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Desenvolvimento regional e políticas sociais: um estudo do noroeste do Rio Grande do Sul na primeira década do século XXI = Regional development and social policies: a study of the northwest of Rio Grande do Sul at the first XXI century’s decade

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Desenvolvimento regional e políticas sociais: um estudo do noroeste do Rio Grande do Sul na primeira década do século XXI Regional development and social policies: a study of the northwest of Rio Grande do Sul at the first XXI century’s decade EDEMAR ROTTA*  RESUMO – O artigo analisa os investimentos em políticas sociais realizados pelos municípios-polo da região noroeste do estado do Rio Grande do Sul e sua possível repercussão nos indicadores de desenvolvimento. Realiza-se mapeamento do cenário de estudos a respeito do desenvolvimento regional, enfocando em como as diferentes abordagens entendem o papel representado pelas políticas sociais na dinâmica de desenvolvimento das sociedades. Demonstra-se e comparam-se os investimentos em políticas sociais em dois momentos específicos: a década de 1990 e os primeiros oito anos da década de 2000. Utilizam-se como fonte de referência os relatórios de gestão e os dados constantes na prestação de contas dos municípios junto ao Tribunal de Contas do Estado do RS. A análise da realidade das políticas sociais nesses municípios, ao longo de quase duas décadas (1991 a 2008), evidenciou transformações significativas que repercutem diretamente nos indicadores de desenvolvimento, especialmente as ligadas à área da educação e da saúde. Palavras-chave – Políticas sociais. Desenvolvimento regional. Noroeste do RS. Transferência de renda. Cidadania. ABSTRACT – This article analyzes investments in social policies carried out by poles municipalities from the northwest region of Rio Grande do Sul and its possible repercussion on develop e t i di ato s. It’s held a mapping of the studies scenario about the regional development, focusing on how different approaches understand the role represented by social policies in a dynamic development of societies. It demonstrates and compares the investment in social policies at two specific moments: the 9 ’s and the first eight years of the ’s. Management reports and data contained i the u i ipalities’ a ou ta ilit provided by Tribunal de Contas do Estado do RS are used as the reference source. The analysis of the reality of social policies in these cities, over almost two decades (1991-2008), revealed significant changes that directly affect the development indicators, especially those related to education and health. Keywords – Social policies. Regional development. Northwest region of RS. Income transfer. Citizenship * Doutor em Serviço Social, mestre em Sociologia. Professor e Diretor do Campus Cerro Largo da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Cerro Largo – RS, Brasil. E-mail: erotta@uffs.edu.br Submetido em: maio/2011. Aprovado em: maio/2012. Textos & Contextos (Porto Alegre), v. 11, n. 1, p. 74 - 91, jan./jul. 2012 | Desenvolvimento regional e políticas sociais: um estudo do noroeste do Rio Grande do Sul na primeira década do século XXI 75 A segunda metade do século XIX é vista como o berço em que emergem as primeiras experiências de políticas sociais e também os primeiros estudos sobre desenvolvimento regional. Este nascimento quase conjunto é fruto do processo histórico de afirmação da sociedade moderna, que traz a perspectiva da compreensão dos fenômenos sociais a partir da racionalidade, e o consequente desenvolvimento da ciência, contrapondo-se às explicações religiosas, místicas e do senso comum. As trajetórias das experiências e dos estudos das políticas sociais e do desenvolvimento regional possuem inúmeras interfaces, algumas vezes pouco ressaltadas na tradição acadêmica, em razão de enfoques centrados em suas especificidades e não em visões sistêmicas. As novas descobertas científicas e os desafios sociais das três últimas décadas do século XX tendem a romper com a visão tradicional da ciência produzida nos moldes cartesianos, centrada no objeto, para uma nova ciência, centrada nas relações (CAPRA, 2003). Compreender relações significa avançar para além do método científico tradicional dominante na cultura ocidental; significa superar as ideias de medir, pesar, precisar, esquadrinhar, limitar, definir., para avançar em direção às ideias de mapear, relacionar, interligar, perceber a multiplicidade e a complexidade que envolvem os diferentes fenômenos. Essa mudança, por alguns1 ha ada de uda ça pa adig ti a , epe ute as dive sas i ias, a plia do as possibilidades de diálogo e o estabelecimento de interfaces. O estudo que aqui se apresenta está centrado na busca de interfaces entre os investimentos realizados em políticas sociais e as dinâmicas de desenvolvimento dos municípios e regiões. Inicia-se fazendo uma revisão teórica dos estudos sobre desenvolvimento regional, apontando algumas abordagens dominantes e o papel que as mesmas atribuem às políticas sociais na dinâmica de desenvolvimento das sociedades. Na sequência, analisam-se os investimentos em políticas sociais realizados pelos municípios-polo da região noroeste do Rio Grande do Sul (RS), nas décadas de 1990 e 2000, procurando apontar as possíveis influências dos mesmos na dinâmica de desenvolvimento dessas localidades e da sua região de influência. Desenvolvimento regional e políticas sociais: abordagens de referência Na análise da literatura, é possível encontrar diversos exercícios de revisão histórica e tentativa de classificação e agrupamento dos estudos sobre o desenvolvimento regional, tais como os realizados por Klink (2001); Dallabrida, Siedenberg e Fernández (2004); Paiva (2008); entre outros. As classificações podem variar dependendo do enfoque dado e dos objetivos do estudo, porém, é praticamente consenso que a preocupação em compreender o desenvolvimento diferenciado das nações e de sociedades específicas acompanhou a própria constituição e afirmação das ciências sociais (LOPES, 2001). O objetivo básico deste estudo é compreender o papel atribuído às políticas sociais na dinâmica de desenvolvimento das sociedades, portanto, a revisão e o agrupamento são orientados por esta preocupação. Princípios de economia, tratado de Alfred Marshall publicado em 1890, sobre os distritos industriais ingleses, é reconhecido como um dos primeiros estudos clássicos sobre desenvolvimento regional. Ele procura explicar as causas que levam à localização das indústrias em alguns espaços espe ífi os ue de o i a de dist itos i dust iais . Esses dist itos i dust iais o stitui ia p o essos de aglomeração econômica que os poriam em vantagem em relação a outras regiões (ROTTA, 2007). Praticamente na mesma época, no final do século XIX, Lenin, ao estudar a situação da Rússia, constata que o capitalismo se desenvolvia de forma desigual, reproduzindo-se intensamente num espaço limitado, o seu centro, e extensivamente no amplo espaço de sua dominação, a sua periferia. Esse descompasso é visto por Lenin como a essência do modo de produção capitalista, pois a indústria, por suas características tecnológicas, avança mais rápido do que a agricultura, e os ramos de cada setor obedecem a ritmos diferentes, consolidando o desenvolvimento desigual (TAVARES, 2002; ROTTA, 2007). Textos & Contextos (Porto Alegre), v. 11, n. 1, p. 74 - 91, jan./jul. 2012 | Edemar Rotta 76 A expansão do capitalismo, no início do século XX, parecia comprovar a tese de Lenin, porém as explicações para a desigualdade nem sempre eram atribuídas a critérios estruturais do modo de produção capitalista. A partir dos Estados Unidos desenvolveu-se a teoria da modernização, apregoando a tese de que as desigualdades regionais estavam ligadas às características psicossociais e institucionais da população da periferia, ou seja, centrava a explicação em aspectos culturais. Na Europa, desenvolveram-se as teorias de François Perroux (polos de crescimento) e Gunnard Myrdal (causação circular e cumulativa),2 enquanto na América Latina as teorias produzidas a partir da CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina) tiveram maior influência nas interpretações das desigualdades regionais (ROTTA, 2007). No início da década de 1960, as interpretações da CEPAL começaram a ser questionadas, tanto por integrantes da própria comissão (como no caso de Celso Furtado, Fernando Henrique Cardoso e Enzo Faleto), quanto por outros pesquisadores da América Latina (como no caso de André Gunder Frank e Francisco de Oliveira). A implantação de regimes militares na América Latina consolidou visões centralizadoras e tecnocráticas que acentuaram o papel do Estado na condução das políticas de desenvolvimento, relegando os estudos regionais para a periferia dos debates acadêmicos e sociais. Estes estudos e a o side ados a edida e ue us ava e pli a os e t aves p ese tes as dife e tes regiões e que dificultavam a implantação de um projeto nacional integrado e funcionalizado (BOISIER, 1999). A crise dos modelos hegemônicos após a Segunda Guerra Mundial (capitalismo e socialismo) provocou o questionamento das teorias que sustentavam as explicações dominantes a respeito do desenvolvimento. O processo de reestruturação produtiva contribuiu para a retomada dos estudos sobre o papel representado pelas regiões nas dinâmicas de desenvolvimento das sociedades. Esses novos estudos emergiram de contextos diferenciados e a partir de múltiplas visões teóricas, podendo ser agrupados de diversas formas (ROTTA, 2007). Neste estudo adota-se o agrupamento feito por Klink (2001), que classifica as teorias em duas grandes abordagens: a regionalista e a globalista. A globalista sustenta-se na tese da homogeneização do espaço em decorrência do processo de globalização e das transformações produtivas e tecnológicas que ocorreram no mundo ao final do século XX. A regionalista ressalta a perspectiva da territorialização do desenvolvimento, afirmando a especificidade dos espaços locais na definição das condições do desenvolvimento.3 A visão globalista: a homogeneização dos espaços locais A visão globalista tem como referência básica os estudos de Charles Tiebout, A pure theory of local expenditures, publicado em 1956. A partir da concorrência global, capital e trabalho se tornam altamente voláteis e mudam de uma cidade para outra à procura de maximização de suas preferências. Como os fatores de produção se deslocam de acordo com as melhores condições, as cidades acabam tendo que competir entre si para atrair mão de obra qualificada e capital financeiro. Com isso, os governos locais variam os serviços públicos e os impostos locais de acordo com as preferências de seus habitantes e, quando bem-sucedidos, acabam atraindo mais habitantes e mais empresas (KLINK, 2001; ROTTA, 2007). Em um mundo no qual as preferências se tornam cada vez mais homogêneas, as cidades tendem a se tornar cada vez mais semelhantes e homogêneas, pois qualquer tentativa de diferenciação pode significar a perda de capital e de mão de obra qualificada para outra cidade. Isso leva à homogeneização do espaço local (KLINK, 2001; ROTTA, 2007). Os argumentos de Tiebout sustentam-se no tripé formado pela ideia da homogeneização do espaço, da mobilidade dos fatores de produção e da concorrência entre os lugares. A partir desse tripé, os adeptos da visão globalista procuram articulá-los de forma diferenciada, gerando construções teóricas dive sas, ue s o ag upadas e uat o posiç es si as: a es ola da Nova Políti a U a a , a e t ada Textos & Contextos (Porto Alegre), v. 11, n. 1, p. 74 - 91, jan./jul. 2012 | Desenvolvimento regional e políticas sociais: um estudo do noroeste do Rio Grande do Sul na primeira década do século XXI 77 em estratégias de city marketing, a ue desta a a fo aç o de edes de idades e egi es o e tadas entre si numa sociedade global baseada no fluxo de informações e a que proclama a emergência de uma o de i te a io al se f o tei as ROTTA, . A es ola da Nova Políti a U a a te sua o ige ela io ada dis uss o da ise ue afetou as cidades industrializadas dos países desenvolvidos a partir da década de 1970. A crise gerou o fechamento de muitas fábricas, o surgimento de áreas industriais degradadas, a expansão da pobreza e o crescimento da exclusão social. Diante desses fatos, os pensadores dessa escola4 adotaram um tom pessimista em relação à capacidade dos atores locais frente ao poder do capital volátil. Para eles, não restava alternativa aos governos locais e às comunidades a não ser oferecer todos os tipos de concessões para atrair atividades econômicas, estabelecendo coalizões capazes de explicitar para o capital externo, através de uma voz única, as atratividades e as potencialidades do espaço local para aumentar a rentabilidade (KLINK, 2001). A segunda corrente se desenvolve a partir da década de 1980, no contexto do processo de unificação do mercado europeu, e está centrada em estratégias de city marketing. Evidencia que a redução de barreiras comerciais entre as economias nacionais propiciou maior mobilidade ao capital e à mão de obra e que a queda de barreiras aduaneiras ampliou as potencialidades para que as regiões obtivessem vantagens no comércio internacional em função do aumento das escalas de produção. Referem que os Estados Nacionais estão, progressivamente, entregando sua capacidade de implantar políticas macroeconômicas para instituições da União Europeia. As cidades e as regiões estão, cada vez mais, concentrando sua atuação nas tarefas de geração de renda e emprego através da elaboração e implantação de um comportamento empresarial, em busca do capital volátil. Isso leva a ampliação da concorrência entre as cidades europeias, fazendo com que suas ações se desloquem da ênfase físicoterritorial para as estratégias de competitividade (KLINK, 2001; ROTTA, 2007). A terceira se desenvolve na década de 1990, a partir dos estudos de Manuel Castells, Jordi Borja e Saskia Sassen, que acentuam a formação de redes de cidades e regiões conectadas entre si numa sociedade global baseada no fluxo de informações. A partir do processo de globalização, impulsionado pelos grandes avanços nas tecnologias de informação, telecomunicações e transporte, grandes fluxos de informação e conhecimento são transferidos com facilidade e a baixos custos, proporcionando que grandes empresas, a partir de unidades produtivas localizadas em territórios diferentes, gerenciem seus negócios com facilidade e maximizem seus lucros em escala mundial. A desregulamentação do mercado de capitais, o aumento crescente das transações financeiras em escala global e a internalização dos avanços tecnológicos de informática proporcionam alta rotatividade do capital financeiro. Os Estados Nacionais enfrentam dificuldades para estabelecer controle sobre o fluxo das informações e do capital financeiro. Diante dessas dificuldades, acentua-se o papel desempenhado pelas cidades e regiões para se i se i e o o s o siste a da ede u dial KLINK, . A quarta versão da perspectiva globalista se desenvolve na década de 1990, a partir da literatura gerencial e administrativa sobre a globalização, tendo em Kenichi Ohmae seu principal protagonista. Nesta pe spe tiva, o dese volvi e to de u a o de i te a io al se f o tei as , a pa ti da mobilidade dos fatores de produção decorrente do processo de globalização, estaria gerando o esgotamento do papel do Estado Nacional e de suas políticas de regulação macroeconômica. Com isso, as comunidades, cidades e regiões, por estarem mais próximas das preferências locais, teriam maior capacidade de implementar iniciativas adequadas para atender à pressão da competição, da internacionalização e do aumento da mobilidade dos fatores de produção. O papel dos governos locais estaria centrado na proteção do ambiente, na educação da força de trabalho e na construção de infraestrutura social segura e confortável para que as empresas e as pessoas tenham maior liberdade de escolha (OHMAE, 1991, p. 14). Analisando as quatro abordagens da vertente globalista, percebe-se a compreensão da política social como um duplo mecanismo. Por um lado, ela é vista como mecanismo compensatório para os Textos & Contextos (Porto Alegre), v. 11, n. 1, p. 74 - 91, jan./jul. 2012 | Edemar Rotta 78 efeitos negativos da inserção na sociedade global de fluxos. Por outro, ela é compreendida como uma estratégia de competição entre as regiões. No primeiro caso, entendem que a cidade global é uma cidade dual, pois as exigências da concorrência acabam excluindo parcelas da população. Para que essas parcelas excluídas não prejudiquem a produtividade das demais e criem um ambiente desagradável à concorrência e à imagem da cidade, faz-se necessário acionar mecanismos compensatórios com base em serviços sociais de educação, habitação, saúde e assistência. Os serviços contribuiriam para que as pessoas buscassem a inclusão em novas etapas da concorrência, superando a situação anterior (ROTTA, 2007). No segundo, as políticas sociais são vistas como um dos eixos estruturantes da competitividade, ao lado da política econômica, da rede de infraestrutura de comunicação, da qualidade dos serviços urbanos e tecnológicos, da mão de obra e do meio ambiente. Faz-se e ess io ia u e to o so ial, cultural e estético capaz de atrair os agentes econômicos. A cidade competitiva não pode ter índices de pobreza, marginalização e violência que influenciem negativamente as decisões dos agentes econômicos. As políticas sociais funcionariam como mecanismos capazes de via iliza esse e to o so ial at ativo instalação dos agentes econômicos, propagando uma imagem positiva da cidade na rede de concorrência global. Percebe-se ue o o jetivo p i ipal da iaç o desse e to o so ial o o a ualidade de vida dos cidadãos, mas sim com a decisão dos agentes econômicos (ROTTA, 2007). A visão regionalista: a especificidade dos espaços locais A abordagem regionalista ressalta a perspectiva da territorialização, afirmando a especificidade dos espaços locais na definição das condições do desenvolvimento e apontando para os problemas decorrentes das opções globalizadoras. Os espaços locais criam condições econômicas, sociais, equilibrium value of MeCpG steps (,+14 deg.) [31,44]. In comparison, methylation has a significantly lower stability cost when happening at major groove positions, such as 211 and 21 base pair from dyad (mutations 9 and 12), where the roll of the nucleosome bound conformation (+10 deg.) is more compatible with the equilibrium geometry of MeCpG steps. The nucleosome destabilizing effect of cytosine methylation increases with the number of methylated cytosines, following the same position dependence as the single methylations. The multiple-methylation case reveals that each major groove meth- PLOS Computational Biology | www.ploscompbiol.org 3 November 2013 | Volume 9 | Issue 11 | e1003354 DNA Methylation and Nucleosome Positioning ylation destabilizes the nucleosome by around 1 kJ/mol (close to the average estimate of 2 kJ/mol obtained for from individual methylation studies), while each minor groove methylation destabilizes it by up to 5 kJ/mol (average free energy as single mutation is around 6 kJ/mol). This energetic position-dependence is the reverse of what was observed in a recent FRET/SAXS study [30]. The differences can be attributed to the use of different ionic conditions and different sequences: a modified Widom-601 sequence of 157 bp, which already contains multiple CpG steps in mixed orientations, and which could assume different positioning due to the introduction of new CpG steps and by effect of the methylation. The analysis of our trajectories reveals a larger root mean square deviation (RMSD) and fluctuation (RMSF; see Figures S2– S3 in Text S1) for the methylated nucleosomes, but failed to detect any systematic change in DNA geometry or in intermolecular DNA-histone energy related to methylation (Fig. S1B, S1C, S4–S6 in Text S1). The hydrophobic effect should favor orientation of the methyl group out from the solvent but this effect alone is not likely to justify the positional dependent stability changes in Figure 2, as the differential solvation of the methyl groups in the bound and unbound states is only in the order of a fraction of a water molecule (Figure S5 in Text S1). We find however, a reasonable correlation between methylation-induced changes in hydrogen bond and stacking interactions of the bases and the change in nucleosome stability (see Figure S6 in Text S1). This finding suggests that methylation-induced nucleosome destabilization is related to the poorer ability of methylated DNA to fit into the required conformation for DNA in a nucleosome. Changes in the elastic deformation energy between methylated and un-methylated DNA correlate with nucleosomal differential binding free energies To further analyze the idea that methylation-induced nucleosome destabilization is connected to a worse fit of methylated DNA into the required nucleosome-bound conformation, we computed the elastic energy of the nucleosomal DNA using a harmonic deformation method [36,37,44]. This method provides a rough estimate of the energy required to deform a DNA fiber to adopt the super helical conformation in the nucleosome (full details in Suppl. Information Text S1). As shown in Figure 2, there is an evident correlation between the increase that methylation produces in the elastic deformation energy (DDE def.) and the free energy variation (DDG bind.) computed from MD/TI calculations. Clearly, methylation increases the stiffness of the CpG step [31], raising the energy cost required to wrap DNA around the histone octamers. This extra energy cost will be smaller in regions of high positive roll (naked DNA MeCpG steps have a higher roll than CpG steps [31]) than in regions of high negative roll. Thus, simple elastic considerations explain why methylation is better tolerated when the DNA faces the histones through the major groove (where positive roll is required) that when it faces histones through the minor groove (where negative roll is required). Nucleosome methylation can give rise to nucleosome repositioning We have established that methylation affects the wrapping of DNA in nucleosomes, but how does this translate into chromatin structure? As noted above, accumulation of minor groove methylations strongly destabilizes the nucleosome, and could trigger nucleosome unfolding, or notable changes in positioning or phasing of DNA around the histone core. While accumulation of methylations might be well tolerated if placed in favorable positions, accumulation in unfavorable positions would destabilize the nucleosome, which might trigger changes in chromatin structure. Chromatin could in fact react in two different ways in response to significant levels of methylation in unfavorable positions: i) the DNA could either detach from the histone core, leading to nucleosome eviction or nucleosome repositioning, or ii) the DNA could rotate around the histone core, changing its phase to place MeCpG steps in favorable positions. Both effects are anticipated to alter DNA accessibility and impact gene expression regulation. The sub-microsecond time scale of our MD trajectories of methylated DNAs bound to nucleosomes is not large enough to capture these effects, but clear trends are visible in cases of multiple mutations occurring in unfavorable positions, where unmethylated and methylated DNA sequences are out of phase by around 28 degrees (Figure S7 in Text S1). Due to this repositioning, large or small, DNA could move and the nucleosome structure could assume a more compact and distorted conformation, as detected by Lee and Lee [29], or a slightly open conformation as found in Jimenez-Useche et al. [30]. Using the harmonic deformation method, we additionally predicted the change in stability induced by cytosine methylation for millions of different nucleosomal DNA sequences. Consistently with our calculations, we used two extreme scenarios to prepare our DNA sequences (see Fig. 3): i) all positions where the minor grooves contact the histone core are occupied by CpG steps, and ii) all positions where the major grooves contact the histone core are occupied by CpG steps. We then computed the elastic energy required to wrap the DNA around the histone proteins in unmethylated and methylated states, and, as expected, observed that methylation disfavors DNA wrapping (Figure 3A). We have rescaled the elastic energy differences with a factor of 0.23 to match the DDG prediction in figure 2B. In agreement with the rest of our results, our analysis confirms that the effect of methylation is position-dependent. In fact, the overall difference between the two extreme methylation scenarios (all-in-minor vs all-in-major) is larger than 60 kJ/mol, the average difference being around 15 kJ/ mol. We have also computed the elastic energy differences for a million sequences with CpG/MeCpG steps positioned at all possible intermediate locations with respect to the position (figure 3B). The large differences between the extreme cases can induce rotations of DNA around the histone core, shifting its phase to allow the placement of the methylated CpG steps facing the histones through the major groove. It is illustrative to compare the magnitude of CpG methylation penalty with sequence dependent differences. Since there are roughly 1.5e88 possible 147 base pairs long sequence combinations (i.e., (4n+4(n/2))/2, n = 147), it is unfeasible to calculate all the possible sequence effects. However, using our elastic model we can provide a range of values based on a reasonably large number of samples. If we consider all possible nucleosomal sequences in the yeast genome (around 12 Mbp), the energy difference between the best and the worst sequence that could form a nucleosome is 0.7 kj/mol per base (a minimum of 1 kJ/mol and maximum of around 1.7 kJ/mol per base, the first best and the last worst sequences are displayed in Table S3 in Text S1). We repeated the same calculation for one million random sequences and we obtained equivalent results. Placing one CpG step every helical turn gives an average energetic difference between minor groove and major groove methylation of 15 kJ/ mol, which translates into ,0.5 kJ/mol per methyl group, 2 kJ/ mol per base for the largest effects. Considering that not all nucleosome base pair steps are likely to be CpG steps, we can conclude that the balance between the destabilization due to CpG methylation and sequence repositioning will depend on the PLOS Computational Biology | www.ploscompbiol.org 4 November 2013 | Volume 9 | Issue 11 | e1003354 DNA Methylation and Nucleosome Positioning Figure 3. Methylated and non-methylated DNA elastic deformation energies. (A) Distribution of deformation energies for 147 bplong random DNA sequences with CpG steps positioned every 10 base steps (one helical turn) in minor (red and dark red) and major (light and dark blue) grooves respectively. The energy values were rescaled by the slope of a best-fit straight line of figure 2, which is 0.23, to por la lectura a través de la lectura de la prensa. La educación en los medios las fuerzas dispersas en función de los soportes mediáticos y orientarse más hacia la educación en medios que al dominio adquiere pleno derecho y entidad en la sección sexta titulada «competencias sociales y cívi- técnico de los aparatos. cas» que indica que «los alum- nos deberán ser capaces de juz- gar y tendrán espíritu crítico, lo que supone ser educados en los las programaciones oficiales, ya que, a lo largo de un medios y tener conciencia de su lugar y de su influencia estudio de los textos, los documentalistas del CLEMI en la sociedad». han podido señalar más de una centena de referencias a la educación de los medios en el seno de disciplinas 4. Un entorno positivo como el francés, la historia, la geografía, las lenguas, Si nos atenemos a las cifras, el panorama de la las artes plásticas : trabajos sobre las portadas de educación en medios es muy positivo. Una gran ope- prensa, reflexiones sobre temas mediáticos, análisis de ración de visibilidad como la «Semana de la prensa y publicidad, análisis de imágenes desde todos los ángu- de los medios en la escuela», coordinada por el CLE- los, reflexión sobre las noticias en los países europeos, MI, confirma año tras año, después de 17 convocato- información y opinión rias, el atractivo que ejerce sobre los profesores y los Esta presencia se constata desde la escuela mater- alumnos. Concebida como una gran operación de nal (2 a 6 años) donde, por ejemplo, se le pregunta a complementariedad entre la escuela y los profesiona- los niños más pequeños si saben diferenciar entre un les de los medios, alrededor del aprendizaje ciudada- periódico, un libro, un catálogo, a través de activida- no de la comunicación mediática, este evento moviliza des sensoriales, si saben para qué sirve un cartel, un durante toda una semana un porcentaje elevado de periódico, un cuaderno, un ordenador si son capa- centros escolares que representan un potencial de 4,3 ces de reconocer y distinguir imágenes de origen y de millones de alumnos (cifras de 2006). Basada en el naturaleza distintas. Podríamos continuar con más voluntariado, la semana permite desarrollar activida- ejemplos en todos los niveles de enseñanza y práctica- des más o menos ambiciosas centradas en la introduc- Páginas 43-48 ción de los medios en la vida de la escuela a través de la instalación de kioscos, organización de debates con profesionales y la confección por parte de los alumnos de documentos difundidos en los medios profesionales. Es la ocasión de dar un empujón a la educación en medios y de disfrutarlos. Los medios –un millar en 2006– se asocian de maneras diversas ofreciendo ejemplares de periódicos, acceso a noticias o a imágenes, proponiendo encuentros, permitiendo intervenir a los jóvenes en sus ondas o en sus columnas Esta operación da luz al trabajo de la educación en medios y moviliza a los diferentes participantes en el proyecto. 5. La formación de los docentes La formación es uno de los pilares principales de la educación en los medios. Su función es indispensable ya que no se trata de una disciplina, sino de una enseñanza que se hace sobre la base del voluntariado y del compromiso personal. Se trata de convencer, de mostrar, de interactuar. En primer lugar es necesario incluirla en la formación continua de los docentes, cuyo volumen se ha incrementado desde 1981 con la aparición de una verdadera política de formación continua de personal. Es difícil dar una imagen completa del volumen y del público, pero si nos atenemos a las cifras del CLEMI, hay más de 24.000 profesores que han asistido y se han involucrado durante 2004-05. 5.1. La formación continua En la mayoría de los casos, los profesores reciben su formación en contextos cercanos a su centro de trabajo, o incluso en este mismo. Después de una política centrada en la oferta que hacían los formadores, se valora más positivamente la demanda por parte del profesorado, ya que sólo así será verdaderamente fructífera. Los cursos de formación se repartieron en varias categorías: desde los formatos más tradicionales (cursos, debates, animaciones), hasta actividades de asesoramiento y de acompañamiento, y por supuesto los coloquios que permiten un trabajo en profundidad ya que van acompañados de expertos investigadores y profesionales. Citemos, por ejemplo en 2005, los coloquios del CLEMI-Toulouse sobre el cine documental o el del CLEMI-Dijon sobre «Políticos y medios: ¿connivencia?». Estos coloquios, que forman parte de un trabajo pedagógico regular, reagrupan a los diferentes participantes regionales y nacionales alrededor de grandes temas de la educación en medios y permiten generar nuevos conocimientos de aproximación y una profundización. Páginas 43-48 Hay otro tipo de formación original que se viene desarrollando desde hace menos tiempo, a través de cursos profesionales, como por ejemplo, en el Festival Internacional de Foto-periodismo «Visa para la imagen», en Perpignan. La formación se consolida en el curso, da acceso a las exposiciones, a las conferencias de profesionales y a los grandes debates, pero añade además propuestas pedagógicas y reflexiones didácticas destinadas a los docentes. Estas nuevas modalidades de formación son también consecuencia del agotamiento de la formación tradicional en las regiones. Los contenidos más frecuentes en formación continua conciernen tanto a los temas más clásicos como a los cambios que se están llevando a cabo en las prácticas mediáticas. Así encontramos distintas tendencias para 2004-05: La imagen desde el ángulo de la producción de imágenes animadas, el análisis de la imagen de la información o las imágenes del J.T. La prensa escrita y el periódico escolar. Internet y la información en línea. Medios y educación de los medios. 5.2 La formación inicial La formación inicial está aun en un grado muy ini- cial. El hecho de que la educación en medios no sea una disciplina impide su presencia en los IUFM (Institutos Universitarios de Formación de Maestros) que dan una prioridad absoluta a la didáctica de las disciplinas. En 2003, alrededor de 1.400 cursillistas sobre un total de 30.000 participaron en un momento u otro de un módulo de educación en medios. Estos módulos se ofrecen en función del interés que ese formador encuentra puntualmente y forman parte a menudo de varias disciplinas: documentación, letras, historia-geografía Estamos aún lejos de una política concertada en este dominio. La optativa «Cine-audiovisual» ha entrado desde hace muy poco tiempo en algunos IUFM destinada a obtener un certificado de enseñanza de la opción audiovisual y cine. Internet tiene cabida también en los cursos de formación inicial, recientemente con la aparición de un certificado informático y de Internet para los docentes, dirigido más a constatar competencias personales que a valorar una aptitud para enseñarlos. 6. ¿Y el futuro? El problema del futuro se plantea una vez más por la irrupción de nuevas técnicas y nuevos soportes. La difusión acelerada de lo digital replantea hoy muchas cuestiones relativas a prácticas mediáticas. Muchos Comunicar, 28, 2007 47 Comunicar, 28, 2007 Enrique Martínez-Salanova '2007 para Comunicar 48 trabajos que llevan el rótulo de la educación en medios solicitan una revisión ya que los conceptos cambian. La metodología elaborada en el marco de la educación en medios parece incluso permitir la inclinación de la sociedad de la información hacia una sociedad del conocimiento, como defiende la UNESCO. En Francia, se necesitaría unir las fuerzas dispersas en función de los soportes mediáticos y orientarse más hacia la educación en medios que al dominio técnico de los aparatos. Los avances recientes en el reconocimiento de estos contenidos y las competencias que supondrían podrían permitirlo. Referencias CLEMI/ACADEMIE DE BORDEAUX (Ed.) (2003): Parcours médias au collège: approches disciplinaires et transdisciplinaires. Aquitaine, Sceren-CRDP. GONNET, J. (2001): Education aux médias. Les controverses fécondes. Paris, Hachette Education/CNDP. SAVINO, J.; MARMIESSE, C. et BENSA, F. (2005): L’éducation aux médias de la maternelle au lycée. Direction de l’Enseignement Scolaire. Paris, Ministère de l’Education Nationale, Sceren/CNDP, Témoigner. BEVORT, E. et FREMONT, P. (2001): Médias, violence et education. 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