Gastrectomia parcial videoassistida para câncer gástrico precoce.

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ABCDDV/800 Artigo de Revisão ABCD Arq Bras Cir Dig 2011;24(3): 235-238 GASTRECTOMIA PARCIAL VIDEOASSISTIDA PARA CÂNCER GÁSTRICO PRECOCE Laparoscopy–assisted partial gastrectomy for early gastric cancer José Roberto ALVES1, Luiz Roberto LOPES1, Marcelo de Paula LOUREIRO2, Nelson Adami ANDREOLLO1 Trbalho realizado no 1Departamento de Cirurgia, Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Campinas (Unicamp), Campinas, SP, Brazil e 2Instituto Jacques Perissat, Universidade Positivo, Curitiba, PR, Brasil. DESCRITORES - Câncer. Estômago. Cirurgia Laparoscópica. Correspondência: José Roberto Alves, e-mail: jrobertoa@uol.com.br Fonte de financiamento: não há Conflito de interesses: não há Recebido para publicação: 01/12/2010 Aceito para publicação: 18/04/2011 HEADINGS - Cancer. Stomach. Laparoscopic surgery. RESUMO - Introdução - É considerado câncer do estômago precoce aquele que ocorre limitado à mucosa ou submucosa da parede gástrica, independentemente da presença de metástases. Apesar de alta prevalência, o câncer gástrico é de diagnóstico tardio, pois na maioria dos casos quando precoce possui apresentação silenciosa. Assim, muitas vezes, através de um exame complementar realizado por outras causas, incidentalmente identifica-se a sua presença proporcionando tratamento de forma precoce e menos invasiva. Atualmente, a cirurgia minimamente invasiva, através da videolaparoscopia, apresenta-se cada vez mais como solução para diminuir-se a incidência de complicações pós-cirúrgicas, assim como melhorar a qualidade da recuperação pós-operatória. Objetivo – Verificar o grau de evidência relacionado às vantagens e desvantagens inerentes a utilização da gastrectomia videoassistida para o tratamento do câncer gástrico precoce. Método – Foram utilizados os descritores: câncer, estômago, cirurgia laparoscópica, para pesquisa no PubMed (www.pubmed.com), na Bireme (www.bireme.br) e na Cochrane BVS (http://cochrane.bvsalud.org). A seguir foram selecionados os artigos pertinentes relacionados à abordagem cirúrgica videoassistida para o tratamento do câncer gástrico precoce. Conclusão - É possível evidenciar-se que o uso da videolaparoscopia para o tratamento do câncer gástrico precoce, mesmo que em parte do ato operatório, tem potencial para diminuir as complicações relacionadas às gastrectomias parciais. ABSTRACT - Introduction – Early gastric cancer limits the mucosa or submucosa of the gastric wall, regardless of metastases. Despite the high prevalence, gastric cancer is diagnosed in advanced stage, since in most cases the earliness is silent. Thus, is identified such cancer at first using a diagnostic test performed for other reasons. Nowadays, minimally invasive surgery by laparoscopy has usually been presented as a solution to decrease the incidence of postoperative complications and to improve the quality of postoperative recovery. Aim – To assess the evidence related to the advantages and disadvantages inherent in the use of laparoscopy–assisted partial gastrectomy for the treatment of early gastric cancer. Method – The headings used were: cancer; stomach; laparoscopic surgery in PubMed (www.pubmed.com), in Bireme (www.bireme.br) and in Cochrane VHL (http://cochrane.bvsalud. org). Afterwards, the relevant articles for laparoscopic-assisted surgery to treat early gastric cancer were selected. Conclusion – Laparoscopy to treat early gastric cancer was proved beneficial, even when used in part during surgery and can reduce complications related to partial gastrectomy. INTRODUÇÃO C âncer gástrico é cada vez mais presente no mundo inteiro e apresenta-se como uma das maiores incidências dentre as neoplasias malignas; devido aos rápidos avanços tecnológicos dos exames complementares de diagnóstico o rastreamento em massa, especialmente nos países do leste5,8,20,24 tem oferecido oportunidade de diagnóstico precoce. Quando precoce se limita à mucosa ou submucosa ABCD Arq Bras Cir Dig 2011;24(3):235-238 235 ARTIGO DE REVISÃO da parede gástrica, independentemente de metástases5,17. Hoje em dia, as pessoas reconhecem o câncer como entidade de prognóstico favorável após o tratamento cirúrgico, nas taxas de sobrevivência com cinco anos superior a 90%, relatadas por cirurgiões ocidentais e japoneses5. A busca por técnicas cirúrgicas mais conservadoras, é frequente e pode proporcionar melhor qualidade de vida e de sobrevivência para pacientes operados por câncer. A gastrectomia com linfadenectomia D2 convencional é o tratamento padrão-ouro no oriente e Europa5 apud5,11,58,59, especialmente no Japão e na Coréia, para tratar casos de câncer gástrico precoce (EGC). No entanto, técnicas de cirurgia minimamente invasiva têm surgido, e a gastrectomia laparoscópica assistida (LAG) começou a ser realizada especialmente para casos especiais 5,13,18,27 (Figura 1)15. Idade abaixo de 57 anos Localização no 1 / 3 médio do estômago Tamanho da lesão CASOS RESTRITOS Tipo macroscópico deprimido À MUCOSA Presença de úlcera associada Tipo histológico indiferenciado Tipo difuso (classificação de Lauren) Presença de invasão linfática Feminino Localização no 1 / 3 médio do estômago CASOS LIMITADOS Tamanho da lesão À SUBMUCOSA Maior profundidade de invasão submucosa Tipo histológico indiferenciado Tumores com fenótipo mucinoso FIGURA 1 - Variáveis associadas à presença de metástases linfonodais do câncer gástrico precoce (EGC) 15 Indicações A gastrectomia laparoscópica assistida distal no tratamento do câncer gástrico precoce, com risco potencial de metástase linfonodos regionais, está sendo mais utilizada em grandes centros urbanos japoneses e coreanos13,18. Esses centros adotam as diretrizes da Associação Japonesa de Câncer Gástrico, que recomenda LAG para casos de EGC sem diagnóstico pré-operatório de metástases linfonodais. Tais casos estão vinculados com as seguintes características: presença de infiltração superficial da mucosa (> 25 mm de comprimento) ou infiltração depressiva (> 15 mm de comprimento); existência de ulcerações, lesões invadindo ligeiramente (<1 / 3) a submucosa; câncer residual após ressecção endoscópica da mucosa, e qualquer dificuldade técnica para outras abordagens terapêuticas mais conservadoras11,13,14. Técnica10,13,14 Um trocarte de 10 mm na cicatriz umbilical e outros quatro na parte superior do abdome permitem movimento perfeito e apresentação de estruturas dentro da cavidade (Figuras 2 e 3). Após pneumoperitônio (10-14 mmHg), a dissecação e diérese começa com bisturi ultrassônico ou outros novos métodos para hemostasia, no omento maior cerca de 4 cm da arcada vascular gastroepiplóica, bem como do ligamento gastrocólico com ligadura dos vasos gastroepiplóicos esquerdos dando assim melhor oportunidade de dissecção dos linfonodos subpilóricos. A seguir, a curvatura menor é dissecada e os vasos gástricos esquerdos ligados com clipes duplos de metal. Linfonodos cárdicos (superior, esquerdo) são dissecados. Os suprapilóricos também são dissecados após a ligadura da artéria gástrica direita. Considerando ser abordagem menos invasiva, pode melhorar a morbimortalidade e acelerar a recuperação pós-operatória de pacientes, em substituição às gastrectomias por laparotomia, mas sem comprometer a segurança do procedimento cirúrgico1,3,4,6,7,9,10,12,13,19,20,22,23,24,26,27. Esta revisão aborda a situação atual em relação ao uso da laparoscopia assistida nas gastrectomias para o tratamento cirúrgico da EGC. MÉTODO Os descritores utilizados foram: câncer; estômago; laparoscópica cirurgia no PubMed (www.pubmed.com), na Bireme (www.bireme.br) e na Cochrane BVS (http:// cochrane.bvsalud.org) sendo selecionados os artigos relevantes relacionados com a laparoscopia assistida na abordagem cirúrgica para o tratamento de EGC. O foco estava nas metanálises, em revisões sistemáticas e ensaios clínicos randomizados. 236 Legenda: = CIRG Cirurgião; AUX = Auxiliar; CAM = Camera; INST = Instrutor; ANES anestesista Legenda: círculo preto = orifício de 10 mm para trocarte; buraco círculo cinza = orifício de 5 mm para trocarte FIGURA 2 - Posição FIGURA 3 - Posicionamento dos trocárteres utilizados utilizada pelos membros para LAG, adotado pelo da equipe cirúrgica, Serviço de Cirurgia Gástrica, adotada pelo Serviço Unicamp de Cirurgia Gástrica, Unicamp ABCD Arq Bras Cir Dig 2011;24(3):235-238 GASTRECTOMIA PARCIAL VIDEOASSISTIDA PARA CÂNCER GÁSTRICO PRECOCE Após a mobilização do estômago por via laparoscópica ter sido concluída, uma laparotomia subxifoídea pequena mediana de cerca de 10-15 cm é realizada. Daí em diante, é executada transecção no duodeno a 1 cm distal ao piloro usando um grampeador linear, bem como 2 / 3 do estômago distal. Usando a laparotomia, completa-se a linfadenectomia ao longo do estômago distal. Finaliza-se procedendo a reconstrução usando anastomose gastroduodenal e fechamento da parede abdominal em planos. Para os casos de EGC, as margens livres precisam ser pelo menos de 1 cm10,13. Vantagens e desvantagens A maioria dos estudos têm enfatizado que mesmo LAG não sendo totalmente realizada por laparoscopia, existem vários benefícios para pacientes com EGC, em vez de apenas gastrectomia por laparotomia1,3,4,5,6,7,9,10,12,13,14,18,19,20,22,23,24,26,27. Entre elas foram citadas: a) a melhor aparência cosmética; b) menor taxa de sangramento intra-operatório; c) menos dor; d) recuperação mais rápida do íleo pósoperatório; e) realimentação precoce; f) menor tempo de internação, com consequente menor custo; g ) menor taxa global de complicações pós-cirúrgicas (principalmente pulmonar, infecciosa); h) melhor resposta imune; i) menor formação de aderências intraperitoneais; j) redução na incidência de síndromes pósgastrectomia (especialmente dumping) e k) retorno às atividades de trabalho mais precocemente. Assim, há possibilidade de melhor qualidade de vida no pós-ope ratório1,3,4,5,6,7,9,10,12,13,14,18,19,20,22,23,24,26,27. Seguindo o princípio da cirurgia minimamente invasiva em grupos experientes, quanto menos invasivo for o procedimento, maiores são os benefícios. Assim, quando a gastrectomia é realizada totalmente por via laparoscópica, há mais vantagens que o procedimento assistido, devido às incisões menores, menor trauma cirúrgico, maior possibilidade de anastomoses seguras independentemente da constituição do corpo do paciente ou do local do câncer7. Alguns estudos indicam tempo cirúrgico mais complexo e demorado no início da experiência cirúrgica do grupo com o método, especialmente em pacientes com índice de massa corporal superior a 25 Kg / m2 10,14,16,21,27. As taxas de mortalidade não apresentam diferença estatística a longo prazo, quando é comparada com a gastrectomia via laparotomia9,10,20,22, e o mesmo ocorre com infecção da ferida, estenose da anastomose, fístula e complicações do coto duodenal27. LAG, no entanto, continua com várias vantagens sobre o procedimento convencional, sem perder a segurança e a qualidade dos princípios oncológicos 14,27. Além disso, em relação à qualidade das linfadenectomia realizada durante LAG, uma metaanálise composta por 12 revisões sistemáticas informou que o número total de linfonodos retirados foi menor do que na abordagem convencional (laparotomia apenas). Esses dados, no entanto, não alcançaram significância estatística quando a linfadenectomia D2 foi realizada27. Em função da baixa incidência de metástases em casos de EGC, muito é discutido sobre a importância da extensão da linfadenectomia, já que ela não melhora o prognóstico destes pacientes. Além disso, poderia produzir complicações pós-operatórias ainda maiores18. CONCLUSÃO O tratamento do EGC com cirurgia minimamente invasiva é viável e pode ser realizado com segurança. Com ela, os linfonodos retirados ocorrem em menor número em comparação com gastrectomias convencionais. No entanto, pesquisas devem ser executadas com grandes casuísticas, prospectivas, devidamente concebidas e multicêntricas para confirmar esses achados. A qualidade de vida, o custo/ eficácia, sobrevivência a longo prazo poderão no futuro ser melhor avaliados com o método minimamente invasivo. Essas informações são essenciais para apoiar a LAG como uma terapia alternativa melhor do que as gastrectomias convencionais10,13,14,18,27. REFERÊNCIAS 1. Adachi Y, N Shiraishi, Kitano tratamento S. Moderna de câncer gástrico precoce: revisão da experiência japonesa. Dig Surg 2002; 19 (5) :333-9. 2. Clavien PA, MG Sarr, Fong Y, Georgiev P, Meyer M. Atlas do trato gastrintestinal superior e hepato-biliar pancreatocirurgia. Ed. Springer-Verlag Berlin Heidelverg, 2007. 3. E Croce, Olmi S, Magnone S, Russo R. A cirurgia laparoscópica do estômago: estado da arte. Chir Ital 2003; 55 (6) :811-20. 4. Etoh T, N Shiraishi, Kitano S. gastrectomia laparoscópica para o câncer. Dig Dis 2005; 23 (2) :113-8. 5. Hitoshi K, Takeshi S. precoce do câncer gástrico: conceitos, diagnóstico e gestão. Int J Clin Oncol 2005; 10:375-83. 6. 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HJ Lee, Kim HH, Kim MC, Ryu SY, Kim W, Song KY, Cho GS, Han SU, Hyung WJ, Ryu SW, coreano Laparoscopic Surgery Study Group gastrointestinais. O impacto de um alto índice de massa corporal em laparoscopia gastrectomia assistida para câncer gástrico. Surg Endosc 2009; 23 (11) :2473-9. 17. Murakami, T. diagnóstico Pathomorphological. Definição e classificação bruta de câncer gástrico precoce. Gann Monogra Cancer Res 1971; 11:53. 18. Noh HS, Hyung WJ, Cheong JH. Minimamente invasiva de tratamento para o cancro gástrico: Abordagens e Processo seletion. J Surg Onco 2005; 90:188-194. 19. Nomura S, M. Kaminishi tratamento cirúrgico do câncer gástrico precoce. Dig Surg 2007; 24 (2) :96-100. 20. Otsuka K, M Murakami, Aoki T, Tajima Y, Kaetsu T, Lefor AT. Minimamente invasivo de câncer de estômago. Cancer J 2005; 11 (1) :18-25. 238 21. Rosin D, Brasesco O, Rosenthal RJ. Laparoscopia para tumores gástricos. Surg Oncol Clin N Am 2001; 10:511-29. 22. 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Gastrectomia laparoscópica assistida distal para o câncer gástrico precoce: é uma alternativa para a abordagem aberta? Surg Oncol 2009; 18 (4) :322-33. ABCD Arq Bras Cir Dig 2011;24(3):235-238 não  tem  segredos  para  Jeovan  e  revive  o  dia  em  que  conta  esse  acontecimento  ao  marido8 4.    No  cinema,  a  cena  ganha  maior  destaque  por  meio  dos  acréscimos  83  BUARQUE, 1995. p. 13­14.  84  BUARQUE, 1995. p. 153­4. 47  de  detalhamento  audiovisual  e  dos  movimentos  (da  câmera  e  dos  atores  em  mise­en­scène)  que  realçam  a  interpretação  realista  de  Cléo  Pires.  Esse  destaque  se  comprova,  ainda,  pela  apresentação  desse  núcleo  no  início  da  narrativa  fílmica,  em  contraste  com  o  livro,  que  só  apresenta  o  episódio  em  seu desfecho.  Imagem 9: Cena do estupro de Ariela Masé.  GARDENBERG, 2003.  As  cartas  que  Ariela  escreve  a  Jeovan  e  à  mãe,  no  início  do  capítulo  2  do  romance,  também  são  exemplos  de  funções  cardinais  perfeitamente  traduzidas,  com  modificações  referentes  apenas  aos  recursos  peculiares  de  cada  linguagem.  Enquanto,  no  romance,  as  cartas  são  identificadas  pela  presença  de  aspas  no  corpo  do  texto,  no  cinema,  esse  núcleo  é  apresentado  pelo  som  da  voz  em  off  da  personagem,  que  pronuncia  as  palavras  que  escreve no papel timbrado da Imobiliária Cantagalo.  Imagem 13: Plano de detalhe das mãos de Ariela escrevendo cartas.  GARDENBERG, 2003. 48  A  morte  de  Castana Beatriz  é  outra  função  cardinal  transferida  do  livro  para  o  filme.  Esse  episódio,  apresentado  no  filme  em  flashback,  é  mais  nebuloso  no  romance  e  até  caracteriza­se  como  um  índice,  uma  lembrança  que  persegue  Benjamim por  toda a  vida,  e  não  como  um  núcleo  decodificado  da  escrita.  No  filme,  entretanto,  essa  apresentação  é  feita  de  forma  precisa,  não deixando dúvidas para o espectador de que Castana morreu de fato e que  Benjamim  Zambraia  teria  sido  responsável  por  levar  o  pelotão  de  fuzilamento  até ela.  2 .1 .6  A c r é s c i m o  de  ca t á l i s e s  cr i a d a s  c o m  o  t o m  da  n a r r a t i va  d e  Ch i co   Merecem  destaque,  também,  as  funções  catalisadoras  que  são  acrescentadas  à  narrativa  fílmica,  para  maior  veracidade  da  relação  entre  Jeovan  e  Ariela.  Uma  delas  é  o  casamento  do  casal  (capítulo  3  do  DVD)  que  não é relatado no livro. Esse acréscimo intensifica e potencializa o respeito da  protagonista  pelo  policial  Jeovan.  No  filme,  ele  deixa  de  ser  um  mero  namorado  (dentro  da  rede  de  romances  de  Ariela):  acolhendo  a  protagonista,  ao  chegar  do  interior  ao  Rio  de  Janeiro,  leva­a  para  sua  casa  e  torna­se  seu  marido, sob as juras de um matrimônio católico. Essa catálise indica um casal  mais fortalecido e uma relação mais formal do que a identificada pelo leitor do  romance.  Imagem 10: Cena do casamento de Ariela e Jeovan ­ catálise acrescentada por Gardenberg.  GARDENBERG, 2003. 49  Muitas  outras  cenas  são  incluídas  no  filme  como  catálises,  para  dar  mais  coesão e veracidade à narrativa. Outro exemplo dessa estratégia narrativa é a  seqüência  que  mostra  o  instante  em  que  Benjamim  conhece  Castana Beatriz,  na  produção  de  um  comercial  de  cigarro  na  praia  (capítulo  3  do  DVD).  Esse  episódio não encontra equivalência no romance, mas é perfeitamente coerente  com  a  atmosfera  da  narrativa  de  Chico  Buarque.  A  cineasta  trabalha  com  a  intenção  de  criar  sua  obra,  a  partir  do  tom  da  narrativa  de  Benjamim,  e  confessa:  “Durante  as  filmagens,  não  recorri  a  storyboard  só  raramente  fiz  listas de decupagem prévia. Minha maior preocupação era com o tom de cada  cena.  Encontrado  o  tom,  era  só  comunicá­lo  à  equipe  e  dar  liberdade  para  cada um criar dentro daquele tom”.8 5  Em busca do tom de Benjamim, Monique  Gardenberg  inclui  cenas  inexistentes  na  obra  literária  e  obtém  efeitos  semelhantes aos das ações transferidas. A coerência entre as cenas adaptadas  e  as  criadas  é  obtida  porque  a  cineasta  opta  por  recursos  que  distinguem  os  dois tempos da narrativa. Gardenberg filma o passado em linguagem clássica,  o  que  resultou  em  imagens  granuladas  e  de  cores  explosivas,  que  evocam  o  tom  onírico  das  confusas  lembranças  do  protagonista  e  a  atmosfera  de  certa  nostalgia, glamour e inocência dos anos 60. Para filmar o tempo presente, ela  opta  por  planos­seqüência  de  imagens  estouradas  que  nos  transmitem  a  austeridade não­romântica dos anos 80, cheios do realismo e da agilidade dos  grandes centros urbanos.  Imagens 11 e 12: Distintas colorações da imagem narram o passado e o presente de Benjamim.  GARDENBERG, 2003.  85  GARDENBERG, 2003. p. 7. 50  Em  depoimentos  encontrados  no  material  de  divulgação  do  filme,  Gardenberg relata a importância dos recursos de linguagem que escolheu para  fazer a narrativa de Benjamim:  Para  dar  conta  de  uma  história  de  amor  em  dois  tempos,  separados  por  longos  30 anos, eu e o diretor de fotografia Marcelo Durst escolhemos uma  gramática bem definida: as cenas do passado foram filmadas em linguagem  clássica,  com  película  positiva  Ektachrome  revelada  como  negativo,  daí  resultando  cores  explosivas  e  uma  certa  granulação  que  evocam  a  nostalgia  de  um  tempo  de  glamour  e  inocência.  O  presente  é  mais  frio,  nervoso  e  instável,  com  muitos  planos­seqüência  e  câmera  na  mão.  Isso  contraria  certos  cânones  narrativos,  que  costumam  atribuir  a  ausência  de  cor  ao  passado.  Mas  foi  essa  distinção  fundamental  que  orientou  todos  os  setores  da  equipe,  sendo  em  boa  parte  responsável  pela  unidade  que  o  filme  possa  apresentar.8 6  2.1.7 M udança cronológica na apresentação dos núcleos  Apesar das transferências de núcleos e catálises e das criações de catálises  inexistentes  na  narrativa  romanesca,  mas  coerentes  com  o  tom  da  narrativa  de  Benjamim,  Monique  Gardenberg  ainda  propõe  outra  drástica  alteração:  a  mudança  cronológica  na  apresentação  de  muitas  das  funções  cardinais.  A  alteração  da  ordem  de  aparição  desses  núcleos  modifica  a  forma  como  a  história  é  contada:  várias  explicações  e  esclarecimentos  sobre  as  ações  dos  personagens  Ariela,  Jeovan  e  Dr.  Cantagalo  que  são  melhor  desenvolvidas  no  final  do  livro,  no  filme,  são  apresentadas  no  início.  O  livro  exige  que,  para  compreender  o  esqueleto  narrativo,  o  leitor  construa  toda  a  rede  cronológica  dos  núcleos,  apresentados  em  desordem  pelos  flashbacks.  Já  no  início  de  sua  narrativa fílmica, Gardenberg direciona o olhar do espectador para os episódios  que deseja destacar, facilitando­lhe a compreensão da história. Chico Buarque,  ao  contrário,  a  cada  página,  deixa  mais  dúvidas  em  seu  leitor,  o  qual  só  vai  conhecer  ao  final  da  narrativa  as  explicações  e  esclarecimentos  de  alguns  eventos.  Exemplos  mais  claros  desses  mecanismos  se  encontram  na  antecipação  dos  episódios  do  estupro  de  Ariela  e  de  seu  relacionamento  com  Jeovan,  apresentados  por  Gardenberg  no  início  do  filme,  e  para  o  leitor  de  Chico, nas últimas páginas da narrativa.  86 GARDENBERG, 2003. p. 7. 2 .1 .8  T r a n s f e r ê n ci a  d o s  p e r s o n a g e n s   51  Para finalizar a análise das funções distribucionais, tratemos de uma função  cardinal  que,  de  acordo  com  McFarlane,  muito  interfere  na  classificação  da  obra  fílmica  como  fiel  à  obra  de  inspiração:  os  personagens.  A  transferência  dos personagens é crucial para o leitor que assiste ao filme de Gardenberg não  como obra independente, mas como obra derivada, adaptada, traduzida. Levar  todos  os  personagens  literários  para  a  obra  fílmica,  de  fato,  representa  a  transferência  de  importantes  funções  cardinais  que,  quando  alteradas  ou  omitidas, causam a insatisfação do leitor, que assume a postura de espectador  de uma adaptação. A cineasta transfere todos os personagens literários para o  cinema:  Benjamim  (em  suas  duas  versões  temporais),  Ariela  Masé,  Castana  Beatriz, Alyandro Sgaratti, Jeovan, Dr. Cantagalo (dono da Imobiliária) Zorza,  G.  Gâmbalo  e  Dr.  Campoceleste  (pai  de  Castana).  Tratemos,  a  seguir,  da  maneira  como  esses  personagens  foram  apresentados  na  obra  fílmica  e  em  que eles se diferenciam dos personagens descritos na obra literária.  2 .2  U m  f i l m e  i n f i e l  a o  l i v r o  o u  a s  a d a p ta ç õ e s  p r ó p r i a s  d a s  f u n çõ e s   i n t e g r a t i v a s  d e  B e n j a m i m   A caracterização dos personagens e da atmosfera da narrativa manifesta­se  como  verdadeiras  funções  integrativas,  as  quais  servem  para  distinguir  elementos relativos ao discurso da narrativa, à funcionalidade do ser. Na maior  parte  das  vezes,  para  passarem  da  literatura  ao  cinema,  os  personagens  nov./2002. 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