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Geomorfologia fluvial no Alto Vale do Rio das Velhas, Quadrilátero Ferrífero-MG: paleoníveis deposicionais e a dinâmica atual

Documento informativo

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA Gisele Barbosa dos Santos Geomorfologia Fluvial no Alto Vale do Rio das Velhas, Quadrilátero Ferrífero - MG: Paleoníveis Deposicionais e a Dinâmica Atual Minas Gerais - Brasil Maio – 2008 Gisele Barbosa dos Santos Geomorfologia Fluvial no Alto Vale do Rio das Velhas, Quadrilátero Ferrífero - MG: Paleoníveis Deposicionais e a Dinâmica Atual Dissertação apresentada ao Programa de PósGraduação do Departamento de Geografia da Universidade Federal de Minas Gerais, como requisito parcial à obtenção do título de Mestre em Geografia. Área de concentração: Análise Ambiental. Orientador: Antônio Pereira Magalhães Júnior Belo Horizonte Departamento de Geografia da UFMG 2008 AGRADECIMENTOS Agradeço, primeiramente, ao meu orientador, Professor Antônio Pereira Magalhães Junior, pela confiança em mim depositada, para a realização deste trabalho e pela dedicação quanto aos esclarecimentos e conhecimentos transmitidos durante o desenvolvimento da pesquisa. Ao Professor e amigo, Edvard Elias de Souza Filho, pela orientação durante a graduação e por guiar meus primeiros passos na evolução de minha caminhada acadêmica. Aos amigos, professores e funcionários Grupo de Estudos Multidisciplinares do Meio Ambiente (GEMA) da Universidade Estadual de Maringá, que também fazem parte desta trajetória. A minha “grande” família que tanto amo, pelo apoio incondicional em todos os momentos de minha vida, pela paciência e compreensão durante meus períodos de ausência, devido ao tempo dedicado aos estudos. Aos técnicos Nívea e Ricardo do Laboratório de Geomorfologia do Instituto de Geociências da UFMG e Willian técnico do Laboratório de Geoquímica Ambiental do CPMTC (Centro de Pesquisa Prof. Manoel Teixeira da Costa) pela cooperação e paciência nas instruções para a realização dos ensaios laboratoriais e pela amizade. A secretária Paula e a Professora Cristiane Valéria pela atenção e atendimento nos trabalhos burocráticos. Ao Programa de Pós-Graduação em Evolução Crustal e Recursos Naturais do Departamento de Geologia da Escola de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto, por permitir a minha participação nas disciplinas: Ambientes Fluviais e Processos Geológicos e Meio Ambiente. Em especial ao Professor Paulo de Tarso Amorim Castro pelo carinho e conhecimentos transmitidos durante as aulas e campos. E aos amigos que fiz durante este período na instituição: Sílvia Braga, Cláudio Lana e Fabiano. Aos meus amigos que, mesmo distantes, contribuíram de alguma forma para a realização deste trabalho: Alan Charles Fontana, Silvana Martins, Vanessa Santos e Leandro Zandonadi. Aos amigos que participaram diretamente do trabalho por meio do apoio e discussões durante a realização dos campos e pela amizade: Fabiano, Maria Luiza, Vladimir, Luis Felipe, Robson e Frederico. Aos amigos e colegas pós-graduandos e mestres por compreender as angústias, por dividir conquistas e pelo apoio durante o período do mestrado: Vanessa Linke, Patrícia Lage, Jeanne, Elivelton, Bruno, Maíra, Flávia, Thiago, Luciana, Diego, Renata e Maria Angélica. Ao casal Maurício Meurer e Débora Martins, o meu agradecimento especial, pela amizade, pela generosidade, pelos conhecimentos transmitidos que foram essenciais durante a realização deste trabalho. Enfim, agradeço por fazerem parte da minha vida. Agradeço em especial ao amigo Vladimir Diniz Vieira Ramos, não apenas pelo apoio e eficiência na construção de todos os produtos cartográficos aqui apresentados, como também pelo apoio incondicional em todos os momentos de nossa amizade, por sempre me incentivar, e por ser essa pessoa tão especial na minha vida. A Sidnei Victor pela atenção, paciência e pelo excelente trabalho de arte realizado nas ilustrações apresentadas neste trabalho. A CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - pela concessão da bolsa, que permitiu a minha dedicação em tempo integral à pesquisa. A FAPEMIG - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais - pelo financiamento do projeto “Monitoramento, mapeamento e análise da dinâmica erosiva e deposicional do alto vale do Rio das Velhas/MG e os reflexos de usos e atividades humanas”, que possibilitou a realização desta pesquisa. "Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, é porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra. Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha, e não nos deixa só, porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso." Charles Chaplin SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO . 2. OBJETIVOS . 3. MORFOLOGIA E PROCESSOS FLUVIAIS . 3.1. Morfologia de Canais Fluviais . 3.1.2. Padrão Fluvial Meandrante . 3.1.3. Padrão Fluvial Entrelaçado . 3.1.4. Padrão Fluvial Anastomosado . 3.1.5. Outros Padrões Fluviais . 3.2. Dinâmica erosiva de margens . 3.3. Dinâmica de transporte fluvial . 4. CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDOS . 4.1. Localização . 4.2. Geologia . 4.3. Clima . 4.4. Geomorfologia . 4.5. Solos . 4.6. Vegetação . 4.7. Contexto histórico de ocupação . 4.8. Uso do solo . 5. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS . 5.1. Levantamento dos níveis deposicionais . 5.2. Caracterização da morfodinâmica Fluvial . 5.2.1. Monitoramento da erosão marginal . 5.2.2. Análise granulométrica: composição dos materiais das margens . 5.3. Análise dos materiais de transporte fluvial . 5.4. Elaboração da proposta de compartimentação geomorfológica do vale do alto Rio das Velhas . 6. RESULTADOS . 6.1. Descrição e distribuição dos níveis deposicionais fluviais . 6.1.2. Análise da distribuição dos níveis deposicionais . 1 4 5 8 11 12 12 13 13 16 18 18 21 27 28 34 35 36 38 41 41 42 42 45 47 50 53 52 73 6.2. Dinâmica das margens e da calha fluvial . 79 6.3. Compartimentação do vale do alto Rio das Velhas: morfologia e Dinâmica . 105 6.3.1. Elaboração dos parâmetros norteadores da compartimentação . 105 6.3.2. Correlação dos parâmetros e identificação de associações . 112 6.3.3. Compartimentação dos trechos fluviais de acordo com a morfologia 115 e a dinâmica . 7. CONSIDERAÇÕES FINAIS. 120 8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS . 122 9. ANEXOS . 128 LISTA DE FIGURAS Fig.1 Modelos de terraço, A - Terraço embutido; B – Terraço encaixado . Fig.2 Classificação de Litofácies de Miall (1985) . Fig.3 Mecanismos de recuo de margens . Fig.4 Principais métodos para estudos de erosão de margens . Fig.5 Divisão da Bacia do Rio das Velhas – MG . Fig.6 Área de estudo: Bacia do alto Rio das Velhas- MG . Fig.7 Coluna Estratigráfica do Quadrilátero Ferrífero . Fig.8 Geologia da bacia do alto Rio das Velhas . Fig.9 Hipsometria da bacia do alto Rio das Velhas . Fig.10 Declividade da bacia do alto Rio das Velhas . Fig.11 Anticlinal Rio das Velhas . Fig.12 Superfícies de Aplainamento do Quadrilátero Ferrífero . Fig.13 Nascentes do Rio das Velhas – Cachoeira das Andorinhas . Fig.14 Distribuição das classes de uso do solo na bacia do alto Rio das Velhas . Fig.15 Uso do Solo da Bacia do Rio das Velhas . Fig.16 Modelo Pino (a) e Estaca (b) . Fig.17 Localização dos Pontos de Monitoramento na Bacia do Alto Rio das Velhas . Fig.18 Informações dos Pontos de Monitoramento . Fig.19 Descrição dos Pontos /monitorados . Fig.20 Amostrador de sedimentos – Carga de fundo . Fig.21 Sistema de filtragem . Fig.22 Fluxograma dos elementos investigativos do vale fluvial . Fig.23 Disposição esquemática dos níveis deposicionais o longo do vale . Fig.24 Área alagada da Represa Rio de Pedras . Fig.25 Trecho encaixado do Rio das Velhas . Fig.26 Mapeamento dos níveis deposicionais aluviais - Mapa 1 . Fig.27 Perfil estratigráfico do Terraço Superior – Próximo a Rio Acima . Fig.28 Mapeamento dos níveis deposicionais aluviais - Mapa 2 . Fig.29 Quadro Descritivo dos Níveis Deposicionais - Perfil 2 . Fig.30 Mapeamento dos níveis deposicionais aluviais - Mapa 3 . 7 10 14 15 19 20 23 26 29 30 31 33 36 38 40 42 43 44 45 47 48 51 56 57 57 58 59 60 61 62 Fig.31 Mapeamento dos níveis deposicionais aluviais - Mapa 4 . 63 Fig.32 Mapeamento dos níveis deposicionais aluviais - Mapa 5 . 64 Fig.33 Quadro Descritivo dos Níveis Deposicionais - Perfil 3 . 65 Fig.34 Mapeamento dos níveis deposicionais aluviais - Mapa 6 . 66 Fig.35 Quadro Descritivo dos Níveis Deposicionais - Perfil 4 . 67 Fig.36 Quadro Descritivo dos Níveis Deposicionais - Perfil 5 . 68 Fig.37 Mapeamento dos níveis deposicionais aluviais - Mapa 7 . 69 Fig.38 Quadro Descritivo dos Níveis Deposicionais - Perfil 6 . 70 Fig.39 Quadro Descritivo dos Níveis Deposicionais - Perfil 7 . 71 Fig.40 Quadro Descritivo dos Níveis Deposicionais - Perfil 8 . 72 Fig.41 Distribuição Longitudinal dos Níveis Deposicionais Aluviais . 76 Fig.42 Características dos Níveis de Terraços . 77 Fig.43 Interpretação de Litofácies dos Níveis Deposicionais . 78 Fig.44 Erosão Média Mensal dos Pontos Monitorados . 79 Fig.45 Quadro Síntese dos dados hidrossedimentológicos dos pontos monitorados 80 Fig.46 Erosão Mensal Ponto RA01 . 81 Fig.47 Legenda . 81 Fig.48 Sucessão fotográfica do Ponto RA01. 82 Fig.49 Perfilagens sucessivas do Ponto IT02 . 85 Fig.50 Sucessão fotográfica do Ponto1- IT02 . 86 Fig.51 Sucessão fotográfica do Ponto2- IT02 . 87 Fig.52 Sucessão fotográfica do Ponto3- IT02 . 88 Fig.53 Sucessão fotográfica do Ponto4- IT02 . 89 Fig.54 Erosão Mensal Ponto GL03 . 91 Fig.55 Sucessão fotográfica do Ponto GL03 . 92 Fig.56 Erosão Mensal Ponto SB04 . 94 Fig.57 Barra de cana - Ponto SB04 . 94 Fig.58 Sucessão fotográfica do Ponto 1 - SB04 . 95 Fig.59 Sucessão fotográfica do Ponto 2 - SB04 . 96 Fig.60 Sucessão fotográfica do Ponto 1- SB05 . 98 Fig.61 Sucessão fotográfica do Ponto 2- SB05 . 99 Fig.62 Erosão mensal do Ponto SB06 . 100 Fig.63 Sucessão Fotográfica do Ponto SB06 . 101 Fig.64 Erosão mensal do Ponto SB07 . 102 Fig.65 Sucessão Fotográfica do Ponto1 - SB07 . 103 Fig.66 Sucessão Fotográfica do Ponto 2 - SB07 . 104 Fig.67 Classificação dos níveis deposicionais e suas respectivas litofácies . 107 Fig.68 Classificação das planícies . 108 Fig.69 Morfologia das margens . 108 Fig.70 Classificação das margens . 109 Fig.71 Formas de leito . 110 Fig.72 Classificação dos leitos . 110 Fig.73 Classificação para carga em suspensão . 111 Fig.74 Classificação para o fluxo . 111 Fig.75 Classificação dos ambientes fluviais do alto Rio das Velhas . 114 Fig.76 Caracterização dos trechos compartimentados do alto vale do Rio das Velhas. 116 Fig.77 Compartimentação dos trechos do vale do alto Rio das Velhas: morfologia e dinâmica . 119 RESUMO A bacia do alto Rio das Velhas está situada no centro do Estado de Minas Gerais, compreendendo o domínio geológico do Quadrilátero Ferrífero, e suas características morfológicas e hidrológicas refletem o forte condicionamento geológico e tectônico regional. Dentro deste contexto, visou-se a caracterização dos níveis e seqüências deposicionais aluviais com o auxílio de técnicas de estratigrafia, a fim de reconstituir a dinâmica fluvial pretérita deste trecho. Além disso, foi realizado o monitoramento da dinâmica de ambientes fluviais marginais e de canal, paralelo ao estudo de variáveis hidrossedimentológicas durante o período de um ano. Tais procedimentos resultaram em uma compartimentação e espacialização dos ambientes fluviais, ou seja, uma síntese da geomorfologia fluvial da área em estudo. Foram identificados quatro níveis deposicionais aluviais na área, sendo um Nível de Várzea e três níveis de terraços (Terraço Superior, Terraço Intermediário e Terraço Inferior). Os níveis de Terraços Superior e Intermediário apresentam-se escalonados e o nível de Terraço Inferior apresentou variação tipológica (escalonado, recoberto pela várzea e enfocar la importancia de la producción mediática de los niños en su descubrimiento del mundo, sobre todo utilizando el periódico escolar y la imprenta. Asimismo las asociaciones de profesores trabajaron en esta línea e incluso la enseñanza católica se comprometió desde los años sesenta realizando trabajos originales en el marco de la corriente del Lenguaje Total. Páginas 43-48 45 Comunicar, 28, 2007 En el ámbito de los medios, también desde el principio del siglo XX hay ciertas corrientes de conexión. Pero es a lo largo de los años sesenta cuando se constituyeron asociaciones de periodistas apasionados por sus funciones de mediadores, que fomentaron la importancia ciudadana de los medios como algo cercano a los jóvenes, a los profesores y a las familias. Así se crearon la APIJ (Asociación de Prensa Información para la Juventud), la ARPEJ (Asociación Regional de Prensa y Enseñanza para la Juventud), el CIPE (Comité Interprofesional para la Prensa en la Escuela) o la APE (Asociación de Prensa y Enseñanza), todas ellas para la prensa escrita Estas asociaciones fueron precedidas por movimientos surgidos en mayo de 1968, como el CREPAC que, utilizando películas realizadas por periodistas conocidos, aclaraba temas que habían sido manipulados por una televisión demasiado próxima al poder político y realizaba encuentros con grupos de telespectadores. cipio del siglo XX, y nos han legado textos fundadores muy preciados, importantes trabajos de campo y muchos logros educativos y pedagógicos. La educación en medios ha tenido carácter de oficialidad de múltiples maneras, aunque nunca como una enseñanza global. Así la campaña «Operación Joven Telespectador Activo» (JTA), lanzada al final de los años setenta y financiada de manera interministerial para hacer reflexionar sobre las prácticas televisuales de los jóvenes, la creación del CLEMI (Centro de Educación y Medios de Comunicación) en el seno del Ministerio de Educación Nacional en 1983, la creación de la optativa «Cine-audiovisual» en los bachilleratos de humanidades de los institutos en 1984 (primer bachillerato en 1989) y múltiples referencias a la educación de la imagen, de la prensa, de Internet. La forma más visible y rápida de evaluar el lugar de la educación en medios es valorar el lugar que se le ha reservado en los libros de texto del sistema educa- 2. Construir la educación en los medios sin nombrarla El lugar que ocupa la edu- La denominación «educación en medios», que debería cación en los medios es muy ambiguo, aunque las cosas están cambiando recientemente. entenderse como un concepto integrador que reagrupase todos los medios presentes y futuros, es a menudo percibida En principio, en Francia, co- por los «tradicionalistas de la cultura» como una tendencia mo en muchos otros países, la educación en los medios no es hacia la masificación y la pérdida de la calidad. una disciplina escolar a tiempo completo, sino que se ha ido conformado progresivamente a través de experiencias y reflexiones teóricas que han tivo en Francia. Una inmersión sistemática nos permi- permitido implantar interesantes actividades de carác- te constatar que los textos oficiales acogen numerosos ter puntual. Se ha ganado poco a poco el reconoci- ejemplos, citas, sin delimitarla con precisión. miento de la institución educativa y la comunidad es- colar. Podemos decir que ha conquistado un «lugar», 3. ¿Por qué la escuela ha necesitado casi un siglo en el ámbito de la enseñanza transversal entre las dis- para oficilializar lo que cotidianamente se hacía en ciplinas existentes. ella? Sin embargo, la escuela no está sola en esta aspi- Primero, porque las prácticas de educación en me- ración, porque el trabajo en medios es valorado igual- dios han existido antes de ser nombradas así. Recor- mente por el Ministerio de Cultura (campañas de foto- demos que no fue hasta 1973 cuando aparece este grafía, la llamada «Operación Escuelas», presencia de término y que su definición se debe a los expertos del colegios e institutos en el cine ), así como el Minis- Consejo Internacional del Cine y de la Televisión, que terio de la Juventud y Deportes que ha emprendido en el seno de la UNESCO, definen de esta forma: numerosas iniciativas. «Por educación en medios conviene entender el estu- Así, esta presencia de la educación en los medios dio, la enseñanza, el aprendizaje de los medios moder- no ha sido oficial. ¡La educación de los medios no apa- nos de comunicación y de expresión que forman parte rece oficialmente como tal en los textos de la escuela de un dominio específico y autónomo de conocimien- francesa hasta 2006! tos en la teoría y la práctica pedagógicas, a diferencia Este hecho no nos puede dejar de sorprender ya de su utilización como auxiliar para la enseñanza y el que las experiencias se han multiplicado desde el prin- aprendizaje en otros dominios de conocimientos tales Páginas 43-48 46 Comunicar, 28, 2007 como los de matemáticas, ciencias y geografía». A pe- mente en todas las asignaturas. Incluso los nuevos cu- sar de que esta definición ha servido para otorgarle un rrículos de materias científicas en 2006 para los alum- reconocimiento real, los debates sobre lo que abarca y nos de 11 a 18 años hacen referencia a la necesidad no, no están totalmente extinguidos. de trabajar sobre la información científica y técnica y En segundo lugar, porque si bien a la escuela fran- el uso de las imágenes que nacen de ella. cesa le gusta la innovación, después duda mucho en Desde junio de 2006, aparece oficialmente el tér- reflejar y sancionar estas prácticas innovadoras en sus mino «educación en medios» al publicar el Ministerio textos oficiales. Nos encontramos con una tradición de Educación los nuevos contenidos mínimos y las sólidamente fundada sobre una transmisión de conoci- competencias que deben adquirir los jóvenes al salir mientos muy estructurados, organizados en disciplinas del sistema educativo. escolares que se dedican la mayor parte a transmitir Este documento pretende averiguar cuáles son los conocimientos teóricos. La pedagogía es a menudo se- conocimientos y las competencias indispensables que cundaria, aunque los profesores disfrutan de una ver- deben dominar para terminar con éxito su escolaridad, dadera libertad pedagógica en sus clases. El trabajo seguir su formación y construir su futuro personal y crítico sobre los medios que estaba aún en elaboración profesional. Siete competencias diferentes han sido te- necesitaba este empuje para hacerse oficial. nidas en cuenta y en cada una de ellas, el trabajo con Aunque el trabajo de educación en los medios no los medios es reconocido frecuentemente. Para citar esté reconocido como disciplina, no está ausente de un ejemplo, la competencia sobre el dominio de la len- gua francesa definen las capa- cidades para expresarse oral- La metodología elaborada en el marco de la educación en mente que pueden adquirirse con la utilización de la radio e, medios parece incluso permitir la inclinación de la sociedad incluso, se propone fomentar de la información hacia una sociedad del conocimiento, como defiende la UNESCO. En Francia, se necesitaría unir el interés por la lectura a través de la lectura de la prensa. La educación en los medios las fuerzas dispersas en función de los soportes mediáticos y orientarse más hacia la educación en medios que al dominio adquiere pleno derecho y entidad en la sección sexta titulada «competencias sociales y cívi- técnico de los aparatos. cas» que indica que «los alum- nos deberán ser capaces de juz- gar y tendrán espíritu crítico, lo que supone ser educados en los las programaciones oficiales, ya que, a lo largo de un medios y tener conciencia de su lugar y de su influencia estudio de los textos, los documentalistas del CLEMI en la sociedad». han podido señalar más de una centena de referencias a la educación de los medios en el seno de disciplinas 4. Un entorno positivo como el francés, la historia, la geografía, las lenguas, Si nos atenemos a las cifras, el panorama de la las artes plásticas : trabajos sobre las portadas de educación en medios es muy positivo. Una gran ope- prensa, reflexiones sobre temas mediáticos, análisis de ración de visibilidad como la «Semana de la prensa y publicidad, análisis de imágenes desde todos los ángu- de los medios en la escuela», coordinada por el CLE- los, reflexión sobre las noticias en los países europeos, MI, confirma año tras año, después de 17 convocato- información y opinión rias, el atractivo que ejerce sobre los profesores y los Esta presencia se constata desde la escuela mater- alumnos. Concebida como una gran operación de nal (2 a 6 años) donde, por ejemplo, se le pregunta a complementariedad (2000) Structure and mechanism of the aberrant ba3-cytochrome c oxidase from Thermus thermophilus. EMBO J 19: 1766–1776. 9. Hunsicker-Wang LM, Pacoma RL, Chen Y, Fee JA, Stout CD (2005) A novel cryoprotection scheme for enhancing the diffraction of crystals of recombinant cytochrome ba3 oxidase from Thermus thermophilus. Acta Crystallogr D Biol Crystallogr 61: 340–343. 10. 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