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Costurando a memória: o acervo têxtil do Museu Arquidiocesano de Arte Sacra de Mariana

Documento informativo
SORAYA APARECIDA ÁLVARES COPPOLA Costurando a Memória: O Acervo Têxtil do Museu Arquidiocesano de Arte Sacra de Mariana UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS – ESCOLA DE BELAS ARTES Mestrado em Artes Visuais 2006 SORAYA APARECIDA ÁLVARES COPPOLA COSTURANDO A MEMÓRIA: O ACERVO TÊXTIL DO MUSEU ARQUIDIOCESANO DE ARTE SACRA DE MARIANA Dissertação apresentada ao Curso de Mestrado em Artes Visuais da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais, como requisito parcial à obtenção do título de Mestre em Artes Visuais. Área de Concentração: Arte e Tecnologia da Imagem. Orientador: Prof. Dr. Luiz Antônio Cruz Souza Belo Horizonte Escola de Belas Artes /UFMG 2006 Coppola, Soraya Aparecida Álvares,1970Costurando a memória: o acervo têxtil do Museu Arquidiocesano de Arte Sacra de Mariana / Soraya Aparecida Álvares Coppola. - 2005. 220 f. : il. Orientador: Luiz Antonio Cruz Souza Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Belas Artes 1. Patrimônio Cultural – Proteção – Mariana (MG) - Teses 2.Trajes religiosos – Séc. XVII-XIX – Conservação preventiva Teses 3. Trajes religiosos – História – Mariana (MG) – Teses 4. Trajes religiosos – Mariana (MG) - Catálogos – Teses I. Souza, Luiz Antonio Cruz, 1962- II. Universidade Federal de Minas Gerais. Escola de Belas Artes III. Título CDD : 069.53 SUMÁRIO Listas de figuras, quadros, gráficos e tabelas. Resumo/Abstract INTRODUÇÃO 9 PARTE I CAPITULO 1 OS PARAMENTOS SAGRADOS DO CULTO CATÓLICO: UMA VISÃO GERAL 1.1 Breve histórico do desenvolvimento do uso dos tecidos e da confecção dos paramentos pela Igreja Católica 1.2 Os paramentos sagrados e a hierarquia de uso 1.3 As cores litúrgicas 1.4 As regras dos paramentos sacros 1.4.1 O Concílio de Trento (1563) e as regras segundo o “INSTRUCTIONUM FABRICAE ET SUPELLECTILIS ECCLESIASTICAE” de Carlo Borromeo (1577) 1.4.2 O caráter litúrgico-teológico de Borromeo 1.4.3 As Constituições Primeiras do Arcebispado da Bahia 1.4.4 O Concílio Vaticano II 1.4.5 O Missal Romano atual CAPITULO 2 DESENVOLVIMENTO HISTÓRICO: A ARQUIDIOCESE DE MARIANA E O ACERVO TÊXTIL DO MAAS 2.1 Breve histórico da Arquidiocese de Mariana 2.2 Análise histórica dos inventários das alfaias da Catedral da Sé de Mariana CAPITULO 3 CONHERCER PARA VALORIZAR: ESTRATÉGIAS DE CONSERVAÇÃO DE COLEÇÕES 3.1 Os bens culturais eclesiásticos e a importância de sua preservação 3.2 O acervo têxtil do MAAS 3.3 O processo de catalogação do acervo 17 18 18 20 27 34 34 37 38 46 48 50 50 61 67 69 72 74 PARTE II CAPITULO 4 ANÁLISES E RESULTADOS 4.1 Análise formal e estilística dos paramentos do acervo têxtil do MAAS 4.1.1 Análise formal 45.1.1.1 As casulas 4.1.1.2 As dalmáticas 4.1.2 Análise estilística 4.1.2.1 Os tecidos 4.1.2.2 Os desenhos, as estampas e as cores dos tecidos 4.1.2.3 Os ornamentos em geral 4.1.2.3.1 Os bordados 4.1.2.3.2 As guarnições 4.2 Análise dos materiais encontrados 4.2.1 Os diversos tipos de materiais têxteis e seu uso na confecção dos paramentos 4.2.1.1 A seda 4.2.1.2 O linho e o algodão 4.2.1.3 Os forros 4.2.2 As técnicas têxteis recorrentes no acervo 4.2.3 Os fios metálicos 4.2.3.1 Análises anteriormente feitas e publicadas de algumas peças do acervo CAPITULO 5 DA ANÁLISE DO ESTADO DE CONSERVAÇÃO DO ACERVO 5.1 Do edifício de acondicionamento 5.2 Do museu e da sala de exposição de indumentárias 5.3 Do acervo têxtil 5.3.1 Seu histórico de conservação 5.3.2 Seu estado de conservação CAPITULO 6 CONCLUSÕES REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS GLOSSÁRIO ANEXOS ANEXO A ANEXO B ANEXO C ANEXO D ANEXO E 79 80 80 81 81 86 87 87 93 106 106 111 116 116 116 118 119 120 126 132 138 141 145 151 151 154 164 171 179 187 188 200 203 207 218 LISTAS DE FIGURAS, QUADROS, GRÁFICOS E TABELAS FIGURA PÁGINA 1 Igreja de San Martino em Lucca, Itália 18 2 Diácono e subdiácono 28 3 Vestes clericais 28 4 Vestes dos Cônegos 28 5 Vestes Episcopais 29 6 Brasão e Vestes Cardinalícia 29 7 Vestes do Papa 29 8 Mapas da região da Arquidiocese de Mariana 50 9 Ficha técnica de catalogação do acervo 78 10 Desenvolvimento das casulas 82 11 Casulas do MAAS 83 12 Modelos de casulas modernas (A)alemãs (B)italianas (C)espanholas 83 13 Paramentos portugueses (Igreja do Pilar de Ouro Preto e casula chinesa) 84 14 Casula (modelagem italiana) 85 15 Casulas com cruzes nas costas 85 16 Dalmáticas francesa e italiana 86 17 Dalmática do MAAS 87 18 Tecidos lisos com fio metálico, estampados sem fio metálico e lisos 87 bordados 19 Tecidos estampados com fio metálico 88 20 Tecido de uma casula, de uma dalmática e de uma capa de asperge 88 21 Tecido de uma dalmática e uma toalha de Altar 89 22 Tecidos do século XVIII 89 23 Casulas italianas 90 24 Comparação de casulas italianas e casulas do MAAS 91 25 Casulas italianas 91 26 Casula do MAAS detalhe do tecido 91 27 Casulas (A) Mariana (B) Parma 92 28 Figuras de animais encontrados no tecido lavrado vermelho 95 29 (A) Casula do MAAS (B) desenho reproduzindo o padrão da estampa 96 do tecido 30 Pluvial de Viena 96 31 Tecido brocado vermelho 97 32 Amor perfeito, Cosmos, Dália e Malva-Rosa 97 33 Brocados diversos 98 34 Hibisco, Rodoendro, Rosa e Ardísia 98 35 Brocado rosa com fio metálico e esquema do motivo decorativo 98 36 Brocado vermelho com fio metálico e esquema do motivo decorativo 99 37 Adamascado de seda verde com esquema do motivo decorativo 99 38 Tecido do Pluvial do acervo do MAAS 100 39 Tecido adamascado de seda encontrado nas cores branco e vermelho do 101 acervo do MAAS 40 Bromélias 102 41 Bromélias 102 42 Bromélias e cipó embés na floresta tropical do sul da Bahia 103 43 Estampa de casula verde 104 FIGURA PÁGINA 44 Flor Bico-de-papagaio e melagrana 104 45 Estampa de dalmática vermelha 104 46 Tecidos em cetim de seda bordado 109 47 Detalhe dos bordados das mitras do MAAS 109 48 Detalhe das Luvas (canhão e dorso) 110 49 Chapéus 110 50 Franjas encontradas nos paramentos de Mariana: (A) Capa de Asperge 112 (B) Mitras 51 (A) Galões dos paramentos do MAAS (B) Galões dos paramentos do 113 Palazzo Pitti 52 (A) Galões dos paramentos do MAAS (B) Galões dos paramentos do 113 Palazzo Pitti 53 (A) Galões dos paramentos do MAAS (B) Galões dos paramentos do 114 Palazzo Pitti 54 (A) Galões dos paramentos do MAAS (B) Galões dos paramentos do 114 Palazzo Pitti 55 (A) Galões dos paramentos do MAAS (B) Galões dos paramentos do 114 Palazzo Pitti 56 (A) Galões dos paramentos do MAAS (B) Galões dos paramentos do 115 Palazzo Pitti 57 Galões dos paramentos do MAAS 115 58 Representação gráfica das armações 121 59 Rimettaggio 121 60 Tela ou tafetá 123 61 Sarja 124 62 Raso ou cetim 124 63 Veludo 125 64 Veludo 125 65 Veludo 125 66 Fios metálicos com núcleo 126 67 Fiação manual 127 68 Capa de Asperge, Velo de cálice, Escudo, Estola 133 69 Tabela das amostras dos paramentos do MAAS que foram analisados 134 70 Fios e alma de seda 134 71 Lâmina envolvendo alma de seda e fio metálico através do MEV 134 72 Tabela do resultado das análises por MEV e EDX dos fios metálicos 135 73 Tabela do resultado da cromatografia dos fios dos paramentos 136 74 Fachada da Casa do Barão 142 75 Planta baixa da casa do Barão 144 76 Fachada do MAAS 145 77 Planta baixa do segundo pavimento do MAAS 147 78 Planta da sala de exposição têxtil 148 79 Degradações encontradas no acervo 162 QUADRO 1 Os paramentos e sua hierarquia de uso 2 Histórico do governo da diocese de Mariana 3 Inventário 2002 dos paramentos de Mariana QUADROS PAGINA 28 52 75 TABELAS TABELA PAGINA 1 Inventário 2005 dos paramentos de Mariana (Casa do Barão, da sala de 76 indumentaria e da reserva técnica do Museu) 2 Cores 105 3 Tipos de objetos 156 4 Variedade de materiais 157 5 Estado de Conservação 160 6 Localização do acervo 163 GRÁFICO 1 Cores 2 Tipos de objetos 3 Variedade de materiais 4 Estado de Conservação 5 Localização do acervo GRÁFICOS PAGINA 105 156 157 161 163 RESUMO O presente trabalho tem como objetivo primordial o estudo, conhecimento e a catalogação do acervo têxtil do Museu Arquidiocesano de Mariana, sendo esse o primeiro passo na preservação de sua história, que ricamente pode ser contada através das tramas de seus tecidos. Resgate de valores, de memória, são aqui re-tecidos para a justa conservação e exposição de peças que fizeram parte das cerimônias sagradas da região. Através da construção de processos de investigações coordenados, buscamos conhecer o acervo, o que nos levou a percorrer bases teóricas de áreas diversas, deixando uma riqueza de resultados, reforçando a interdisciplinaridade necessária à abordagem de argumentos diretamente relacionados à conservação preventiva. Resgatamos as tipologias, regras e uso aplicados aos paramentos sagrados desde o Concílio de Trento (1563). Analisamos seu estado de conservação e identificamos as causas de degradação desses, associadas à sua confecção e às características internas e externas do ambiente em que são conservadas e expostas. Os tecidos e galões foram analisados em comparação à história dos tecidos e aos principais acervos têxteis italianos. Concluímos tratar-se de um acervo singular, de qualidade, podendo ser comparado com grandes acervos europeus, onde os mesmos materiais podem ser encontrados. ABSTRACT This goal of this paper is to study, uncover and catalogue the textile archive of the Museum of the Archdiocese of Mariana, this being the first step in the preservation of it’s history which is richly illustrated through the threads of it’s textiles. Values and heritage are safeguarded and are here re-woven for the preservation and exhibition of pieces that were part of the sacred ceremonies of the region. Through the construction of the processes of coordinated investigation, the archive is fully explored, leading to theoretical foundations in diverse areas, and resulting in a wealth of results, as well as reinforcing the inter-disciplinary approach necessary to the arguments directly related to preventive preservation. Typologies, rules and uses applied to the sacred garments since the Council of Trent (1563) were utilized. Analysis of their state of preservation led to the identification of the causes of their degradation associated to production and to the internal and external characteristics of the environment in which they were stored and exhibited. The fabrics and trim were analyzed in comparison to the history of the fabrics and to the principal italian textile archives. In conclusion, the archive is singular and can be compared with great European archives, where the same materials can to be encountered. 9 INTRODUÇÃO Os tecidos sempre foram ponto de referência para análises históricas, uma vez que tal produto era, desde a antigüidade, indício de distinção social e econômica, relacionando diretamente, senão determinando, a função do indivíduo na sociedade. No universo religioso, os tecidos formam o principal meio através do qual se apresenta o Teatrum Sacrum, onde se materializa a devoção e o culto, fruto da identificação cultural, religiosa e social da coletividade. É preciso que os gestos e palavras adquiram um sentido cerimonial, formando códigos precisos que fazem parte de um ritual, resultando na celebração do rito religioso. As maneiras com as quais se expressam os homens, servem a tributar e obter prestígio, fazendo circulá-los, atribuindo respeito e permitindo a valorização e a veneração dos poderosos, como nos apresenta Ribeiro, (1998)1, como em uma estratégia política. E com este intuito nasce a etiqueta, “ritual construção para a ambição de homens que querem ser reis.” (p.16). A importância do ritual cresce na Idade Média, onde adquire uma força maior que as relações jurídicas, no qual apresenta a vinculação pessoal entre as partes, seja em acordos materiais ou espirituais. Assim, o maior ritual se apresenta na adoração dos reis, aos quais é elaborado um culto quase religioso, e a Igreja não é discordante, pois reconhece no rei as vontades de Deus. Deste modo, segundo o raciocínio de Ribeiro, (1998), podemos observar certos paralelos entre o espaço e o tratamento da Corte e da Igreja, como por exemplo, a importância que adquire a “casa”, que deveria impressionar à vista; o banquete, no qual o ritual pode ser comparado ao cerimonial litúrgico; o nascimento dos príncipes, nos quais se determinavam as cores com as quais se deveria ornamentar as ruas, os quartos e vestir as pessoas. Tudo estava previsto, como nas “leis suntuárias, que determinavam os tecidos e cortes de roupa permitidos à cada classe social.” (p.20). Na cenografia do teatro sagrado, os paramentos apresentam um papel importante de ligação entre o desenvolvimento litúrgico no tempo, expresso pelas diversas cores prescritas para as diferentes épocas do ano, sua solenidade, e a expressão humana do gosto no curso da história. Colocados, por sua natureza, em um ponto de encontro ideal entre o sagrado e profano, testemunham no tempo a duração material e simbólica que o uso sagrado confere ao efêmero e à vitalidade que o último leva ao primeiro. 1 Ribeiro, Renato Janine. A Etiqueta no Antigo Regime. São Paulo: Moderna, 1998, p.15-16. 10 Os paramentos sacros, no decorrer dos tempos, seguiram essa tendência, tendo uma grande liberdade de confecção até o final do século XVI. Posteriormente ao Concílio de Trento (1563), regras foram sugeridas e aprovadas pelos Sínodos2 e, adaptando-se com a prática das funções, permanecem até os nossos dias. Não se pode imaginar um teatro sagrado sem os meios de manutenção, revisão e renovação do aparato cenográfico necessário a qualquer teatro que aspira ao sucesso e à continuidade de suas apresentações no decorrer do ano litúrgico. Desta forma, observando os paramentos, sua consistência e qualidade, sua quantidade, além de sua variável presença nos diversos lugares de culto, obteremos dados que nos indicará crescimento ou decadência econômica, atualização ou regresso cultural, que associados à investigação documental e histórica sobre o acervo ou região, nos apresentarão uma realidade precisa da época. Os atuais usos litúrgicos colocaram em parcial desuso planetas, casulas, dalmáticas e outras manufaturas têxteis da qual era rica a celebração até o Concílio Vaticano II (1962-65). Os modelos atuais, mesmo que com aspectos diferentes daqueles antigos, permaneceram fiéis aos princípios simbólicos e cromáticos que regularizam esses paramentos. A valorização de um patrimônio de arte desconhecido, quase totalmente esquecido e freqüentemente não visto e admirado, nos permitiria considerar antigos testemunhos de arte e de fé, do qual freqüentemente se desconhece a tipologia e a função. O Estado de Minas Gerais apresenta, no período compreendido entre 1748 e o final do século XIX, uma tendência natural a reter como patrimônio histórico um acervo têxtil de grande riqueza, uma vez que sua história esteve sempre ligada, direta e ativamente, à história da Igreja no Brasil. “Minas apesar de não ser irrepreensível na matéria foi sempre de mais delicadas atenções para com a Igreja”3. Desta forma, não é espantosa a possibilidade de se estar encontrando, em longínquas igrejas do estado, conjuntos de paramentos de uso dos representantes de Deus e do rei de Portugal, que deveriam apresentar-se como tais. O Museu Arquidiocesano de Arte Sacra de Mariana, MAAS, de propriedade da Arquidiocese de Mariana, tem como temática principal, a arte religiosa do barroco mineiro, trazida de longe ou realizada em Minas Gerais na época da exploração do ouro, nas regiões 2 Os termos em itálico podem ser consultados no glossário. 3 Trindade, 1955, p. 90., quando apresenta as questões política da Colônia em relação ao Regime do Padroado e o Vaticano. 11 limítrofes a Mariana, abrigando peças oriundas de igrejas, capelas, do Palácio Episcopal, do antigo Seminário Menor de Mariana, objetos de doações e legados. Em decorrência desse valioso acervo, o MAAS é considerado um dos melhores museus de arte barroca do Brasil, como podemos ver nos dizeres de Priscila Freire, então coordenadora do Sistema Nacional de Museus, em memorando do SPHAN n. 072, em 23/08/89, quando de sua organização: “( ) esclarecemos que este museu possui um dos acervos de melhor qualificação estética de Minas Gerais (século XVIII e XIX) compreendendo grande coleção de imagens, prataria, paramentos e pinacoteca”. (p.1) Seu acervo têxtil nos apresenta conjuntos completos de paramentos de época, que juntamente com os paramentos da Igreja do Pilar de Ouro Preto, demonstram a opulência atuante nas Minas Gerais desde a criação da Diocese de Mariana até o século XIX. Pensar no acervo do MAAS é pensar em sua história. Confrontar com sua função religiosa e social é reconhecer que desde 1748, através de seus costumes habituais, a então diocese vem legando à região um acervo histórico/artístico imenso. Refiro-me às igrejas com todo o seu trabalho arquitetônico, escultórico e pictórico, mas também aos objetos de uso cotidiano dos representantes da arquidiocese. Encontramos nos bens móveis a sua maior riqueza. Vale ressaltar que o acervo da Arquidiocese de Mariana não compreende somente o acervo encontrado no MAAS, mas todo aquele pertencente às dioceses e paróquias que estão compreendidas no território coberto pela atual Arquidiocese. O trabalho de pesquisa foi divido em três fases: observação do acervo, confecção e preenchimento das fichas de identificação elaboradas; pesquisa histórica sobre os paramentos em geral, sobre suas enfocar la importancia de la producción mediática de los niños en su descubrimiento del mundo, sobre todo utilizando el periódico escolar y la imprenta. Asimismo las asociaciones de profesores trabajaron en esta línea e incluso la enseñanza católica se comprometió desde los años sesenta realizando trabajos originales en el marco de la corriente del Lenguaje Total. Páginas 43-48 45 Comunicar, 28, 2007 En el ámbito de los medios, también desde el principio del siglo XX hay ciertas corrientes de conexión. Pero es a lo largo de los años sesenta cuando se constituyeron asociaciones de periodistas apasionados por sus funciones de mediadores, que fomentaron la importancia ciudadana de los medios como algo cercano a los jóvenes, a los profesores y a las familias. Así se crearon la APIJ (Asociación de Prensa Información para la Juventud), la ARPEJ (Asociación Regional de Prensa y Enseñanza para la Juventud), el CIPE (Comité Interprofesional para la Prensa en la Escuela) o la APE (Asociación de Prensa y Enseñanza), todas ellas para la prensa escrita Estas asociaciones fueron precedidas por movimientos surgidos en mayo de 1968, como el CREPAC que, utilizando películas realizadas por periodistas conocidos, aclaraba temas que habían sido manipulados por una televisión demasiado próxima al poder político y realizaba encuentros con grupos de telespectadores. cipio del siglo XX, y nos han legado textos fundadores muy preciados, importantes trabajos de campo y muchos logros educativos y pedagógicos. La educación en medios ha tenido carácter de oficialidad de múltiples maneras, aunque nunca como una enseñanza global. Así la campaña «Operación Joven Telespectador Activo» (JTA), lanzada al final de los años setenta y financiada de manera interministerial para hacer reflexionar sobre las prácticas televisuales de los jóvenes, la creación del CLEMI (Centro de Educación y Medios de Comunicación) en el seno del Ministerio de Educación Nacional en 1983, la creación de la optativa «Cine-audiovisual» en los bachilleratos de humanidades de los institutos en 1984 (primer bachillerato en 1989) y múltiples referencias a la educación de la imagen, de la prensa, de Internet. La forma más visible y rápida de evaluar el lugar de la educación en medios es valorar el lugar que se le ha reservado en los libros de texto del sistema educa- 2. Construir la educación en los medios sin nombrarla El lugar que ocupa la edu- La denominación «educación en medios», que debería cación en los medios es muy ambiguo, aunque las cosas están cambiando recientemente. entenderse como un concepto integrador que reagrupase todos los medios presentes y futuros, es a menudo percibida En principio, en Francia, co- por los «tradicionalistas de la cultura» como una tendencia mo en muchos otros países, la educación en los medios no es hacia la masificación y la pérdida de la calidad. una disciplina escolar a tiempo completo, sino que se ha ido conformado progresivamente a través de experiencias y reflexiones teóricas que han tivo en Francia. Una inmersión sistemática nos permi- permitido implantar interesantes actividades de carác- te constatar que los textos oficiales acogen numerosos ter puntual. Se ha ganado poco a poco el reconoci- ejemplos, citas, sin delimitarla con precisión. miento de la institución educativa y la comunidad es- colar. Podemos decir que ha conquistado un «lugar», 3. ¿Por qué la escuela ha necesitado casi un siglo en el ámbito de la enseñanza transversal entre las dis- para oficilializar lo que cotidianamente se hacía en ciplinas existentes. ella? Sin embargo, la escuela no está sola en esta aspi- Primero, porque las prácticas de educación en me- ración, porque el trabajo en medios es valorado igual- dios han existido antes de ser nombradas así. Recor- mente por el Ministerio de Cultura (campañas de foto- demos que no fue hasta 1973 cuando aparece este grafía, la llamada «Operación Escuelas», presencia de término y que su definición se debe a los expertos del colegios e institutos en el cine ), así como el Minis- Consejo Internacional del Cine y de la Televisión, que terio de la Juventud y Deportes que ha emprendido en el seno de la UNESCO, definen de esta forma: numerosas iniciativas. «Por educación en medios conviene entender el estu- Así, esta presencia de la educación en los medios dio, la enseñanza, el aprendizaje de los medios moder- no ha sido oficial. ¡La educación de los medios no apa- nos de comunicación y de expresión que forman parte rece oficialmente como tal en los textos de la escuela de un dominio específico y autónomo de conocimien- francesa hasta 2006! tos en la teoría y la práctica pedagógicas, a diferencia Este hecho no nos puede dejar de sorprender ya de su utilización como auxiliar para la enseñanza y el que las experiencias se han multiplicado desde el prin- aprendizaje en otros dominios de conocimientos tales Páginas 43-48 46 Comunicar, 28, 2007 como los de matemáticas, ciencias y geografía». A pe- mente en todas las asignaturas. Incluso los nuevos cu- sar de que esta definición ha servido para otorgarle un rrículos de materias científicas en 2006 para los alum- reconocimiento real, los debates sobre lo que abarca y nos de 11 a 18 años hacen referencia a la necesidad no, no están totalmente extinguidos. de trabajar sobre la información científica y técnica y En segundo lugar, porque si bien a la escuela fran- el uso de las imágenes que nacen de ella. cesa le gusta la innovación, después duda mucho en Desde junio de 2006, aparece oficialmente el tér- reflejar y sancionar estas prácticas innovadoras en sus mino «educación en medios» al publicar el Ministerio textos oficiales. Nos encontramos con una tradición de Educación los nuevos contenidos mínimos y las sólidamente fundada sobre una transmisión de conoci- competencias que deben adquirir los jóvenes al salir mientos muy estructurados, organizados en disciplinas del sistema educativo. escolares que se dedican la mayor parte a transmitir Este documento pretende averiguar cuáles son los conocimientos teóricos. La pedagogía es a menudo se- conocimientos y las competencias indispensables que cundaria, aunque los profesores disfrutan de una ver- deben dominar para terminar con éxito su escolaridad, dadera libertad pedagógica en sus clases. El trabajo seguir su formación y construir su futuro personal y crítico sobre los medios que estaba aún en elaboración profesional. Siete competencias diferentes han sido te- necesitaba este empuje para hacerse oficial. nidas en cuenta y en cada una de ellas, el trabajo con Aunque el trabajo de educación en los medios no los medios es reconocido frecuentemente. Para citar esté reconocido como disciplina, no está ausente de un ejemplo, la competencia sobre el dominio de la len- gua francesa definen las capa- cidades para expresarse oral- La metodología elaborada en el marco de la educación en mente que pueden adquirirse con la utilización de la radio e, medios parece incluso permitir la inclinación de la sociedad incluso, se propone fomentar de la información hacia una sociedad del conocimiento, como defiende la UNESCO. En Francia, se necesitaría unir el interés por la lectura a través de la lectura de la prensa. La educación en los medios las fuerzas dispersas en función de los soportes mediáticos y orientarse más hacia la educación en medios que al dominio adquiere pleno derecho y entidad en la sección sexta titulada «competencias sociales y cívi- técnico de los aparatos. cas» que indica que «los alum- nos deberán ser capaces de juz- gar y tendrán espíritu crítico, lo que supone ser educados en los las programaciones oficiales, ya que, a lo largo de un medios y tener conciencia de su lugar y de su influencia estudio de los textos, los documentalistas del CLEMI en la sociedad». han podido señalar más de una centena de referencias a la educación de los medios en el seno de disciplinas 4. Un entorno positivo como el francés, la historia, la geografía, las lenguas, Si nos atenemos a las cifras, el panorama de la las artes plásticas : trabajos sobre las portadas de educación en medios es muy positivo. Una gran ope- prensa, reflexiones sobre temas mediáticos, análisis de ración de visibilidad como la «Semana de la prensa y publicidad, análisis de imágenes desde todos los ángu- de los medios en la escuela», coordinada por el CLE- los, reflexión sobre las noticias en los países europeos, MI, confirma año tras año, después de 17 convocato- información y opinión rias, el atractivo que ejerce sobre los profesores y los Esta presencia se constata desde la escuela mater- alumnos. Concebida como una gran operación de nal (2 a 6 años) donde, por ejemplo, se le pregunta a complementariedad (2000) Structure and mechanism of the aberrant ba3-cytochrome c oxidase from Thermus thermophilus. EMBO J 19: 1766–1776. 9. Hunsicker-Wang LM, Pacoma RL, Chen Y, Fee JA, Stout CD (2005) A novel cryoprotection scheme for enhancing the diffraction of crystals of recombinant cytochrome ba3 oxidase from Thermus thermophilus. Acta Crystallogr D Biol Crystallogr 61: 340–343. 10. 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