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A linguagem na literatura infantil: as várias falas do adulto para a criança

Documento informativo

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS FACULDADE DE LETRAS MESTRADO EM LETRAS A LINGUAGEM NA LITERATURA INFANTIL: AS VA RIAS FALAS DO ADULTO PARA A CRIANÇA (análise de versões de Chapeuzinho Ver melho) Ana Maria Clark Peres 1987 Belo Horizonte DATA DE APROVAÇAO Dissertação apresentada como exigência para parcial obtenção do grau de MESTRE EM LETRAS à Comissão Julgadora do Mestrado em Letras da Faculdade de Letras BANCA EXAMINADORA Maria Antonieta Antunes Orientadora Cunha Jz ahe.A.cha.i& a ztadÁ.Q.ã. to, merveilleux ou. i-t mz dÁ.itÃ.nga2.A, un pfLobtzme. qixZ me. pa66Áonna^t et me. paósÁ^onm toujouA.^: coexZót&nce, cuZtuAzZ, dzs danó cztu^i que po^e Za not^z un^uzAS conczpti &zi.zntyilX,qiLZ0 Lzò ptixò avanczò zt dzò òupz^6t-ítÃ.o tu £z^ pZu6 a^chaZquzò, autAZmznt d^it £' a^^Ao ntzmznt zn chacun dz nou6 dz La. pznizz magÃ.quz zt dz Ia pzn^zz A.atÁ.0nnzttz, dz Z'hommz dz^ cavzAnz-i zt dz Z'hommz da XXz óá.zcZz. MaA.z SoHÁ.ano ^ 'nea4 pa-t4 agradecimentos Meus agradecimentos a: . Profa. Maria Antonieta Antunes CunRa, orientadora deste trabalho e de minha vida profiss-ional, pelo interesse, incansável dedica- ção e amizade. . Profa. Veronika Benn-Ibler, não s-omente pela tradução e explicação do texto alemão, mas sobretudo pela acolhida e disponibilida de. « Profa. Cleonice Paes Barreto Mourão, pelos esclarecimentos relativos ao original francês. « Profa. Norma LÚcia Horta Neves, pelo incentivo ao longo do cur- so . . Profa. Mariãngela Paraizo, pela leitura atenta e opiniões oportu nas . « Prof. Antônio Eduardo Clark Peres, pelo apoio e auxílio em pontos do trabalho. . Roberto Moura, pela paciência e. dedicação na datilografia. vários RESUMO Chapéuzinho Vermelho, o mais difundido entre os contos folclóricos, comumente chamados- "contos de fadas", apresenta duas adaptações clássicas, demais versões: que se tornaram ponto de referência para as a de Perrault CFrança, fins do século XVII), tem desfecho trágico, e a dos irmãos Grimm CAlemanha, que inicio do século XIX), que apresenta um final feliz. A análise de trinta e três versões desse conto em língua portuguesa apontou grandes alterações nas estruturas originais. Omitem-se trechos importantes para o desenvolvimento da narrativa o/ou acrescentam-se dados irrelevantes, numa linguagem quase sem- pre pueril, marcada pelo clichê e pelo didatismo. Esses problemas relativos ao texto fazem-se acompanhar, mu^ tas vezes, por outros de ordem gráfica, o que revela o desrespeito e a redução de que ê vítima a criança em grande parte da produ ção cultural a ela endereçada» AaSTRACT Little Red Hood, the most widely known among the folklore tales, the so-called "fairy tales:", presents two classic adaptations which turned into landmarks- for the several other versions : Per- rault's CFrance, late XVIT century!, presenting a tragic epilogue, and Grimm brothers' CGermany, early XIX century! showing a happy end. The analysis of thirt three Portuguese language versions this tale pointed out significant alterations structures. of both of original Important passages for the development of the narrative are omitted and/or irrelevant data are added in a style of expression almost always, puerile and marked by cliche and didactism. These problems related to the text are accompanied, many times, by others concerning printing, revealing the disrespect and the belittlement towards the children in most of the cultural productions addressed to them. sumArio Pagina 1 2 introdução . \. ANÁLISE DE VERSÕES DE CHAPEUZINFIO VERMELHO 2.1 Exposição 2.2 Complicação ^ n ^ 2.2.1 Instruções maternas 2.2.2 Encontro de ChapeuzinKo Vermelho com o lobo, na floresta 2.2.3 Encontro do lobo com a avo 2.3 Clímax: Encontro de Chapeuzinho Vermelho com I 1^ o lobo, na casa da avo i 2.4 Desenlace lO(b 2.5 A volta de Chapeuzinho Vermelho ã casa da avo 3 ANALISE DE ASPECTOS GRÁFICOS DAS VERSÕES DE CHA- . PEUZINHO VERl-IELHO 4. CONCLUSÃO 2.V3 5 BIBLIOGRAFIA ^ ^ 1 introdução ChcLpzuzZnko amoA. iado \/íA.mílho meu pH-Ámí^fio Se.ntZ que. òz zu pude.óòe. to-fi cacom Chap2.uzZnho Vzxmctho tcuZa conhcc-ido a p^Kf^clta bzm-avíntuAança. ChafilzÁ V-Lckzni .10. A Estilística, convergência dos estudos lingüísticos, e lite ^*^oij desde a Graduaçao, o cent.!PO de. in3_nlias reflexões e Ocupações, marcadas por urn igual interesse pela Teoria da 1'itera tura e pela Lingilíxstica\ Estudos especiais, posteriores, ã disciplina Estilística, na PÕs-Graduação, abriram a possibilidade de pesquisas no campo da Estilística Comparada, as quais acabaram tornando-se o ponto de partida desta dissertação. Para tal trabalho, escolhi como "corpus" o texto de literatura infantil, o que se justifica nao so pela importância do "g^ nero", no estudo de literatura h.oj e, como também pelo meu envolvimento pessoal com a area em questão. Levei em conta igualmente a escassez de pesquisas que se tenham detido na observação das estruturas lingüísticas e nos aspectos estilísticos mais importantes da obra literária infantil Copta-se, comumente, pela análise de conteúdo, que não prioriza a expressão), com a finalidade de analisar o discurso do adulto voltado para a criança. Antes de explicar as razoes da escolha do conto Chapeuzinho Vermelho, to dos julguei necessário fazer algumas observações a respei- chamados"contos de fadas", em virtude de inúmeros equivo COS divulgados sobre o assunto. Trata-se de uma especie polêmica e amplamente difundida. E^ pecialistas se divergem quanto ã sua importância e significado, mas é impossível negar a sua popularidade. Primeiramente, ê importante registrar que as suas origens são incertas, havendo um grande número de suposições. Segundo Jesualdo, "A palavra "fada" tem raiz grega. Indica "o que brilha", e dessa raiz derivaram as demais desinências que contêm certa idéia de brilho. Assim, dade", "fado" e "fada" "fábula", "falar", "fatali- Cderivam-sel. do latim "fatum", que pro vêm da mesma raiz grega. Esta.raiz parece explicar-nos que narra.tais contos procura fazer brilhar suas idéias. dc homem, o "fatum", ê o brilho que. lhe dá realce e quem O destino o determi- na." E Jesualdo prossegue, indagando: "Na verdade, de onde provêm as fadas? São, como algunp, supõem, encarnações mitológicas, tradu zem apenas a experiência popular. em sua expressão mais simples, procedem do engenho dos anônimos mais dotados de imaginação? Ou são símbolos criados para exercer uma determinada influência com seus feitos, virtudes, defeitos? . Um sábio etnõlogo — respon de Montegut — diria que são de raça ariana e pertencem a grande família dos povos indo-germânicos. Contentar-me-ei em afirmar que .11. nasceram na, Pérsia." C34, p. 116,-71 Cooper aponta também essa origem oriental e diz que teriam chegado ã Grécia, depois das conquistas de Alexandre, o Grande, aparecendo na Europa no período pos-renascentista. C3 5, p.9) Jesualdo completa que. os mitologos parecem não se satisfazer com as explicações sobre a origem desses contos, insistindo levantar sempre novas suposições, o que gera, no seu dizer, grande confusão": "Grimm, Mr. Andres em "uma Lefèvre e muitos ingleses optavam pela pátria ariana; Beufly e Monsieur Cosquin, pela pátria indiana; Monsieur Andrew Lang, o Santo Tomás da Mitologia Popular, resumia o debate declarando que nada sabia." Cita ain da Max Mílller: "os contos são as derivações modernas da mitologia e, para estudá-los cientificamente, é necessário, antes de tudo, referir cada conto moderno ã antiga lenda que o engendrou e cada lenda ao mito do qual procede." C34, p. 121) Soriano informa que, a partir de 1685, esses das" entraram em moda, na França. "contos de fa- E eram de dois tipos: os erudi- tos, compostos por damas da grande, sociedade, que multiplicavam as "peripécias feéricas", e os autenticamente populares. Os contos de Perrault C o primeiro a registrá-los por escr^ to) são desse segundo tipo. 036, p. XIV-V) Seu trabalho é o de um adaptador, que fez uma elaboração erudita dos contos de via oral, numa época de turbulência social, após a "Fronde", "movimen to popular contra o governo absolutista no reinado de Luís XIV, cuja repressão deixou marcas de terror na França", como afirma Ca demartori. (.37, p. 34) Apesar do grande desprezo que diziam sentir pelo povo, ele acabou por reconstituir a arte popular de maneira bastante fiel. Suas adaptações tinham um objetivo pedagógico, 5'{ sendo dedica- das ás crianças. Nesse momento, como mostra Soriano, surge na sociedade francesa , uma nova concepção de infância, considerando a criança como um adulto em potencial, que s5 atingirá um longo processo. (36, p. XX) Aries apresenta um tratado 1646, que ilustra bem essa posição: mem da infância e da juventude, os aspectos". a maturidade, depois de de "So o tempo pode curar o ho- idades da imperfeição sob todos (.38, p. 1621 " Em 1697 , aparecia_sob o nome de seu filho — Pierre Darmancour—, a primeira publicação dos contos :' Histoires ou Contes du temps passe, avec des moralités. .12 . Apoi,ando-se nessas Idéias, ferrault teria identificado a mentalidade popular à infantil, ambas pouco desenvolvidas Cuma devido ã condição social, e outra, a idadel, podendo ser conside rado como um dos criadores da literatura infantil. Soriano afirma que essa literatura, na realidade, ja exis- tia, sob a forma de textosr eruditos. Ccomo os dos jesuítas) "contes d'avertissements", orais e populares e dos CChapeuzinho Verme- lho seria uma dessas narrativasl. De maneira geral, porém, os contos populares eram destinados aos adultos e so à época de Per rault foram aproveitados para as crianças. Mais de cem anos depois C3 6, p. XXI) C18121, aparecem na Alemanha, as adaptações dos "contos de fadas", feitas pelos irmãos Grimm, fol^ cloristas que se preocuparam em fixar as narrativas orais e popu lares de sua terra. Zilberman afirma a respeito; "Adaptados pelos Irmãos Grimm, os "Mârchen" sofrem ainda uma mudança de função: transmitem valo res burgueses do tipo ético e religioso e contornam o jovem a um certo papel social. Por outro lado, ê mantido o elemento maravi- lhoso enquanto fator constitutivo da fábula narrativa, uma vez que sem ele inexiste o conto de fadas." C.39, p. 41) A partir dessas duas adaptações-, os "contos de fadas" se d^ fundiram e passaram a ser fonte de interpretações diversas. A sua leitura mais conhecida é a psicanalxtica, que enfatiza ao máximo a importância de seu significado. Meves, por exemplo, afirma: "Guando los psicoanalistas, es- timulados por Ias observaciones de. Freud, comenzaron a hacer que sus pacientes les narrasen sus suefios con el objeto, en un pri- mer momento, de descubrir por ese procedixniento Ias causas de los traumas anlmicos, constataron que el mundo de los suenos dei ser humano se asemeja en medida asombrosa al mundo de los cuentos populares". (4Q, p. 12). E aconselha esses contos ã criança, que se encontra na chama da "fase do mito": ". el cuento se acomoda a los ninos peque- nos de una forma muy específica puesto que no hace solo una narracxon acerca de acontecimientos externos, sino que se sumerge en el mundo interior dei alma. El nino actual se situa, entre los cinco y los ocho anos, ante una transicion decisiva*" en el curso de su desarrollo: el elemento imaginativo, fantasioso o emergente de Ia profundidad de su mundo interior ha de ser paulatinamente reconocido en cuanto tal para que pueda lograrse Ia insercion Ia realidad." (.4 0, p» lQ.2-3)_ en ] Fromm (que se deteve especificamente na análise de Chapeuzinho Vermelho) enfatiza também a ligação entre os sonhos e os con- tos: "Os sonlvos do homem antigo e do moderno estão na mesma lín- gua que os mitos cujos autores viveram na aurora da historia. Ê uma língua com uma gramática e sintaxe próprias, por assim dizer, e cujo conhecimento ê imprescindível para se poder entender o significado dos mitos, dos contos de fadas e dos sonhos." (.41, p. 16). Bettelheim, por sua vez, propõe: ratura infantil" no conjunto da "lite- — com raras exceções — nada ê tio enriquecedor e satisfatório para a criança, como para os adultos, do que o con to de fadas, folclórico. Cquel transmite importantes mensagens^. à mente consciente, ã pre-consciente, e ã inconsciente, quer nível que esteja funcionando no momento. tico, porque o paciente encontra sua em qual- CElel é terapêu-t "propria" solução através A da contemplação do que a história parece implicar acerca de seus conflitos internos." Não foram poucos, CH2, p. 13, 14, 33) \ -V no entanto, os que criticaram essas teo- rias . Darnton, por exemplo, diz: "Rettelheim le "Chapeuzinho Verme lhe" e os outros contos como se não tivessem história alguma. Abor da-os, por assim dizer, horizontalizados, como pacientes num divã, numa contemporaneidade atemporal. Não questiona suas origens nem se preocupa com outros significados que possam ter tido em outros contextos, porque sabe como a alma funciona e como sempre funcionou. Na verdade, no entanto, os contos populares são documentos históricos. Surgiram ao longo de muitos séculos e sofreram diferen tes transformações, em diferentes tradições culturais. Longe de ex ti . pressaram as imutáveis operações do ser interno do homem, sugerem que as próprias mentalidades mudaram." C4 3, p. 26) A critica marxista questiona não apenas a interpretação psica nalltica, mas a própria validade dos Cerda afirma: ". "contos de fadas". Ia duda que surge, es si estos cuentos re flejan el sentimiento popular, con todas Ias connotaciones clasistas que. implica el concepto "popular". Lo que inicialmente fue una expreslon de Ia dinamica social de los pueblos, se convertió con el tiempo y en el contexto de Ia cultura dominante, en fórmu- las moralizantes repetidas hasta Ia saciedad, donde Ia ideologia de los amos, de los esclavistas, de los senores feudales y de nobleza, Ia fue el factor descollante de los personajes, temas y esce nãrios donde se desarrollan estos cuentos. Todo ello nos obliga perguntamos si aquello que usualmente lhamamos "folklore" respon- de históricamente a Ia consciência y al espiritu de los pueb^los". (4 4, p. 17 5-6) a J- .14. Quando ao "corpus" específico do trabalho, busquei fazer uma analise estilística das trinta e três versões em língua portuguesa, ou seja, detectar elementos lingüísticos expressivos (ou, ao contrário, que resultaram em clichês), a fim de se perceber a.ideo logia subjacente a essas estruturas. Tomei como 'referência o texto original de Perrault (5 3) uma tradução francesa do original de Grimm (54), e ambos pertencen- tes a uma mesma coleção ("Legendes et contes de tous les Pays") , que apresenta cada título dedicado a um autor (Perrault, irmãos Grimm, Andersen, etc) du Tibet, etc), —-p, ou a uma região (Contes Africains, c. Contes ^ - \5 Apesar da grande quantidade de estudos sobre os significados dos contos, inexistem pesquisas sobre còjno essas narrativas são apresentadas às crianças., h.oje, as características das sucessivas traduções e adaptações, o seu grau de afastamento dos originais clássicos, as peculiaridades das edições. ^ Dentre os vários contos adaptados por Perrault e pelos ir- mãos Grimm, o mais difundido e Chap eu zinho V e rm e1ho. As causas dessa popularidade sao muito discutidas, mas acredita-se ser o erotismo que o caracteriza Cjnarcante já nas versões populares) um dos maiores fatores dessa verdadeira "fascinação" exercida pela narrativa nos adultos e nas crianças. Na escolha dos textos para estudo, foi aproveitado o maior número possível de edições: trinta e três versões que contam', a historia, respeitando em linhas gerais seus momen- tos de organização. Tais textos, dem com poucas exceções, não preten- reescrever o conto (não. alteram raP-^mesmo (de 1953 a 1985), os que significativamente sua estrutu têm. um proposito mais ou menos definido de modificação de alguns dados, mantêm as várias etapas da narra- tiva, existentes nos originais de Perrault ou de Grimm. A maioria não aponta leitura indica- indicação de origem, mas uma simples que a preferência geral , ê . pelo final de Grimm; a maior parte, no entanto (dos que apresentam original), diz-se (feliz) o autor . ligada a Perrault. Nao foram incluídas no estudo : do conto, que alteram as paródias ou reescrituras . substancialmente sua estrutura, ''f tivos e resultados diversos. com obje- * Foram levantados, por exemplo, os seguintes títulos: Chapeuzinho Amarelo, de Chico Buarque, que lida, de forma criativa, com o problema do medo. ('t5) Chapeuzinl-io Vermelho — estória e desistória, de IjdIío L. de Oliveira, tex to que se constitui nun\ intrigante romance policial para adultos. (46) .15 . Considerando tratar-se. de coleção, possivelmente com uma me^ ma linha editorial, poderia, afirmar, então, que as diferenças encontradas nos. dois textos s-eriam, ao que tudo indica, diferenças reais de conteúdo de ambas as- adaptações primitivas. so a preocupação existente na França em manter-se textos, de origem ou, no caso de adaptações Soma-se a isfidelidade aos Cque também são comuns), em se apontar o autor da adaptação, registrando-se que não se trata apenas de uma tradução. Fez-se necessária, no entanto, a conferência dessa tradução com texto alemão C55), para o que contei com os conhecimentos Profa. da Veronika Benn-Ibler. Comprovada a fidelidade da tradução, em termos gerais, foram anotadas as pequenas alterações encontradas. O primeiro passo para a análise foi a divisão dos originais em quatro grandes partes ção", da narrativa: "Clímax" e "Desenlace". "Exposição", "Complica- Foi apontada também "A volta de Cha- peuzinho Vermelho ã casa da avo", constante apenas no texto alemão. Em cada uma dos monentos do conto, antes da análise enfocar la importancia de la producción mediática de los niños en su descubrimiento del mundo, sobre todo utilizando el periódico escolar y la imprenta. Asimismo las asociaciones de profesores trabajaron en esta línea e incluso la enseñanza católica se comprometió desde los años sesenta realizando trabajos originales en el marco de la corriente del Lenguaje Total. Páginas 43-48 45 Comunicar, 28, 2007 En el ámbito de los medios, también desde el principio del siglo XX hay ciertas corrientes de conexión. Pero es a lo largo de los años sesenta cuando se constituyeron asociaciones de periodistas apasionados por sus funciones de mediadores, que fomentaron la importancia ciudadana de los medios como algo cercano a los jóvenes, a los profesores y a las familias. Así se crearon la APIJ (Asociación de Prensa Información para la Juventud), la ARPEJ (Asociación Regional de Prensa y Enseñanza para la Juventud), el CIPE (Comité Interprofesional para la Prensa en la Escuela) o la APE (Asociación de Prensa y Enseñanza), todas ellas para la prensa escrita Estas asociaciones fueron precedidas por movimientos surgidos en mayo de 1968, como el CREPAC que, utilizando películas realizadas por periodistas conocidos, aclaraba temas que habían sido manipulados por una televisión demasiado próxima al poder político y realizaba encuentros con grupos de telespectadores. cipio del siglo XX, y nos han legado textos fundadores muy preciados, importantes trabajos de campo y muchos logros educativos y pedagógicos. La educación en medios ha tenido carácter de oficialidad de múltiples maneras, aunque nunca como una enseñanza global. Así la campaña «Operación Joven Telespectador Activo» (JTA), lanzada al final de los años setenta y financiada de manera interministerial para hacer reflexionar sobre las prácticas televisuales de los jóvenes, la creación del CLEMI (Centro de Educación y Medios de Comunicación) en el seno del Ministerio de Educación Nacional en 1983, la creación de la optativa «Cine-audiovisual» en los bachilleratos de humanidades de los institutos en 1984 (primer bachillerato en 1989) y múltiples referencias a la educación de la imagen, de la prensa, de Internet. La forma más visible y rápida de evaluar el lugar de la educación en medios es valorar el lugar que se le ha reservado en los libros de texto del sistema educa- 2. Construir la educación en los medios sin nombrarla El lugar que ocupa la edu- La denominación «educación en medios», que debería cación en los medios es muy ambiguo, aunque las cosas están cambiando recientemente. entenderse como un concepto integrador que reagrupase todos los medios presentes y futuros, es a menudo percibida En principio, en Francia, co- por los «tradicionalistas de la cultura» como una tendencia mo en muchos otros países, la educación en los medios no es hacia la masificación y la pérdida de la calidad. una disciplina escolar a tiempo completo, sino que se ha ido conformado progresivamente a través de experiencias y reflexiones teóricas que han tivo en Francia. Una inmersión sistemática nos permi- permitido implantar interesantes actividades de carác- te constatar que los textos oficiales acogen numerosos ter puntual. Se ha ganado poco a poco el reconoci- ejemplos, citas, sin delimitarla con precisión. miento de la institución educativa y la comunidad es- colar. Podemos decir que ha conquistado un «lugar», 3. ¿Por qué la escuela ha necesitado casi un siglo en el ámbito de la enseñanza transversal entre las dis- para oficilializar lo que cotidianamente se hacía en ciplinas existentes. ella? Sin embargo, la escuela no está sola en esta aspi- Primero, porque las prácticas de educación en me- ración, porque el trabajo en medios es valorado igual- dios han existido antes de ser nombradas así. Recor- mente por el Ministerio de Cultura (campañas de foto- demos que no fue hasta 1973 cuando aparece este grafía, la llamada «Operación Escuelas», presencia de término y que su definición se debe a los expertos del colegios e institutos en el cine ), así como el Minis- Consejo Internacional del Cine y de la Televisión, que terio de la Juventud y Deportes que ha emprendido en el seno de la UNESCO, definen de esta forma: numerosas iniciativas. «Por educación en medios conviene entender el estu- Así, esta presencia de la educación en los medios dio, la enseñanza, el aprendizaje de los medios moder- no ha sido oficial. ¡La educación de los medios no apa- nos de comunicación y de expresión que forman parte rece oficialmente como tal en los textos de la escuela de un dominio específico y autónomo de conocimien- francesa hasta 2006! tos en la teoría y la práctica pedagógicas, a diferencia Este hecho no nos puede dejar de sorprender ya de su utilización como auxiliar para la enseñanza y el que las experiencias se han multiplicado desde el prin- aprendizaje en otros dominios de conocimientos tales Páginas 43-48 46 Comunicar, 28, 2007 como los de matemáticas, ciencias y geografía». A pe- mente en todas las asignaturas. Incluso los nuevos cu- sar de que esta definición ha servido para otorgarle un rrículos de materias científicas en 2006 para los alum- reconocimiento real, los debates sobre lo que abarca y nos de 11 a 18 años hacen referencia a la necesidad no, no están totalmente extinguidos. de trabajar sobre la información científica y técnica y En segundo lugar, porque si bien a la escuela fran- el uso de las imágenes que nacen de ella. cesa le gusta la innovación, después duda mucho en Desde junio de 2006, aparece oficialmente el tér- reflejar y sancionar estas prácticas innovadoras en sus mino «educación en medios» al publicar el Ministerio textos oficiales. Nos encontramos con una tradición de Educación los nuevos contenidos mínimos y las sólidamente fundada sobre una transmisión de conoci- competencias que deben adquirir los jóvenes al salir mientos muy estructurados, organizados en disciplinas del sistema educativo. escolares que se dedican la mayor parte a transmitir Este documento pretende averiguar cuáles son los conocimientos teóricos. La pedagogía es a menudo se- conocimientos y las competencias indispensables que cundaria, aunque los profesores disfrutan de una ver- deben dominar para terminar con éxito su escolaridad, dadera libertad pedagógica en sus clases. El trabajo seguir su formación y construir su futuro personal y crítico sobre los medios que estaba aún en elaboración profesional. Siete competencias diferentes han sido te- necesitaba este empuje para hacerse oficial. nidas en cuenta y en cada una de ellas, el trabajo con Aunque el trabajo de educación en los medios no los medios es reconocido frecuentemente. Para citar esté reconocido como disciplina, no está ausente de un ejemplo, la competencia sobre el dominio de la len- gua francesa definen las capa- cidades para expresarse oral- La metodología elaborada en el marco de la educación en mente que pueden adquirirse con la utilización de la radio e, medios parece incluso permitir la inclinación de la sociedad incluso, se propone fomentar de la información hacia una sociedad del conocimiento, como defiende la UNESCO. En Francia, se necesitaría unir el interés por la lectura a través de la lectura de la prensa. La educación en los medios las fuerzas dispersas en función de los soportes mediáticos y orientarse más hacia la educación en medios que al dominio adquiere pleno derecho y entidad en la sección sexta titulada «competencias sociales y cívi- técnico de los aparatos. cas» que indica que «los alum- nos deberán ser capaces de juz- gar y tendrán espíritu crítico, lo que supone ser educados en los las programaciones oficiales, ya que, a lo largo de un medios y tener conciencia de su lugar y de su influencia estudio de los textos, los documentalistas del CLEMI en la sociedad». han podido señalar más de una centena de referencias a la educación de los medios en el seno de disciplinas 4. Un entorno positivo como el francés, la historia, la geografía, las lenguas, Si nos atenemos a las cifras, el panorama de la las artes plásticas : trabajos sobre las portadas de educación en medios es muy positivo. Una gran ope- prensa, reflexiones sobre temas mediáticos, análisis de ración de visibilidad como la «Semana de la prensa y publicidad, análisis de imágenes desde todos los ángu- de los medios en la escuela», coordinada por el CLE- los, reflexión sobre las noticias en los países europeos, MI, confirma año tras año, después de 17 convocato- información y opinión rias, el atractivo que ejerce sobre los profesores y los Esta presencia se constata desde la escuela mater- alumnos. Concebida como una gran operación de nal (2 a 6 años) donde, por ejemplo, se le pregunta a complementariedad (2000) Structure and mechanism of the aberrant ba3-cytochrome c oxidase from Thermus thermophilus. EMBO J 19: 1766–1776. 9. Hunsicker-Wang LM, Pacoma RL, Chen Y, Fee JA, Stout CD (2005) A novel cryoprotection scheme for enhancing the diffraction of crystals of recombinant cytochrome ba3 oxidase from Thermus thermophilus. Acta Crystallogr D Biol Crystallogr 61: 340–343. 10. 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