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Estudo sobre a condição de coleta e tratamento de esgoto sanitário do município de Ubatuba-SP

Documento informativo
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA “JÚLIO DE MESQUITA FILHO” CAMPUS DE GUARATINGUETÁ KELWIN LUIS DE GOUVEA OSERA ESTUDO SOBRE A CONDIÇÃO DE COLETA E TRATAMENTO DE ESGOTO SANITÁRIO DO MUNICÍPIO DE UBATUBA-SP Guaratinguetá 2013 KELWIN LUIS DE GOUVEA OSERA ESTUDO SOBRE A CONDIÇÃO DE COLETA E TRATAMENTO DE ESGOTO SANITÁRIO DO MUNICÍPIO DE UBATUBA-SP Trabalho de Graduação apresentado ao Conselho de Curso de Graduação em Engenharia Civil da Faculdade de Engenharia do Campus de Guaratinguetá, Universidade Estadual Paulista, como parte dos requisitos para obtenção do Diploma de Graduação em Engenharia Civil. Orientador: Prof. Dr. Wellington Cyro de Almeida Leite Guaratinguetá 2013 Osera, Kelwin Luis de Gouvea Estudo sobre a condição de coleta e tratamento de esgoto sanitário do município de Ubatuba-SP / Kelwin Luis de Gouvea Osera – Guaratinguetá : [s.n], 2013. 28 f. : il. Bibliografia : f. 28 Trabalho de Graduação em Engenharia Civil – Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá, 2013. Orientador: Prof. Dr. Wellington Cyro de Almeida Leite 1. Saneamento 2. Esgotos I. Título CDU 628 Em memória ao meu falecido pai Mitsugi Osera, que apesar da sua curta existência, seu exemplo de caráter e seus ensinamentos são perpétuos. AGRADECIMENTOS Agradeço ao apoio dos meus pais, Gonçalina e Mitsugi, que sempre me incentivaram aos estudos. Ao meu orientador, Prof. Dr. Wellington Cyro de Almeida Leite, pela sua dedicação. Ao Prof. Dr. George de Paula Bernardes, por seus conselhos profissionais. Aos colegas da república HRomeu por sua hospitalidade. Aos colegas da Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá, cuja amizade é uma das maiores riquezas que tenho na vida. “Quem nunca errou nunca experimentou nada novo.” Albert Einstein Osera, Kelwin Luis de Gouvea . Estudo sobre a Condição de Coleta e Tratamento de Esgoto Sanitário do Município de Ubatuba-SP. 2013. Trabalho de Graduação em Engenharia Civil – Faculdade de Engenharia do Campus de Guaratinguetá, Universidade Estadual Paulista, Guaratinguetá. RESUMO O presente trabalho aborda um estudo sobre a coleta e o tratamento de esgoto sanitário do município de Ubatuba em seus aspectos operacionais e as políticas tarifárias do serviço. Temas pertinentes ao assunto como o histórico da coleta e tratamento de esgoto, seu desenvolvimento no Brasil e sua importância para a saúde pública e preservação ambiental, assim como os aspectos históricos e geográficos de Ubatuba-SP, estão presentes na revisão de literatura. A metodologia consiste em visitas monitoradas nas instalações de coleta e tratamento de esgoto e entrevista com os responsáveis técnicos. Com os dados obtidos, faz-se a discussão dos resultados e possíveis recomendações. PALAVRAS-CHAVE: Saneamento. Coleta e Tratamento de Esgoto Sanitário. Município de Ubatuba-SP. Osera, Kelwin Luis de Gouvea . Study about Collection and Treatment of Sanitary Sewage from the Municipality of Ubatuba-SP. 2012. Monograph (Graduation in Civil Engineering) - Faculdade de Engenharia do Campus de Guaratinguetá, Universidade Estadual Paulista, Guaratinguetá. ABSTRACT The actual work broaches a study about the collection and treatment of sanitary sewage from the municipality of Ubatuba in its operational aspects and the tariff policy from the service. Themes related to the subject like the history of collection and treatment of sewage, its development in Brazil and its importance for public health and environmental preservation, as well as historical and geographical aspects of Ubatuba/SP, are present in the literature review. The methodology consists in guided visit in the colletion and treatment of sewage facilities and interview with technical managers. With the technical data obtained, it is made a discussion of the results and possible recommendations. KEYWORDS: Sanitation. Collection and Treatment of Sanitary Sewage. Municipality of Ubatuba-SP. SUMÁRIO 1 2 3 4 4.1 4.2 4.3 4.4 5 6 6.1 6.2 7 8 INTRODUÇÃO.08 OBJETIVO.09 JUSTIFICATIVA.10 REVISÃO DA LITERATURA.11 HISTÓRICO DO TRATAMENTO DE ESGOTO.11 HISTÓRICO DA COLETA E TRATAMENTO DE ESGOTO NO BRASIL.15 COLETA E TRATAMENTO DE ESGOTO: QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA E AMBIENTAL. 17 ASPECTOS HISTÓRICOS E GEOGRÁFICOS DO MUNICÍPIO DE UBATUBA-SP.19 METODOLOGIA.22 RESULTADOS.13 ASPECTOS OPERACIONAIS.23 POLÍTICA TARIFÁRIA.25 DISCUSSÕES.26 RECOMENDAÇÕES.27 REFERÊNCIAS.28 8 1 INTRODUÇÃO O termo esgoto é utilizado para designar os diversos tipos de uso e origem da água, como doméstico, comercial, industrial, de utilidade pública, agrícola, superficial, de infiltração, pluvial e outros efluentes sanitários. Existe uma aversão popular a este termo, tanto que preferencialmente utiliza-se o termo “águas residuais”. Os esgotos são divididos em dois grupos: os sanitários e os industriais. Os sanitários são provenientes de despejos domésticos, águas pluviais e de infiltração. Os industriais possuem características específicas. O esgoto doméstico é proveniente de edificações que possuem instalações sanitárias como: banheiros, cozinhas, lavanderias, etc. É composto por fezes, urina, água de banho, papel, restos de comida, sabão, detergentes e águas de lavagem.(JORDÃO, 2009) O descarte do esgoto sanitário doméstico deve ser realizado preferencialmente através da coleta e tratamento em estações de tratamento de esgotos; na falta deste serviço, utilizam-se fossas sépticas. 9 2 OBJETIVO O objetivo deste trabalho de graduação é realizar um estudo sobre condição a coleta e tratamento de esgoto sanitário doméstico do município de Ubatuba-SP. 10 3 JUSTIFICATIVA Ubatuba possui 85% de seu território constituído de Mata Atlântica preservada; além de inúmeros mangues, que são ecossistemas fundamentais para a manutenção de ecossistemas marinhos. Para a preservação dos meios hídricos são essenciais a coleta e tratamento de esgoto sanitário, para que este não seja lançado de forma inadequada no meio ambiente. Outro fator relevante, Ubatuba é classificado como um balneário turístico, sendo o turismo a principal atividade econômica do município e principal fonte de renda de muitas famílias, sendo a áreas de natureza preservada e as praias principais atrativos da atividade de turismo. Acrescenta-se também a questão de saúde pública, principalmente as doenças relacionadas à falta de saneamento básico, que acompanham a humanidade desde sua existência, mas que atualmente tem se tornado uma questão de segregação social. 11 4 REVISÃO DA LITERATURA 4.1 HISTÓRICO DO TRATAMENTO DE ESGOTO O sistema de coleta de esgoto mais antigo que se tem conhecimento foi construído em Mohenjo-Daro, próximo ao rio Indus no Paquistão, em torno de 1500 AC. Nesse sistema, águas utilizadas em lavagens, banhos e águas pluviais eram colhidas em uma rede de canais que era despejada no rio Indus. Em 500 AC, foi construído em Roma um sistema de coleta de esgoto conhecido como “Cloaca Maxima”. Esse sistema de coleta tornou-se insuficiente e foi ampliado ao longo dos séculos para atender a demanda daquele aglomerado urbano. O canal começava perto do Fórum Augustum e terminava no rio Tibre, perto de Ponto Palatino. Em alguns trechos, o canal podia ter até 3,20 metros de largura e 4,20 metros de altura. Sistemas semelhantes foram desenvolvidos na Grécia Antiga, nos quais o esgoto era colhido em tubos cerâmicos ou valas aberta e despejado fora dos limites das Cidades-Estado. FIGURA 1 – Detalhes das seções da “Cloaca Maxima” próximos a Forum Augustum, Via del Velabro e Forum Romanum Fonte: (Wiesmann, Choi, Dombrowski, 2007) 12 Na Idade Média, sistemas de coletas de esgoto eram encontrados em castelos e monastérios; todavia, nos centros urbanos o esgoto era lançado nas ruas ou em valas abertas, contribuindo para a proliferação de doenças relacionadas à falta de saneamento. FIGURA 2 – Vala usada para colher esgoto em Freiburg no século XII Fonte: (GREWE, 1991) Apenas no século XIX começou-se a estudar uma forma definitiva para coletar o esgoto proveniente das crescentes metrópoles. No período entre 1865 à 1868, foram construídos canais para a coleta de esgoto de Londres ao longo do rio Tamisa. 13 FIGURA 3 – Construção da rede coletora de esgoto ao longo do rio Tamisa em Londres entre 1865 à 1868 Fonte: (FÖHL, HAMM, 1985) Esse sistema contava com estações providas de bombas, para gerar a pressão adequada para condução dos efluentes líquidos. O francês Louis Pasteur (1822-1895) mostrou ao meio científico a existência microorganismos anaeróbicos e aeróbicos e doenças a eles relacionadas através de seus experimentos ao longo de sua vida. FIGURA 4 – Louis Pasteur (1822-1895) Fonte: (NADAR, 18--) A epidemia de cólera em Londres na metade do século XIX levou a crer que sua principal causa era a água contaminada, que era captada próximo a lugares em que era 14 despejado esgoto, seja em cursos d’água ou no solo. A partir de então, foram colhidas amostra e análises foram feitas posteriormente para estudar a qualidade da água consumida pela população. O alemão Eduard Wiebe convenceu-se de que as água do rio Spree, onde o esgoto de Berlin era lançado, entre Charlottenburg e Spandau sofria um processo de auto-depuração; sugerindo que poderia haver um processo biológico para a descontaminação do esgoto. Vários trabalhos posteriores concluíram que se tratava de um processo de biodegração, que foi confirmado pelos experimentos de Winogradsky em 1890. Em 1884, foi um construído em Berlin um sistema radial de canais em que era lançado o esgoto da capital alemã. O efluente líquido era levado para o ponto mais baixo da cidade e bombeado para campos de irrigação fora dos limites de Berlin. A água contaminada era despejada no solo em valas de filtração, filtrada, colhida por dutos subterrâneos e despejado no rio. Este processo removeu 66% de impurezas e teve o processo de nitrificação. Sistemas semelhantes foram construídos em Londres e em Lawrence, Massachusetts, Estados Unidos. Experimentos semelhantes seguintes foram feitos para determinar qual era o melhor material para melhorar o processo, mas somente na década de 1960 houve um consenso de o esgoto devia ser tratado antes de ser despejado em águas superficiais. A partir de 1913, foi feitos estudo sobre o lodo ativado no processo de tratamento de esgoto. Em 1920, foi construída a primeira estação de tratamento de esgoto de lodo ativado em Shefield, Inglaterra. Nessa estação havia tanque de aeração, sedimentação e sistema de reciclagem de lodo. A primeira estação de tratamento de esgoto de escala comercial foi construída em Rellinghausen, na Alemanha, em 1926. (WIESMANN et al, 2007). Atualmente, existem tecnologias capazes de assegurar o uso do efluente que sai da estação de tratamento de esgoto para consumo humano, mas o único país no mundo em implementar essas tecnologias em escala comercial é Cingapura, através do NEWater.(PUB, 2010). FIGURA 5 – Sistema NEwater em Ulu Panda, Cingapura Fonte: (PUB, 2010) 15 4.2 HISTÓRICO DA COLETA E TRATAMENTO DE ESGOTO NO BRASIL Durante o período colonial, nenhum tipo de canalização foi construído com intuito de colher o esgoto dos centros urbanos. Os dejetos eram descartados na via pública ou próximos de um meio hídrico. FIGURA 6- Escravo conhecido como “Tigre”, responsável por descartar os dejetos humanos Fonte: (SABESP, 20--) Somente no século XIX, durante o período imperial, que foram realizadas as primeiras obras de saneamento, todas voltadas para o abastecimento de água potável. Haviam obras voltadas para a coleta de esgoto, mas sem uma solução definitiva para o material coletado. Após a proclamação da república e com o trabalho pioneiro do engenheiro sanitarista Francisco Rodrigues Saturnino de Brito (1864-1929), realizaram-se obras de saneamentos nos principais centros urbanos brasileiros, com destaque a construção de Belo Horizonte em 1897. FIGURA 7 – Engenheiro sanitarista Francisco Rodrigues Saturnino de Brito (1864-1929) Fonte: (SABESP, 20--) 16 FIGURA 8 – Construção de Belo Horizonte, 1897 Fonte: (SABESP, 20--) Já no século XX, uma das principais características do sistema implantado no Brasil era a separação do sistema de esgoto sanitário do sistema de drenagem urbana, além do emprego do concreto armado na construção das tubulações. Na década de 40, durante a Era Vargas, houve um intenso êxodo rural seguido pelo grande crescimento demográfico das cidades, aumento a demanda por serviços de saneamento. Esses serviços passaram a serem comercializados através de autarquias. Os serviços começam a serem gradativamente separados dos assuntos de saúde pública com a criação da Inspetoria de Água e Esgoto. Já nas décadas de 50 e 60, foram criadas empresas de capital misto e as obras foram financiadas através do Banco Interamericano de Desenvolvimento. Durante a década 70, foi elaborado o Plano Nacional de Saneamento. As decisões sobre o assunto passam a serem de esfera federal através da imposição de serviços estatais nos municípios. Também nessa época, as questões relacionadas ao saneamento foram separadas das instituições que cuidam da saúde. Recentemente, foi criada a Lei Nº 11.445/2007 (Política Nacional de Saneamento Básico) em 2007, além da criação da Secretária Nacional de Saneamento Ambiental. Muitos municípios possuem serviços próprios de coleta e tratamento de esgoto, assim como convênios com empresas privadas. (SABESP, 20--) 17 FIGURA 9 – Índice de atendimento total de esgotos Fonte: (IBGE, 2013) 4.3 COLETA E TRATAMENTO DE ESGOTO: QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA E AMBIENTAL A coleta e tratamento de esgoto são fundamentais para promover saúde e qualidade de vida para a população, assim como meio de preservação ambiental. No que diz respeito a saúde pública, a falta de coleta e tratamento de esgoto contribui para a proliferação de doenças de veiculação hídrica e relacionadas com fezes. Os tipos de doenças, formas de transmissão e formas de prevenção estão descritos no quadros abaixo: QUADRO 1 - Doenças Relacionadas com a Ausência de Rede de Esgotos Tipos de Doenças Formas de Transmissão Principais Doenças Relacionadas Feco-orais (não bacterianas) Contato de pessoa para pessoa, quando não se tem higiene pessoal e doméstica adequada. Feco-orais (bacterianas) Contato de pessoa para pessoa, ingestão e contato com alimentos Poliomielite Hepatite tipo A Giardíase Disenteria amebiana Diarréia por vírus Febre tifóide Febre paratifóide Formas de Prevenção » Melhorar as moradias e as instalações sanitárias » Implantar sistema de abastecimento de água » Promover a educação sanitária » Implantar sistema adequado de disposição de 18 contaminados e contato com fontes de águas contaminadas pelas fezes. Helmintos transmitidos pelo solo Ingestão de alimentos contaminados e contato da pele com o solo. Tênias (solitárias) na carne de boi e de porco Ingestão de carne mal cozida de animais infectados Helmintos associados à água Contato da pele com água contaminada Insetos vetores relacionados com as fezes Procriação de insetos em locais contaminados pelas fezes Diarréias e disenterias bacterianas, como a cólera Ascaridíase (lombriga) Tricuríase Ancilostomíase (amarelão) Teníase Cisticercose Esquistossomose Filariose (elefantíase) Fonte: (ESGOTO É VIDA, 2006) esgotos melhorar as moradias e as instalações sanitárias » Implantar sistema de abastecimento de água » Promover a educação sanitária » Construir e manter limpas as instalações sanitárias » Tratar os esgotos antes da disposição no solo » Evitar contato direto da pele com o solo (usar calçado) » Construir instalações sanitárias adequadas » Tratar os esgotos antes da disposição no solo » Inspecionar a carne e ter cuidados na sua preparação » Construir instalações sanitárias adequadas » Tratar os esgotos antes do lançamento em curso d’água » Controlar os caramujos » Evitar o contato com água contaminada » Combater os insetos transmissores » Eliminar condições que possam favorecer criadouros » Evitar o contato com criadouros e utilizar meios de proteção individual Sobre os problemas ambientais, o quadro abaixo descreve os tipos de poluentes, tipo de esgoto e suas conseqüências: QUADRO 2 - Doenças e Outras Conseqüências da Ausência de Tratamento do Esgoto Sanitário Poluentes Patogênicos Parâmetro de Caracterização Coliformes Sólidos em suspensão Sólidos em suspensão totais Matéria orgânica biodegradável Demanda bioquímica de oxigênio Nutrientes Nitrogênio Tipo de Esgotos Domésticos Domésticos e Industriais Domésticos e Industriais Domésticos Conseqüências Doenças de veiculação hídrica Problemas estéticos Depósitos de lodo Absorção de poluentes Proteção de patogênicos Consumo de enfocar la importancia de la producción mediática de los niños en su descubrimiento del mundo, sobre todo utilizando el periódico escolar y la imprenta. Asimismo las asociaciones de profesores trabajaron en esta línea e incluso la enseñanza católica se comprometió desde los años sesenta realizando trabajos originales en el marco de la corriente del Lenguaje Total. Páginas 43-48 45 Comunicar, 28, 2007 En el ámbito de los medios, también desde el principio del siglo XX hay ciertas corrientes de conexión. Pero es a lo largo de los años sesenta cuando se constituyeron asociaciones de periodistas apasionados por sus funciones de mediadores, que fomentaron la importancia ciudadana de los medios como algo cercano a los jóvenes, a los profesores y a las familias. Así se crearon la APIJ (Asociación de Prensa Información para la Juventud), la ARPEJ (Asociación Regional de Prensa y Enseñanza para la Juventud), el CIPE (Comité Interprofesional para la Prensa en la Escuela) o la APE (Asociación de Prensa y Enseñanza), todas ellas para la prensa escrita Estas asociaciones fueron precedidas por movimientos surgidos en mayo de 1968, como el CREPAC que, utilizando películas realizadas por periodistas conocidos, aclaraba temas que habían sido manipulados por una televisión demasiado próxima al poder político y realizaba encuentros con grupos de telespectadores. cipio del siglo XX, y nos han legado textos fundadores muy preciados, importantes trabajos de campo y muchos logros educativos y pedagógicos. La educación en medios ha tenido carácter de oficialidad de múltiples maneras, aunque nunca como una enseñanza global. Así la campaña «Operación Joven Telespectador Activo» (JTA), lanzada al final de los años setenta y financiada de manera interministerial para hacer reflexionar sobre las prácticas televisuales de los jóvenes, la creación del CLEMI (Centro de Educación y Medios de Comunicación) en el seno del Ministerio de Educación Nacional en 1983, la creación de la optativa «Cine-audiovisual» en los bachilleratos de humanidades de los institutos en 1984 (primer bachillerato en 1989) y múltiples referencias a la educación de la imagen, de la prensa, de Internet. La forma más visible y rápida de evaluar el lugar de la educación en medios es valorar el lugar que se le ha reservado en los libros de texto del sistema educa- 2. Construir la educación en los medios sin nombrarla El lugar que ocupa la edu- La denominación «educación en medios», que debería cación en los medios es muy ambiguo, aunque las cosas están cambiando recientemente. entenderse como un concepto integrador que reagrupase todos los medios presentes y futuros, es a menudo percibida En principio, en Francia, co- por los «tradicionalistas de la cultura» como una tendencia mo en muchos otros países, la educación en los medios no es hacia la masificación y la pérdida de la calidad. una disciplina escolar a tiempo completo, sino que se ha ido conformado progresivamente a través de experiencias y reflexiones teóricas que han tivo en Francia. Una inmersión sistemática nos permi- permitido implantar interesantes actividades de carác- te constatar que los textos oficiales acogen numerosos ter puntual. Se ha ganado poco a poco el reconoci- ejemplos, citas, sin delimitarla con precisión. miento de la institución educativa y la comunidad es- colar. Podemos decir que ha conquistado un «lugar», 3. ¿Por qué la escuela ha necesitado casi un siglo en el ámbito de la enseñanza transversal entre las dis- para oficilializar lo que cotidianamente se hacía en ciplinas existentes. ella? Sin embargo, la escuela no está sola en esta aspi- Primero, porque las prácticas de educación en me- ración, porque el trabajo en medios es valorado igual- dios han existido antes de ser nombradas así. Recor- mente por el Ministerio de Cultura (campañas de foto- demos que no fue hasta 1973 cuando aparece este grafía, la llamada «Operación Escuelas», presencia de término y que su definición se debe a los expertos del colegios e institutos en el cine ), así como el Minis- Consejo Internacional del Cine y de la Televisión, que terio de la Juventud y Deportes que ha emprendido en el seno de la UNESCO, definen de esta forma: numerosas iniciativas. «Por educación en medios conviene entender el estu- Así, esta presencia de la educación en los medios dio, la enseñanza, el aprendizaje de los medios moder- no ha sido oficial. ¡La educación de los medios no apa- nos de comunicación y de expresión que forman parte rece oficialmente como tal en los textos de la escuela de un dominio específico y autónomo de conocimien- francesa hasta 2006! tos en la teoría y la práctica pedagógicas, a diferencia Este hecho no nos puede dejar de sorprender ya de su utilización como auxiliar para la enseñanza y el que las experiencias se han multiplicado desde el prin- aprendizaje en otros dominios de conocimientos tales Páginas 43-48 46 Comunicar, 28, 2007 como los de matemáticas, ciencias y geografía». A pe- mente en todas las asignaturas. Incluso los nuevos cu- sar de que esta definición ha servido para otorgarle un rrículos de materias científicas en 2006 para los alum- reconocimiento real, los debates sobre lo que abarca y nos de 11 a 18 años hacen referencia a la necesidad no, no están totalmente extinguidos. de trabajar sobre la información científica y técnica y En segundo lugar, porque si bien a la escuela fran- el uso de las imágenes que nacen de ella. cesa le gusta la innovación, después duda mucho en Desde junio de 2006, aparece oficialmente el tér- reflejar y sancionar estas prácticas innovadoras en sus mino «educación en medios» al publicar el Ministerio textos oficiales. Nos encontramos con una tradición de Educación los nuevos contenidos mínimos y las sólidamente fundada sobre una transmisión de conoci- competencias que deben adquirir los jóvenes al salir mientos muy estructurados, organizados en disciplinas del sistema educativo. escolares que se dedican la mayor parte a transmitir Este documento pretende averiguar cuáles son los conocimientos teóricos. La pedagogía es a menudo se- conocimientos y las competencias indispensables que cundaria, aunque los profesores disfrutan de una ver- deben dominar para terminar con éxito su escolaridad, dadera libertad pedagógica en sus clases. El trabajo seguir su formación y construir su futuro personal y crítico sobre los medios que estaba aún en elaboración profesional. Siete competencias diferentes han sido te- necesitaba este empuje para hacerse oficial. nidas en cuenta y en cada una de ellas, el trabajo con Aunque el trabajo de educación en los medios no los medios es reconocido frecuentemente. Para citar esté reconocido como disciplina, no está ausente de un ejemplo, la competencia sobre el dominio de la len- gua francesa definen las capa- cidades para expresarse oral- La metodología elaborada en el marco de la educación en mente que pueden adquirirse con la utilización de la radio e, medios parece incluso permitir la inclinación de la sociedad incluso, se propone fomentar de la información hacia una sociedad del conocimiento, como defiende la UNESCO. En Francia, se necesitaría unir el interés por la lectura a través de la lectura de la prensa. La educación en los medios las fuerzas dispersas en función de los soportes mediáticos y orientarse más hacia la educación en medios que al dominio adquiere pleno derecho y entidad en la sección sexta titulada «competencias sociales y cívi- técnico de los aparatos. cas» que indica que «los alum- nos deberán ser capaces de juz- gar y tendrán espíritu crítico, lo que supone ser educados en los las programaciones oficiales, ya que, a lo largo de un medios y tener conciencia de su lugar y de su influencia estudio de los textos, los documentalistas del CLEMI en la sociedad». han podido señalar más de una centena de referencias a la educación de los medios en el seno de disciplinas 4. Un entorno positivo como el francés, la historia, la geografía, las lenguas, Si nos atenemos a las cifras, el panorama de la las artes plásticas : trabajos sobre las portadas de educación en medios es muy positivo. Una gran ope- prensa, reflexiones sobre temas mediáticos, análisis de ración de visibilidad como la «Semana de la prensa y publicidad, análisis de imágenes desde todos los ángu- de los medios en la escuela», coordinada por el CLE- los, reflexión sobre las noticias en los países europeos, MI, confirma año tras año, después de 17 convocato- información y opinión rias, el atractivo que ejerce sobre los profesores y los Esta presencia se constata desde la escuela mater- alumnos. Concebida como una gran operación de nal (2 a 6 años) donde, por ejemplo, se le pregunta a complementariedad (2000) Structure and mechanism of the aberrant ba3-cytochrome c oxidase from Thermus thermophilus. EMBO J 19: 1766–1776. 9. Hunsicker-Wang LM, Pacoma RL, Chen Y, Fee JA, Stout CD (2005) A novel cryoprotection scheme for enhancing the diffraction of crystals of recombinant cytochrome ba3 oxidase from Thermus thermophilus. Acta Crystallogr D Biol Crystallogr 61: 340–343. 10. 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PLoS ONE | www.plosone.org 11 July 2011 | Volume 6 | Issue 7 | e22348 The 1.8 Å Structure of ba3Oxidase 27. Vogeley L, Sineshchekov OA, Trivedi VD, Sasaki J, Spudich JL, et al. (2004) Anabaena sensory rhodopsin: a photochromic color sensor at 2.0 A. Science 306: 1390–1393. 28. Cherezov V, Rosenbaum DM, Hanson MA, Rasmussen SG, Thian FS, et al. (2007) High-resolution crystal structure of an engineered human beta2adrenergic G protein-coupled receptor. Science 318: 1258–1265. 29. Jaakola VP, Griffith MT, Hanson MA, Cherezov V, Chien EY, et al. (2008) The 2.6 angstrom crystal structure of a human A2A adenosine receptor bound to an antagonist. Science 322: 1211–1217. 30. Wu B, Chien EY, Mol CD, Fenalti G, Liu W, et al. (2010) Structures of the CXCR4 chemokine GPCR with small-molecule and cyclic peptide antagonists. Science 330: 1066–1071. 31. Chien EY, Liu W, Zhao Q, Katritch V, Han GW, et al. (2010) Structure of the Human Dopamine D3 Receptor in Complex with a D2/D3 Selective Antagonist. 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