a mitigação de herbivoria por capivaras (Hydrochaeris hydrochaeris) sobre reflorestamento de floresta ripária no alto rio das Velhas, Minas Gerais, Brasil Leandro Carmo Guimarães Belo Horizonte Fevereiro 2013 1 Universidade Federal de Minas Gerais Instituto de Ciências Biológicas Departamento de Biologia Geral Programa de Pós-graduação em Ecologia, Conservação e Manejo da Vida Silvestre Estratégias para a mitigação de herbivoria por capivaras (Hydrochaeris hydrochaeris) sobre reflorestamento de floresta ripária no alto rio das Velhas, Minas Gerais, Brasil Leandro Carmo Guimarães Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ecologia, Conservação e Manejo da Vida Silvestre, do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais, como requisito parcial à obtenção do grau de mestre em Ecologia, Conservação e Manejo da Vida Silvestre. Orientadora: Profª. Drª. Maria Rita Scotti Muzzi Co-orientador: Prof. Dr. Flávio Henrique Guimarães Belo Horizonte 2013 2 Agradecimentos A minha esposa Isabella pelo amor, força e cumplicidade absolutos que fazem de mim o homem que sou. A meus pais pela formação, apoio e amor. A meus parentes pelo carinho. À minha orientadora Maria Rita Scotti Muzzi pela supervisão e por todas as oportunidades que me proporcionou. Ao meu co-orientador professor Flávio Henrique Guimarães Rodrigues pelas ideias e sugestões. Aos professores Rodrigo Matta Machado e Adriano Paglia pela participação na banca. Aos professores, colegas e funcionários do Programa de Pós-graduação em Ecologia, Conservação e Manejo da Vida Silvestre (ECMVS) pelo aprendizado que me proporcionaram dentro e fora da área ambiental. Aos colegas e funcionários do Laboratório de Interação Microorganismo-Planta e Recuperação de Áreas Degradadas pelo apoio logístico. A todos os amigos que permanecem ou passaram e cujo companheirismo me trouxe até aqui. À Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior por minha bolsa de mestrado. Ao Laboratório de Interação Microrganismo-Planta e Recuperação de Áreas Degradadas pelo financiamento dos plantios. 3 Abstract: This study investigated the potential of diversionary feeding and behavior contingent sonic deterrents in mitigating herbivory impacts by capybaras (Hydrochaeris hydrochaeris) in a riparian forest reclamation site in the Velhas river watershed, southeast Brazil. To this end, Paspalum notatum, popularly known as batatais or bahiagrass, was chosen as a diversionary food candidate and motion activated sonic alarms were used as deterrents. A field experiment compared plant cover and damage incidence between a control, from which capybaras were excluded by fencing, and open plots with and without sonic deterrents in which P. notatum was cultivated alongside other species of interest to the reclamation of the area. P. notatum proved distinctly preferred by capybaras, suffering 8.14 times more damages than the remaining species in its plots and suffering cover losses of up to 40% outside control plots while the remaining species showed no difference from the control. Sonic deterrents did not influence soil cover by any of the species, but did mitigate damage incidence on P. notatum, independently of time, whereas damages were 93% more prevalent in the plots without deterrents. This success was partial, however, as damage incidence in the presence of deterrents was still greater than in the control. Keywords: diversionary food, sonic deterrent, Paspalum notatum, riparian forest reclamation, capybara, Hydrochaeris hydrochaeris 4 Resumo: O presente trabalho investigou o potencial de recursos diversionários e dissuasivos sônicos em mitigar a herbivoria por capivaras (Hydrochaeris hydrochaeris) sobre plantios de recomposição de floresta ripária na bacia do rio das Velhas, MG. Para tal fim, a espécie Paspalum notatum, popularmente conhecida como grama de batatais, foi escolhida como candidata a recurso diversionário e alarmes disparados por movimento foram usados como dispositivos dissuasivos. Um experimento de campo comparou a ocupação do solo e a incidência de danos entre um controle, do qual capivaras foram excluídas por cercamento, e parcelas abertas com e sem alarmes em que P. notatum foi cultivada junto a outras espécies de interesse para a recuperação da área. P. notatum foi nitidamente preferida pelas capivaras, sofrendo 8,14 vezes mais danos do que as demais espécies em suas parcelas e apresentando uma ocupação de solo até 40% menor quando fora do controle, enquanto as demais espécies não diferiram do controle. Os alarmes não influenciaram a ocupação do solo por nenhuma espécie, mas mitigaram a incidência de danos sobre P. notatum, já que, independentemente do tempo, as parcelas sem alarmes sofreram 93% mais danos. Esse sucesso foi parcial, contudo, já que os danos ainda foram significativamente maiores nas parcelas com alarme do que no controle. Palavras-chave: recurso diversionário, dissuasivo sônico, Paspalum notatum, recuperação de floresta ripária, capivara, Hydrochearis hydrochearis 5 Sumário Agradecimentos.3 Abstract.4 Resumo.5 1. Introdução Geral.9 1.1. Caracterização da bacia.9 2. Introduction.14 3. Materials and methods .16 3.1. Cultivated plant species.16 3.2. Study site.17 3.3. Experimental design.18 3.4. Deterrent devices.19 3.5. Sampling.19 3.6. Statistical analysis.19 4. Results.20 4.1. Plant cover.20 4.2. Effects of association with P. notatum or H. annuus on native species cover.22 4.3. Herbivory and trampling damages .23 4.4. Comparison of P. notatum and native species herbivory damages.25 5. Discussion .25 6. Conclusions.29 7. Súmula dos resultados.30 8. Referências bibliográficas.31 Anexo 1 – Tabelas.40 Anexo 2 – Croqui de plantio de espécies lenhosas na área.45 Anexo 3 – Arquivo fotográfico.46 6 Sumário de figuras Fig. 1 – Localização da Bacia do Rio das Velhas em Minas Gerais, seus municípios de abrangência e subdivisões .10 Fig. 2 – Study site location at the confluence point of the Velhas River and minor tributary in the outskirts of Belo Horizonte, state of Minas Gerais, southeast Brazil (S19° 50' 30.102", 43° 52' 6.6714" W) 17 Fig. 3 – Descriptive measures of Paspalum notatum cover averages (%) over time (days) . .20 Fig. 4 – Descriptive measures of Helianthus annuus cover averages (%) over time (days) . .21 Fig. 5 – Descriptive measures of native species cover averages (%) over time (days) .22 Fig. 6 - Dispersal diagram for native species cover alongside Paspalum notatum and Helianthus annuus over time (days) with curves adjusted via LOWESS method .22 Fig. 7 – Average ratios of Paspalum notatum cover damaged by herbivory over time (days) . .23 Fig. 8 – Ratio of Paspalum notatum cover damaged by herbivory independently of time . .23 Fig. 9 – Average ratios of Helianthus annuus cover damaged by trampling over time (days) .24 Fig. 10 – Ratio of Helianthus annuus cover damaged by trampling independently of time . .24 7 Sumário de Tabelas Tabela 1 – Distribuição percentual dos biótopos na bacia do Velhas. .12 Table 2 - Quasi-likelihood Regression with logarithmic link function and variance proportionate to the average function for P. notatum cover .40 Table 3 - Quasi-likelihood Regression with logarithmic link function and variance proportionate to the average function for H. annuus cover .40 Table 4 - Quasi-likelihood Regression with logarithmic link function and variance proportionate to the average function for native species cover .40 Table 5 – Spearman correlations for native species cover alongside P. notatum and H. annuus .40 Table 6 – Quasi-likelihood regression with logarithmic link function and constant variance function for native species cover .41 Table 7 - Descriptive measures and Kruskal-Wallis test to verify the effect of time on P. notatum herbivory incidence regardless of treatment 41 Table 8 - P-values for the Wilcoxon signed-rank test and the Mann-Whitney test .42 Table 9 - Kruskal-Wallis test results for the effect of time on the trampling ratios for H. annuus . 42 Table 10 - P-values for the Wilcoxon signed rank and Mann-Whitney tests .43 Table 11 – Kruskal-Wallis test results for the effect of time on the herbivory ratios for native species .43 Table 12 – P-values for the Wilcoxon signed rank and Mann-Whitney test .44 Table 13 – Mann-Whitney test for time independent overall damage ratios for P. notatum and native species 44 8 1. Introdução geral Riparian forests provide cardinal ecosystems services such as biodiversity conservation (Nilsson 2007), regularization of hydrological cycles (Tabachi et al. 2000), water and soil conservation (Plamodon 1991, Alegre and Rao 1996) sediment retention (Welsch 1991, Sparovek 2002), carbon sequestration (Pires 2009), pollutant filtering (Lawrence et al. 1984, Liu 1997, Neill 2006) and streambank stabilization (Pollen 2007). A relevância da conservação e recuperação de bacias hidrográficas para os ecossistemas e populações humanas que delas dependem torna-se uma prioridade frente à intensa e extensa degradação ocorrida nas ultimas décadas. Intimamente integradas às bacias, matas ciliares provêm uma ampla gama de serviços ambientais como redução da erosão e do assoreamento (Welsch 1991, Sparovek 2002), estabilização das margens (Pollen 2007), filtragem de poluentes (Lawrence et al. 1984, Liu 1997, Neill 2006), conservação do solo e da água (Plamodon 1991, Alegre and Rao 1996), redução de enchentes (Tabachi et al. 2000), manutenção da biodiversidade (Nilsson 2007) e sequestro de carbono. Daí a emergência de iniciativas de recuperação de bacias hidrográficas e suas matas ciliares no Brasil e no mundo (Bullock 2011, Calmón 2011). O sucesso de iniciativas de recuperação de floresta ripária depende da sobrevivência de suas plântulas lenhosas, o que gera uma demanda por medidas que reduzam a mortalidade das plântulas, protegendo-as inclusive de fatores bióticos como competição e herbivoria. O presente trabalho busca explorar a viabilidade e eficácia de ferramentas de manejo de vida silvestre que aliviem a pressão predatória sobre plantios de recomposição de mata ciliar no contexto dos esforços de recuperação da Bacia do Rio das Velhas. 1.1. Caracterização da Bacia A bacia do Rio das Velhas encontra-se na região central do estado de Minas Gerais, compreendida entre os paralelos 17º15’ S e 20º25’ S e os meridianos 43º25’ W e 44º50’ W. Sua área de drenagem de 29.173 Km², ou 5% da área do estado, perpassa 51 municípios (FEAM 2010) (Fig. 1) e abriga uma população de aproximadamente 4,3 milhões de habitantes (Camargos 2005). A 9 nascente do Velhas encontra-se no Parque Municipal das Andorinhas, município de Ouro Preto, e o rio percorre 801 km até sua foz no Rio São Francisco no distrito de Barra do Guaicuy, município de Várzea da Palma (FEAM 2010). Seus divisores de água são a Serra do Espinhaço a Leste e as Serras do Ouro Branco, Moeda e Curral a Oeste (Moreira 2006). A bacia é subdividida em trechos alto, médio e baixo (Costa 2008) conforme a Fig. 1. Fig. 1 - Localização da Bacia do Rio das Velhas em Minas Gerais, seus municípios de abrangência e subdivisões (Fonte CBH Velhas 2012) 10 A maioria dos cursos de água da bacia apresenta drenagem dendrítica e seus principais tributários são os rios Paraúna, Itabirito, Taquaraçu, Bicudo e 11 Ribeirão da Mata (Camargos 2005). São, ainda, dignas de nota as lagoas cársticas de tipo sumidouro que agem como reservatórios para os rios e podem ser encontradas em municípios como Lagoa Santa e Sete Lagoas (Pessoa 2005). Segundo Camargos (2005), predominam na bacia o clima quente de inverno seco e o tropical de verão úmido. As precipitações anuais médias na tendem a diminuir da cabeceira para foz, indo de até 2.000 mm em Ouro Preto a 1.100 mm em Buenópolis e Várzea da Palma junto ao desague. As elevadas altitudes da região leste da média bacia permitem precipitações mais altas, chegando a 1.700 mm, principalmente na Serra do Espinhaço. Nos trechos médio e baixo, a estação seca dura três meses, de junho a agosto, mas o alto trecho apresenta secas mais longas, de 4 a 5 meses, indo de maio a setembro. Já as temperaturas anuais médias tendem a aumentar no sentido montantejusante da calha principal, indo de 18ºc na cabeceira até 23ºc na foz. Três biomas detentores de biodiversidade significativa ocorrem na bacia, o Cerrado, a Mata Atlântica e os Campos de Altitude. Entretanto, em 2005, usos antrópicos do solo ocupavam 48,6% da área total da bacia, enquanto a vegetação natural bem preservada, seja ela primária ou em estágio avançado de regeneração, correspondia a 32,9% e fragmentos em estágios mais iniciais de regeneração correspondiam a 14,4% da área (Camargos 2005) (Tabela 1). Como a Tabela 1 mostra, o alto trecho da bacia concentra não apenas as aglomerações urbanas representadas principalmente pela RMBH como também as maiores áreas florestadas (Floresta Estacional Semidecidual e Ciliar), o que é explicado pela concentração de áreas protegidas nesse trecho, criadas principalmente para barrar a degradação e resguardar os mananciais hídricos que abastecem a RMBH (Camargos 2005). 12 Tabela 1 – Distribuição percentual dos biótopos na bacia do Velhas (Camargos 2005) A história da degradação ambiental da bacia está intimamente relacionada à sua ocupação e às atividades econômicas nela desenvolvidas. A colonização teve início no final do Século XVII, na esteira de bandeirantes que usavam o trajeto do rio como rota para explorar o interior do país em busca de ouro e gemas preciosas (Camargos 2005). Findado o ciclo do ouro, pecuária e agricultura expandiram a degradação, principalmente pela conversão de áreas florestadas em pasto e lavoura. Posteriormente, já no fim do século XIX, a fundação da capital, Belo Horizonte, fomentou o adensamento populacional que culminaria na RMBH que hoje concentra 70% da população da bacia em seus 13 municípios por ela abrangidos (FEAM 2010). O descobrimento de jazidas de minério de ferro na bacia desencadeou um novo ciclo de exploração minerária e estimulou a instalação de siderúrgicas às margens dos cursos da bacia (Camargos 2005). Atualmente, a perda de cobertura vegetal na bacia do Velhas é um problema grave e persistente. Entre Julho de 2009 e Agosto de 2011, 6.705,89 hectares de mata nativa foram suprimidos na bacia do Velhas (IEF 2012). O desmatamento está concentrado nas bacias média e baixa, áreas menos urbanizadas, em que predomina a atividade pecuária e há menos áreas protegidas, essas concentradas no alto rio das velhas de modo a resguardar o abastecimento de água da RMBH (Camargos 2005). 13 Já a degradação da qualidade da água empobrece as comunidades aquáticas e ameaça a saúde humana. A situação é tão crítica que no 3º semestre de 2012, todos os corpos de água da bacia apresentaram alguma violação de parâmetro em relação ao limite legal de sua classe de uso, incluindo aí coliformes termotolerantes, demanda bioquímica de oxigênio e níveis de fósforo, manganês e arsênio (IGAM 2012). As principais fontes de contaminação são o despejo de esgoto doméstico e industrial, o beneficiamento de ouro e ferro e a atividade siderúrgica. Os cursos de água menos contaminados concentram-se à margem direita do rio, associados ao complexo do espinhaço, enquanto os mais enfocar la importancia de la producción mediática de los niños en su descubrimiento del mundo, sobre todo utilizando el periódico escolar y la imprenta. Asimismo las asociaciones de profesores trabajaron en esta línea e incluso la enseñanza católica se comprometió desde los años sesenta realizando trabajos originales en el marco de la corriente del Lenguaje Total. Páginas 43-48 45 Comunicar, 28, 2007 En el ámbito de los medios, también desde el principio del siglo XX hay ciertas corrientes de conexión. Pero es a lo largo de los años sesenta cuando se constituyeron asociaciones de periodistas apasionados por sus funciones de mediadores, que fomentaron la importancia ciudadana de los medios como algo cercano a los jóvenes, a los profesores y a las familias. Así se crearon la APIJ (Asociación de Prensa Información para la Juventud), la ARPEJ (Asociación Regional de Prensa y Enseñanza para la Juventud), el CIPE (Comité Interprofesional para la Prensa en la Escuela) o la APE (Asociación de Prensa y Enseñanza), todas ellas para la prensa escrita Estas asociaciones fueron precedidas por movimientos surgidos en mayo de 1968, como el CREPAC que, utilizando películas realizadas por periodistas conocidos, aclaraba temas que habían sido manipulados por una televisión demasiado próxima al poder político y realizaba encuentros con grupos de telespectadores. cipio del siglo XX, y nos han legado textos fundadores muy preciados, importantes trabajos de campo y muchos logros educativos y pedagógicos. La educación en medios ha tenido carácter de oficialidad de múltiples maneras, aunque nunca como una enseñanza global. Así la campaña «Operación Joven Telespectador Activo» (JTA), lanzada al final de los años setenta y financiada de manera interministerial para hacer reflexionar sobre las prácticas televisuales de los jóvenes, la creación del CLEMI (Centro de Educación y Medios de Comunicación) en el seno del Ministerio de Educación Nacional en 1983, la creación de la optativa «Cine-audiovisual» en los bachilleratos de humanidades de los institutos en 1984 (primer bachillerato en 1989) y múltiples referencias a la educación de la imagen, de la prensa, de Internet. La forma más visible y rápida de evaluar el lugar de la educación en medios es valorar el lugar que se le ha reservado en los libros de texto del sistema educa- 2. Construir la educación en los medios sin nombrarla El lugar que ocupa la edu- La denominación «educación en medios», que debería cación en los medios es muy ambiguo, aunque las cosas están cambiando recientemente. entenderse como un concepto integrador que reagrupase todos los medios presentes y futuros, es a menudo percibida En principio, en Francia, co- por los «tradicionalistas de la cultura» como una tendencia mo en muchos otros países, la educación en los medios no es hacia la masificación y la pérdida de la calidad. una disciplina escolar a tiempo completo, sino que se ha ido conformado progresivamente a través de experiencias y reflexiones teóricas que han tivo en Francia. Una inmersión sistemática nos permi- permitido implantar interesantes actividades de carác- te constatar que los textos oficiales acogen numerosos ter puntual. Se ha ganado poco a poco el reconoci- ejemplos, citas, sin delimitarla con precisión. miento de la institución educativa y la comunidad es- colar. Podemos decir que ha conquistado un «lugar», 3. ¿Por qué la escuela ha necesitado casi un siglo en el ámbito de la enseñanza transversal entre las dis- para oficilializar lo que cotidianamente se hacía en ciplinas existentes. ella? Sin embargo, la escuela no está sola en esta aspi- Primero, porque las prácticas de educación en me- ración, porque el trabajo en medios es valorado igual- dios han existido antes de ser nombradas así. Recor- mente por el Ministerio de Cultura (campañas de foto- demos que no fue hasta 1973 cuando aparece este grafía, la llamada «Operación Escuelas», presencia de término y que su definición se debe a los expertos del colegios e institutos en el cine ), así como el Minis- Consejo Internacional del Cine y de la Televisión, que terio de la Juventud y Deportes que ha emprendido en el seno de la UNESCO, definen de esta forma: numerosas iniciativas. «Por educación en medios conviene entender el estu- Así, esta presencia de la educación en los medios dio, la enseñanza, el aprendizaje de los medios moder- no ha sido oficial. ¡La educación de los medios no apa- nos de comunicación y de expresión que forman parte rece oficialmente como tal en los textos de la escuela de un dominio específico y autónomo de conocimien- francesa hasta 2006! tos en la teoría y la práctica pedagógicas, a diferencia Este hecho no nos puede dejar de sorprender ya de su utilización como auxiliar para la enseñanza y el que las experiencias se han multiplicado desde el prin- aprendizaje en otros dominios de conocimientos tales Páginas 43-48 46 Comunicar, 28, 2007 como los de matemáticas, ciencias y geografía». A pe- mente en todas las asignaturas. Incluso los nuevos cu- sar de que esta definición ha servido para otorgarle un rrículos de materias científicas en 2006 para los alum- reconocimiento real, los debates sobre lo que abarca y nos de 11 a 18 años hacen referencia a la necesidad no, no están totalmente extinguidos. de trabajar sobre la información científica y técnica y En segundo lugar, porque si bien a la escuela fran- el uso de las imágenes que nacen de ella. cesa le gusta la innovación, después duda mucho en Desde junio de 2006, aparece oficialmente el tér- reflejar y sancionar estas prácticas innovadoras en sus mino «educación en medios» al publicar el Ministerio textos oficiales. Nos encontramos con una tradición de Educación los nuevos contenidos mínimos y las sólidamente fundada sobre una transmisión de conoci- competencias que deben adquirir los jóvenes al salir mientos muy estructurados, organizados en disciplinas del sistema educativo. escolares que se dedican la mayor parte a transmitir Este documento pretende averiguar cuáles son los conocimientos teóricos. La pedagogía es a menudo se- conocimientos y las competencias indispensables que cundaria, aunque los profesores disfrutan de una ver- deben dominar para terminar con éxito su escolaridad, dadera libertad pedagógica en sus clases. El trabajo seguir su formación y construir su futuro personal y crítico sobre los medios que estaba aún en elaboración profesional. Siete competencias diferentes han sido te- necesitaba este empuje para hacerse oficial. nidas en cuenta y en cada una de ellas, el trabajo con Aunque el trabajo de educación en los medios no los medios es reconocido frecuentemente. Para citar esté reconocido como disciplina, no está ausente de un ejemplo, la competencia sobre el dominio de la len- gua francesa definen las capa- cidades para expresarse oral- La metodología elaborada en el marco de la educación en mente que pueden adquirirse con la utilización de la radio e, medios parece incluso permitir la inclinación de la sociedad incluso, se propone fomentar de la información hacia una sociedad del conocimiento, como defiende la UNESCO. En Francia, se necesitaría unir el interés por la lectura a través de la lectura de la prensa. La educación en los medios las fuerzas dispersas en función de los soportes mediáticos y orientarse más hacia la educación en medios que al dominio adquiere pleno derecho y entidad en la sección sexta titulada «competencias sociales y cívi- técnico de los aparatos. cas» que indica que «los alum- nos deberán ser capaces de juz- gar y tendrán espíritu crítico, lo que supone ser educados en los las programaciones oficiales, ya que, a lo largo de un medios y tener conciencia de su lugar y de su influencia estudio de los textos, los documentalistas del CLEMI en la sociedad». han podido señalar más de una centena de referencias a la educación de los medios en el seno de disciplinas 4. Un entorno positivo como el francés, la historia, la geografía, las lenguas, Si nos atenemos a las cifras, el panorama de la las artes plásticas : trabajos sobre las portadas de educación en medios es muy positivo. Una gran ope- prensa, reflexiones sobre temas mediáticos, análisis de ración de visibilidad como la «Semana de la prensa y publicidad, análisis de imágenes desde todos los ángu- de los medios en la escuela», coordinada por el CLE- los, reflexión sobre las noticias en los países europeos, MI, confirma año tras año, después de 17 convocato- información y opinión rias, el atractivo que ejerce sobre los profesores y los Esta presencia se constata desde la escuela mater- alumnos. Concebida como una gran operación de nal (2 a 6 años) donde, por ejemplo, se le pregunta a complementariedad (2000) Structure and mechanism of the aberrant ba3-cytochrome c oxidase from Thermus thermophilus. EMBO J 19: 1766–1776. 9. Hunsicker-Wang LM, Pacoma RL, Chen Y, Fee JA, Stout CD (2005) A novel cryoprotection scheme for enhancing the diffraction of crystals of recombinant cytochrome ba3 oxidase from Thermus thermophilus. Acta Crystallogr D Biol Crystallogr 61: 340–343. 10. Buschmann S, Warkentin E, Xie H, Langer JD, Ermler U, et al. (2010) The structure of cbb3 cytochrome oxidase provides insights into proton pumping. Science 329: 327–330. 11. Fee JA, Case DA, Noodleman L (2008) Toward a chemical mechanism of proton pumping by the B-type cytochrome c oxidases: application of density functional theory to cytochrome ba3 of Thermus thermophilus. J Am Chem Soc 130: 15002–15021. 12. Chang HY, Hemp J, Chen Y, Fee JA, Gennis RB (2009) The cytochrome ba3 oxygen reductase from Thermus thermophilus uses a single input channel for proton delivery to the active site and for proton pumping. Proc Natl Acad Sci U S A 106: 16169–16173. 13. Luna VM, Chen Y, Fee JA, Stout CD (2008) Crystallographic studies of Xe and Kr binding within the large internal cavity of cytochrome ba3 from Thermus thermophilus: structural analysis and role of oxygen transport channels in the heme-Cu oxidases. Biochemistry 47: 4657–4665. PLoS ONE | www.plosone.org 11 July 2011 | Volume 6 | Issue 7 | e22348 The 1.8 Å Structure of ba3Oxidase 27. Vogeley L, Sineshchekov OA, Trivedi VD, Sasaki J, Spudich JL, et al. (2004) Anabaena sensory rhodopsin: a photochromic color sensor at 2.0 A. Science 306: 1390–1393. 28. Cherezov V, Rosenbaum DM, Hanson MA, Rasmussen SG, Thian FS, et al. (2007) High-resolution crystal structure of an engineered human beta2adrenergic G protein-coupled receptor. Science 318: 1258–1265. 29. Jaakola VP, Griffith MT, Hanson MA, Cherezov V, Chien EY, et al. (2008) The 2.6 angstrom crystal structure of a human A2A adenosine receptor bound to an antagonist. Science 322: 1211–1217. 30. Wu B, Chien EY, Mol CD, Fenalti G, Liu W, et al. (2010) Structures of the CXCR4 chemokine GPCR with small-molecule and cyclic peptide antagonists. Science 330: 1066–1071. 31. Chien EY, Liu W, Zhao Q, Katritch V, Han GW, et al. (2010) Structure of the Human Dopamine D3 Receptor in Complex with a D2/D3 Selective Antagonist. Science 330: 1091–1095. 32. Hanson MA, Cherezov V, Griffith MT, Roth CB, Jaakola VP, et al. (2008) A specific cholesterol binding site is established by the 2.8 A structure of the human beta2-adrenergic receptor. Structure 16: 897–905. 33. Cherezov V, Liu W, Derrick JP, Luan B, Aksimentiev A, et al. (2008) In meso crystal structure and docking simulations suggest an alternative proteoglycan binding site in the OpcA outer membrane adhesin. Proteins 71: 24–34. 34. Cherezov V, Clogston J, Papiz MZ, Caffrey M (2006) Room to move: crystallizing membrane proteins in swollen lipidic mesophases. J Mol Biol 357: 1605–1618. 35. Caffrey M (2009) Crystallizing membrane proteins for structure determination: use of lipidic mesophases. Annu Rev Biophys 38: 29–51. 36. Loh HH, Law PY (1980) The role of membrane lipids in receptor mechanisms. Annu Rev Pharmacol Toxicol 20: 201–234. 37. Lee AG (2004) How lipids affect the activities of integral membrane proteins. Biochim Biophys Acta 1666: 62–87. 38. Robinson NC (1993) Functional binding of cardiolipin to cytochrome c oxidase. J Bioenerg Biomembr 25: 153–163. 39. Qin L, Sharpe MA, Garavito RM, Ferguson-Miller S (2007) Conserved lipidbinding sites in membrane proteins: a focus on cytochrome c oxidase. Curr Opin Struct Biol 17: 444–450. 40. Sedlak E, Panda M, Dale MP, Weintraub ST, Robinson NC (2006) Photolabeling of cardiolipin binding subunits within bovine heart cytochrome c oxidase. Biochemistry 45: 746–754. 41. Hunte C, Richers S (2008) Lipids and membrane protein structures. Curr Opin Struct Biol 18: 406–411. 42. Reichow SL, Gonen T (2009) Lipid-protein interactions probed by electron crystallography. Curr Opin Struct Biol 19: 560–565. 43. Yang YL, Yang FL, Jao SC, Chen MY, Tsay SS, et al. (2006) Structural elucidation of phosphoglycolipids from strains of the bacterial thermophiles Thermus and Meiothermus. J Lipid Res 47: 1823–1832. 44. Belrhali H, Nollert P, Royant A, Menzel C, Rosenbusch JP, et al. (1999) Protein, lipid and water organization in bacteriorhodopsin crystals: a molecular view of the purple membrane at 1.9 A resolution. Structure 7: 909–917. 45. Long SB, Tao X, Campbell EB, MacKinnon R (2007) Atomic structure of a voltage-dependent K+ channel in a lipid membrane-like environment. Nature 450: 376–382. 46. Gonen T, Cheng Y, Sliz P, Hiroaki Y, Fujiyoshi Y, et al. (2005) Lipid-protein interactions in double-layered two-dimensional AQP0 crystals. Nature 438: 633–638. 47. Seelig A, Seelig J (1977) Effect of single cis double bound on the structure of a phospholipid bilayer. Biochemistry 16: 45–50. 48. Lomize MA, Lomize AL, Pogozheva ID, Mosberg HI (2006) OPM: orientations of proteins in membranes database. Bioinformatics 22: 623–625. 49. Hoyrup P, Callisen TH, Jensen MO, Halperin A, Mouritsen OG (2004) Lipid protrusions, membrane softness, and enzymatic activity. Phys Chem Chem Phys 6: 1608–1615. PLoS ONE | www.plosone.org 50. Lee HJ, Svahn E, Swanson JM, Lepp H, Voth GA et al (2010) Intricate Role of Water in Proton Transport through Cytochrome c Oxidase. J Am Chem Soc 132: 16225–16239. 51. Aoyama H, Muramoto K, Shinzawa-Itoh K, Hirata K, Yamashita E, et al. (2009) A peroxide bridge between Fe and Cu ions in the O2 reduction site of fully oxidized cytochrome c oxidase could suppress the proton pump. Proc Natl Acad Sci U S A 106: 2165–2169. 52. Schmidt B, McCracken J, Ferguson-Miller S (2003) A discrete water exit pathway in the membrane protein cytochrome c oxidase, Proc Natl Acad Sci U S A 100: 15539–15542. 53. Einarsdottir O, Choc MG, Weldon S, Caughey WS (1988) The site and mechanism of dioxygen reduction in bovine heart cytochrome c oxidase. J Biol Chem 263: 13641–13654. 54. Agmon N (1995) The Grotthuss mechanism. Chem Phys Lett 244: 456– 462. 55. Salomonsson L, Lee A, Gennis RB, Brzezinski P (2004) A single amino-acid lid renders a gas-tight compartment within a membrane-bound transporter. Proc Natl Acad Sci U S A 101: 11617–11621. 56. Yin H, Feng G, Clore GM, Hummer G, Rasaiah JC (2010) Water in the polar and nonpolar cavities of the protein Interleukin-1-beta. J Phys Chem B 114: 16290–16297. 57. Eisenberger P, Shulman RG, Brown GS, Ogawa S (1976) Structure-function relations in hemoglobin as determined by x-ray absorption spectroscopy. Proc Natl Acad Sci U S A 73: 491–495. 58. Chishiro T, Shimazaki Y, Tani F, Tachi Y, Naruta Y, et al. (2003) Isolation and crystal structure of a peroxo-brodged heme-copper complex. Ang Chem Int Ed 42: 2788– 2791. 59. Ostermeier C, Harrenga A, Ermler U, Michel H (1997) Structure at 2.7 A resolution of the Paracoccus denitrificans two-subunit cytochrome c oxidase complexed with an antibody FV fragment. Proc Natl Acad Sci U S A 94: 10547–10553. 60. Kaila VRI, Oksanen E, Goldman A, Bloch D, Verkhovsky MI, et al. (2011) A combined quantum chemical and crystallographic study on the oxidized binuclear center of cytochrome c oxidase. Biochim Biophys Acta 1807: 769–778. 61. Sakaguchi M, Shinzawa-Itoh K, Yoshikawa S, Ogura T (2010) A resonance Raman band assignable to the O-O stretching mode in the resting oxidized state of bovine heart cytochrome c oxidise. J Bioenerg Biomembr 42: 241–243. 62. Chance B, Saronio C, Waring A, Leigh Jr. JS (1978) Cytochrome c-cytochrome oxidase interactions at subzero temperatures. Biochim. Biophys. Acta 503: 37–55. 63. Cheng A, Hummel B, Qiu H, Caffrey M (1998) A simple mechanical mixer for small viscous lipid-containing samples. Chem Phys Lipids 95: 11–21. 64. Cherezov V, Peddi A, Muthusubramaniam L, Zheng YF, Caffrey M (2004) A robotic system for crystallizing membrane and soluble proteins in lipidic mesophases. Acta Crystallogr D Biol Crystallogr 60: 1795–1807. 65. Minor W, Cymborowski M, Otwinowski Z, Chruszcz M (2006) HKL-3000: the integration of data reduction and structure solution - from diffraction images to an initial model in minutes. Acta Crystallogr D Biol Crystallogr 62: 859–866. 66. McCoy AJ, Grosse-Kunstleve RW, Adams PD, Winn MD, Storoni LC, et al. (2007) Phaser crystallographic software. J Appl Crystallogr 40: 658–674. 67. McRee DE (2004) Differential evolution for protein crystallographic optimizations. Acta Crystallogr D Biol Crystallogr 60: 2276–2279. 68. Unno M, Chen H, Kusama S, Shaik S, Ikeda-Saito M (2007) Structural characterization of the fleeting ferric peroxo species in myoglobin, Experiment and theory. J Am Chem Soc 129: 13394–13395. 69. Kuhnel K, Derat E, Terner J, Shaik S, Schlicting I (2007) Structure and quantum chemical characterization of chloroperoxidase compound 0, a common reaction intermediate of diverse heme enzymes. Proc Natl Acad Sci U S A 104: 99–104. 12 July 2011 | Volume 6 | Issue 7 | e22348
Estratégias para a mitigação de herbivoria por capivaras (Hydrochaeris hydrochaeris) sobre reflorestamento de floresta ripária no alto rio das Velhas, Minas Gerais, Brasil
RECENT ACTIVITIES

Autor

Documento similar

Tags

Estratégias para a mitigação de herbivoria por capivaras (Hydrochaeris hydrochaeris) sobre reflorestamento de floresta ripária no alto rio das Velhas, Minas Gerais, Brasil

Livre