Feedback

Extração das lipoproteínas de baixa densidade da gema de ovo de "gallus domesticus" e sua aplicação na criopreservação do sêmen canino

Documento informativo

Mariana Machado Neves EXTRAÇÃO DAS LIPOPROTEÍNAS DE BAIXA DENSIDADE DA GEMA DO OVO DE Gallus domesticus E SUA APLICAÇÃO NA CRIOPRESERVAÇÃO DO SÊMEN CANINO Tese apresentada à Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais, como requisito parcial para a obtenção do grau de Doutor em Ciência Animal. Curso: Ciência Animal Área: Reprodução Orientador: Prof. Marc Henry Co-orientador: Dr. Luiz Guilherme Dias Heneine. Belo Horizonte Escola de Veterinária – UFMG 2008 N518e Neves, Mariana Machado. Extração das lipoproteínas de baixa densidade da gema do ovo de Gallus domesticus e sua aplicação na criopreservação do sêmen canino / Mariana Machado Neves. – 2008. 116 p. : il. Orientador: Marc Henry Co-orientador: Luiz Guilherme Dias Heneine Tese (doutorado) – Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Veterinária Inclui bibliografia 1. Cão – Reprodução – Teses. 2. Sêmen congelado – Teses. 3. Criopreservação – Teses. 4. Lipoproteínas – Teses. I. Henry, Marc Roger Jean Marie. II. Heneine, Luiz Guilherme Dias. III. Universidade Federal de Minas Gerais. Escola de Veterinária. IV. Título. CDD – 636.708 926 2 3 “Na vida, às vezes, somos chamados a enfrentar situações em que temos certeza de que nossa força não garantirá a vitória. Mesmo assim, seguimos em frente, confiando na outra força que nos protege e orienta. Aprendemos que nem sempre Deus escolhe os mais capacitados, mas Ele sempre capacita os escolhidos”. (Chris Linnares) Dedico esta vitória a Deus, à minha mãe Alba, por existir e à capacidade do ser humano em aprender, crescer e semear. 4 AGRADECIMENTOS À UFMG, pela oportunidade de realização do Doutorado e por ter me acolhido nestes anos. À FAPEMIG, pelo auxílio financeiro. Ao Prof. Dr. Marc Henry, pela orientação, apoio, amizade e transparência. Por ter me ensinado a importância do foco, da execução de pesquisas inteligentes e, além de tudo, do senso crítico. Ao Dr. Luiz Guilherme Dias Heneine, por ter me acolhido em seu laboratório na Fundação Ezequiel Dias – FUNED, participado como co-orientador deste trabalho e ter me apresentado a um mundo novo, trazendo os conhecimentos na área da pesquisa molecular. Ao Prof. Dr. Álan Maia Borges, por ter participado do Comitê de Orientação. A todos os membros da banca de avaliação, pela disponibilidade, paciência, apoio e grande contribuição na etapa final deste processo. À Prof. Marlúcia da Rocha e Silva, por ter me dado condições para desenvolver as atividades de doutorado juntamente com as atividades de professora no UnilesteMG, além de me mostrar que trabalhar com ética e profissionalismo sempre vale a pena, sempre! Ao Daniel e Aléxia, do canil Zuo´s, por terem aberto as portas do canil e disponibilizado seus reprodutores para o desenvolvimento das pesquisas. Ao Sr. Motta, da Tetakon, pelo empréstimo da máquina de congelamento computadorizada. A todos os funcionários, professores e colegas da Escola de Veterinária, pela convivência e apoio me todos estes anos. Aos meus irmãos do coração, orientados do Prof. Marc Henry, e associados, Geraldo Juliani, Jair, Márcio, Adriana, Alessandra, Fabiana, André, Valéria, Ester, pelos momentos de descontração, de trabalho árduo e pela ajuda e apoio constantes. Em especial ao Carlos Augusto 5 Clemente, que me acompanhou nas atividades experimentais, desempenhando-as com responsabilidade e alegria. Aos meus irmãos da FUNED, Viviane, Antônio Zumpano, Paulo, Theonis, Telma, Elaine, Isabela, Patrícia e Guilherme, por terem me acolhido com carinho, pelos ensinamentos e pela ajuda nas atividades experimentais. Á minha família UnilesteMG, meus queridos amigos biólogos, pelo companheirismo, pela amizade verdadeira e pela presença constante. A todos, que de alguma forma, contribuíram para a realização deste trabalho. 6 SUMÁRIO RESUMO . 16 ABSTRACT . 17 INTRODUÇÃO . 18 Capítulo 1 REVISÃO DE LITERATURA . 19 1.1 - Criopreservação do sêmen . 19 1.1.1 - Constituintes da membrana plasmática do espermatozóide . 19 1.1.2 - Efeitos do choque térmico sobre a membrana espermática . 20 1.2 – Atualidades sobre o congelamento do sêmen canino: fatores que influenciam sua fertilidade . 21 1.2.1 – Métodos de avaliação espermática in vitro . 22 1.2.1.1 - Motilidade espermática . 22 1.2.1.2 - Morfologia espermática, integridade de membrana e as técnicas de fluorescência . 22 1.2.1.3 - Teste hiposmótico . 23 1.2.1.4 - Teste de termorresistência (TTR) . 23 1.2.1.5 - Interação entre gametas in vitro . 23 1.2.2 – Pontos críticos no congelamento do sêmen canino . 24 1.2.2.1 – Método de centrifugação . 24 1.2.2.2 – Protocolo de resfriamento e congelamento . 24 1.2.2.3 – Temperatura de descongelamento . 25 1.2.2.4 – Componentes do meio diluidor para congelamento . 26 1.3 - A gema do ovo e as lipoproteínas de baixa densidade . 27 1.3.1 - Constituintes da gema do ovo . 27 1.3.2 - Aplicações da gema do ovo e das lipoproteínas de baixa densidade . 29 1.3.3 - Estudo dos mecanismos de ação da gema do ovo e das lipoproteínas de baixa densidade na preservação espermática . 30 1.3.4 - Processos de extração e purificação das lipoproteínas de baixa densidade da gema do ovo . 33 Capítulo 2 – Experimento I: Avaliação do uso de diferentes concentrações de sulfato de amônio na técnica de extração das lipoproteínas de baixa densidade da gema do ovo de galinha . 35 Resumo . 35 Abstract . 35 2.1 – Introdução . 36 2.2 – Material e métodos . 36 2.2.1 – Matéria prima e obtenção da gema de ovo de galinha . 36 2.2.2 – Obtenção do plasma da gema . 36 2.2.3 – Extração das lipoproteínas de baixa densidade . 37 2.2.4 – Análises químicas . 37 Determinação do teor de matéria seca . 37 Determinação do teor de lípides . 38 7 Dosagem de proteínas . 38 Purificação da lipoproteína de baixa densidade em cromatografia de filtração em gel . 38 Eletroforese em gel de poliacrilamida (SDS-PAGE) . 38 2.2.5 - Análise estatística . 39 2.3 – Resultados . 41 2.4 – Discussão . 43 2.5 – Conclusão . 46 Capítulo 3 – Experimento II: Padronização de uma técnica de congelamento de sêmen canino. 47 Resumo . 47 Abstract . 47 3.1 – Introdução . 48 3.2 – Material e métodos . 49 3.2.1 – Animais e coleta do sêmen . 49 3.2.2 – Meios diluidores . 49 3.2.3 – Avaliações espermáticas . 49 3.2.4 – Experimentos . 50 Experimento I: Avaliação do meio de centrifugação . 50 Experimento II: Avaliação do meio de congelamento e da temperatura de descongelamento . 51 3.2.5 – Análise estatística . 51 3.3 – Resultados . 52 Experimento I: Avaliação do meio de centrifugação . 52 Experimento II: Teste do meio de congelamento . 55 3.4 – Discussão . 58 3.5 – Conclusões . 62 Capítulo 4 - Experimento III: Avaliação in vitro de células espermáticas caninas congeladas em diluidores com diferentes concentrações de lipoproteínas de baixa densidade da gema do ovo de galinha, nas formas natural e liofilizada . 63 Resumo . 63 Abstract . 63 4.1 – Introdução . 64 4.2 – Material e métodos . 65 4.2.1 – Extração, forma de utilização e avaliação química das lipoproteínas de baixa densidade da gema do ovo de galinha. 65 Extração das lipoproteínas de baixa densidade . 65 Liofilização das lipoproteínas de baixa densidade . 65 Análises químicas . 65 4.2.2 – Congelamento do sêmen canino . 66 Animais . 66 Meios diluidores de centrifugação e congelamento . 66 Avaliação seminal e espermática . 66 Processamento do sêmen para congelamento . 67 8 Descongelamento do sêmen e avaliação espermática . 67 4.2.3 – Análise estatística . 67 4.3 – Resultados . 70 4.4 – Discussão . 73 4.5 – Conclusões . 79 Capítulo 5 – Experimento IV: Avaliação da eficácia da associação de diferentes crioprotetores às lipoproteínas de baixa densidade da gema do ovo sobre a viabilidade de espermatozóides caninos congelados. 80 Resumo . 80 Abstract . 80 5.1 – Introdução . 81 5.2 – Material e métodos . 82 5.2.1 – Extração das lipoproteínas de baixa densidade da gema do ovo . 82 5.2.2 – Congelamento do sêmen canino . 82 Animais . 82 Avaliação macroscópica e microscópica do sêmen . 82 Meios diluidores para centrifugação e congelamento . 82 Processamento do sêmen para congelamento . 83 Descongelamento e avaliação espermática . 83 5.2.3 – Análise estatística . 83 5.3 – Resultados . 84 5.4 – Discussão . 86 5.5 – Conclusões. 89 Capítulo 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS . 90 Capítulo 7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS . 91 Capítulo 8 ANEXOS . 104 Experimento I – Anexos 1 a 6 . 104 Experimento II – Anexos 7 e 8 . 110 Experimento III – Anexos 9 e 10 . 112 Experimento IV – Anexos 11 e 12 . 115 9 LISTA DE TABELAS Capítulo 2: Experimento I Tabela 2.1 – Teor de matéria seca (%), lípides (%) e proteína (mg/mL) da gema de ovo e das lipoproteínas de baixa densidade (LBD) extraídas da gema do ovo por precipitação com sulfato de amônio, nas concentrações de 10, 20, 40, 45 e 50% (N= média de três Acesso em: 17 jul. 2009) 65 O Marechal Castelo Branco assumiu a Presidência da República em 15.04.1964. 116 A denominação do bairro remete à figura de Francisco dos Santos, o Chico dos Santos, dono de um rancho às margens do rio Machado onde ele administrava um entreposto de mercadorias, uma venda e uma pousada para os viajantes que comercializavam produtos através da estação de Fama (1896) da Estrada de Ferro Muzambinho e do barco que ia de Fama até a Cachoeira (ainda existente no rio Machado e próxima ao bairro). Segundo um de seus descendentes, Sr. João Esmeraldo Reis, nascido em 1932, figura de destaque no bairro, quando da construção de Furnas, a expectativa dos moradores é que a energia elétrica chegasse ao bairro. Até então apenas os moradores mais abastados do bairro eram sócios de uma pequena usina elétrica, inaugurada em 12 de abril de 1951.66 Em seu depoimento à pesquisadora, em estudo prévio sobre a comunidade atendida pela Fundamar, em 1994, Sr. João Esmeraldo relembrou as várias pontes construídas sobre o rio Machado, interligando o bairro do Chico dos Santos ao bairro do Coroado no município vizinho de Alfenas. Antes da construção da primeira ponte a travessia era de barco e para o gado era na água. Segundo o depoente, quando a primeira ponte foi construída, em torno de 1920, só aqueles que contribuíram para a obra tinham livre acesso. Os demais tinham que pagar para atravessar ou se valerem dos préstimos do barqueiro, Chiquinho Cordeiro. Depois que o rio Machado foi represado por Furnas, no bairro Chico dos Santos (1965?) a terceira ponte foi construída pela comunidade com ajuda de ambas prefeituras – Paraguaçu e Alfenas. O Sr. João Esmeraldo 66 O jornal “O Paraguassu”, Paraguaçu (MG), n. 496 de 15 abr. 1951 traz a notícia: “Inauguração da Luz Eletrica no Bairro Chicos dos Santos”. Segundo Sr. João Esmeraldo, eram vinte e dois sócios envolvidos na construção da usina de energia elétrica, captando as águas do ribeirão que deságua no rio Machado, no bairro Chico dos Santos. O responsável pela usina era Geraldo de Abreu, de Alfenas. 117 participou da construção da ponte de madeira amarrada com cipó, a base era de pedra e sua extensão era de 22m. Foi construída entre 25 de julho e 25 de agosto de 1967. Edição de “A Voz da Cidade” de 1º de outubro de 1967 confirma a informação de nosso depoente. Furnas só viria construir a ponte sobre o rio Machado, em substituição à antiga, já interditada, em 1981. O jornal “A Voz da Cidade” de 28 de março de 1981 refere-se a um convênio entre a Prefeitura Municipal de Paraguaçu e Furnas – Centrais Elétricas S/A para construção de obras para evitar o ilhamento de alguns produtores rurais, cujas propriedades localizam-se nas margens do lago de Furnas. Refere-se ainda à construção da nova ponte do rio Machado, de interesse direto dos moradores do Bairro dos Santos (bairro Chico dos Santos, em Paraguaçu) e do Coroado, no município de Alfenas, a ser executada diretamente por Furnas. Raro exemplo de publicação de memórias sobre um bairro rural do município de Paraguaçu, o livro “Memórias do Chico dos Santos”, de autoria de Edson Vianei Alves (1949-2002), sobrinho materno do depoente João Esmeraldo, registra suas lembranças sobre o rio Machado, ao tempo de seu pai, Joaquim Felipe: “No rio Machado, ele [o pai] pescava dourado, curimba, tubarana, piapava, mandi, bagre e lambari.” (ALVES, 2000, p. 34) Sr. José Cavaleiro, mais conhecido por Tonico Cavaleiro (1933), também nascido e ainda morador no bairro Chico dos Santos, lembra-se também das boas pescarias no rio Machado. Mas afirma que o represamento do rio facilitou muito a vida, pela facilidade de captação d‟água para a lavoura, 118 principalmente do alho, principal atividade do bairro na década de 50 a 60.67 Sr. Hélio Meirante, nascido em 1935, também nascido e ainda residente nas mesmas terras que foram de seus pais, às margens do rio Machado, lembra-se que seu pai perdeu três alqueires de terra e foi indenizado pelo valor nominal das mesmas. Seu irmão, Ademir de Souza Meirante, nascido em 1953, calcula em dez alqueires as terras perdidas por seu pai para Furnas. A chegada dos técnicos de Furnas no bairro é rememorada pelos irmãos Meirante: Foi uma coisa. Da moda que a gente nem esperava. Que antes a gente via passar, fazer a marcação, e ficava abismado de ver aquelas condução no meio do pasto. Que era para fazer a marcação, onde a água ia atingir. [.] Eles não explicava nada. Eles entrava [sic] no meio do pasto, com aqueles jipes, com aqueles aparelhos, marcando tudinho. Eles nunca veio [sic] aqui. (Depoimento do Sr. Hélio Meirante, 2009) Foi enchendo e foi acabando tudo. Se não vendesse [para Furnas] já perdia tudo. Lá no retiro, pra baixo do Matão, o rapaz não quis vender a casa, o terreno, de jeito nenhum. Não vendeu. Eu vi a casa, o terreno foi subindo, sumiu tudo. Perdeu tudo. [.] Que nem eles falou [sic]: „aqui tando cheio é nossa, tando seco é seu‟. (Depoimento do Sr. Ademir Meirante, 2009) Sr. Tonico Cavaleiro, quando indagado sobre a reação da população do bairro à chegada de Furnas, disse: “o povo achou bão [sic] e é bão [sic] até hoje”.68 67 O almanaque “O Sul-Mineiro Ilustrado” em reportagem intitulada “O Desenvolvimento de Paraguassú e a Administração Cristiano Otoni do Prado”, datado de 1941, informa sobre a cultura de alho no município, cuja produção “figura em primeiro logar no Brasil”. 68 Os depoimentos desses moradores ribeirinhos foram filmados por um grupo de educadores da Fazenda-Escola Fundamar, em 2009. Fragmentos de seus depoimentos foram incorporados a uma apresentação em PowerPoint integrante do instrumento de capacitação dos educadores, objeto dessa dissertação. 119 6.9. CINQUENTENÁRIO DE FURNAS: DUAS VERSÕES DISTINTAS Em 2000, a denúncia sobre as péssimas condições sanitárias do lago de Furnas era objeto do jornal “A Voz da Cidade”, em 1º de setembro. À época a preocupação era com o baixo nível das águas do lago, que prejudicava o turismo, principal fonte de renda da população lindeira. O jornal faz um paralelo entre os prejuízos daquele momento e aqueles sofridos à época da constituição do lago. E especula sobre as causas do rebaixamento do nível das águas, entre elas, a rivalidade entre o então presidente Fernando Henrique Cardoso e o governador Itamar Franco69, sobre a privatização de Furnas. Segundo essa versão, frente às ameaças do governador contra a privatização, o Presidente teria pedido à direção da empresa para esvaziar o lago. O jornal ainda noticia uma reunião de representantes da Associação dos Municípios do Lago de Furnas (ALAGO) com a diretoria da empresa em 28.11.2000, para encontrar soluções para as agressões ambientais que a represa vinha sofrendo, bem como recuperar o passivo que a empresa tinha com os municípios lindeiros: Diariamente são despejados no local, dejetos sanitários, industriais e agrotóxicos. A falta de infra-estrutura e a de uma política de utilização do Lago vem comprometendo o desenvolvimento da região, que aposta no turismo como uma das ferramentas para reverter a estagnação econômica. (A VOZ DA CIDADE, 12 set. 2000, p. 1) Em 2007, ano do cinqüentenário de Furnas, o jornal Estado de Minas, de Belo Horizonte, trouxe dois artigos sobre o evento, que evidenciam opiniões distintas sobre os impactos gerados pelo empreendimento. 69 O governador Itamar Franco e o Presidente Fernando Henrique Cardoso assumiram seus respectivos cargos em 1999. O Presidente iniciava então seu segundo mandato. 120 Luiz Neves de Souza, mestre em turismo e meio ambiente, em artigo intitulado “Os 50 Anos do Lago de Furnas”, denuncia a ausência de políticas públicas que canalizassem esforços voltados à preservação ambiental e também de projetos consistentes e objetivos para o fomento e desenvolvimento do turismo na região. E reclama: Basta percorrer as 34 cidades do Lago de Furnas e observar, em todas elas, toneladas de rejeitos em esgoto e lixo, além de defensivos agrícolas que são despejados em diversas regiões que se dizem próprias para o turismo e para a prática de esportes náuticos, para não falar da situação caótica da rede viária local. (SOUZA, 2007) O senador Eliseu Resende, no artigo intitulado “A Epopéia de Furnas” em “homenagem evocativa ao cinqüentenário”, imagina que sem a energia elétrica e a Petrobrás, o Brasil estaria hoje nos mesmos níveis de muitos países da África. Durante esse tempo [desde 1957] construímos nossos portos e modernizamos outros; instalamos a indústria química de base; desenvolvemos a produção de veículos e de navios; e entramos, firmes, na aeronáutica. Para tudo isso contribuiu a energia de Furnas e a que ela transporta e distribui, pelo principal sistema de interligação das grandes geradoras nacionais (RESENDE, 2007, p. 9). Ambos pontos de vista refletem faces distintas de um mesmo fato histórico. A percepção do ganho pela geração de energia para o desenvolvimento industrial nacional versus os prejuízos study has some limitations. The study sample consisted of a selected cohort of CML patients, as the enrollment was carried out in a single center. It is part of an observational study that was initially designed to evaluate imatinib-induced cardiotoxicity. Therefore, patients with cardiac disease, who have shown to be at increased risk for drug-induced nephrotoxicity [36], were excluded. The data were collected from the medical records, and the number of measurements differed among patients. Furthermore, only CML patients were enrolled. The effectiveness of imatinib has been demonstrated in several other diseases [3, 38, 39, 40] and it is also important to evaluate nephrotoxicity in these patients, as it is not known whether the propensity to develop imatinibinduced nephrotoxicity is related to the underlying malignancy. conclusions In conclusion, physicians should be aware that imatinib treatment may result in acute kidney injury and that the long- term treatment may cause a significant decrease in the estimated GFR and chronic renal failure. Therefore, it is important to monitor renal function of CML patients under imatinib therapy by measuring the creatinine levels and estimating GFR. Attention must be paid to concomitant administration of other potentially nephrotoxic agents, to avoid additive nephrotoxicity in these patients. acknowledgements We gratefully acknowledge the contributions of our patients, their families, and the hematologists (Cla´udia de Souza, Simone Magalha˜es, and Gustavo Magalha˜es). We also thank Heloisa Vianna for the constructive comments and suggestions, and Ka´tia Lage and Vera Chaves for the expert secretarial assistance. funding Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientı´fico e Tecnolo´ gico (478923/2007-4) to ALR; Fundaxca˜o de Amparo a Pesquisa do Estado de Minas Gerais (PPM 328-08) to ALR; Coordenadoria de Aperfeixcoamento do Ensino Superior, Brazil (BEX 1199-09-9), to MSM. disclosure The authors declare no conflict of interest. references 1. Pappas P, Karavasilis V, Briasoulis E et al. Pharmacokinetics of imatinib mesylate in end stage renal disease. A case study. Cancer Chemother Pharmacol 2005; 56: 358–360. 2. Baccarani M, Cortes J, Pane F et al. Chronic myeloid leukemia: an update of concepts and management recommendations of European LeukemiaNet. J Clin Oncol 2009; 27: 6041–6051. 6 | Marcolino et al. Downloaded from annonc.oxfordjournals.org at Universidade Federal de Minas Gerais on February 10, 2011 Annals of Oncology original article 3. Blackstein ME, Blay JY, Corless C et al. Gastrointestinal stromal tumours: consensus statement on diagnosis and treatment. Can J Gastroenterol 2006; 20: 157–163. 4. Vandyke K, Fitter S, Dewar AL et al. Dysregulation of bone remodelling by imatinib mesylate. Blood 2010; 115: 766–774. 5. Kitiyakara C, Atichartakarn V. Renal failure associated with a specific inhibitor of BCR-ABL tyrosine kinase, STI 571. Nephrol Dial Transplant 2002; 17: 685–687. 6. Foringer JR, Verani RR, Tjia VM et al. Acute renal failure secondary to imatinib mesylate treatment in prostate cancer. Ann Pharmacother 2005; 39: 2136–2138. 7. Pinder EM, Atwal GS, Ayantunde AA et al. Tumour lysis syndrome occurring in a patient with metastatic gastrointestinal stromal tumour treated with glivec (imatinib mesylate, Gleevec, STI571). Sarcoma 2007; 2007: 82012. 8. Al-Kali A, Farooq S, Tfayli A. Tumor lysis syndrome after starting treatment with Gleevec in a patient with chronic myelogenous leukemia. J Clin Pharm Ther 2009; 34: 607–610. 9. Pou M, Saval N, Vera M et al. Acute renal failure secondary to imatinib mesylate treatment in chronic myeloid leukemia. Leuk Lymphoma 2003; 44: 1239–1241. 10. Vora A, Bhutani M, Sharma A, Raina V. Severe tumor lysis syndrome during treatment with STI 571 in a patient with chronic myelogenous leukemia accelerated phase. Ann Oncol 2002; 13: 1833–1834. 11. Naughton CA. Drug-induced nephrotoxicity. Am Fam Physician 2008; 78: 743–750. 12. Gafter-Gvili A, Ram R, Gafter U et al. Renal failure associated with tyrosine kinase inhibitors—case report and review of the literature. Leuk Res 2010; 34: 123–127. 13. Kelly RJ, Billemont B, Rixe O. Renal toxicity of targeted therapies. Target Oncol 2009; 4: 121–133. 14. Takikita-Suzuki M, Haneda M, Sasahara M et al. Activation of Src kinase in platelet-derived growth factor-B-dependent tubular regeneration after acute ischemic renal injury. Am J Pathol 2003; 163: 277–286. 15. O’Brien SG, Guilhot F, Larson RA et al. Imatinib compared with interferon and low-dose cytarabine for newly diagnosed chronic-phase chronic myeloid leukemia. N Engl J Med 2003; 348: 994–1004. 16. Hochhaus A, O’Brien SG, Guilhot F et al. Six-year follow-up of patients receiving imatinib for the first-line treatment of chronic myeloid leukemia. Leukemia 2009; 23: 1054–1061. 17. Druker BJ, Sawyers CL, Kantarjian H et al. Activity of a specific inhibitor of the BCR-ABL tyrosine kinase in the blast crisis of chronic myeloid leukemia and acute lymphoblastic leukemia with the Philadelphia chromosome. N Engl J Med 2001; 344: 1038–1042. 18. National Kidney Foundation. K/DOQI clinical practice guidelines for chronic kidney disease: evaluation, classification, and stratification. Am J Kidney Dis 2002; 39: S1–S266. 19. Coresh J, Byrd-Holt D, Astor BC et al. Chronic kidney disease awareness, prevalence, and trends among U.S. adults, 1999 to 2000. J Am Soc Nephrol 2005; 16: 180–188. 20. Ribeiro AL, Marcolino MS, Bittencourt HN et al. An evaluation of the cardiotoxicity of imatinib mesylate. Leuk Res 2008; 32: 1809–1814. 21. Calhoun DA, Jones D, Textor S et al. Resistant hypertension: diagnosis, evaluation, and treatment: a scientific statement from the American Heart Association Professional Education Committee of the Council for High Blood Pressure Research. Circulation 2008; 117: e510–e526. 22. Soares AA, Eyff TF, Campani RB et al. Glomerular filtration rate measurement and prediction equations. Clin Chem Lab Med 2009; 47: 1023–1032. 23. Mehta RL, Kellum JA, Shah SV et al. Acute kidney injury network: report of an initiative to improve outcomes in acute kidney injury. Crit Care 2007; 11: R31. 24. Levey AS, Stevens LA, Schmid CH et al. A new equation to estimate glomerular filtration rate. Ann Intern Med 2009; 150: 604–612. 25. Bash LD, Coresh J, Kottgen A et al. Defining incident chronic kidney disease in the research setting: the ARIC Study. Am J Epidemiol 2009; 170: 414–424. 26. Sokal JE, Cox EB, Baccarani M et al. Prognostic discrimination in ‘‘good-risk’’ chronic granulocytic leukemia. Blood 1984; 63: 789–799. 27. Cairo MS, Bishop M. Tumour lysis syndrome: new therapeutic strategies and classification. Br J Haematol 2004; 127: 3–11. 28. Lindeman RD, Tobin J, Shock NW. Longitudinal studies on the rate of decline in renal function with age. J Am Geriatr Soc 1985; 33: 278–285. 29. O’Brien S, Berman E, Borghaei H et al. National Comprehensive Cancer Networkâ (NCCN) Practice Guidelines in Oncologyä: Chronic Myelogenous Leukemia Version 2.2010. JNCCN 2009; 7: 984–1023. 30. Martin JE, Sheaff MT. Renal ageing. J Pathol 2007; 211: 198–205. 31. Wetzels JF, Kiemeney LA, Swinkels DW et al. Age- and gender-specific reference values of estimated GFR in Caucasians: the Nijmegen Biomedical Study. Kidney Int 2007; 72: 632–637. 32. Lechner J, Malloth N, Seppi T et al. IFN-alpha induces barrier destabilization and apoptosis in renal proximal tubular epithelium. Am J Physiol Cell Physiol 2008; 294: C153–C160. 33. Vuky J, Isacson C, Fotoohi M et al. Phase II trial of imatinib (Gleevec) in patients with metastatic renal cell carcinoma. Invest New Drugs 2006; 24: 85–88. 34. Ozkurt S, Temiz G, Acikalin MF, Soydan M. Acute renal failure under dasatinib therapy. Ren Fail 2010; 32: 147–149. 35. Shemesh O, Golbetz H, Kriss JP, Myers BD. Limitations of creatinine as a filtration marker in glomerulopathic patients. Kidney Int 1985; 28: 830–838. 36. Launay-Vacher V, Oudard S, Janus N et al. Prevalence of renal insufficiency in cancer patients and implications for anticancer drug management: the renal insufficiency and anticancer medications (IRMA) study. Cancer 2007; 110: 1376–1384. 37. Demetri GD. Structural reengineering of imatinib to decrease cardiac risk in cancer therapy. J Clin Invest 2007; 117: 3650–3653. 38. Vega-Ruiz A, Cortes JE, Sever M et al. Phase II study of imatinib mesylate as therapy for patients with systemic mastocytosis. Leuk Res 2009; 33: 1481–1484. 39. David M, Cross NC, Burgstaller S et al. Durable responses to imatinib in patients with PDGFRB fusion gene-positive and BCR-ABL-negative chronic myeloproliferative disorders. Blood 2007; 109: 61–64. 40. Gotlib J, Cools J, Malone JM et al. The FIP1L1-PDGFRalpha fusion tyrosine kinase in hypereosinophilic syndrome and chronic eosinophilic leukemia: implications for diagnosis, classification, and management. Blood 2004; 103: 2879–2891. doi:10.1093/annonc/mdq715 | 7
Extração das lipoproteínas de baixa densidade da gema de ovo de "gallus domesticus" e sua aplicação na criopreservação do sêmen canino
RECENT ACTIVITIES

Autor

Documento similar

Tags

Extração das lipoproteínas de baixa densidade da gema de ovo de "gallus domesticus" e sua aplicação na criopreservação do sêmen canino

Livre