Estudo sobre o gerenciamento de projeto de desenvolvimento de um veículo Baja para competições

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ISABELA MIRA RIBEIRO Estudo sobre o gerenciamento de projeto de desenvolvimento de um veículo baja para competições Guaratinguetá - SP 2015 Isabela Mira Ribeiro Estudo sobre o gerenciamento de projeto de desenvolvimento de um veículo baja para competições Trabalho de Graduação apresentado ao Conselho de Curso de Graduação em Engenharia de Produção Mecânica da Faculdade de Engenharia do Campus de Guaratinguetá, Universidade Estadual Paulista, como parte dos requisitos para obtenção do diploma de Graduação em Engenharia de Produção Mecânica. Orientador (a): Arminda Campos Guaratinguetá 2015 R484e Ribeiro, Isabela Mira Estudo sobre o gerenciamento de projeto de desenvolvimento de um veículo Baja para competições/ Isabela Mira Ribeiro – Guaratinguetá, 2014. 54 f : il. Bibliografia: f. 51-53 Trabalho de Graduação em Engenharia de Produção Mecânica – Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá, 2014. Orientadora: Profª Drª Arminda Eugenia Marques Campos 1. Administração de projetos 2. Veículos – projeto e construção 3. Projetos de Engenharia I. Título CDU 658.001.63 RIBEIRO, I. M. Estudo sobre o gerenciamento de projeto de desenvolvimento de um veículo baja para competições. 2015. 54 f. Trabalho de Graduação (Graduação em Engenharia de Produção Mecânica) – Faculdade de Engenharia do Campus de Guaratinguetá, Universidade Estadual Paulista, Guaratinguetá, 2015. RESUMO Este trabalho apresenta um estudo das práticas em gerenciamento de projetos de uma equipe universitária que participa de competições Baja SAE. O uso de técnicas de gerenciamento pode trazer inúmeros benefícios aos projetos, em termos de satisfação das necessidades dos clientes, uso de tempo e recursos e minimização de riscos, por exemplo. Devem ser buscados os métodos e técnicas mais condizentes com o contexto de realização do projeto e com a equipe que o conduz. Este trabalho analisa um caso específico de gestão de projeto de veículo baja, tendo obtido dados por meio de pesquisa bibliográfica, pesquisa documental e entrevistas com os estudantes que integram a equipe (estruturadas e não estruturadas). O estudo permitiu relacionar as boas práticas utilizadas pela equipe e apontar possíveis pontos de melhoria, com base na literatura sobre gerenciamento de projetos. Obteve-se assim um conjunto de recomendações, para a equipe atual, em futuras iniciativas, e para outras equipes responsáveis pela realização de projetos similares. PALAVRAS-CHAVE: Gerenciamento de projetos. Equipes estudantis. Baja SAE. RIBEIRO, I. M. Review about management of a baja vehicle design project for competitions. 2015. 54 f. Graduate Work (Graduate in Mechanical Production Engineering) Faculdade de Engenharia do Campus de Guaratinguetá, Universidade Estadual Paulista, Guaratinguetá, 2015. ABSTRACT This paper presents a study of practices in project management of a college team that participates in Baja SAE competitions. The use of management techniques can deliver benefits to the project in terms of meeting customer needs, use of time and resources and minimization of risks, for example. Should be sought methods and techniques in agreement with the project context and the team that leads it. This paper analyzes a specific case of baja vehicle project management, obtaining data by means of literature research, archival research and interviews with students on the team (structured and unstructured). The study allowed to relate the practices used by the team and to identify possible areas for improvement, based on the literature on project management. There was thus obtained a set of recommendations for the current team, in future initiatives, and to other teams responsible for carrying out similar projects. KEYWORDS: Project Management. Student Teams. Baja SAE. LISTA DE FIGURAS Figura 1 - Formas de classificação de uma pesquisa . 11 Figura 2 - Condução de um estudo de caso: Proposto x Utilizado . 12 Figura 3 - Funcionamento dos grupos de processo. . 20 Figura 4 - Processos de gerenciamento da integração em projetos. . 21 Figura 5 - Construção de uma EAP . 22 Figura 6 - Processos para o gerenciamento do tempo em projetos. . 23 Figura 7 - Diagrama de Gantt. . 24 Figura 8 - As sete ferramentas de gerenciamento e controle da qualidade. . 26 Figura 9 - Formatos de definição de papéis e responsabilidades. . 27 Figura 10 - Processos de gerenciamento de riscos. . 28 Figura 11 - Exemplo de rede de poder/interesse das partes interessadas em um projeto. . 29 Figura 12 - Exemplo de quadro de cronograma. . 32 Figura 13 - Logotipo da equipe. . 34 Figura 14 - Divisão administrativa da equipe. . 35 Figura 15 - Veículo na competição regional de 2014 durante prova de enduro. . 37 Figura 16 - Análise SWOT da equipe em relação a competição. . 37 Figura 17 - Resultado da pesquisa sobre pontos importantes em um veículo baja. . 38 Figura 18 - Equipe em visita a Bardahl. . 40 Figura 19 - Equipe expondo o veículo no SENAC em Taubaté. . 40 Figura 20 - Equipe apresentando o projeto em uma faculdade (UNISAL – Lorena). . 40 Figura 21 - Equipe em uma feira de engenharia. . 40 Figura 22 - Notícia no site da faculdade sobre a equipe. . 43 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS EAP Estrutura Analítica do Projeto ECPA Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo GPPD Gráfico do Programa do Processo de Decisão PMBOK Project Management Body of Knowledge PMI Project Management Institute SAE Society of Automotive Engineers SWOT Strengths Weaknesses Opportunities and Threats UNESP Universidade Estadual Paulista UNISAL Centro Universitário Salesiano de São Paulo SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO. 8 1.1 OBJETIVO . 9 1.2 JUSTIFICATIVA . 9 1.3 MÉTODOS DE PESQUISA . 11 1.4 ESTRUTURA DO TRABALHO . 13 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA . 14 2.1 PROJETO BAJA SAE . 14 2.2 GERENCIAMENTO DE PROJETOS . 17 2.3 GERENCIAMENTO DE PROJETOS EM EQUIPES FORMADAS POR ALUNOS . 30 3 A EQUIPE . 34 4 ANÁLISE. 44 5 BOAS PRÁTICAS . 47 6 SUGESTÕES DE MELHORIAS PARA A EQUIPE EM ESTUDO . 49 7 CONCLUSÃO . 50 REFERÊNCIAS . 51 APÊNDICE A – ROTEIRO DA ENTREVISTA SEMI-ESTRUTURADA . 54 8 1 INTRODUÇÃO Este trabalho trata do gerenciamento do projeto Baja SAE pela equipe universitária da Faculdade de Engenharia da UNESP campus de Guaratinguetá. As técnicas de gerenciamento de projetos podem contribuir para o sucesso e para a qualidade dos projetos de todos os portes, segundo vários autores, como Larson e Drexler (2010), Carvalho e Rabechini Júnior (2006) e Lappe e Spang (2014). Ainda que haja estudos indicando a contribuição dessas técnicas, ainda se registram muitos problemas no gerenciamento de projetos, principalmente quanto à gestão do tempo e custos (TERRIBLI, 2013). A relevância do conhecimento sobre gestão de projetos tem levado a um aumento na procura por certificação nessa área, assim como o número de cursos e disciplinas em cursos de graduação sobre o assunto (MARTINS et al., 2010). Analisar o gerenciamento de projetos reais, levando em conta aspectos do contexto específico em que se realizam, pode contribuir com conhecimento voltado para melhorar a seleção e o uso das técnicas recomendadas pelos diferentes métodos. Este trabalho trata do gerenciamento de projetos em um cenário bem específico, o de gerenciamento de projetos em equipes estudantis, mais especificamente de uma equipe de Baja SAE. Criado na Universidade da Carolina do Sul, Estados Unidos, o projeto Baja SAE teve sua primeira competição em 1976. No Brasil, a primeira competição foi em 1995. O projeto é definido como um desafio lançado aos estudantes de engenharia que oferece a chance de aplicar na prática os conhecimentos adquiridos em sala de aula, visando incrementar sua preparação para o mercado de trabalho Ao participar do projeto Baja SAE, o aluno se envolve com um caso real de desenvolvimento de projeto, desde sua a concepção, projeto detalhado e construção. No Brasil o projeto recebe o nome de Projeto Baja SAE BRASIL (SAE BRASIL, 2010, p. 4). Todos os anos as equipes, que representam instituições de ensino superior, são convidadas a participar da competição Baja SAE Brasil. Para participar da competição cada equipe deve projetar e construir um veículo protótipo off-road, conhecido como baja. Durante a competição, o objetivo principal das equipes é ter seu projeto aceito por um fabricante fictício (SAE BRASIL, 2010). Ferreira e Caporalli (2011) destacam a importância de projetos como este na formação de engenheiros e também relatam que a aplicação de conhecimentos de gestão de projetos no dia a dia de uma equipe de Baja SAE, em áreas como gestão de recursos humanos, gestão do 9 conhecimento, gestão do tempo e gerenciamento de custos, ajuda a alcançar resultados cada vez melhores. Este trabalho, ao estudar o caso de uma equipe que participa de competições Baja SAE Brasil, visou aprofundar o conhecimento sobre gerenciamento de projetos e sobre formas de utilização de suas técnicas e métodos. 1.1 OBJETIVO O objetivo geral deste trabalho é avaliar a forma de gerenciamento do projeto de desenvolvimento de um veículo baja para competições Baja SAE, relacionando as boas práticas da equipe da Faculdade de Engenharia da UNESP Guaratinguetá, Piratas do Vale Bardahl, durante as atividades realizadas no segundo semestre de 2014. Para atingir esse objetivo, foram definidas as seguintes estratégias:  Mapear os métodos de gerenciamento de projetos utilizados pela equipe e avaliar sua adequação de acordo com o preconizado pela literatura académica na área e,  Verificar se há melhorias que possam ser implantadas no cenário atual da equipe. 1.2 JUSTIFICATIVA A importância das técnicas de gerenciamento de projetos para que diversas organizações obtenham melhores resultados em seus projetos é destacada por diversos autores, como Padovani et al. (2008), Martins et al. (2010), Larson e Drexler (2010) e Carvalho e Rabechini Júnior (2006). Lappe e Spang (2014) mostra como o investimento em técnicas de gerenciamento de projetos pode ser lucrativo, contribuindo para a eficácia e eficiência, maior qualidade do projeto, transparência, satisfação do cliente e das equipes. Outro aspecto importante, comentado em Martins et al. (2010), é o fato de que o reconhecimento dado aos profissionais certificados em gerenciamento de projetos e a procura pela certificação profissional só tem aumentado, evidenciando a importância da busca do conhecimento nesta área. Este crescimento pode ser notado pelo crescente aumento de disciplinas sobre gestão de projetos em cursos de graduação e o surgimento de cursos de pós graduação sobre o assunto. Mesmo com todo esse crescimento do gerenciamento de projetos, estudos apontam que poucas empresas brasileiras têm formalizado e desenvolvido um modelo de gerenciamento de 10 projetos, mostrando o quanto a área tem a crescer no país (CARVALHO; RABECHINI JÚNIOR, 2006). Apesar de extremamente importante a gestão de projetos enfrenta vários problemas. A maior dificuldade apontada é alcançar suas metas de prazo, custo e especificações. “Pesquisas indicam que somente 28% dos projetos de tecnologia da informação têm sucesso, projetos de construção e reforma tem atrasos médios de 103% e que somente um em quatro produtos desenvolvidos se torna um sucesso comercial” (MARQUES; PLONSKI, 2011, p. 1). Terribli (2013) aponta que os principais problemas em gerenciamento de projetos são o não cumprimento dos prazos, mudanças de escopos constantes, problemas de comunicação e não cumprimento do orçamento, segundo pesquisas de benchmarking realizadas pelo Project Management Institute. Alguns autores, como Marques e Plonski (2011), Eder et al. (2012) e Almeida et al. (2012), atribuem o fracasso dos projetos ao fato dos gestores utilizarem a abordagem tradicional de gestão de projetos de forma generalizada, sem levar em conta as especificidades de cada organização ou cada projeto. A abordagem tradicional, com o uso de técnicas e ferramentas na forma recomendada pelos métodos de gerenciamento de projetos consolidados, pode apresentar limitações em ambientes mais dinâmicos de negócio. Carvalho e Rabechini Júnior (2006) cita que o PMBOK não apresenta a estrutura necessária para conduzir uma organização ao nível de maturidade em gestão de projetos. Este trabalho, ao realizar a avaliação de um caso concreto, motiva-se pela possibilidade de verificar formas de adequação de métodos e técnicas a um contexto específico. Do ponto de vista acadêmico, pretende contribuir para ampliar o conhecimento nessa área, com o estudo de um caso real. Martins et al. (2010) comenta que a quantidade de artigos acadêmicos na área de gestão de projetos no Brasil é ainda muito baixa, tendo verificado que a maioria dos trabalhos apresentados em congressos tem como referência o Project Management Book of Knowledge (PMBOK), seguido de livros de gerenciamento de projetos. Isso indica uma carência de pesquisas sobre exemplos reais de gerenciamento de projetos, nas áreas de engenharia de produção e administração. Outro aspecto relevante deste trabalho é que ele trata de uma atividade extracurricular muito importante para o ensino da engenharia e para o desenvolvimento de alunos da graduação nessa área, a de projetos Baja SAE (FERREIRA; CAPORALLI, 2011). Sendo assim, pretende-se contribuir, por meio da geração de conhecimento sobre gestão de projetos desse tipo, para o desenvolvimento das equipes, quanto ao gerenciamento de seus projetos. 11 1.3 MÉTODO DE PESQUISA Toda pesquisa pode ser classificada quanto a sua natureza, a sua forma de abordagem, aos seus objetivos e aos procedimentos técnicos utilizados. Essa divisão pode ser vista na figura 1. Figura 1 - Formas de classificação de uma pesquisa. Fonte: adaptado de (GIL, 2010) Na classificação quanto à natureza, o caso relatado é local e pode ser utilizado para resolução dos problemas específicos do grupo em estudo, características da pesquisa aplicada. Segundo sua forma de abordagem, é considerada uma pesquisa qualitativa, pois será necessário um levantamento detalhado de dados, que não podem ser tratados somente de forma numérica, esta forma de pesquisa é amplamente utilizada para descrever processos, que é o caso deste trabalho. Já a classificação quanto aos seus objetivos é bem clara, este trabalho é considerado uma pesquisa exploratória, pois visa proporcionar maior familiaridade com o problema, explicando-o ou construindo hipóteses, envolvendo pesquisa bibliográfica, entrevista com envolvidos e análise de um exemplo para ajudar na compreensão (GIL, 2010). Por fim classificamos o trabalho em relação aos seus procedimentos técnicos. Como a pesquisa relata um caso real de gestão de projetos ela é classificada como estudo de caso, que 12 é definido como o estudo de um determinado fenômeno dentro de um contexto real (MIGUEL, 2007). No trabalho de Miguel (2007), é proposta uma maneira de condução de um estudo de caso, que será adotada neste trabalho. Na figura 2 é apresentada a forma de condução proposta por Miguel (2007) comparada com a forma de condução utilizada nessa pesquisa. Figura 2 - Condução de um estudo de caso: Proposto x Utilizado. Fonte: (próprio autor) Conforme visto na figura 2, primeiramente, foi estabelecido um referencial teórico através de literatura disponível em bibliotecas e portais de periódicos. Foi feita uma pesquisa bibliográfica sobre gestão de projetos e sobre a competição Baja SAE nacional, para que resin-dentin bond components. Dent Mater 2005;21:232-41. 20. Chersoni S, Acquaviva GL, Prati C, Ferrari M, Gardini, S; Pashley DH, Tay FR. In vivo fluid movement though dentin adhesives in endodontically treated teeth. J Dent Res 2005;84:223-7. 21. Braga RR, César PF, Gonzaga CC. Mechanical properties of resin cements with different activation modes. J Oral Rehabil 2002;29:257– 66. 22. Melo RM, Bottno MA, Galvã RKH, Soboyejo WO. Bond strengths, degree of conversion of the cement and molecular structure of the adhesive–dentine joint in fibre post restorations. J Dent 2012;40:286-94. 23. Ho Y, Lai Y, Chou I, Yang S, Lee S. Effects of light attenuation by fibre posts on polymerization of a dual-cured resin cement and microleakage of post-restored teeth. J Dent 2011;39:309-15. 24. Anusavice KJ. Phillips RW. Science of dental materials. 11th, 2003. 25. Lui JL. Depth of composite polymerization within simulated root canals using lighttransmitting posts. Oper dent 1994;19:165-8. 27 4 ARTIGOS CIENTÍFICOS 4.2 ARTIGO 2 28 Title: Influence of light transmission through fiber posts on the microhardness and bond strength Authors: Morgan LFSA, Gomes GM, Poletto LTA, Ferreira FM, Pinotti MB, Albuquerque RC. Abstract Introduction: The aim of this study was to investigate the influence of light transmission through fiber posts in microhardness (KHN) and bond strength (BS) from a dual cured resin cement. Methods: Five fiberglass posts of different types and manufacturers represent a test group for the analysis of KHN (N=5) and BS and their displacement under compressive loads (N = 8). For the analysis of KHN a metallic matrix was developed to simulate the positioning of the cement after the cementation process intra radicular posts. The resistance to displacement, which will provide data of BS was measured using bovine incisors. After cementation, cross sections of the root portion of teeth in space led to post 1mm discs that have been tested for BS. The values were statistically analyzed by ANOVA, followed by Tukey's (P <0.05) between groups for KHN and BS. Results: The results showed no statistical differences for the different posts in KHN. For BS, the sum of thirds, a translucent post showed the highest values. Comparative analysis between the thirds of each post also showed statistically significant differences when comparisons of the same post-thirds showed no differences. Conclusion: For the cement used, the amount of light transmitted through the post did not influence the KNH nor the BS significantly, among the different posts and thirds evaluated. Key Words: light transmission, dental posts, microhardness, bond strength. 29 Introduction The use of pre-fabricated posts in the reconstruction of endodontically treated teeth, whose main objective is to retain the material reconstruction and minimize the occurrence and complexity of fractures, is well established in the literature (1). Clinically, the mechanical and chemical characteristics of fiber posts justify their usage (2). In relation to resin cements, three options regarding the method of polymerization are available: self-polymerizing, light-cured or dual polymerization (dual). Understanding the mechanism of polymerization of these systems (3) the choice of materials that do not depend on light seems to be more reliable for cementing intra radicular fiber posts. To investigate the capability of transmitting light by translucent post is the target of several recent authors (4-9). Most studies point to the decrease in light intensity (LI) by increasing the root depth. Quantitative assessments of LI, hardness, elastic modulus and degree of conversion can be found in these works. Undesirable effects of incomplete polymerization of the resin cements are of biological (10-12) due to toxicity, and mechanical (8,9,13-15), due to low bond strength values are described in the literature. The aim of this study is to investigate the effect of light transmission through fiber posts in Knoop microhardness number (KHN) and bond strength (BS) of a dual resin cement. The null hypothesis is that there is no statistically significant difference in KHN and BS for different depths evaluated for the dual resin cement following cementation of translucent posts. Material e Methods Five different fiber posts of two types and one resin cement were involved (Table 1). 30 Table 1 – Description of the posts and cement used. Post Manufacturer/Lote Type Quimical composition FGM Produtos Odontológicos Glass Fibers (80% ± 5), epoxy resin (20% ± 5), silica, silane and T1 Translucent (Brazil)/140410 polymerising promoters. Bisco, INC T2 Translucent (EUA)/0800007811 Glass Fibers (55%), Epoxy (45%). TetraethyleneglycolDimethacrylate (7.6%), Urethane Ivoclar-Vivadent Dimethacrylate (18.3%), Silicium Dioxide (0.9%), Ytterbium T3 Translucent (Liechtenstein)/M72483 Fluoride (11.4%), catalysers and stabilisers (<0.3%). Glass Fibers. C1 Ângelus (Brazil)/14818 Conventional Glass Fibers (87%), Epoxy resin (13%). C2 Ângelus (Brazil)/14874 Conventional Carbon Fibers (79%), Epoxy Resin (21%). Resin Cement Rely-X Unicem 3M ESPE (USA)/372990 Self-etch/ Dual Cure Powder: glass particles, initiators, sílica, substituted pyrimidine, calcium hidroxide, peroxide composite and pigment; liquid: metacrylate phosphoric acid Ester, dimethacrylate, acetate, stabilizer and initiator. White Post DC (FGM, Joinville, SC-Brazil), DT Light Post (Bisco, Inc, Schaumburg, ILUSA) and FRC Postec Plus (IvoclarVivadent, Liechtenstein) with similar compositions but with different amounts of chemical components, represent translucent (T) type, T1, T2 and T3 respectively. Exacto and Reforpost Carbon Fiber (Both Ângelus, Londrina, Pr-Brazil) with different compositions but opaque, represent conventional (C) type, C1 and C2 respectively. The posts were cut to standard height of 16 mm for both analysis, KHN and RA. KHN measurements The assessments targeted three different depths, namely: cervical third (CT), at a 4.1 to 6.8mm depth; middle third (MT), at an 8.8 to 11.5mm depth; and apical third (AT), at a 13.5 to 16mm depth. 31 A metallic apparatus matrix was designed and manufactured to support the posts, resin cement, and the tip of a curing light unit. Such a metallic apparatus consisted of four parts as showed in figure 1. Figure 1. Metallic matrix: (a) a frame, which contained the posts (e), (b) a support to standardize the position and volume of resin cement, (c) a support to standardize the length of each three third deep post regions and stabilize the set, (d) and an external cylinder, which holds the other part as well as incorporates the tip of curing light unit (f) at the top and also obstructs the influence of external sources of light. Patented CTIT/UFMG (BR 20 2012 015542 2). The frames were manufactured in the exact dimensions of each post by means of an electro erosion machining. Aimed at standardizing the quantitative radial light transmission, each third of the posts contained a 120-degree lateral side opening. The three thirds, were supposed to be assessed simultaneously. The measurement of all thirds, one at a time, was possible because the matrix allowed the removal of the resin cement blocks, separately, after polymerization, without destroying them. The matrix’s internal structure provided an adequate separation of each 32 third, which permitted their accurate evaluation. Each one was 1,6mm wide and 2,70 mm length. The major concern about this matrix was that the cement was inserted directly in projected spaces, in order to minimize the formation of bubbles. The posts were isolate from cement by a polyester strip. The time of light exposure was 40 seconds, and the LI remained above 420mW/cm2. The light curing unit used was Curing Light 2500(3M ESPE, USA). The set consisting of the curing light unit, the matrix, the post and the resin cement remained still throughout the assessments. After ten minutes, including 40s photopolymerization, the specimens were removed from the matrix and were immediately included in pre-molds (Buehler, USA) with crystal resin with black pigment and were poured into the device by using a Cast N’vac (Buehler, USA). After the cure of crystal resin, the specimens were removed from the pre-molds and stored dry, out of reach of light during 7 days. The surface to be analyzed was sequentially polished with # 320 to 1200-grit SiC papers and felt with diamond polish paste (Buehler, USA). A control group, using T1, was made of the same method but without a photopolymerization. KHN measurement was performed by a Micromet 5104(Buehler, Japan) using a static load of 50g for 10s. Sequentially, three indentations were performed for each third of each group. The values were obtained from the reading of the average of three indentations oriented long axis of the resultando  em  um  filme  que  tem  como  motivação  as  vinganças da  mesma.  O  personagem Benjamim perde a relevância que tem no romance e o espectador  não fica imerso em tantas dúvidas, como o leitor da narrativa indicial de Chico.  As  páginas  que  não  afirmavam  a  culpa  de  Benjamim  pela  morte  de  Castana 96  Beatriz, nem a ascendência de Ariela, são transformadas em cenas de certezas  e afirmações que, em parte, excluem a narrativa indicial do primeiro autor.  Todas  as  transformações  que  a  cineasta  efetua  na  obra  de  Chico  para  elaborar  seu  filme  são  refletidas  nos  outros  textos  que  permeiam  e  dialogam  com as duas obras: capas, o site oficial de Chico Buarque e do filme Benjamim,  as  críticas  expostas  na  mídia.  Esses  outros  textos  —  sejam  eles  metatextos,  paratextos  ou  arquitextos  —  dialogam  transtextualmente  com  os  processos  que  fazem  do  romance  um  filme.  Todas  as  transformações  executadas  pela  cineasta  na  obra  do  autor  são  também  difundidas  nos  outros  textos  que  circundam  o  processo.  Tudo  isso  constrói  uma  extensa  e  infinita  rede  transtextual,  que  produz  um  diálogo  não  só  entre  as  obras  de  Chico  e  Gardenberg, mas também entre elas e outros textos.  Observar  a  obra  de  Chico  Buarque  com  esses  parâmetros,  faz­nos  perceber também a ausência de limites entre as artes e linguagens. O romance  Benjamim,  imerso  num  tom  cinematográfico,  ao  mesmo  tempo  em  que  se  transforma  na  criação  de  Gardenberg,  parece  justamente  chegar  à  sua  linguagem  ideal:  o  cinema.  A  rede  de  flashbacks  imaginada  por  Chico,  para  contar  a  história  de  um  ex­modelo  fotográfico  que  se  duplicou  na  juventude  e  assiste  a  sua  existência  como  se  fosse  um  filme  produzido  por  uma  câmera  imaginária,  cresce  nas  lentes  reais  de  Monique  Gardenberg:  o  romance  de  Chico,  por  meio  do  filme  Benjamim,  chega,  de  fato,  à  linguagem  tematizada  em sua criação. Por sua vez, ao perceber os vestígio do cinema no romance e  aventurar­se  na  adaptação  fílmica,  com  o  cuidado  de  recriar  sempre  inspirada  pelo  primeiro  autor,  Monique  Gardenberg  põe  em  cartaz  a  essência  hipertextual de Chico Buarque de Hollanda. 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